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May 22nd, 2013Futebol. . .
Série Publi$$idade$
Tags: Falcao García, Publi$$idade$, Puma, Puma evoSPEED 1.2 CAMO
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May 21st, 2013Futebol
* Imagem: Reprodução/www
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E as palavrinhas começam a surgir!
Pate(n)teáveis.
Vuvuzela na anterior, caxirola para a próxima.
Não contavam com a torcida do Bahia… (RAG)
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A Copa: dos cartolas às “caxirolas”…
por Rodolpho Motta Lima
Sempre gostei de futebol. Ainda que reconhecendo que a importância que se dá a ele em nosso país tem servido, às vezes, para mascarar situações muito mais relevantes para os brasileiros e gerar um conveniente entorpecimento, não posso negar: sempre gostei de futebol… Por isso, jamais pensei que pudesse ter a visão que hoje tenho sobre o que significa uma Copa do Mundo no Brasil. Afinal, não pude participar da Copa de 50, a do Maracanazo, e sempre imaginei como seria fascinante ter a Copa entre nós.
Tudo indica, porém, que estamos às vésperas de um gol contra, ainda que o ufanismo local, misturado com uma infinidade de interesses econômicos, já se tenha armado com um arsenal de argumentos e sentimentos para envolver o povo.
Há nefastos aspectos ideológicos que cercam o evento. Alguns são históricos - quando se pensa, por exemplo, que um dos condutores do processo, no Brasil, é conhecido como um ex-adepto da ditadura. Outros mais atuais, como a declaração do Sr. Jérôme Valcke de que “menos democracia seria melhor para organizar a Copa do Mundo”. Um ato falho, provavelmente, que as esfarrapadas desculpas posteriores não têm o poder de suprimir. Até porque frases desse tipo apenas confirmam a arrogância de um organismo - a FIFA - que, administrando o “circo” do mundo contemporâneo, se acha habilitado para interferir em usos e costumes nacionais, impondo seus valores comerciais e “de mercado” a outros firmados na ética e na equidade.
Interesses pouco claros também cercam a construção/reconstrução dos estádios de futebol que servirão de palco para o evento. O caso do Maracanã é emblemático: desfigurou-se um ícone do Rio de janeiro em nome das imposições da FIFA, usou-se para isso o dinheiro público, e agora se vai entregar o estádio, por algumas décadas, para a exploração de particulares… Ouso exercitar certa futurologia para imaginar como o Maracanã, com seus novos espaços destinados aos assim chamados “Vips”, áreas “nobres” com o sugestivo apelido de “lounges” e muitas outras “sofisticações”, irá afastando paulatinamente o povão, e se transformará em um templo da elite “bem comportada” capaz de encher os bolsos dos novos administradores… Mas mesmo a elite nacional já começa a experimentar o peso dos interesses que cercam a Copa. Os proprietários de cadeiras cativas do Maracanã não poderão usar, nos jogos do mundial de 2014, os assentos que compraram, porque, nesse período, o estádio “é da FIFA” e não está sujeito a qualquer aspecto legal nacional.
No cenário futebolístico propriamente dito - que deveria ser o primeiro a interessar, mas que acaba ficando secundário em meio a toda essa parafernália mercadológica de direitos exclusivos e privilégios empresariais -, o panorama não é mais reconfortante. O futebol brasileiro também passa por um momento de declínio, consubstanciado, aliás, em um “ranking” que nunca nos colocou em posição tão inexpressiva. Nossa principal “estrela” - Neymar - tem momentos de brilho e de apagão, e ninguém sabe se a cabeça de um jovem humilde guindado à condição de astro-pop nos comerciais e nas badalações, conseguirá passar por cima de todo esse endeusamento midiático para fazer aquilo que ainda se espera dele. A mídia, sabemos todos, põe e dispõe, exalta e denigre, endeusa e demoniza, ao sabor dos seus interesses de momento. E a mídia esportiva não é diferente, nisso, sempre à cata de heróis e de bandidos para vender notícias e ideias.
