Lado D dos Esportes

no estilo "a vida é um jogo"
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    September 6th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Quer pela internet, quer caminhando pelas ruas, alguns flyers, vídeos e endereços de sites ligados às candidaturas de esportistas chegam ao conhecimento do público.

    Diria o futebolês, “Com o Lado D dos Esportes não é diferente”…

    Então esse material será aproveitado em posts aqui no blog, e quem tiver alguma dica, é só avisar via comentário ou e-mail: ladoddosesportes@dissonancia.com ou ladoddosesportes@gmail.com!

    Para começar, o Peixe ou Baixinho Romário, ele mesmo, o camisa 11, candidato a deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro…

    O curioso é que, em meio ao conteúdo de divulgação recebido, é bem rara  a escalada política do candidato começar pela Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa, Prefeitura, Palácio do Governo, Câmara dos Deputados e Senado Federal… Claro, inexiste esta regra, porém, é curiosa a pretensão de iniciar por degraus/mandatos lá ao alto.

    Vejamos as suas campanhas fora das quatro linhas, pistas, ringues e sabe-se lá mais o quê. (RAG)

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    August 27th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Enquanto rolavam as bolas nos gramados sul-africanos, o mundo dava voltas, continuava o seu jogo.

    Em alguns textos já publicados por aqui isso ficou notório.

    No vídeo a seguir, o Rebelión divulga imagens do que acontecia em algumas ruas da Espanha, tudo sob a narração das festividades alusivas ao primeiro caneco da seleção local de futebol. A esse material a agência de informações deu o título de “Un cuento que tú presenciaste”.

    São registros dos trabalhadores e outras parcelas da população em reivindicação da greve geral ante o momento econômico da terra natal de Dom Quixote. Com vários moinhos para serem derrubados, os espanhóis que saíram para manifestar as suas indignações encontraram a turma das “botas, fuzis, capacetes”, numa versão militarizada da Holanda que disputou a final da Copa do Mundo.

    Pé na goela mesmo.

    Esta foi a La Furia Roja, com muito mais que 22 homens, trajando verde-oliva. Ou azul. Ou cinza. Como a seleção espanhola, os pelotões variam as cores dos uniformes…

    “Ganó la selección, perdió la clase obrera”.

    Enfim, outro lado da bola, outra face da moeda. (RAG)

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    {Rebelión}

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    August 10th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Há duas semanas, Don Dieguito passou pela Venezuela, visitou o presidente Hugo Chávez, e provavelmente aproveitou para ”descansar” da agitação da Copa 2010.

    Perto de sair, passou o turbilhão causado pelo presidente Uribe, da Colômbia, desde o último final de semana ex-presidente, ao afirmar a existência de provas materiais de envolvimento do governo venezuelano com os guerrilheiros do seu país.

    Coincidentemente, a retaliação de Chávez ao vizinho sul-americano foi dada ao lado de Maradona, em ato no Palacio de Miraflores, sede do governo bolivariano. Os detalhes estão num texto abaixo, do sítio cubano “CubaDebate”.

    Mas foi na despedida do Camisa 10 albiceleste que surge este post, quando ele, ao saber que Chávez iria a Cuba visitar Fidel Castro, mandou dizer a este que o amava!

    Fez-me lembrar de um programa que não vi, mas que aqui no Brasil dava o que falar, o “La Noche del 10″, que o craque argentino comandou no Canal 13 do seu país, em 2005. Da lembrança, procurei no YouTube, que em outros posts destaquei a sua importância por hospedar uma vasta possibilidade de localizar áudios e audiovisuais, lançamentos ou grandes raridades… Dito e feito! Lá estavam 4 arquivos e toda a entrevista com o líder cubano, num bate-papo enriquecedor, descontraído e que faz valer a pena separar meia-hora para conferir a prosa.

    De quebra, na pesquisa sobre a história do programa, localizei um ótimo material publicado no Observatório da Imprensa, assinado pela Marinilda Carvalho, felizmente, ainda no ar desde o 2005 em que o “La Noche” era exibido.

    Outras personalidades esportivas estiveram no estúdio com o meio-campista apresentador, e quem sabe não estarão disponíveis nas janelas da sempre crescente memória virtual? Se possível, em breve poderemos trazer estes arquivos para o Lado D.

    A imagem acima é do sítio venezuelano ”Patria Grande”… (RAG)

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    Maradona: “Díganle a Fidel que lo amo”

    por Rosa Miriam Elizalde
    [CubaDebate]

    CARACAS - Diego Armando Maradona, director técnico de la selección nacional de fútbol de Argentina, le envió a través de CubaDebate un mensaje al líder de la Revolución cubana: “Díganle a Fidel que lo amo”.

    El astro argentino, quien se encuentra de visita en Venezuela invitado por el Presidente Hugo Chávez, confirmó que viajará a La Habana dentro de 30 días y, por supuesto, le encantaría ver a Fidel.

    El que para muchos es el mejor jugador de fútbol de la historia, ha cimentado una relación especial con el Comandante en Jefe desde la primera vez que visitó Cuba, en 1987, para recibir un galardón.

    Regresó en 1994 y desde entonces ha vuelto reiteradamente a la isla, e incluso ha entrevistado a Fidel - en noviembre de 2005 - y le ha regalado camisetas suyas como la que utilizó en su debut con el rosarino Newell’s Old Boys o la albiceleste con el número diez autografiado.

    Fidel ha retribuido ese cariño con la defensa de Maradona, a quien considera “muy amigo, noble y sin duda un gran atleta que ha mantenido una amistad desinteresada con Cuba”.

