-
February 26th, 2010Futebol
O trocadilho com “Imortal” é totalmente aplicável ao Já Joguei no Grêmio.
Apesar de constar no hino do clube, foi após a “Batalha dos Aflitos”, pelo ascenso à Série A do Brasileirão, em 2005, contra o Náutico, que a palavra ganhou força e frequenta cânticos e trapos da torcida tricolor. Claro que isso é paixão, e como tal, traz a possibilidade de mais discurso que prática, até porque de 2006 para cá, o Grêmio venceu, perdeu, empatou, como é a gangorra do futebol.
Só que há um lugar onde o time porto-alegrense não perde o adjetivo, pelo contrário, a cada post vai ficando mais imortalizado. O citado blog, no ar desde 2008, faz parte do processo de expansão da internet, no qual usuários têm a chance de inventar um tema e seguir adiante com a proposta. No caso do JJnG, a tônica é curta e grossa: fotografia e nome dos atletas que vestiram a camisa azul, preto e branca!
Claro que outros internautas e fãs do Tricolor desenvolvem trabalhos de conteúdo histórico, de memória escrita e fotográfica, mas é nesta que “Anônimo”, o autor do blog em questão, optou por seguir. A ausência de textos é compensada pela participação dos leitores no espaço para comentários; grande parte dos comentaristas respeitam a moçada das fotografias, tem até anotações ilustres de alguns… ilustres homenageados (vide bate-papo abaixo, com o editor).
Mesmo com tantos aspectos positivos, do trabalho do Anônimo e da internet, o crescimento da rede mundial aumenta a possibilidade de pichação nos comentários. Sem o uso de moderador, como faz o JJnG, a presença das opiniões, que seria para muitos a oportunidade de incrementar o conteúdo, surge também como válvula de escape para preconceitos e amarguras. Não é rara a leitura de ofensas por aspecto técnico - de certa forma, aceitável, pois o jogador não havia correspondido com o time -, e as piores delas, estética (!) e moral, que não têm a ver tanto no mundo externo ao monitor quanto dentro dele.
Assim, o hino, cujo “imortal” foi aproveitado, não teve extensão para o trecho “Hoje com o mesmo ideal / Nós saberemos te honrar”… Decididamente, Lupicínio Rodrigues, o letrista, não entenderia muito a “queimação de Judas” num lugar para memória e feito por um entusiasta do maior rival do Colorado.
Já Joguei no Grêmio é para quem curte o Tricolor da Azenha e o Futebol, na perspectiva da história. Com jeitao (e é!) de dicionário, uma vez que os atletas estão listados por verbetes, é um álbum de figurinhas virtual, portanto, é separar o cromo, a cola e dividir atividades com o criador do site, para que um dia a coleção fique completa. (RAG)
* Quer conferir o blog gremista?
. . .
Lado D dos Esportes - Olá, Anônimo! Em meio a tantos sites tricolores, por que criar o “Já Joguei no Grêmio”?
Anônimo (JJnG) - Tinha em casa um grande arquivo de fotos de jogadores dos anos 2005 e 2006, tanto profissionais quanto das categorias de base. Volta e meia acessava e passava horas relembrando os atletas que já vestiram a camisa do Tricolor. De forma completamente despretensiosa, decidi colocar cada uma destas fotos na internet para compartilhar com outras pessoas.
Aos poucos, a iniciativa foi tomando grande proporção. A resposta foi imediata e positiva. Foi então que decidi ampliar ainda mais o projeto e, ao invés de utilizar apenas as fotos que eu tinha em casa, fui atrás de outras fotos na internet e também no próprio Grêmio, utilizando imagens do seu Memorial. No próprio blog solicito a ajuda de visitantes, que muitas vezes encaminham pro nosso e-mail fotos e links onde podem ser encontradas. Assim começou.
Lado D dos Esportes - O clube disponibiliza fotos do elenco principal e da base com essa qualidade ou é “trabalho de olheiros” (risos)? E a opção pelas fotografias sem textos, confiava neste tipo de participação dos visitantes, contribuindo com imagens e comentários?