Aas declarações que têm cercado a ambiência futebolística no país não são nada animadoras. Romário, Ronaldo, Pelé, o próprio Neymar, volta e meia frequentam o noticiário ao lado dos “cartolas”, com frases que poderiam não ser ditas, mas que, na realidade, traduzem um certo caos que atinge o nosso futebol. Um futebol que está se acostumando a bater palmas para os europeus, algo inimaginável há alguns anos, mas que tem tudo a ver com a arrogância interna de técnicos de salários milionários e eficiência discutível que, como em um grande clube de amigos, rodiziam-se na condução de nossas equipes. Um futebol que, por isso mesmo, acaba sendo o paraíso de craques veteranos (Ronaldo, Ronaldinho, Deco, Juninho, Adriano e tantos outros), que, em vias de perder mercado na Europa, vêm para o Brasil e conseguem impor-se como indispensáveis, ainda que momentaneamente. Um futebol das grandes negociatas, dos clubes administrados de forma medíocre pela cartolagem de plantão, dos salários nababescos que são uma afronta à nossa realidade social, dos empresários oportunistas que estão matando a nossa histórica base.
Por tudo isso, e porque não tenho outro compromisso a não ser com as minhas próprias convicções, lamento que o Governo brasileiro tenha optado por um “slogan” - acompanhado da respectiva logomarca - que nos caracterizará, durante a Copa, como “a pátria de chuteiras”, expressão que foi buscar lá no Nelson Rodrigues. Isso é tudo que não devemos ser. O Governo Federal tem outros “slogans” para outros projetos que, esses sim, podem ter a ver com a (discutível) noção de pátria. E, não serão jamais as chuteiras - nem eventualmente - os símbolos maiores da caracterização do nosso país. Esse é um “slogan” que enfatiza o circo, a alienação, e tudo o de que não precisamos no momento.
Mas nem tudo está perdido, dirão alguns. Vem aí muita euforia, muito barulho. O músico Carlinhos Brown, idealizou - e tem o apoio oficial - a “caxirola”, um chocalho que ele pretende venha a ser usado por todos os brasileiros na nossa Copa, para dar continuidade às ensurdecedoras “vuvuzelas” da África do Sul. Não tem nada a ver com a nossa tradição nos estádios, mas pode ser que cole. E, barulho por barulho, pode funcionar, se necessário, para encobrir eventuais vaias, que ninguém quer que existam, mas que são bem previsíveis, se tudo continuar como está…
Tags: Carlinhos Brown, Caxirola, Copa do Mundo Brasil 2014, E$porte$, Politicagem, Povo e grandes eventos esportivos -

… it’s gonna be alright (…)”
Tags: Brasília na Copa, Copa do Mundo Brasil 2014, Força Armadas em campo, Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016, Povo e grandes eventos esportivos, Violências -
April 26th, 2013Futebol. . .
Série Publi$$idade$
Tags: Publi$$idade$, Quilmes, Seleção de Futebol/Argentina
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April 26th, 2013FutebolComo a seleção iraquiana de futebol levantou o caneco continental, primeiro e único até agora.
Tags: Campanha do Iraque na Asian Cup 2007, Copa da Ásia Indonésia Malásia Tailândia Vietnam 2007, Seleção de Futebol/Arábia Saudita, Seleção de Futebol/Austrália, Seleção de Futebol/Coréia do Sul, Seleção de Futebol/Iraque, Seleção de Futebol/Omã, Seleção de Futebol/Tailândia, Seleção de Futebol/Vietnã -
April 24th, 2013Futebol
Aprendemos a ser racistas
El parlamento francés ha decidido suprimir la palabra raza de la Constitución porque solo hay una raza humana
por Jordi Quixano
(Fuente: elpais.es)El último en expresar su disconformidad, su amargo lamento, fue Nosa, mediocentro nigeriano del Betis. Fue la semana pasada tras marcarle un gol al Sevilla, cuando se marcó una doble peineta. Horas más tarde, digerida la furia, se excusó en Twitter: “Pido disculpas a los aficionados por el gesto, pero no voy a tolerar el abuso racial que estaba recibiendo de unos pocos aficionados descerebrados”.
