Lado D dos Esportes
no estilo "a vida é um jogo"-
March 9th, 2010Futebol, Pela internet, Vídeo D HojeSérie Publi$$idade$
Tags: África do Sul 2010, Banco Itaú, Seleção de Futebol - Brasil, União de povos
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March 5th, 2010Esportes, Futebol, Pela internet, VídeosHoje, o vídeo acima está em evidência na mídia boleira. E veio parar até aqui no Lado D…
A entrevista feita pelo Luiz Ceará, grande e experiente repórter esportivo, atualmente na Rede Bandeirantes, com o Marcos, do Palmeiras, era para ser outra explicação do goleiro sobre o seu futuro no futebol. Pára ou não pára?
Dizer que iria encerrar a carreira foi o que o jogador alviverde mandou após a derrota para o Santo André, na rodada desta semana pelo Paulistão-2010.
Mas o papo ganhou eco e manchetes como polêmica entre o Marcão e o “Craque Neto”, ex-jogador, há algum tempo comentarista na mesma emissora que Ceará.
Sacralizado pela torcida do clube da Turiassu, quando contribuiu para a eliminação do maior rival, o Corinthians, em duas edições da Libertadores, Marcos desde a Copa do Mundo de 2002 tem o carinho da paróquia futebolística brasileira. Rivais ou não, ele sempre recebe um adjetivo positivo pela clareza ao falar nas demandas da sua profissão.
E resolveu pregar no ouvido do Ceará sobre opiniões emitidas pelo colega de profissão, ainda que Neto tenha pendurado as chuteiras.
O que dá para sentir, e claro, longe de tomar partido, é que tanto no Jornalismo Esportivo como no Jornalismo enquanto área, o opinativo cada vez mais é perfuro-cortante. Era mais característico de AM politiqueira, geralmente no interior do país, agora está em FM, AM, TV, impressos, horário e espaço nobre de tudo que é veículo.
Qual a necessidade de criticar tão ferozmente em troca de um salário, se, presumivelmente, todos estão trabalhando? Ou para simplificar, não é da minha conta? O que o arqueiro cita não é novidade para quem sintoniza meios de comunicação… ou põe a cabeça fora de casa – ou mesmo dentro dela, onde é possível ouvir má educação sonora -, ou no trabalho, enfim, na “çossiedadi”.
E quanto mais capitalista ela for, maior a avidez por “garantir o meu espaço no mercado”, aí se o “hábito faz o monge”, o território a ser defendido ou ampliado sai da mesa de trabalho para a dos outros, ou como é o caso, do close na tela da Band para as traves do gol palestrino.
“Ópio do povo”, “esporte das multidões”, “país do futebol”, “melhor ver jogo ou uma Playboy?”, enfim, tão folclóricos quanto as histórias dentro de campo são os rótulos da arquibancada para as ruas, e vice-versa. Porém, tem crescido o palpite no salário, no corte de cabelo, no uniforme, no biotipo dos atletas, na permanência no trabalho do técnico ou dos jogadores, por parte dos profissionais da imprensa, já que estamos falando da relação atleta e Jornalismo Esportivo. Veja bem, atleta e Jornalismo Esportivo, e não atleta x Jornalismo Esportivo.
Diploma ou a ausência dele assegura ingerência no território – leia-se sobrevivência – do próximo? Morar na mesma rua dos fofoqueiros das janelas é sinônimo de achar natural os pitacos adesivos destes?
Se sim, o que responder diante da sinceridade do invadido?
Fora da janela, longe das câmeras e microfones, distante dos teclados após mandar e-mails ou publicar textos sobre terceiros e, óbvio, na ausência destes, dá sequer para responder?
Para os intrometidos, deve soar como a célebre frase do Collor (!), sem comparar a trajetória do goleiro com a do político:
“(…) São palavras que eu não aceito (…) São palavras que eu quero que o senhor as engula, e as digira como julgar conveniente”.
O Marcão falou mais ou menos assim.
E na linguagem do esporte bretão, ao endereçado, é melhor simular contusão, um estiramento muscular e sair de fininho…
Resposta? Ah, nem batendo faltas!