Anônimo (JJnG) - (Risos) Posso dizer que é um trabalho de “olheiros”. Num primeiro momento priorizei a qualidade das fotos, já que possuía estes arquivos comigo. Depois vi que seria difícil manter o padrão, tendo em vista que fotos mais antigas são difíceis de achar em qualidade parecida. Muitas vezes utilizo o artifício do escanear ou até mesmo fazer foto da própria foto.
Prefiro optar por diminuir a qualidade das imagens do que deixar de fora alguns jogadores. Acho que o visitante prefere assim e não está muito preocupado com a resolução das imagens.
Com relação ao tópico dois da pergunta, num primeiro momento não me preocupei muito com as informações sobre os jogadores. A ideia era mesmo disponibilizar apenas a imagem, até para mexer com a memória do torcedor. Depois, muitos visitantes entraram em contato solicitando mais informações sobre os jogadores. Pelo menos o ano em que atuaram pelo clube. Confesso que nem sempre sei em que ano ele atuou ou até mesmo o nome completo. Infelizmente não possuo tempo suficiente para me dedicar a uma pesquisa mais aprofundada. Por isso abri espaço nos comentários para que os próprios visitantes contribuam com mais informações. Até eu mesmo acesso e coloco algumas informações em determinados jogadores. Isso enriquece muito o blog. Até mesmo as “pichações” são válidas. Me divirto e fico horas lendo cada comentário.
Lado D dos Esportes - Passeando pelo blog, tenho outras duas anotações. O que muda com o uso de novas mídias sociais, como é o caso do Twitter? A segunda é sobre quando escreve “Este blog não é meu, nem de ninguém em especial. É de todos aqueles apaixonados pelo Grêmio e pelo futebol”, seria um motivo para a sua opção pelo anonimato?
Anônimo (JJnG) - O que muda é a capacidade de multiplicar o número de visitantes e estreitar a comunicação entre o blog e os “leitores”. Uso meu Twitter pessoal diariamente e decidi criar o Twitter do JJnG talvez até para testar a popularidade do blog. Fiquei satisfeito com a resposta. Aproveito para divulgar as atualizações e colocar algumas informações interessantes sobre determinados atletas que já jogaram no Grêmio e que fazem sucesso (ou não) em outros clubes. Quem sabe, na continuidade, posso ampliar utilizando novas mídias. Porém, sigo apenas com o blog e o Twitter.
Sobre a segunda colocação, a frase “Este blog não é meu, nem de ninguém em especial. É de todos aqueles apaixonados pelo Grêmio e pelo futebol” reforça minha busca pelo anonimato. Não tenho interesse de me promover com o blog. A ideia é apenas a diversão. Isso incentiva também a participação dos visitantes. Seja enviando fotos ou colaborando com comentários. Quero que se sintam interessados em participar. No final, todos saem ganhando. O blog é da torcida do Grêmio.
Lado D dos Esportes - Você tem exemplos curiosos para contar para a gente? Vi que escola o JJnG já criou, tem gente do arquirrival Colorado que teve tanta “influência” que até o nome do site é o mesmo – Já Joguei no Inter!
Anônimo (JJnG) - Meu maior prazer com o blog é ler um comentário do tipo: “Nossa! Nem sabia que esse cara tinha jogado no Grêmio!”. Ou então: “Quem é esse cidadão?”. A ideia é exatamente essa: mexer com a memória e a curiosidade do visitante.
Existem posts que são recordistas em comentários. Ronaldinho e Assis encabeçam a lista. São verdadeiros fóruns de discussão.
É divertido acompanhar a opinião e a manifestação de cada um, tanto a favor quanto contra.