Fue el último de una larga lista de vilipendiados, toda vez que no es extraño escuchar gritos simiescos desde las gradas de cualquier estadio, incluso episodios peores como lanzar bananas y cacahuetes. La multa, al club, suele ser de 601 euros; el daño, terrible. “En Italia también me hacían el ruido de los monos. Nos fijamos en la piel, el idioma, y olvidamos que el ser humano es mucho más complejo”, convino Lilian Thuram, exfutbolista del Barça y Juventus, que realizó ayer una charla para concienciar a la sociedad contra el racismo, tema que le preocupa y domina, como explico en su libro “Mis estrellas negras”. Junto a él estaba el escritor marroquí Tahar Ben Jelloun, afincado en Francia y lejos del fundamentalismo, pero gran defensor de la igualdad, como su pluma aclaró en Papá: ¿Qué es el racismo? y La primavera árabe, entre otras muchas obras. “La crisis, fabricada por gángsteres, ha puesto de relieve que hay depredadores que han jugado con dinero. Pero también se ha acentuado los instintos más malos. Y se odia al vecino… se busca cabezas de turcos. Continúa el racismo”, resolvió Ben Jelloun en el acto organizado por la Fundació FC Barcelona bajo el título de “El racismo sigue aquí, nosotros también”.
- “¿Quién cree que el hombre está por encima de las mujeres?”, cuestionó Thuram por la mañana, en otro de sus actos, en el instituto IES Oriol Martorell.
- “Yo”, se atrevió un niño.
- “Sube y explícanos el porqué”, le conminó el exfutbolista.
- “Porque el hombre trae el pan a casa”… se arrancó el chico.
- “El racismo es una construcción cultural y económica. Se ataca desde la base, desde la educación”, respondió en tono didáctico Thuram, que prosiguió con su charla. Algo, en cualquier caso, que el CCCB no pareció compartir, al punto de que cobró la entrada a los estudiantes, también a la prensa que no estaba en la lista. “Todos pagan tres euros”, se excusaron desde la entidad. Y es, precisamente, la crisis económica el resorte que subraya el racismo.
“Hay una única buena noticia”, antepuso Ben Jelloun, siempre ácido porque ya cuando le dieron el prestigioso premio Goncourt en 1987 dijo eso de “soy el primer moro en ganarlo”; “el parlamento francés ha decidido suprimir la palabra raza de la Constitución porque solo hay una raza humana”. Centrado primero en Francia - “ahí se da actualmente la islamofobia; antes se odiaba a los judíos, luego a los árabes, nunca quisimos mucho a los africanos… y ahora hay miedo, inseguridad y fantasmas con el islam, que es la segunda religión del país y eso no lo traga nadie”, luego se centró en la denominada primavera árabe, que acabó con las dictaduras de El Abidine Ben Ali en Túnez y de Hosni Mubarak en Egipto, pero lamentó la falta de continuidad. “Gobiernan partidos ajenos a la revolución, el problema es que la democracia se aprende en la escuela”. Recogió el testigo Thuram: “No nacemos racistas, sino que aprendemos a serlo. Se divide y se establecen jerarquías… Es una construcción política irracional. Arriba el blanco; abajo, el negro”.
Thuram, que rechazó la oferta de Sarkozy en 2008 de ser ministro francés porque “cree que la inmigración es un problema para la identidad nacional”, cambió de nombre al dejar su Guadalupe natal y llegar a París - “me llamaron Noiret, una vaca negra muy estúpida que compartía dibujos animados con otra blanca muy inteligente” - reivindicó: “Solo existe la raza del Homo sapiens. Pero el racismo es una cuestión intelectual y se torna en emocional, cuando ya no se puede controlar”. Cerró Ben Jelloun: “Siempre me preguntan si ha disminuido el racismo desde Papá: ¿Qué es el racismo? La respuesta es no, pero se debía escribir”.
{WebIslam}
Tags: Palavra "raça" fora da Constituição Francesa, Violências -
April 24th, 2013Fisiculturismo, FutebolUm dos maiores nomes do esporte no Brasil. Que até virou santo!
Tags: Dedé Carvoeiro, Documento Trololó (Hermes e Renato - MTV Brasil), Hermes e Renato
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Foi na semana passada que aconteceu em Florianópolis (SC) a nona edição do projeto “Jornadas Bolivarianas”.