    Maradona había comentado que vio recientemente a Fidel por la televisión, “muy lúcido, muy bien en contra de lo que quieren los americanos, que lo quieren ver muerto. Está muy vivo y eso me pone muy bien”, dijo este jueves frente a las cámaras que transmitían en vivo un encuentro del astro argentino con el Presidente Hugo Chávez en el Palacio de Miraflores.

    De este diálogo habló con CubaDebate en el hotel que lo aloja en Caracas. A Maradona, que viste un pantalón deportivo y una camiseta negra, se le ve relajado y feliz. “Me he sentido muy bien en Venezuela”, reconoció, y comentó que lo sorprendió “el problema con Colombia”.

    Justo cuando recibía a Maradona en Miraflores, Chávez anunció que Venezuela rompía relaciones diplomáticas con Colombia, ante la gravedad de lo ocurrido en una sesión en la OEA pedida por el Gobierno colombiano para denunciar la supuesta presencia de jefes guerrilleros en la nación bolivariana.

    Sonríe cuando le comentamos que a pesar de que lo sorprendió el incidente, logró hacer una pregunta picante a Chávez, sobre la postura del presidente electo de ese país, Juan Manuel Santos. El actual mandatario, Álvaro Uribe, deja la Casa de Nariño en dos semanas.

    “Presidente (Chávez), ¿Santos no es del camino de Uribe? (…) Porque yo lo quiero saber también”, preguntó Maradona, que mereció los elogios de Chávez por su habilidad “periodística”.

    Chávez le respondió que, a pesar de un “historial conflictivo” con el que fuera ministro de Defensa de Uribe, él confía que Santos adopte una opción más constructiva hacia Venezuela.

    El futbolista expresó que era “un orgullo” para él poder estar al lado del líder del “socialismo del siglo XXI” porque “luchó por la gente, luchó por su país y por sus ideales”.

    “Estoy con él a muerte, permanentemente escuchándolo como defiende todas sus posturas. Me parece fantástico”, señaló Maradona.

    “Te admiramos todos nosotros, los hijos las hijas de este pueblo desde siempre”, le respondió Chávez.

    Maradona regresa a su país este sábado y el lunes se reúne con Julio Grondona, presidente de la Asociación del Fútbol Argentino, para decidir si continúa o no como director técnico de la selección albiceleste.

    {Rebelión}

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    Cafona, mas muito fofo

    por Marinilda Carvalho

    A crítica brasileira tem falado pouco e mal do show de Diego Armando Maradona, 45 anos, La Noche del Diez, às segundas-feiras no Canal Trece argentino (o Sportv retransmite). Daqui brilharam no programa Pelé, o entrevistado da estréia, e Xuxa. Para o ano que vem, ele quer Roberto Carlos (o cantor, não o camisa 6 da seleção) e Hugo Chávez. Em 13 shows ao longo de seis meses, Maradona conseguiu média de 25% de audiência - com Pelé, inéditos 34%, num país sem monopólio televisivo. A série foi encerrada com Mike Tyson, e só volta em 2006.

    Não deu para entender a enxurrada de críticas que se seguiu à entrevista de Fidel Castro ao craque. Este país definitivamente perdeu o humor. Foi muito engraçado ver um “maluquinho” entrevistando um “ditador sanguinário” - não é assim que ele é tratado por aqui? A parte final, por exemplo, foi hilariante: “Cinco horas já?”, perguntou o comandante. “Mas como? Não vi… e você me perguntou cada coisa!” Com uma cara espantada, tirou o relógio do pulso: “Devo estar mal, deixa ver…”, e marcou as batidas do coração: “O quê? 64 por minuto? Devo estar à beira de uma parada cardíaca!”. Maradona gargalhava, e nós, os telespectadores, também. Na troca de presentes, o comandante tirou seu jaquetão militar e deu-o a um deslumbrado Maradona. “Não acredito, coube em mim!” (os dois, em tratamento, estão magrinhos). Fidel ganhou em troca um conjunto de chimarrão.

    Tudo bem, La Noche é uma mistura de Flávio Cavalcanti e Luciana Gimenez - sem baixaria, viu? É brega, é cafona, cheio de fumaça e holofote colorido, mas tem momentos imperdíveis. Há uns quadros com jogos de bola estranhíssimos, diferentões, que reúnem jogadores conhecidos e os filhos dos atletas, tudo muito divertido. Quem segura um mínimo de profissionalismo - e um máximo de mercantilismo, diga-se - é o ex-goleirão bonitão Sergio Javier Goycochea, 42 anos. Dieguito bate na cintura dele…

    Exagero à parte, Goycochea perguntou no outro dia a Diego, em meio a um comercial:

    - E aí, recebeu a TV de plasma, instalou?

    - Recebi, instalei, obrigado, Fulano, mas agora precisa me mandar um quarto novo, porque a TV fica assim, ó, na minha cara! (Faz o gesto de uma tela em cima do nariz.)

    Quando está sóbrio…

    O culto à personalidade é total. Tudo gira em torno dele, o Deus (como alguns argentinos o tratam). Isso cansa um pouco, é certo. Todos querem beijá-lo, agradecer, agarrar. Quem vê os jogos do Boca Juniors conhece essa praxe. Na partida Boca 4 x 1 Internacional, pela Sul-Americana, por exemplo, a qualquer lance a câmera mostrava Maradona num camarote, e ele representava o tempo todo, pulando, gritando, abraçando pessoas próximas - os olhos sempre nas lentes. Vive disso, fazer o quê? O auge desse culto foi a longa entrevista que Maradona deu a… Maradona, no programa de duas semanas atrás. Um Maradona barbeado e arrumado, esse que não se droga há um ano e meio, fazia perguntas a um Maradona de barba crescida e amargurado pela perda de muitas coisas, inclusive do casamento. Piegas que só ele. Vai ver ninguém se atreveria a fazer as perguntas que ele próprio se fez…

    Mas sejamos sinceros, que jogador brasileiro tem carisma e informação para comandar um programa de TV, hein? Quem imagina um jogador brasileiro liderando manifestações populares? Claro, vão dizer que se trata de um drogado amoral, que destruiu a carreira, deu mau exemplo aos jovens, um amante de ditadores, e isso, e aquilo.