Tem também a foto do Anderson Pico quando estava nas categorias de base. Essa foto rendeu muitos comentários engraçados. O argentino Arangio passou pelo Grêmio e ninguém viu. Praticamente ninguém lembra dele. No post com a foto do Jésum, um ponta-esquerda que passou pelo Olímpico, acho que no final da década de 70, recebeu dois comentários curiosos: o primeiro de uma pessoa chamada Gésum, que tinha recebido o nome em homenagem a ele. Outro dizia que sempre tinha escutado histórias incríveis sobre o jogador, mas chegou a pensar que ele nunca havia existido de verdade. Tem também comentários onde o torcedor agradece ao jogador pela passagem pelo clube, como (por exemplo) nas fotos do Renato, De León, Sandro Goiano, etc. Uma demonstração de carinho e gratidão como se o próprio jogador fosse ler. E quem garante que não lê? Na foto do Valdir Espinosa, ele mesmo deixou um comentário agradecendo a lembrança.
Às vezes, os comentários são mais interessantes que a própria foto.
Sobre o surgimento do “Já Joguei no Inter”: entendi como uma homenagem ao nosso blog. Fiquei sabendo da existência dele nos próprios comentários. A qualidade não é a mesma, e os critérios também. Enviei um e-mail parabenizando pela “iniciativa” (irônico) e recebi a resposta carinhosa onde o autor disse que não tem vergonha em dizer que copiou a nossa ideia.
Sinceramente, não vejo problemas. Dentro da rivalidade salutar entre as duas agremiações, todos que gostam de futebol saem ganhando.
Lado D dos Esportes - Diante de tantas coisas interessantes ao lidar tão próximo dos visitantes do blog (e do Twitter também), qual a sua percepção sobre os canais de maior destaque na cobertura esportiva? Eles contribuem de alguma maneira para a criação do seu trabalho?
Anônimo (JJnG) - Nesta quantidade absurda de informações que recebemos diariamente na internet e nos novos canais, o importante é saber filtrar o que tem de bom. Pra isso, entra o conhecimento e o instinto. Já tenho mais de 30 anos de vivência dentro do futebol. Tempo suficiente para saber tirar proveito do que anda à deriva nas ondas da internet. Tempo suficiente para saber o que é bom e o que é ruim. Não só para a realização do blog como para o meu trabalho diário.
Focando apenas o JJnG, os canais de maior destaque servem para me municiar de informações sobre jogadores que já passaram pelo Grêmio. Onde andam jogando, o que estão fazendo… Se der sorte, ainda sou capaz de conseguir alguma foto. Nesse sentido, o site do Milton Neves ajudou com a coluna “Que Fim Levou?”.
Não faz muito, encontrei uma matéria sobre o Caxias elencando a quantidade de jogadores contratados que já haviam atuado no Grêmio. Isso serviu de mote para disparar os links dos jogadores pelo Twitter do JJnG.
O Botafogo foi campeão da Taça Guanabara com gols de Fábio Ferreira e Loco Abreu, dois que já passaram pelo Grêmio e estão no nosso blog. Basta um pouco de atenção e filtragem.
Lado D dos Esportes - Sigamos para a coluna vertebral de todo o papo, que não poderia ficar de fora, o Grêmio! Por lidar com a memória do time, de quando é a primeira recordação de carinho com o clube, ainda que no início tenha sido colorado (risos)? Te(ê)m jogador(es) e momento(s) especiais?
Anônimo (JJnG) - Vivo o Grêmio desde meus primeiros anos de vida. Posso dizer que até antes disso: meu avô teve uma vida dedicada ao Grêmio, foi um dirigente renomado. O mesmo sobre meu pai. Sendo assim, eu não poderia ser diferente e procuro representar da melhor maneira a família.
Quando pequeno, era fã do Zequinha e do volante Victor Hugo, campeão em 1977. Depois passei a defender com unhas e dentes o lateral Paulo Roberto, campeão mundial e um dos jogadores com maior número de títulos no futebol brasileiro, ainda que não fosse unanimidade junto aos torcedores. Na década de 90 vem o grande esquadrão de Felipão. Estive em Medellín na final da Libertadores. Vivi de perto as cabeçadas de Jardel com os cruzamentos de Paulo Nunes. Acho que foi o último grande esquadrão. Então veio o Ronaldinho e aquele rompimento doloroso. Coisas que acontecem. Jogadores inesquecíveis e momentos que ficam na memória.