É bom não procurar tomar uma dessas… Mas atrás dos teclados, câmeras, microfones, enfim, ao dar as costas, tá cheio de bicho feroz. (RAG)
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Tags: Collor x Pedro Simon, Craque Neto, Jogo Aberto (Band), Luiz Ceará, Marcos (Palmeiras), Onde não é chamado -
March 3rd, 2010Futebol, Pela internet, Vídeos
Na quinta-feira, dia 25 de fevereiro, após a partida Palmeiras X Flamengo do Piauí, pela Copa do Brasil 2010, a Jovem Pan AM entrevistou Jardel, hoje jogador do time de Teresina. Ele é considerado sensacional não só por gremistas, mas por muitos torcedores ao redor do mundo, pelo feitos em clubes europeus, sobretudo pelo Porto de Portugal.
Apesar de buscar passar felicidade e tranquilidade, Jardel tem algo de triste. Foi perguntado o que teria faltado para jogar na seleção brasileira, e disse: “Por gol é que não foi”. Seu retrospecto fala por si: 30 gols em 31 partidas na temporada 1996/97, 26 em 30 partidas em 1997/98, 36 em 32 partidas na temporada 1998/99 e 38 também em 32 partidas na temporada 1999/00. Em torneios internacionais, marcou 15 gols em 24 partidas.
Lembrou de ter orado e chorado em frente à televisão, torcendo pela seleção de Felipão, da qual não fez parte bem provavelmente pelos problemas pessoais com drogas. Deste momento conturbado da vida, que assegura ter terminado, porém, ele não gosta de falar: “Quem gosta de passado é museu”. Mas por uma insistência de Flávio Prado, comentarista da emissora paulistana, acabou aconselhando jovens a procurarem boas amizades e aproveitarem o bem que o esporte proporciona.
Se mostrou um homem saudoso a todo instante, emocionado quando a edição preparou, como surpresa, a narração de um gol seu no campeonato português. “Obrigado, muito obrigado”, agradecia humildemente. Também contou ter 3 filhos, 2 que vivem em Portugal com Karen, sua ex-mulher, jornalista da ESPN, e um nenê em Fortaleza, onde hoje, junto a Teresina, refaz sua vida. Ao fim, Jardel prometeu que jogaria, no mínimo, mais 2 anos.
O Grêmio, porém, para o qual ele já fez tanto, nunca colocou como possibilidade uma contratação. Vale lembrar que equipes que experimentaram jogadores mais velhos, fizeram e fazem história, como Claudio Milar para o Brasil de Pelotas, que depois morreu tragicamente; Iarley para o Inter, Goiás e agora Corinthians, Marcos no Palmeiras, Petkovic no Flamengo, entre tantos outros.
Equipes do Rio/São Paulo, a exemplo do Santos, empregam jogadores assim em várias atividades do clube, ou seja, valorizam os craques não só em memoriais ou bandeiras, mas da melhor forma que isso pode acontecer. Estranhamente, Jardel ainda não ganhou uma chance em um clube grande da maneira que mereceria. Quem sabe após este espaço que a imprensa nacional deu na semana passada? Melhor ainda seria se ele tivesse entrado em campo, não é mesmo?
Na imagem, Jardel no blog Já Joguei No Grêmio, cujo idealizador foi entrevistado aqui para o Lado D, pelo Ricardo Alexandre G., no post de 26 de fevereiro. (AE). . .
Tags: Copa do Brasil, Grêmio (BRA), Jardel -
March 1st, 2010Futebol, Pela internet, Vídeo D HojeSérie Publi$$idade$
Tags: Alemanha 2006, Diego Armando Maradona, Guaraná Antarctica, Seleção de Futebol - Argentina, Seleção de Futebol - Brasil
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February 26th, 2010Futebol, Pela internet
O trocadilho com “Imortal” é totalmente aplicável ao Já Joguei no Grêmio.
Apesar de constar no hino do clube, foi após a “Batalha dos Aflitos”, pelo ascenso à Série A do Brasileirão, em 2005, contra o Náutico, que a palavra ganhou força e frequenta cânticos e trapos da torcida tricolor. Claro que isso é paixão, e como tal, traz a possibilidade de mais discurso que prática, até porque de 2006 para cá, o Grêmio venceu, perdeu, empatou, como é a gangorra do futebol.