    Apesar de tudo, quando está sóbrio… não tem pra ninguém.

    {Observatório da Imprensa}

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    August 2nd, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Melodramas

    En vista de las emociones provocadas por el fútbol en la platea masculina, María Graciela Rodríguez trae a colación la idea del melodrama, supuestamente adjudicado como consumo mayoritariamente femenino y termina invitando a celebrar porque, tal vez, el fútbol sea un (extraño) sendero de encuentro entre ellas y ellos.

    por María Graciela Rodríguez

    Después del partido entre Argentina y Alemania conversé con varios amigos que se sentían, más que simplemente tristes, realmente abatidos. Uno de ellos me contó que pasó el domingo encerrado, sin querer ver a nadie y que le costó mucho ir a trabajar a la semana siguiente. “Deprimido”, fue su diagnóstico y yo me lo imaginé comiendo helado solo frente a un zapping indolente. Otro fue aún más allá cuando respondió a mi pregunta de cómo se sentía: “Hay momentos - me dijo - en que consigo no pensar en ella y todo empieza a volver a la normalidad. Pero ella, la Selección, me tiene mal y creo que durará tiempo”. Sé que muchos lloraron, así como también lo hicieron jugadores y técnicos. Decepción, sensación de abandono, dolor, depresión, lágrimas. Estos varones no sólo observaron la derrota, no sólo la analizaron, no sólo la desmenuzaron: también la sintieron, la procesaron emocionalmente, vivieron un melodrama. Mi marido, uruguayo, y otros connacionales suyos con los que hablé después del partido entre Uruguay y Holanda, vivieron en cambio “una de caballeros”, el relato prototípico donde un héroe, o héroes en este caso, tienen que atravesar una serie de peripecias y giros del destino con el fin de salvar obstáculos a pura habilidad, picardía, un poco de suerte y mucha garra. “Si pudiera elegir perder - dijo el maestro Tabárez - elegiría perder de este modo”. De este modo: haciendo un gol de honor en los últimos agónicos minutos, y/o yendo al sacrificio con una mano interpuesta entre un jugador de Ghana y el arco, para besar después el travesaño que rechazó el pelotazo.

    En los ’60 y ’70 se decía que el melodrama, en tanto consumo supuesta y mayoritariamente femenino, atentaba contra la autonomía de las mujeres, manipulaba sus identidades, alienaba sus conciencias. Y no fue sino hasta entrada la década de los ’80 cuando, de la mano de Ien Ang, se empezó a atribuir peso al valor del placer y las emociones en estos consumos. El fútbol, un universo marcadamente masculino, creado, regulado, narrado, jugado, analizado, conversado, por hombres, es también una escena emocional. Y ésta se declina en clave de relatos populares: melodramática o caballeresca, según el devenir de cada partido y de las propias interpretaciones subjetivas.

    Argentinos y uruguayos procesaron los partidos emocionalmente y los relatos que subyacen a esas emociones pueden ser enmarcados en narrativas populares de tiempos muy largos y probada efectividad: la de la mujer (“la” Selección) que seduce y luego abandona a su amante; y la del grupo de caballeros que van sorteando los obstáculos que le pone el destino en el camino a la gloria. Relatos tradicionales que históricamente fueron atribuidos al consumo femenino e infantil, respectivamente, y que habilitan a estos varones a expresar públicamente sus emociones (en el bar, en los medios, en el trabajo) sin ser condenados por afeminados o por pueriles. Escenas públicas, amplificadas por los medios de comunicación, que los “completan” en la ternura, sin que nadie los descalifique por ello.

    Podría decirse: “Bienvenidos a nuestro mundo”, si no fuera que eso implicaría admitir que las emociones son prerrogativas de las mujeres y los niños; y que la racionalidad sólo les compete a los varones. Es preferible entonces proponer que celebremos, porque tal vez el fútbol sea un (extraño) sendero de encuentro.

    {Página/12}

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    July 30th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    La vida después del Mundial

    por Joan Canela i Barrull
    [Berria]

    Millones de banderas se desplegaron al viento por toda Sudáfrica para dar la bienvenida a las 32 selecciones de todo el mundo y a los seguidores y cámaras de televisión que venían detrás y que, durante un mes, convirtieron este esquinado país en centro del mundo. La mayoría eran, obviamente, las coloridas enseñas de la Nación del Arco Iris, pero había muchísimas de todos los participantes y también otras de las que costaba entender con que intención habían sido colgadas. Un amigo me aseguró, incluso, que en una entidad bancaria había visto una Ikurriña. El mundo miraba Sudáfrica y esta le daba la bienvenida con este ondear orgulloso y alegre. Era el Mundial y nada podía simbolizar mejor la alegría y la ilusión con que los sudafricanos recibieron el evento.