O vídeo traz a análise do presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos, centro de estudos que criou e toca adiante uma série de atividades acerca da Pátria Grande.
Mais uma vez, novos detalhes sobre os grande$ evento$ e$portivo$, inclusive além da experiência brasileira, que vem sendo construída. (RAG)
Tags: 9ª Jornadas Bolivarianas, Copa do Mundo (México 1970), Copa do Mundo África do Sul 2010, Copa do Mundo Brasil 2014, Copa do Mundo México 1986, E$porte$, Jogos Olímpicos (Cidade do México 1968), Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016, Politicagem, Povo e grandes eventos esportivos -
April 21st, 2013Futebol… Dia do Índio.
{TV Brasil}
Tags: Índios e negros no Dia do Índio, Violências -
April 20th, 2013Futebol
Semana passada tive acesso a um documentário na TAL (Televisión América Latina) sobre o Equador, no qual, entre vários aspectos culturais do país irmão, um deles era a “tristeza” dos equatorianos. Escrevendo aqui parece tristeza e só, como se fossem rabugentos, mas o contexto era abrangente e, junto dos demais aspectos passava a idéia de comedimento, apesar de cores e felicidade que não tardam até a próxima esquina do continente. Infelizmente, o audiovisual estava com poucos minutos de exibição e, curiosamente, não deu mais o nome do trabalho.
Isso para contribuir na compreensão do texto de Antonio Carlos Teixeira, que chegou ao Lado D pelo “Observatório da Imprensa”. Forçando um pouco, diga-se co-autoria, pois Antero Greco foi o motivador de Teixeira, e por conseguinte, um leque de personagens da mídia que problematizam o jogador nacional da vez, o Neymar.
O último parágrafo é maravilhoso, cereja no bolo.
O moleque arrepiado não é o ponto de partida, ao contrário do título taxativo e que anuncia uma defesa ferrenha do 11 santista. Quem dera que fosse o de chegada. É ponto-continuando.
Um dos enésimos aforismos famosos de Nelson Rodrigues é que o primeiro título da seleção de futebol brasileira, em 1958, rompe a “síndrome de vira-latas”, mas não é algo resolvido. Quando o jogo é contra a Costa do Marfim, Coréia do Norte, Bolívia, cospe-se arrogância com a célebre “perder ou empatar é vergonha, ganhar é obrigação”; se rola uma França, um europeu colonizador qualquer, aí até emputece grande parte da torcida, mas metem um “também todo mundo joga na Champions” e os brasucas engolem a insatisfação. Para Honduras, jamais!
No final das contas, é mal de colônia. Quem não ouviu outra pérola da colonização, “Antes tivesse sido colonizado pela Holanda!”, em detrimento dos lusitanos, que afunde a primeira caravela. Mesmo com os argentinos, citados como os achados do continente, não demora muito para encontrar o mesmo calcanhar de Aquiles de toda a vizinhança.
Qualquer país sem soberania irrestrita padece de mal assim. Líbia, Iraque, Afeganistão, os índios que apoiavam os invasores contra irmãos indígenas, enfim, manda um maniqueísmo e tem-se método imprescindível. Fragmenta para melhor comandar.
Depois é foda, racismos, uma colcha de elementos desagregadores que pintam o ridículo, por exemplo, como na Venezuela agora no pós-eleições presidenciais. Um lado que enaltece o país, e o outro, que bufa para destruir em troca de… nada. Nem como é dito no Brasil, que PSDB e PT alternam no poder e são farinha do mesmo saco, é um estágio mais brusco, afinal, no lugar em que minerais de$ejávei$ brotam em alta quantidade, o índice de personagens terroristas, ditadores e outros termos da moda é maior, (des)graças ao afã dos impérios.
