Lado D dos Esportes
no estilo "a vida é um jogo"-
Reis
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July 27th, 2009Voleibol
Ontem foi a decisão da Liga Mundial de Vôlei, em Belgrado (Sérvia ou Iugoslávia? Tem nomenclatura para ambos os gostos), e como é o mais provável desde 2001, exceto 2002 e o ano passado, deu Brasil, contra a “dona” da casa , a Sérvia. 3 a 2 e horas de partida. O selecionado brasileiro, junto ao italiano, tem 8 (oito) títulos, são os maiores ganhadores até agora.
Para quem chega no Lado D, não é estranho sacar que algumas agências de notícias estão presentes nos posts, bem como na lista de enlaces (Outros lados), ali no canto direito. São presenças “antigas” no blog dissonante, que apesar da nova roupagem, existe no Dissonância desde o início, em 2003, cujas publicações são guardadas na seção Antimofo apenas a partir de 2007. Só que o Lado D é projeto (palavra da moda no futebolês) recente e o Granma cubano surge por aqui pela primeira vez.
Claro que será a primeira e a última vez que o periódico da Ilha será apresentado, mas o grifo vem justamente para os desavisados, os quais, ignorância ideológica à parte, acham que o conteúdo traz as prédicas do Fidel Castro ou algum outro líder socialista. Sim, tem eles, porém, duvido que encontrem facilmente linguagem jornalística – não aquela mercadológica atual, robótica – desalmada, e sim, fazem questão de colocar a coroa de louros, como neste caso, nos campeões. E não desdenham dos que perdem as batalhas, ao contrário do que afirmam ser “cultural” do periodismo de um certo Gigante Sul-americano. Mesmo que sejam os Estados Unidos, aqueles do bloqueio econômico, o Granma está ali, ressaltando os ingredientes que proporcionaram a vitória. E se forem os patrícios do Caribe, não vêem nada demais em afirmar “Cuba, por su parte, solo fue una sombra de sí misma en la final”.
E imaginar que aqui no Brasil, quando falam dos hermanos cubanos, tal com os outros, os argentinos, enquadram os adversários como catimba, encrenqueiros, provocadores, e quando ganham dos canarinhos, quase unânime uma citação de rodapé na imprensa, geralmente atribuem à “amarelada” ou “mercenários” na final, para meses depois enaltecerem os títulos rivais como advindos de países de superação extraterrestre.
Parabéns para a renovada seleção verde-amarela, aos demais que disputaram estas finais, e ao Granma (Ariel Coya), que para os que não usam tapa-olhos, dá lição no jornalismo esportivo. Ou um brasileño acha que clicaria ou viraria alguma página de jornal daqui e encontraria um “rey” atribuído ao vencedor? Hummm… (RAG)
* Imagem: FIVB (sítio oficial da Federação Internacional de Voleibol)
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El retorno del rey
Por Ariel B. Coya
Un año después, retornó a la cima del mundo el monarca pródigo. Brasil venció a Serbia tres sets por dos (22-25, 25-23, 25-22, 23-25 y 15-12) y se consagró campeón de la XX Liga Mundial de voleibol, donde Cuba quedó fuera del podio tras caer ante Rusia en un desangelado desafío por el bronce.
En la Arena de Belgrado, el cuadro auriverde conquistó su séptima corona en nueve años – en total exhibe ocho – y parece una cuestión de justicia poética que lo hiciera de la mano de un conjunto rejuvenecido que ha comenzado a tejer con brillantez la épica de un nuevo ciclo dorado.
Pero no fue fácil. La batalla final se presentó tan intensa como se preveía, librándose durante más de dos horas. En ese tramo, el guión resultó terriblemente cruel para el elenco serbio y para las 22 680 almas que desde la grada le infundían aliento.
Buscando redimir la herida inflingida por Estados Unidos en la final del año pasado, los balcánicos llegaron a rozar el título por cuarta vez, pero cayeron derribados por la majestad del talento colectivo, el esfuerzo generoso y el orden espartano. Ni más ni menos.
Con esa fórmula, los sudamericanos alcanzaron el triunfo, liderados por el gigante Leandro Vissotto Neves, quien anotó 29 puntos, uno más que el sempiterno atacador de los serbios, Ivan Miljkovic. A continuación descollaron Murilo Endres y Lucas Saatkamp, con 15.
Cuba, por su parte, solo fue una sombra de sí misma en la final de consolación ante Rusia. El equipo salió mermado por la derrota de la víspera y por segunda vez cayó en sets corridos (25-13, 26-24 y 25-16) durante los 16 cotejos que disputó en toda la justa.
Tras un primer parcial lóbrego – sin bloqueos, contraataques ni aces - el director técnico Orlando Samuels recurrió al banco, para revitalizar el juego antillano que, al menos, brindó en el segundo una imagen más cercana al alto nivel de voleibol que puede jugar. Pero la sentencia estaba ahí. Con un 2-0 en contra, el partido había muerto.
No obstante, dos cubanos resaltaron entre los líderes individuales de la ronda final, donde el líbero brasileño Sergio Dutra Santos fue nominado como el Jugador Más Valioso. Robertlandy Simón resultó puntero en bloqueo y porcentaje de ataque y Wilfredo León ostentó el mejor servicio.
{Granma}
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