    Pero este ya ha pasado y de un día para otro, las brillantes banderas han quedado viejas y deshilachadas. “Recuerdas que una vez organizamos un Mundial?” parece que digan con su ondear cansino. Los sudafricanos, pero, aun se resisten a arriarlas, como si aún no se creyeran que la fiesta ha acabado y que toca volver a poner los pies en el suelo. Si se tuviera que describir en un solo concepto como se vive en el país este momento se podría hablar de estado de shock masivo. “Parece imposible de creer. El Mundial ya se ha ido. Tanto esperar. Falta un año para el Mundial, faltan 100 días, faltan diez… y ahora ya está. Parece difícil de creer que aquí algún día se celebró un Mundial”, cuenta Smiley Mussa - una estrella del fútbol nacional de los años 70 - poniéndole palabras a los sentimientos de todo un país.

    Más gráfico, Zapiro - el dibujante de viñetas más famoso e influyente de Sudáfrica - mostraba, la semana pasada, un avión del que, a desgana, se iban tirando en paracaídas ciudadanos diversos aún vestidos con las pelucas y los cascos de los fans del fútbol. “Vuelta a la realidad” rezaba en la rampa de saltos. Aquí el Mundial ha significado una especie de vacaciones extras en pleno invierno: las escuelas estaban cerradas y en muchas empresas trabajaban a medio gas con un ojo puesto siempre en los partidos. “En mi oficina compraron una televisión para evitar que la gente se escapara para ver el fútbol” reconocía una empleada de un organismo internacional. Y esto sin contar que cuando jugaban los Bafana - la selección sudafricana - era fiesta oficial. Con sus ciudades llenas de turistas ociosos y un ambiente colectivo dominado por la euforia, muchos sudafricanos se dejaron arrastrar hacia una fiesta tremenda que, al sonido de las populares vuvuzelas, ha durado un mes entero y a la que han participado con entusiasmo millones personas.

    Proyecto nacional

    Pero si solo se tratara de las últimas semanas se podría hablar de simple depresión postvacacional. Lamentablemente todo es más profundo y complejo. En Sudáfrica el Mundial ha durado seis años. Durante todo este larguísimo período - desde el momento en que se aprobó su candidatura - absolutamente todo en el país ha girado en torno a este evento. Desde los presupuestos públicos a las esperanzas personales de muchísima gente, pasando por las prioridades en las infraestructuras, las inversiones privadas o las conversaciones familiares. El Mundial ha centrado la vida social hasta extremos difíciles de concebir.

    Y ahora, finalmente llega la hora de hacer balance y, también, de buscar nuevos proyectos colectivos. Es lo que algunos analistas ya han llamado la Vida Después del Mundial (LAWC, por sus siglas en inglés, en esta costumbre tan aglosajona de crear una sigla para cada concepto). “Espero que los sudafricanos se pongan pronto a trabajar, pues de alguna forma habrá de superar este enorme sentimiento de pérdida” - declaraba Danny Jordaan, presidente del Comité Organizador y que ha dedicado casi 16 años de su vida a este proyecto. “Es como si usted organizara una fiesta enorme pero al final siempre llega la mañana siguiente”.

    El problema, quizás, es hacia que dirección hay que ponerse a trabajar. Mucha gente, incluido Jacob Zuma, el Presidente del país, ya están hablando abiertamente en una candidatura - Durban o Ciudad del Cabo - para los Juegos Olímpicos de 2020, en una especie de huida hacia adelante, en que “la fiesta debe continuar”. La periodista especializada en temas médicos, Elma Carolissen, en cambio, se formula una pregunta en una dirección muy diferente: “Cómo puede ser que Sudáfrica sea capaz de organizar un evento de primera magnitud planetaria y no garantizar la atención sanitaria para sus habitantes?”. Una cuestión difícil de explicar, teniendo en cuenta los recursos y alta capacidad organizativa que ha mostrado Sudáfrica durante el Mundial. Por contra, en un país en que aún mueren niños de enfermedades tan simples como una diarrea, un ambicioso plan de reforma del sistema de salud incluido en el programa electoral con el que Zuma ganó las elecciones del año pasado quedó pospuesto sine die por problemas de presupuesto.

    El propio Jordaan le da la razón a Carolissen cuando reconoce que “para evitar que el orgullo actual se desvanezca en 90 minutos tendremos que demostrar que somos capaces de resolver asuntos urgentes como la vivienda, la educación, el empleo o la sanidad”.

    Frustración

    “Sudáfrica, bien hecho!”, resumía Graça Machel, esposa del ex-presidente Nelson Mandela. Y es que este ha sido el anfitrión de un Mundial que ha sufrido la mayor campaña de presión más negativa. Durante meses se llegó a especular incluso en que la FIFA tenía un Plan B para trasladar la sede del Mundial en el último momento. Al final, pero, no ha habido ninguna masacre de turistas ni ataques de bestias salvajes ni bandas de negros con machetes por las calles - tal y como habían llegado a pronosticar algunos tabloides ingleses - y se ha vencido el afropesimismo occidental mediante el trabajo duro y eficiente. Hay razones para estar contento. “Cualquier sudafricano que no se sienta orgulloso debe de estar loco”, asegura contundente Dennis Davis, Magistrado del Alto Tribunal de Ciudad del Cabo.

    Y por ahora este sentimiento de orgullo aún continua siendo mayoritario. Pero este también es el país más desigual del globo y para mucha gente está siendo muy duro volver a su vida de siempre marcada por la pobreza, las chabolas de lata y la falta de perspectivas de mejora.

    “El Mundial ha sido una gran oportunidad para el desarrollo y para iniciar proyectos a largo y medio término - defiende Yunus Ballim, Vicerector de la Universidad de Witts, la mayor del país, e implicada en el evento como sede de la selección holandesa - pero no se podía pensar como un maná mágico que resolvería todos nuestros problemas. Plantearlo así era un error”.