Como a vida é um jogo, que pobres os métodos e justificativas do pomposo “jornalismo esportivo” para trazer o osso da vez e forjar a cultura da lamúria no próprio país, sob o brado de liberdade de imprensa - que nada mais é que liberdade de empresa, dizem. Colocam a gente para brigar. (RAG)
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A cruzada da mídia contra Neymar
por Antonio Carlos Teixeira
“No mundo todo (ou quase), se surge sujeito com potencial para ser astro, é um orgulho. Por aqui, não se vê a hora de que Neymar vá embora.” A declaração é do colunista do Estado de S.Paulo e comentarista do canal “ESPN” Antero Greco, no sábado (13/4), em sua conta no Twitter. Antero arrematou, pedindo: “O que eu queria ver era uma campanha para fazer com que os clubes mantivessem seus principais jogadores e ainda trouxesse de fora. Sonho?”.
No domingo (14/4), Antero reforçou em seu blog no “Estadão” observações de tuites do dia anterior. Em resumo, escreveu:
“Faz algum tempo remo contra a maré, ao defender a permanência de Neymar no Brasil por mais algumas temporadas. Posição que não tem respaldo de muita gente boa, que, sem qualquer ligação direta com o rapaz, insiste na saída imediata, para que possa ganhar experiência e tornar-se maior. Consideram que só na Europa poderá crescer, ganhar prêmios, ajudar a seleção brasileira, rivalizar com os craques internacionais, etc.”
A reflexão de Antero é a mesma de uns poucos profissionais da mídia esportiva, como Alberto Helena Jr, colunista do “Diário de S.Paulo” e integrante do programa “Bem, Amigos!”, do SporTV, e Fábio Sormani, da “Jovem Pan” e blogueiro do “Terra Esportes”. Sormani também escreveu sobre Neymar no domingo (14). Em artigo intitulado “Santos: o maior time do mundo completa 101 anos”, Sormani fala um pouco do craque brasileiro:
“Neymar vai embora para a alegria dos torcedores rivais (o que é compreensível por conta da paixão clubística) e, volto a dizer, da mídia reacionária, que trabalha com a camisa do clube embaixo do paletó.”
Evidentemente que há outros que defendem o futebol de Neymar do jeito que ele é, ousado, abusado, eficiente e vencedor, como Flávio Prado, comentarista da Jovem Pan. Cito apenas esses porque eles têm se manifestado dessa forma sempre que mundo cai sobre o menino quando ele não consegue carregar o Brasil nas costas contra seleções tradicionais.
A cruzada
Por questão ética, Antero não pode mencionar nomes dos que empurram Neymar para a Europa. Eu posso. A “TV Globo”, que passou a transmitir a Liga dos Campeões, começou campanha covarde para que a joia santista acerte sua transferência para algum clube do velho continente. A poderosa emissora escalou Galvão Bueno para fazer esse papel. Como chefão, Galvão convocou Walter Casagrande, Caio Ribeiro e Arnaldo César Coelho para infernizar a joia brasileira.
Nos jogos da Seleção Brasileira, o quarteto não perde a chance de cutucar o garoto santista. Basta uma queda, ou mesmo drible a mais para a corneta global tocar em harmonia de vozes. Casagrande, com o qual muitos tiveram paciência para que ele pudesse se recuperar da dependência química, demonstra intolerância incompreensível com Neymar.
O site do “Globo Esporte” também começa a se especializar em criar polêmicas envolvendo Neymar. Dá espaço a qualquer pessoa que fale mal publicamente do menino. Só falta criar coluna para receber as ofensas contra o garoto, do tipo “Deixe aqui seu xingamento contra Neymar”.
No “SporTV”, a cruzada contra Neymar segue no Bem, Amigos!, comandado também por Galvão. E lá, de novo, surge Alberto Helena em defesa de Neymar. No programa de segunda-feira (8/4), Helena disse, sem meias palavras, que Galvão, Casagrande e Caio “cornetaram” Neymar o tempo todo, mesmo o garoto tendo feito dois gols em 45 minutos no amistoso do Brasil pró-Corinthians contra a Bolívia, em Santa Cruz de la Sierra. Espera-se que essa afirmação não custe o emprego de Helena, como ocorre com quem discute com o narrador número um da Globo. Até Marco Antônio Rodrigues, que considero um dos melhores jornalistas esportivos do país, pende-se para o lado de Galvão, talvez por ser muito amigo do narrador.