Só que há um lugar onde o time porto-alegrense não perde o adjetivo, pelo contrário, a cada post vai ficando mais imortalizado. O citado blog, no ar desde 2008, faz parte do processo de expansão da internet, no qual usuários têm a chance de inventar um tema e seguir adiante com a proposta. No caso do JJnG, a tônica é curta e grossa: fotografia e nome dos atletas que vestiram a camisa azul, preto e branca!
Claro que outros internautas e fãs do Tricolor desenvolvem trabalhos de conteúdo histórico, de memória escrita e fotográfica, mas é nesta que “Anônimo”, o autor do blog em questão, optou por seguir. A ausência de textos é compensada pela participação dos leitores no espaço para comentários; grande parte dos comentaristas respeitam a moçada das fotografias, tem até anotações ilustres de alguns… ilustres homenageados (vide bate-papo abaixo, com o editor).
Mesmo com tantos aspectos positivos, do trabalho do Anônimo e da internet, o crescimento da rede mundial aumenta a possibilidade de pichação nos comentários. Sem o uso de moderador, como faz o JJnG, a presença das opiniões, que seria para muitos a oportunidade de incrementar o conteúdo, surge também como válvula de escape para preconceitos e amarguras. Não é rara a leitura de ofensas por aspecto técnico - de certa forma, aceitável, pois o jogador não havia correspondido com o time -, e as piores delas, estética (!) e moral, que não têm a ver tanto no mundo externo ao monitor quanto dentro dele.
Assim, o hino, cujo “imortal” foi aproveitado, não teve extensão para o trecho “Hoje com o mesmo ideal / Nós saberemos te honrar”… Decididamente, Lupicínio Rodrigues, o letrista, não entenderia muito a “queimação de Judas” num lugar para memória e feito por um entusiasta do maior rival do Colorado.
Já Joguei no Grêmio é para quem curte o Tricolor da Azenha e o Futebol, na perspectiva da história. Com jeitao (e é!) de dicionário, uma vez que os atletas estão listados por verbetes, é um álbum de figurinhas virtual, portanto, é separar o cromo, a cola e dividir atividades com o criador do site, para que um dia a coleção fique completa. (RAG)
* Quer conferir o blog gremista?
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Lado D dos Esportes - Olá, Anônimo! Em meio a tantos sites tricolores, por que criar o “Já Joguei no Grêmio”?
Anônimo (JJnG) - Tinha em casa um grande arquivo de fotos de jogadores dos anos 2005 e 2006, tanto profissionais quanto das categorias de base. Volta e meia acessava e passava horas relembrando os atletas que já vestiram a camisa do Tricolor. De forma completamente despretensiosa, decidi colocar cada uma destas fotos na internet para compartilhar com outras pessoas.
Aos poucos, a iniciativa foi tomando grande proporção. A resposta foi imediata e positiva. Foi então que decidi ampliar ainda mais o projeto e, ao invés de utilizar apenas as fotos que eu tinha em casa, fui atrás de outras fotos na internet e também no próprio Grêmio, utilizando imagens do seu Memorial. No próprio blog solicito a ajuda de visitantes, que muitas vezes encaminham pro nosso e-mail fotos e links onde podem ser encontradas. Assim começou.
Lado D dos Esportes - O clube disponibiliza fotos do elenco principal e da base com essa qualidade ou é “trabalho de olheiros” (risos)? E a opção pelas fotografias sem textos, confiava neste tipo de participação dos visitantes, contribuindo com imagens e comentários?
Anônimo (JJnG) - (Risos) Posso dizer que é um trabalho de “olheiros”. Num primeiro momento priorizei a qualidade das fotos, já que possuía estes arquivos comigo. Depois vi que seria difícil manter o padrão, tendo em vista que fotos mais antigas são difíceis de achar em qualidade parecida. Muitas vezes utilizo o artifício do escanear ou até mesmo fazer foto da própria foto.