    Un error que Ballim tiene que reconocer que se ha cometido - conscientemente o no - reiteradamente y que mucha de la gente más pobre tenía puestas las esperanzas en el Mundial para mejorar rápidamente sus vidas. “Ahora el riesgo de frustración en algunos sectores es enorme”, asume.

    Los primeros síntomas de esta frustración llegaron incluso antes que el gol de Iniesta. Lemas amenazantes del estilo de “cuando acabe el Mundial vendremos a por vosotros” o “con los turistas se irán también los extranjeros” empezaron a circular en SMS o panfletos anónimos en algunos de los campos de chabolas más pobres y con más presencia de inmigrantes de otros países africanos.

    En Kya Sand, uno de estos deprimidos y violentos barrios, se dieron ya las primeras agresiones - con cinco heridos - haciendo saltar todas las alarmas en una sociedad que siempre parece a punto para el estallido y que ya en junio de 2008 sufrió una oleada de ataques xenófobos que dejaron 62 muertes y una estela de decenas de miles de refugiados, casas y negocios quemados, heridos y violaciones.

    Desde el Parlamento nacional hasta una amplia coalición de movimientos sociales, iglesias y organizaciones comunitarias se están movilizando para tratar de evitar que se repitan aquellos hechos. Incluso el coronel Sipho Matolweni, ha reconocido que la situación es “volátil” y ha advertido que el “ejército está en alerta roja y listo para usar la fuerza para parar ataques xenófobos”.

    Pero muchos inmigrantes no han querido esperar a saber que pasará y han empezado a abandonar sus casas hacia no se sabe muy bien donde. El gobierno de Zimbabwe ha instalado tiendas y otra infraestructura en la frontera en previsión de que miles de sus nacionales - una de las mayores comunidades foráneas en Sudáfrica - puedan llegar repentinamente. Paul Verryn, obispo metodista de Johannesburgo y uno de los mayores activistas por los derechos de los inmigrantes alertaba recientemente que la xenofobia es “una de las mayores amenazas para la democracia sudafricana”.

    Futuro prometedor

    Pero peligros, evidentes y reales, a parte, este continua siendo un gran momento para Sudáfrica. “Una nueva generación crecerá creyendo que los mayores retos son posibles” declaraba el Arzobispo de Ciudad del Cabo y Premio Nobel de la Paz, Desmond Tutu, para defender los beneficios intangibles del Mundial.

    Ahora el reto es, en palabras del juez Dennis Davis, “lograr por nosotros mismos, sin ningún evento especial ni la imposición de ningún término, mantener esta alegría y este espíritu de comunidad. Hacer que vaya más allá de un solo mes. ¿Porqué no tendría que ser posible dotarle de una base más permanente?”.

    {Rebelión}

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    July 29th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Às vésperas da Copa 2010, o Blog Correios Online - Filatelia lançou a coluna “Selo Mania”, na qual selos ganharão comentários acerca das suas histórias.

    Então aproveitou a bola rolando e os primeiros posts foram temáticos, destacando o evento futebolístico e os trabalhos impressos desde 1950, quando o Mundial aconteceu no Brasil.

    Iremos reproduzir estes materiais por aqui, bem como outros que virão, ligados aos esportes!!! (RAG)

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    Série Selos das Copas: Da decepção na Copa de 50 ao Triunfo em 1958

    A COPA TROPICAL

    Em 1950, o Brasil iria sediar o 4º Campeonato Mundial de Futebol e pela primeira vez a Copa do Mundo seria destaque nos selos brasileiros, já que não houve emissões nacionais relacionadas às Copas de 1930, 34 e 38.

    O primeiro dos três selos, lançados em 24 de junho, trazia a imagem de quatro jogadores disputando uma partida de futebol com o globo terrestre sobressaindo ao fundo e nele gravados os contornos da Europa, África e das Américas. O ano de 1950 aparecia em caracteres brancos sobre o continente sul-americano, que voltava a receber uma edição da Copa depois de 20 anos. A arte-final dos três selos desta série é de Bernardino da Silva Lancetta e Marino Ferreira Pinheiro.

    No segundo selo aparece a silhueta de um jogador de futebol conduzindo a bola em campo à frente da bandeira brasileira desfraldada. O alto valor facial (Cr$ 5,80) fazia com que esse selo fosse muito utilizado nas correspondências destinadas ao exterior, ajudando a divulgar o Mundial no Brasil.

    O terceiro selo estampava uma vista aérea do recém-construído Estádio Municipal do Rio de Janeiro, também conhecido como Maracanã. O “Maior do Mundo” foi o palco de cinco das seis partidas disputadas pelo Brasil na competição, inclusive a fatídica final contra o Uruguai.

    Quase todos os selos da época eram impressos em uma só cor, barateando e simplificando o processo de produção. Os selos coloridos, como os três acima, só eram encomendados pelos Correios em ocasiões muito especiais e a Copa do Mundo no Brasil, com todo o clima de euforia e otimismo que a cercava, certamente era uma delas. Só esqueceram de combinar o roteiro da festa com os uruguaios…

    PELA PRIMEIRA VEZ, CAMPEÃO!

    Depois da profunda decepção vivida com a inesperada derrota na final da Copa de 1950, nenhum selo alusivo à Copa de 54, disputada na Suíça, seria lançado aqui no Brasil. O mesmo iria ocorrer com a Copa de 58 na Suécia. Porém, um fato inédito iria mudar o rumo dos acontecimentos. Com uma campanha impecável a Seleção Brasileira conquista o Campeonato Mundial de Futebol pela primeira vez, e, sendo assim, os Correios não podiam deixar essa façanha passar em branco, mesmo com um pequeno atraso.