Lado D dos Esportes - Perguntei sobre a questão de novo estádio ao Fábio Areias, palmeirense que já passou pelo Lado D, e como o Tricolor está envolvido em situação idêntica, qual a sua opinião sobre um novo estádio? O Olímpico merece a implosão?
Anônimo (JJnG) - Já viajei o mundo e o Brasil acompanhando grandes jogos de futebol. Conheci estádios sensacionais e outros nem tanto. O Olímpico hoje em dia está num patamar intermediário. Se o Grêmio quiser ser um clube intermediário, que continue como está. A construção de uma nova casa seguindo os padrões internacionais de qualidade colocaria o Tricolor em um nível mais à frente. Não que isso vai fazer o time jogar mais dentro de campo, mas falo em mentalidade. Pensar grande é o primeiro passo para se fazer grande. Foi assim na década de 80 e 90, quando a mentalidade mudou e o time respondeu, deixando de ser porto-alegrense para se tornar mundial.
Sobre a implosão do Olímpico, tenho uma metáfora que acredito caber bem neste caso. O Olímpico é como um carro antigo que compramos zero quilômetro, há anos. Sempre nos acompanhou nas mais longas viagens. Deu problema algumas vezes. Passou por diversos mecânicos e resistiu bravamente. Temos um carinho todo especial. Um dia temos a oportunidade de comprar um carro novo. Um carro do ano. Uma caminhonete importada com banco de couro e todos os utilitários possíveis. Ainda que haja o carinho pelo carro antigo, basta sentarmos no carro novo e ligar o motor para esquecer nosso antigo companheiro. Assim será com o Olímpico. Vai existir a nostalgia, mas com a primeira grande decisão de Libertadores na Arena, o Olímpico passará a ser apenas uma lembrança carinhosa do passado.
Lado D dos Esportes - Numa cena tipicamente gremista, o juiz deu 5min de acréscimo, bate-rebate na pequena área, a bola resvalou em 4 canelas, quase na linha do gol, o último toque é seu. Se fizer, vai para os pênaltis!!!
Anônimo (JJnG) - Coloco para o fundo das redes e corro em direção aos camarotes da Bombonera, fazendo sinal de silêncio pra torcida do Boca. Vejo o Maradona no seu camarote com as mãos na cabeça e escuto o silêncio sepulcral. Ao fundo, o delírio da nação gremista na parte mais alta do estádio, atrás da goleira oposta onde empatei a decisão.
Quando o juiz apita o término do jogo, Eurico Lara me abraça e diz: “Deixa comigo que defendo pelo menos duas penalidades”. Galatto completa: “Pode ficar tranqüilo”. Na lista dos cobradores, Dinho e Arce têm a chance de se redimir de 1995. O lateral cobra o último e Dinho bate o primeiro. Nas outras cobranças: Airton Pavilhão, Alcindo Bugre e Tesourinha. E se ainda precisar, eu bato a próxima. Grêmio tri da Libertadores!
Agradeço a oportunidade e me coloco à disposição. Grande abraço!
Tags: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Twitter -
February 23rd, 2010FutebolMomentos do clube, na 1ª Divisão desde a temporada 2008-09
Tags: Baniyas Sports & Culture Club (EAU)
(Baniyas Sports & Culture Club – Emirados Árabes Unidos) -
February 20th, 2010Futebol
(Imagem: Reprodução)
As continhas a mais nos grandes eventos esportivos já fazem parte do orçamento. São óbvias.
A bola da vez é na África do Sul, para a Copa do Mundo de 2010.
Aumentos que chegam até a duplicar! A linguagem matemática parece fadada a começar a partir do milhão.
A seguir, a Olimpíada de Londres. Mas do Velho Mundo não costumam (ou não podem?) divulgar muita coisa. Enquanto isso, nas (ex?) colônias…
Agora é a África do Sul. O Brasil, que não quer fugir do orçamento prévio, tudo ficará na “mais pura lisura”, sem mentiras, quer trazer… Tony Blair, aquele mesmo, o amigo de W. Bush, a dupla das Guerras Preventivas, para tudo ficar às claras na Olimpíada de 2016!