Prefiro optar por diminuir a qualidade das imagens do que deixar de fora alguns jogadores. Acho que o visitante prefere assim e não está muito preocupado com a resolução das imagens.
Com relação ao tópico dois da pergunta, num primeiro momento não me preocupei muito com as informações sobre os jogadores. A ideia era mesmo disponibilizar apenas a imagem, até para mexer com a memória do torcedor. Depois, muitos visitantes entraram em contato solicitando mais informações sobre os jogadores. Pelo menos o ano em que atuaram pelo clube. Confesso que nem sempre sei em que ano ele atuou ou até mesmo o nome completo. Infelizmente não possuo tempo suficiente para me dedicar a uma pesquisa mais aprofundada. Por isso abri espaço nos comentários para que os próprios visitantes contribuam com mais informações. Até eu mesmo acesso e coloco algumas informações em determinados jogadores. Isso enriquece muito o blog. Até mesmo as “pichações” são válidas. Me divirto e fico horas lendo cada comentário.
Lado D dos Esportes - Passeando pelo blog, tenho outras duas anotações. O que muda com o uso de novas mídias sociais, como é o caso do Twitter? A segunda é sobre quando escreve “Este blog não é meu, nem de ninguém em especial. É de todos aqueles apaixonados pelo Grêmio e pelo futebol”, seria um motivo para a sua opção pelo anonimato?
Anônimo (JJnG) - O que muda é a capacidade de multiplicar o número de visitantes e estreitar a comunicação entre o blog e os “leitores”. Uso meu Twitter pessoal diariamente e decidi criar o Twitter do JJnG talvez até para testar a popularidade do blog. Fiquei satisfeito com a resposta. Aproveito para divulgar as atualizações e colocar algumas informações interessantes sobre determinados atletas que já jogaram no Grêmio e que fazem sucesso (ou não) em outros clubes. Quem sabe, na continuidade, posso ampliar utilizando novas mídias. Porém, sigo apenas com o blog e o Twitter.
Sobre a segunda colocação, a frase “Este blog não é meu, nem de ninguém em especial. É de todos aqueles apaixonados pelo Grêmio e pelo futebol” reforça minha busca pelo anonimato. Não tenho interesse de me promover com o blog. A ideia é apenas a diversão. Isso incentiva também a participação dos visitantes. Seja enviando fotos ou colaborando com comentários. Quero que se sintam interessados em participar. No final, todos saem ganhando. O blog é da torcida do Grêmio.
Lado D dos Esportes - Você tem exemplos curiosos para contar para a gente? Vi que escola o JJnG já criou, tem gente do arquirrival Colorado que teve tanta “influência” que até o nome do site é o mesmo – Já Joguei no Inter!
Anônimo (JJnG) - Meu maior prazer com o blog é ler um comentário do tipo: “Nossa! Nem sabia que esse cara tinha jogado no Grêmio!”. Ou então: “Quem é esse cidadão?”. A ideia é exatamente essa: mexer com a memória e a curiosidade do visitante.
Existem posts que são recordistas em comentários. Ronaldinho e Assis encabeçam a lista. São verdadeiros fóruns de discussão.
É divertido acompanhar a opinião e a manifestação de cada um, tanto a favor quanto contra.
Tem também a foto do Anderson Pico quando estava nas categorias de base. Essa foto rendeu muitos comentários engraçados. O argentino Arangio passou pelo Grêmio e ninguém viu. Praticamente ninguém lembra dele. No post com a foto do Jésum, um ponta-esquerda que passou pelo Olímpico, acho que no final da década de 70, recebeu dois comentários curiosos: o primeiro de uma pessoa chamada Gésum, que tinha recebido o nome em homenagem a ele. Outro dizia que sempre tinha escutado histórias incríveis sobre o jogador, mas chegou a pensar que ele nunca havia existido de verdade. Tem também comentários onde o torcedor agradece ao jogador pela passagem pelo clube, como (por exemplo) nas fotos do Renato, De León, Sandro Goiano, etc. Uma demonstração de carinho e gratidão como se o próprio jogador fosse ler. E quem garante que não lê? Na foto do Valdir Espinosa, ele mesmo deixou um comentário agradecendo a lembrança.