    Em janeiro de 1959, sete meses depois do triunfo brasileiro, era lançado o selo em homenagem aos nossos campeões mundiais. O desenho de Bernardino da Silva Lancetta estampava a imagem de um jogador de futebol e, ao fundo, a Taça Jules Rimet entregue ao país vencedor.

    {Blog Correios Online - Filatelia}

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    July 26th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Este vídeo foi recebido através do ALz3eEm07, a partir de contatos com a nossa TV do Front, ambos espaços no YouTube.

    O canal de audiovisuais é originário dos Emirados Árabes Unidos, e tem ligação com o clube de futebol emiradense, Al Ain Sports and Cultural Club.

    No material apresentado, o Al Ain joga contra o Al-Ahli, da Arábia Saudita.

    A curiosidade é que o time dos EAU é onde joga “El Mago” Jorge Valdivia, jogador chileno destaque também nas Arábias, e que brilhou (será que está retornando?) em gramados brasileiros pelo Palmeiras.

    Portanto, quem é curioso pelo camisa 10 andino - que ao pegar na bola continua atraindo “enxame” de jogadores para tomá-la - ou pelo futebol praticado por lá, vale a pena acessar o link do ALz3eEm07 e conferir outros vídeos. (RAG)

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    July 24th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Taça Cidade de São Paulo (1950), Campeonato Paulista (1950), Torneio Rio-São Paulo (1951), Torneio Cidade de São Paulo (1951) e Copa Rio (1951).

    Convertidas em coroas e na órbita do primeiro distintivo do ex-Palestra Itália, cada conquista acima estampa a nova camisa do Palmeiras, lado direito do peito, e ao lado do distintivo atual do clube.

    De novo, o Alviverde opta por motivação histórica para a criação e a divulgação do uniforme; ano passado, com o Lado D em pleno funcionamento, a terceira camisa - a azul - trazia a Cruz de Savóia.

    No vídeo, de efeitos envelhecidos, os títulos festejados na camisa de 2010 podem ser visualizados em antigos recortes de jornais, sob as narrações radiofônicas da época e para cada troféu. Na contramão de grande parte do esporte nacional - para ficarmos apenas nos esportes -, craques do passado são lembrados e chegam ao presente nesta publicidade, que é também uma homenagem.

    O time atual não foi esquecido. Sem as glórias recontadas neste curta, alguns jogadores estão “na fita”, e o destaque, por circunstâncias óbvias da longevidade e número de vitórias com o time do Parque Antarctica, é o Marcos. O camisa 12 fecha o gol, ops, quer dizer, o filme com a sua identificação habitual com o clube e com a Seleção Brasileira, e uma brincadeira.

    O alvo é o Oberdan Cattani, a “Muralha Verde” ou a “Fortaleza Voadora”, arqueiro do Palmeiras nas décadas de 40 e 50, e o seu bigode indefectível, já que o penteado igualmente característico com o Marcão só com peruca. É ele o da imagem acima, retirada do site “Palestrinos“, e era camisa 1 nos 5 (cinco) canecos de 50/51.

    Que outros times façam estas “pequenas” lembranças, protagonistas e memória agradecerão, pois segundo o slogan do citado vídeo do ano passado, “Todo time precisa de história”! (RAG)

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    July 24th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

     

    O olhar analítico-poético pós-Copa do Mundo, pelo Señor Galeano. (RAG)

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    El reino mágico

    por Eduardo Galeano

    Pacho Maturana, colombiano, hombre de vasta experiencia en estas lides, dice que el fútbol es un reino mágico donde todo puede ocurrir.

    El Mundial reciente ha confirmado sus palabras: fue un Mundial insólito.

    • Insólitos fueron los 10 estadios donde se jugó, hermosos, inmensos, que costaron un dineral. No se sabe cómo hará Sudáfrica para mantener en actividad esos gigantes de cemento, multimillonario derroche fácil de explicar pero difícil de justificar, en uno de los países más injustos del mundo;

    • Insólita fue la pelota de Adidas, enjabonada, medio loca, que huía de las manos y desobedecía a los pies. La tal Jabulani fue impuesta, aunque a los jugadores no les gustaba ni un poquito. Desde su castillo de Zurich, los amos del fútbol imponen, no proponen. Tienen costumbre;

    • Insólito fue que por fin la todopoderosa burocracia de la FIFA reconociera, al menos, al cabo de tantos años, que habría que estudiar la manera de ayudar a los árbitros en las jugadas decisivas. No es mucho, pero algo es algo. Ya era hora. Hasta estos sordos de voluntaria sordera tuvieron que escuchar los clamores desatados por los errores de algunos árbitros, que en el último partido llegaron a ser horrores. ¿Por qué tenemos que ver en las pantallas de televisión lo que los árbitros no vieron y quizá no pudieron ver? Clamores de sentido común: casi todos los deportes, el basquetbol, el tenis, el beisbol y hasta la esgrima y las carreras de autos, utilizan normalmente la tecnología moderna para salir de dudas. El fútbol, no. Los árbitros están autorizados a consultar una antigua invención llamada reloj para medir la duración de los partidos y el tiempo a descontar, pero de ahí está prohibido pasar. Y la justificación oficial resultaría cómica, si no fuera simplemente sospechosa: el error forma parte del juego, dicen, y nos dejan boquiabiertos descubriendo que errare humanum est;

    • Insólito fue que el primer mundial africano en toda la historia del fútbol quedara sin países africanos, incluyendo al anfitrión, en las primeras etapas. Sólo Ghana sobrevivió, hasta que su selección fue derrotada por Uruguay en el partido más emocionante de todo el torneo;