Acho que as tags deste post aumentarão de tamanho, ali à direita deste blog, em “Palavrões”. É o Show do Milhão! Mas nesse, que não é o do Sílvio, as cartas e as placas parecem marcadas, não há ajuda dos universitários e dos convidados, e ao cidadão “com as mensalidades do carnê em dia”, cabe “pular” a pergunta por ser impotente ou induzido a não saber a resposta. (RAG)
. . .
Los sudafricanos rompen el chanchito
Maradona exigió que el lugar de estancia y entrenamiento de la selección sea remodelado. Ese es sólo uno de los gastos extras que siguen pagando los sudafricanos todos los días.
por Nicolás Scipione
La primera actividad de Maradona, luego de cumplir la sanción impuesta por la FIFA debido a la famosa frase “que la chupen… que la sigan chupando” (que ahora aparece en las remeras), fue visitar el predio de la Universidad de Pretoria en el que la selección de fútbol se alojará por el tiempo que dure la competencia de Sudáfrica 2010. Diego dio órdenes para remodelar el búnker: La misión del grupo, según dio a conocer la AFA, fue verificar el avance de las obras de remodelación del predio, tal como se planificó oportunamente (Bilardo había viajado a Sudáfrica en diciembre pasado para dar el visto bueno sobre el lugar) y realizar obras de caridad en las escuelas de la zona. ¡Qué bueno! Ahora la pregunta que vale hacerse es ¿de dónde sale la plata de dicho arreglo?
A pocas semanas para el comienzo del Mundial, Maradona viajó a Sudáfrica para visitar el lugar elegido como concentración de la delegación argentina. No fue el manager Carlos Bilardo, que protagoniza el culebrón del verano junto con el ayudante de campo, Alejandro Mancuso.
El lugar en cuestión fue muy disputado por los seleccionados de Italia y Alemania, tiene un perímetro total de 76 hectáreas y cuenta con un hotel de cuatro estrellas. Los arreglos constan detalladamente en que dieciocho cuartos de dos camas del hotel en el predio se transformarán en piezas individuales que utilizarán los “referentes del plantel” (¿18 referentes tiene la Selección Argentina?), se pintarán los techos, se cambiarán los muebles, se crearán baños privados en cada una de las habitaciones y se reemplazarán los televisores de tubo por pantallas LCD. Los sacrificados dirigentes y los asistentes de Diego dormirán en un edificio cercano y la habitación de Diego, pasará de ser una pieza convencional a una suite.
La plata para semejante remodelación se cuenta dentro del presupuesto que el gobierno sudafricano “invierte” en un fondo exclusivo para el Mundial 2010 (algo así como el fondo del Bicentenario de Cristina).
Sobre principios del 2009, el presidente de la FIFA, Joseph Blatter, había comentado que “sería temerario no tener un plan B”, en referencia a los profundos cambios que había sufrido el fondo económico del país africano para la realización del mundial. Cuando se creo y se aprobó dicho fondo daba cuenta de US$ 865 millones, mientras que los gastos cuando Blatter pronunció esas tétricas palabras superaban los 1280 millones de dólares para organizar la competencia. Hoy se advierte en varios órganos de prensa y de la economía concentrada que el presupuesto es aun mayor. ¡ Quizás se debe a los arreglos que quiere Diego! Se precisan algo más de 387 millones de dólares adicionales para cubrir los enormes costos del ambicioso programa para la construcción y la renovación de diez estadios. En Sudáfrica se están construyendo cinco nuevo escenarios para el certamen y otro cinco se están remodelando. Por ejemplo, informa el City Press de ese país, que las autoridades del estadio Nelson Mandela que tiene 49.000 asientos, en construcción) aceptaron que han tenido que revisar el presupuesto original de 92 millones de dólares y ahora estimaron que costará US$ 194 millones debido a la “escalada de los costos en la construcción”. El mismo Jabu Moleketi, viceministro de Economía de Sudáfrica y miembro del comité organizador del Mundial, admitió que los costos habían aumentado, pero no podía dar cifras exactas del incremento. Y a principios de febrero, el jefe ejecutivo del comité organizador, Danny Jordan, afirmó que espera que el presupuesto supere los 1290 millones de dólares. En el informe oficial del comité organizador se detalla que para cubrir estos gastos adicionales, las nueve ciudades sede del torneo deberán solicitar, no sólo al gobierno, sino también al Banco Africano de Desarrollo, créditos a bajo interés. ¡Pobres los organismos internacionales de crédito que van a tener que poner plata en Sudáfrica!