Às vezes, os comentários são mais interessantes que a própria foto.
Sobre o surgimento do “Já Joguei no Inter”: entendi como uma homenagem ao nosso blog. Fiquei sabendo da existência dele nos próprios comentários. A qualidade não é a mesma, e os critérios também. Enviei um e-mail parabenizando pela “iniciativa” (irônico) e recebi a resposta carinhosa onde o autor disse que não tem vergonha em dizer que copiou a nossa ideia.
Sinceramente, não vejo problemas. Dentro da rivalidade salutar entre as duas agremiações, todos que gostam de futebol saem ganhando.
Lado D dos Esportes - Diante de tantas coisas interessantes ao lidar tão próximo dos visitantes do blog (e do Twitter também), qual a sua percepção sobre os canais de maior destaque na cobertura esportiva? Eles contribuem de alguma maneira para a criação do seu trabalho?
Anônimo (JJnG) - Nesta quantidade absurda de informações que recebemos diariamente na internet e nos novos canais, o importante é saber filtrar o que tem de bom. Pra isso, entra o conhecimento e o instinto. Já tenho mais de 30 anos de vivência dentro do futebol. Tempo suficiente para saber tirar proveito do que anda à deriva nas ondas da internet. Tempo suficiente para saber o que é bom e o que é ruim. Não só para a realização do blog como para o meu trabalho diário.
Focando apenas o JJnG, os canais de maior destaque servem para me municiar de informações sobre jogadores que já passaram pelo Grêmio. Onde andam jogando, o que estão fazendo… Se der sorte, ainda sou capaz de conseguir alguma foto. Nesse sentido, o site do Milton Neves ajudou com a coluna “Que Fim Levou?”.
Não faz muito, encontrei uma matéria sobre o Caxias elencando a quantidade de jogadores contratados que já haviam atuado no Grêmio. Isso serviu de mote para disparar os links dos jogadores pelo Twitter do JJnG.
O Botafogo foi campeão da Taça Guanabara com gols de Fábio Ferreira e Loco Abreu, dois que já passaram pelo Grêmio e estão no nosso blog. Basta um pouco de atenção e filtragem.
Lado D dos Esportes - Sigamos para a coluna vertebral de todo o papo, que não poderia ficar de fora, o Grêmio! Por lidar com a memória do time, de quando é a primeira recordação de carinho com o clube, ainda que no início tenha sido colorado (risos)? Te(ê)m jogador(es) e momento(s) especiais?
Anônimo (JJnG) - Vivo o Grêmio desde meus primeiros anos de vida. Posso dizer que até antes disso: meu avô teve uma vida dedicada ao Grêmio, foi um dirigente renomado. O mesmo sobre meu pai. Sendo assim, eu não poderia ser diferente e procuro representar da melhor maneira a família.
Quando pequeno, era fã do Zequinha e do volante Victor Hugo, campeão em 1977. Depois passei a defender com unhas e dentes o lateral Paulo Roberto, campeão mundial e um dos jogadores com maior número de títulos no futebol brasileiro, ainda que não fosse unanimidade junto aos torcedores. Na década de 90 vem o grande esquadrão de Felipão. Estive em Medellín na final da Libertadores. Vivi de perto as cabeçadas de Jardel com os cruzamentos de Paulo Nunes. Acho que foi o último grande esquadrão. Então veio o Ronaldinho e aquele rompimento doloroso. Coisas que acontecem. Jogadores inesquecíveis e momentos que ficam na memória.
Lado D dos Esportes - Perguntei sobre a questão de novo estádio ao Fábio Areias, palmeirense que já passou pelo Lado D, e como o Tricolor está envolvido em situação idêntica, qual a sua opinião sobre um novo estádio? O Olímpico merece a implosão?
Anônimo (JJnG) - Já viajei o mundo e o Brasil acompanhando grandes jogos de futebol. Conheci estádios sensacionais e outros nem tanto. O Olímpico hoje em dia está num patamar intermediário. Se o Grêmio quiser ser um clube intermediário, que continue como está. A construção de uma nova casa seguindo os padrões internacionais de qualidade colocaria o Tricolor em um nível mais à frente. Não que isso vai fazer o time jogar mais dentro de campo, mas falo em mentalidade. Pensar grande é o primeiro passo para se fazer grande. Foi assim na década de 80 e 90, quando a mentalidade mudou e o time respondeu, deixando de ser porto-alegrense para se tornar mundial.