    • Insólito fue que la mayoría de las selecciones africanas mantuvieran viva su agilidad, pero perdieran desparpajo y fantasía. Mucho corrieron, pero poco bailaron. Hay quienes creen que los directores técnicos de las selecciones, casi todos europeos, contribuyeron a este enfriamiento. Si así fuera, flaco favor han hecho a un fútbol que tanta alegría prometía. África sacrificó sus virtudes en nombre de la eficacia, y la eficacia brilló por su ausencia;

    • Insólito fue que algunos jugadores africanos pudieran lucirse, ellos sí, pero en las selecciones europeas. Cuando Ghana jugó contra Alemania se enfrentaron dos hermanos negros, los hermanos Boateng: uno llevaba la camiseta de Ghana y el otro la de Alemania.

    De los jugadores de la selección de Ghana, ninguno jugaba en el campeonato local de Ghana.

    De los jugadores de la selección de Alemania, todos jugaban en el campeonato local de Alemania.

    Como América Latina, África exporta mano de obra y pie de obra.

    • Insólita fue la mejor atajada del torneo. No fue obra de un golero, sino de un goleador. El atacante uruguayo Luis Suárez detuvo con las dos manos, en la línea del gol, una pelota que hubiera dejado a su país fuera de la Copa. Y gracias a ese acto de patriótica locura, él fue expulsado, pero Uruguay no;

    • Insólito fue el viaje de Uruguay, desde los abajos hasta los arribas. Nuestro país, que había entrado al Mundial en el último lugar, a duras penas, tras una difícil clasificación, jugó dignamente, sin rendirse nunca, y llegó a ser uno de los mejores. Algunos cardiólogos nos advirtieron, desde la prensa, que el exceso de felicidad puede ser peligroso para la salud. Numerosos uruguayos, que parecíamos condenados a morir de aburrimiento, celebramos ese riesgo, y las calles del país fueron una fiesta. Al fin y al cabo el derecho a festejar los méritos propios es siempre preferible al placer que algunos sienten por la desgracia ajena.

    Terminamos ocupando el cuarto puesto, que no está tan mal para el único país que pudo evitar que este Mundial terminara siendo nada más que una Eurocopa. Y no fue casual que Diego Forlán fuera elegido mejor jugador del torneo.

    • Insólito fue que el campeón y el subcampeón del Mundial anterior volvieron a casa sin abrir las maletas.

    En el año 2006, Italia y Francia se habían encontrado en el partido final. Ahora se encontraron en la puerta de salida del aeropuerto. En Italia, se multiplicaron las voces críticas de un fútbol jugado para impedir que el rival juegue. En Francia, el desastre provocó una crisis política y encendió las furias racistas, porque habían sido negros casi todos los jugadores que cantaron la Marsellesa en Sudáfrica.

    Otros favoritos, como Inglaterra, tampoco duraron mucho. Brasil y Argentina sufrieron crueles baños de humildad. Medio siglo antes, la selección argentina había recibido una lluvia de monedas cuando regresó de un Mundial desastroso, pero esta vez fue bienvenida por una abrazadora multitud que cree en cosas más importantes que el éxito o el fracaso.

    • Insólito fue que faltaran a la cita las superestrellas más anunciadas y más esperadas. Lionel Messi quiso estar, hizo lo que pudo, y algo se vio. Y dicen que Cristiano Ronaldo estuvo, pero nadie lo vio: quizás estaba demasiado ocupado en verse;

    • Insólito fue que una nueva estrella, inesperada, surgiera de la profundidad de los mares y se elevara a lo más alto del firmamento fútbolero. Es un pulpo que vive en un acuario de Alemania, desde donde formula sus profecías. Se llama Paul, pero bien podría llamarse Pulpodamus.

    Antes de cada partido del Mundial, le daban a elegir entre los mejillones que llevaban las banderas de los dos rivales. Él comía los mejillones del vencedor, y no se equivocaba.

    El oráculo octópodo influyó decisivamente sobre las apuestas, fue escuchado en el mundo entero con religiosa reverencia, fue odiado y amado, y hasta calumniado por algunos resentidos como yo, que llegamos a sospechar, sin pruebas, que el pulpo era un corrupto.

    • Insólito fue que al fin del torneo se hiciera justicia, lo que no es frecuente en el fútbol ni en la vida.

    España conquistó, por primera vez, el campeonato mundial de fútbol.

    Casi un siglo esperando.

    El pulpo lo había anunciado, y España desmintió mis sospechas: ganó en buena ley, fue el mejor equipo del torneo, por obra y gracia de su fútbol solidario, uno para todos, todos para uno, y también por las asombrosas habilidades de ese pequeño mago llamado Andrés Iniesta.

    Él prueba que a veces, en el reino mágico del fútbol, la justicia existe.

    * * *

    Cuando el Mundial comenzó, en la puerta de mi casa colgué un cartel que decía: Cerrado por fútbol.

    Cuando lo descolgué, un mes después, yo ya había jugado 64 partidos, cerveza en mano, sin moverme de mi sillón preferido.

    Esa proeza me dejó frito, los músculos dolidos, la garganta rota; pero ya estoy sintiendo nostalgia.

    Ya empiezo a extrañar la insoportable letanía de las vuvuzelas, la emoción de los goles no aptos para cardiacos, la belleza de las mejores jugadas repetidas en cámara lenta. Y también la fiesta y el luto, porque a veces el fútbol es una alegría que duele, y la música que celebra alguna victoria de ésas que hacen bailar a los muertos suena muy cerca del clamoroso silencio del estadio vacío, donde ha caído la noche y algún vencido sigue sentado, solo, incapaz de moverse, en medio de las inmensas gradas sin nadie.