Um inglês
Já no programa da manhã desse mesmo canal, o “Redação SporTV”, a missão passa por vários convidados. Destaco o correspondente da “BBC” no Brasil, Tim Vickery. O inglês é o convidado preferido do apresentador André Rizek. Vickery especializou-se em bater no craque brasileiro. Virou função. Ironiza as atuações do garoto no Brasil e na América do Sul. Desmerece os feitos de um jovem de apenas 21 anos, que já ganhou três paulistas contra São Paulo, Palmeiras e Corinthians, Copa do Brasil diante de Atlético-MG e Grêmio, Recopa em cima da Universidad de Chile e Taça Libertadores, esta com apenas 19 anos. E o mais impressionante: em todas as competições, foi eleito o melhor jogador e goleador na maioria delas.
Messi nasceu e se criou no futebol europeu. Nem isso fez com que o talentoso argentino marcasse um gol sequer em duas copas do mundo. Repito: Messi jogou duas edições do campeonato de seleções e passou em branco. Quer mais? Disputou a Copa América em 2011, dentro do seu país, e não marcou mísero golzinho. Se Messi jogasse na Argentina, certamente o discurso seria o mesmo usado para avaliar o desempenho de Neymar na seleção nacional.
Criou-se tese entre jornalistas esportivos de que o jogador brasileiro precisa ir para a Europa a fim de desenvolver seu futebol. Mantra repetido diariamente pela mídia brasi-europeia, que só convence os que têm algum interesse em valorizar o futebol europeu, ou aqueles que vivem diante do videogame. Até parece que as seleções europeias têm massacrado a brasileira, em especial. Das últimas cinco copas do mundo, o Brasil venceu duas e chegou à final em outra.
A verdade
O desempenho do Brasil nas últimas copas passou a cair à medida que nossos craques foram para o exterior. Em 1994, dos 22 convocados, 11 atuavam em times brasileiros, ou metade da equipe tetracampeã. Em 1998, quando o Brasil foi vice-campeão, oito atletas jogavam aqui, ou 40% daquele grupo. Já em 2002, na campanha do penta, Scolari convocou simplesmente 13 que jogavam no Brasil, ou 56% dos 23 chamados. Em 2006, quando o Brasil fez campanha medíocre na Alemanha, parando diante da França nas quartas de final, o time era quase todo europeu. Dos 23 chamados por Parreira, apenas três eram “brasileiros”.
Para terminar esse conjunto de provas cabais, as quais desmontam argumentos dos ditos “especialistas”, informo que na seleção de 2010, na África do Sul, apenas dois jogavam em clubes daqui. Aliás, a medíocre seleção “europeia” convocada por Dunga recebeu aval de grande parte da mídia. Embora tenha sido chamado quando tinha contrato com o Santos, Robinho era jogador do Manchester City e tinha sido vendido ao Milan.
“Patrimônio nacional”
Querem transformar o futebol numa ciência exata, com jogadores biônicos, talhados para o “futebol moderno”, parecidos com os desenvolvidos para jogos de videogames. O Neymar sonhado por grande parte da mídia brasi-europeia pode ser visto no Playstation, obediente taticamente, cintura dura, sem molejo. Aliás, há muitos comentaristas fabricados não nos estádios e campos de futebol, mas dentro de estúdios e redações de rádios, TVs e jornais.
Peço permissão a Antero Greco para finalizar este texto com trechos extraídos de artigo publicado no seu blog no domingo (14/4).
“No lugar de apontarmos o dedo para Neymar e acusá-lo de cai-cai, mascarado, marqueteiro e outras bobagens menores, deveríamos nos unir e carimbá-lo como patrimônio nacional. Quem sabe assim os outros clubes não se animassem a se mexer, a tornar-se profissionais e segurar o que têm bom e dar uma banana para os estrangeiros?”
“Sonho, loucura, besteira, divagação, quimera, utopia? Sei lá, pode usar o termo que quiser. Mas ainda imagino o dia em que curtiremos nossas joias por bastante tempo, antes que elas se decidam a mostrar suas qualidades para outras plateias. Enquanto isso, babamos para os Barças, Manchesters, Milans da vida. E eles nos olham como gentalha, que se sente honrada porque seus melhores jogadores atraem a atenção dos colonizadores.”
Tags: E$porte$, Mídia no campo de jogo, Neymar