Sobre a implosão do Olímpico, tenho uma metáfora que acredito caber bem neste caso. O Olímpico é como um carro antigo que compramos zero quilômetro, há anos. Sempre nos acompanhou nas mais longas viagens. Deu problema algumas vezes. Passou por diversos mecânicos e resistiu bravamente. Temos um carinho todo especial. Um dia temos a oportunidade de comprar um carro novo. Um carro do ano. Uma caminhonete importada com banco de couro e todos os utilitários possíveis. Ainda que haja o carinho pelo carro antigo, basta sentarmos no carro novo e ligar o motor para esquecer nosso antigo companheiro. Assim será com o Olímpico. Vai existir a nostalgia, mas com a primeira grande decisão de Libertadores na Arena, o Olímpico passará a ser apenas uma lembrança carinhosa do passado.
Lado D dos Esportes - Numa cena tipicamente gremista, o juiz deu 5min de acréscimo, bate-rebate na pequena área, a bola resvalou em 4 canelas, quase na linha do gol, o último toque é seu. Se fizer, vai para os pênaltis!!!
Anônimo (JJnG) - Coloco para o fundo das redes e corro em direção aos camarotes da Bombonera, fazendo sinal de silêncio pra torcida do Boca. Vejo o Maradona no seu camarote com as mãos na cabeça e escuto o silêncio sepulcral. Ao fundo, o delírio da nação gremista na parte mais alta do estádio, atrás da goleira oposta onde empatei a decisão.
Quando o juiz apita o término do jogo, Eurico Lara me abraça e diz: “Deixa comigo que defendo pelo menos duas penalidades”. Galatto completa: “Pode ficar tranqüilo”. Na lista dos cobradores, Dinho e Arce têm a chance de se redimir de 1995. O lateral cobra o último e Dinho bate o primeiro. Nas outras cobranças: Airton Pavilhão, Alcindo Bugre e Tesourinha. E se ainda precisar, eu bato a próxima. Grêmio tri da Libertadores!
Agradeço a oportunidade e me coloco à disposição. Grande abraço!
Tags: Blog, Grêmio (BRA), Mídias Independentes, Twitter -
February 23rd, 2010Futebol, Pela internet, Vídeo D HojeMomentos do clube, na 1ª Divisão desde a temporada 2008-09
Tags: Baniyas Sports & Culture Club (EAU)
(Baniyas Sports & Culture Club – Emirados Árabes Unidos) -
February 20th, 2010Futebol, Pela internet, Time visitante, Vídeos
(Imagem: Reprodução)
As continhas a mais nos grandes eventos esportivos já fazem parte do orçamento. São óbvias.
A bola da vez é na África do Sul, para a Copa do Mundo de 2010.
Aumentos que chegam até a duplicar! A linguagem matemática parece fadada a começar a partir do milhão.
A seguir, a Olimpíada de Londres. Mas do Velho Mundo não costumam (ou não podem?) divulgar muita coisa. Enquanto isso, nas (ex?) colônias…
Agora é a África do Sul. O Brasil, que não quer fugir do orçamento prévio, tudo ficará na “mais pura lisura”, sem mentiras, quer trazer… Tony Blair, aquele mesmo, o amigo de W. Bush, a dupla das Guerras Preventivas, para tudo ficar às claras na Olimpíada de 2016!