    {La Jornada}

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    July 21st, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Reflexão feita durante a Copa… (RAG)

    . . .

    El mundial de los que siempre ganan

    Marcas de electrónicos, bebidas e indumentaria se juegan el liderazgo en la vidriera más grande del mundo, con 30 mil millones de espectadores potenciales. Las firmas que más apuestan.

    por Raúl Dellatorre

    Con el encuentro entre México y el local Sudáfrica del viernes último, comenzó a rodar la pelota del Mundial de Fútbol de este año. Pero los millones de dólares y euros de los negocios ligados a este torneo habían empezado a rodar bastante antes. El costo de organización del Mundial, con obras de estadios incluidas, ascendió a 6269 millones de dólares. De dicha cifra, 2500 millones fueron aportados por el país anfitrión.

    Sin embargo, Sudáfrica no será el principal receptor de los ingresos que generen los diferentes negocios que se derivan del juego que más aficionados atraerá en este fenómeno de audiencias convergentes (televisión, radio, sitios de Internet, telefonía móvil, periódicos on line) con una cifra total de 30 mil millones de espectadores potenciales.

    La FIFA, que ya adelantó que espera obtener en este Mundial 50 por ciento más de recursos que los logrados en Alemania 2006, será la gran receptora de ingresos. Derechos de transmisión, los que abonen sponsors o patrocinantes, ventas de entradas y otras menudencias le reportarán el manejo de un caudal de recursos que la equipara al nivel de los grandes tanques empresarios de la economía mundial.

    El año pasado, en pleno impacto de la crisis mundial, la FIFA obtuvo ganancias limpias por 196 millones de dólares, tras haber facturado por más de 1060 millones: fue apenas el adelanto de lo que la entidad rectora del fútbol recogerá en el año actual.

    Por comercialización de derechos de transmisión, la FIFA percibió por Sudáfrica 2010 unos 650 millones de dólares, casi exactamente 50 por ciento más que los 430 millones que le habían ingresado por los derechos de Alemania 2006. Pero no será esa su principal fuente de ingresos. Los principales patrocinantes de la Copa del Mundo, Adidas, Coca-Cola, Sony, Visa-Mastercard y Emirates Airlines pagarán entre 100 y 200 millones de euros cada una, de aquí a 2014, por dejar vinculados sus nombres con los del Mundial.

    En una segunda línea de empresas aparecen Continental Airlines, McDonald’s y Budweiser, que aportarían (como otros) unos 50 millones de euros por firma. En este encuadre, la venta de las tres millones de entradas para asistir en vivo a alguno de los partidos del torneo aparece como una cuestión económicamente “menor”.

    No son ésos los que van directamente a las arcas de la FIFA, los únicos números importantes que se manejan en un Mundial como el actual. Pero, sin ninguna duda, para tener presencia en este torneo, la llave de acceso la maneja el organismo que preside Joseph Blatter.

    Además de ser las principales aportantes como patrocinantes, las firmas señaladas se convirtieron este año en las de mayor inversión publicitaria. Sony desplazó a Philips, que reinó durante el Mundial de Alemania 2006, como la titular de la principal campaña, por más de 300 millones de dólares. Adidas vuelve a ser la “campeona” del sponsoreo de los equipos deportivos que lucen las escuadras participantes en el torneo: viste a 12 de los 32 equipos de elite que forman parte del torneo.

    Budweiser, en tanto, logró la supremacía sobre otras marcas de cerveza que han descubierto que el consumo de la bebida alcohólica sube geométricamente durante el transcurso del Mundial. Las imágenes de las plateas de los estadios con los aficionados con la botellita (porrón) en la mano en el entretiempo llamó la atención de los espectadores argentinos, al menos: por la inimaginable autorización de beber alcohol en las canchas, y por el gusto por la cerveza no sólo de argentinos, brasileños o alemanes, sino también por sudafricanos o ghaneses.

    Vestir a una Selección Nacional sale caro, sobre todo si está entre las que participan con chances de llegar lejos en el torneo. El “ranking” económico del valor de marca de cada selección tiene en Sudáfrica 2010 a España a la cabeza: vestirla cuesta 565 millones de euros en derechos a quien aporte su marca a la vestimenta. Brasil cuesta 515 millones, Francia 440 millones, Inglaterra 440 millones y Argentina 390 millones. Junto a Adidas, las marcas Nike, Puma y Umbro fueron las que disputaron ese torneo paralelo para que sus logos se vieran en todo el mundo.

    En Argentina, el fenómeno comercial sorprendente ligado al Mundial fue la explosión de ventas de televisores LCD, que alcanzó en los primeros cinco meses del año una colocación de 628 mil aparatos, contra los 450 mil vendidos a lo largo de todo el año 2009, según señala el sitio de Internet especializado Bloggers Report. El fenómeno de los televisores con pantalla LCD había aparecido para el Mundial 2006, pero no alcanzó masividad, entre otras cosas, por un muy elevado costo.

    Hoy, la oferta de las grandes cadenas comerciales, la financiación a largo plazo y la multiplicidad de marcas ofrecidas, incluso de origen nacional en toda la gama de calidad, no sólo bajaron los costos, sino que redujo el margen de diferencias entre unas marcas y otras. Según la misma fuente, Philips perdió el liderazgo absoluto, hoy pelea palmo a palmo con Samsung, pero además hay una importante cantidad de firmas que las siguen de cerca.

    {Red Voltaire}

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