Acho que as tags deste post aumentarão de tamanho, ali à direita deste blog, em “Palavrões”. É o Show do Milhão! Mas nesse, que não é o do Sílvio, as cartas e as placas parecem marcadas, não há ajuda dos universitários e dos convidados, e ao cidadão “com as mensalidades do carnê em dia”, cabe “pular” a pergunta por ser impotente ou induzido a não saber a resposta. (RAG)
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Los sudafricanos rompen el chanchito
Maradona exigió que el lugar de estancia y entrenamiento de la selección sea remodelado. Ese es sólo uno de los gastos extras que siguen pagando los sudafricanos todos los días.
por Nicolás Scipione
La primera actividad de Maradona, luego de cumplir la sanción impuesta por la FIFA debido a la famosa frase “que la chupen… que la sigan chupando” (que ahora aparece en las remeras), fue visitar el predio de la Universidad de Pretoria en el que la selección de fútbol se alojará por el tiempo que dure la competencia de Sudáfrica 2010. Diego dio órdenes para remodelar el búnker: La misión del grupo, según dio a conocer la AFA, fue verificar el avance de las obras de remodelación del predio, tal como se planificó oportunamente (Bilardo había viajado a Sudáfrica en diciembre pasado para dar el visto bueno sobre el lugar) y realizar obras de caridad en las escuelas de la zona. ¡Qué bueno! Ahora la pregunta que vale hacerse es ¿de dónde sale la plata de dicho arreglo?
A pocas semanas para el comienzo del Mundial, Maradona viajó a Sudáfrica para visitar el lugar elegido como concentración de la delegación argentina. No fue el manager Carlos Bilardo, que protagoniza el culebrón del verano junto con el ayudante de campo, Alejandro Mancuso.
El lugar en cuestión fue muy disputado por los seleccionados de Italia y Alemania, tiene un perímetro total de 76 hectáreas y cuenta con un hotel de cuatro estrellas. Los arreglos constan detalladamente en que dieciocho cuartos de dos camas del hotel en el predio se transformarán en piezas individuales que utilizarán los “referentes del plantel” (¿18 referentes tiene la Selección Argentina?), se pintarán los techos, se cambiarán los muebles, se crearán baños privados en cada una de las habitaciones y se reemplazarán los televisores de tubo por pantallas LCD. Los sacrificados dirigentes y los asistentes de Diego dormirán en un edificio cercano y la habitación de Diego, pasará de ser una pieza convencional a una suite.
La plata para semejante remodelación se cuenta dentro del presupuesto que el gobierno sudafricano “invierte” en un fondo exclusivo para el Mundial 2010 (algo así como el fondo del Bicentenario de Cristina).
Sobre principios del 2009, el presidente de la FIFA, Joseph Blatter, había comentado que “sería temerario no tener un plan B”, en referencia a los profundos cambios que había sufrido el fondo económico del país africano para la realización del mundial. Cuando se creo y se aprobó dicho fondo daba cuenta de US$ 865 millones, mientras que los gastos cuando Blatter pronunció esas tétricas palabras superaban los 1280 millones de dólares para organizar la competencia. Hoy se advierte en varios órganos de prensa y de la economía concentrada que el presupuesto es aun mayor. ¡ Quizás se debe a los arreglos que quiere Diego! Se precisan algo más de 387 millones de dólares adicionales para cubrir los enormes costos del ambicioso programa para la construcción y la renovación de diez estadios. En Sudáfrica se están construyendo cinco nuevo escenarios para el certamen y otro cinco se están remodelando. Por ejemplo, informa el City Press de ese país, que las autoridades del estadio Nelson Mandela que tiene 49.000 asientos, en construcción) aceptaron que han tenido que revisar el presupuesto original de 92 millones de dólares y ahora estimaron que costará US$ 194 millones debido a la “escalada de los costos en la construcción”. El mismo Jabu Moleketi, viceministro de Economía de Sudáfrica y miembro del comité organizador del Mundial, admitió que los costos habían aumentado, pero no podía dar cifras exactas del incremento. Y a principios de febrero, el jefe ejecutivo del comité organizador, Danny Jordan, afirmó que espera que el presupuesto supere los 1290 millones de dólares. En el informe oficial del comité organizador se detalla que para cubrir estos gastos adicionales, las nueve ciudades sede del torneo deberán solicitar, no sólo al gobierno, sino también al Banco Africano de Desarrollo, créditos a bajo interés. ¡Pobres los organismos internacionales de crédito que van a tener que poner plata en Sudáfrica!
La inflación alcanzó en Sudáfrica el 10,9% en mayo de 2009, y no dejó de subir hasta hoy. Esta inflación se traduce, no solo en el aumento de los costos de construcción para las empresas, como suelen aparecer en todos los informes económicos, sino que además obedece a la suba en los precios de los productos de consumo y en el transporte sudafricano. Parece que en Sudáfrica los pudientes viajan en taxi y los negros viajan a pie, así que, el presupuesto para la organización del Mundial tenía previsto instalar una nueva red de trenes y de colectivos que están pagando los sudafricanos (está de más aclarar que para el mundo económico esto es una oportunidad para el desarrollo, pero cómo siempre la pregunta es ¿desarrollo para qué?).
Solo espero que Maradona y los jugadores argentinos construyan el milagro de que Argentina sea campeón del Mundial. Así, quizás, sintamos que el esfuerzo de los sudafricanos valió la pena, ¿no?.
{Agencia Rodolfo Walsh}
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Tags: África do Sul 2010, E$porte$, Gastos extras em eventos esportivos, Seleção de Futebol - Argentina -
February 20th, 2010Basquetebol, Vídeo D HojeSérie Publi$$idade$
Tags: NBA, Nike
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February 20th, 2010Intervalo de partida, Vídeo D Hoje, Vídeos
Pouco mais de 7 (sete) meses de atividades, experimentações e ajustes com a turma que topou seguir com o Lado D, sai da pasta de rascunhos uma das ideias da fase embrionária, e das mais instigantes, que é reproduzir vídeos.
Quem chegar até aqui não terá dificuldades em encontrá-los, quase sempre há um pretexto para fazer o “embed” dos inúmeros audiovisuais espalhados pela internet, mesmo que nos dias a seguir, quando não forem nossos, eles deixem de estar no ciberespaço.
Aliás, principalmente para empresas de comunicação, se digitalizaram, qual o motivo para apagá-los depois? Pelo rico acervo, por alguns sites muito legais, a Globo, por exemplo, nem precisava entrar nesta lista da turma que apaga para não gastar uns trocados a mais… Aqui no blog tem deste acervo, mas às vezes até escrevemos, comentamos algo e… pronto, lá se foi o post, vai pelo ralo um naco de memória, da história que perde espaço para os inúmeros lixos virtuais encontráveis nos sites que reproduzem vídeos. Caso acessem o Lado D, e acessam, que Globo, Band, entre outros, digitalizem e preservem, são acessos garantidos e constantes.
Um exemplo claro é o do período da Copa do Brasil! O emaranhado de clubes do mais eclético campeonato boleiro de um país tão grande facilmente apresenta culturas, quase sempre desconhecidas, irrelevadas ou que ainda precisam de certo impulso para chegar a um maior espectro da população. Sotaques, geografias, cores, é uma colcha de retalhos que, para os veículos, ganha hospedagem que não dura 1 (um) ano! Reforço a lista: deixem no ar (e digitalizem os que não estão), sempre vai ter gente procurando por clubes, municípios, estados e povos espalhados pelas fronteiras daqui.
Enquanto a seção “Vídeo D Hoje” toma fôlego para crescer, vide os 2 (dois) publicados, dentro dela a série de comerciais esportivos também ganhará forma. Não, não é merchandising, e se for é indireto; a proposta é reforçar o “no estilo a vida é um jogo”, que o negócio está inserido no contexto dos esportes, mas que produzem audiovisuais legais, sim, não há como negar.
Nestes trabalhos quase sempre pirotécnicos, têm espaços para humor, intercâmbios culturais, espetacularização, propagandas enganosas - mas também para as verídicas -, diversidade de linguagens visuais, os quais com olhar crítico e sem paranóia para abrir o bolso, são curtas-metragens que os olhos gostarão de conferir.
Um propagandístico, inclusive, foi publicado e abre perspectivas de história… Sem estar na seção, mas está valendo.
Então nos próximos posts as peças publicitárias também farão parte do “Vídeo D Hoje”. (RAG)
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February 19th, 2010Futebol, Pela internet, Vídeo D HojeGol a gol, em jogo nos Emirados
Tags: Partida de Futebol nos EAU
(Futebol – Emirados Árabes Unidos)