La inflación alcanzó en Sudáfrica el 10,9% en mayo de 2009, y no dejó de subir hasta hoy. Esta inflación se traduce, no solo en el aumento de los costos de construcción para las empresas, como suelen aparecer en todos los informes económicos, sino que además obedece a la suba en los precios de los productos de consumo y en el transporte sudafricano. Parece que en Sudáfrica los pudientes viajan en taxi y los negros viajan a pie, así que, el presupuesto para la organización del Mundial tenía previsto instalar una nueva red de trenes y de colectivos que están pagando los sudafricanos (está de más aclarar que para el mundo económico esto es una oportunidad para el desarrollo, pero cómo siempre la pregunta es ¿desarrollo para qué?).
Solo espero que Maradona y los jugadores argentinos construyan el milagro de que Argentina sea campeón del Mundial. Así, quizás, sintamos que el esfuerzo de los sudafricanos valió la pena, ¿no?.
{Agencia Rodolfo Walsh}
. . .
Tags: Copa do Mundo África do Sul 2010, Gastos extras em eventos esportivos, Seleção de Futebol/Argentina -
February 20th, 2010Basquetebol. . .
Série Publi$$idade$
Tags: NBA, Nike, Publi$$idade$
[ 1 ] -
February 20th, 2010Lado D dos Esportes
Pouco mais de 7 (sete) meses de atividades, experimentações e ajustes com a turma que topou seguir com o Lado D, sai da pasta de rascunhos uma das ideias da fase embrionária, e das mais instigantes, que é reproduzir vídeos.
Quem chegar até aqui não terá dificuldades em encontrá-los, quase sempre há um pretexto para fazer o “embed” dos inúmeros audiovisuais espalhados pela internet, mesmo que nos dias a seguir, quando não forem nossos, eles deixem de estar no ciberespaço.
Aliás, principalmente para empresas de comunicação, se digitalizaram, qual o motivo para apagá-los depois? Pelo rico acervo, por alguns sites muito legais, a Globo, por exemplo, nem precisava entrar nesta lista da turma que apaga para não gastar uns trocados a mais… Aqui no blog tem deste acervo, mas às vezes até escrevemos, comentamos algo e… pronto, lá se foi o post, vai pelo ralo um naco de memória, da história que perde espaço para os inúmeros lixos virtuais encontráveis nos sites que reproduzem vídeos. Caso acessem o Lado D, e acessam, que Globo, Band, entre outros, digitalizem e preservem, são acessos garantidos e constantes.
Um exemplo claro é o do período da Copa do Brasil! O emaranhado de clubes do mais eclético campeonato boleiro de um país tão grande facilmente apresenta culturas, quase sempre desconhecidas, irrelevadas ou que ainda precisam de certo impulso para chegar a um maior espectro da população. Sotaques, geografias, cores, é uma colcha de retalhos que, para os veículos, ganha hospedagem que não dura 1 (um) ano! Reforço a lista: deixem no ar (e digitalizem os que não estão), sempre vai ter gente procurando por clubes, municípios, estados e povos espalhados pelas fronteiras daqui.
Enquanto a seção “Vídeo D Hoje” toma fôlego para crescer, vide os 2 (dois) publicados, dentro dela a série de comerciais esportivos também ganhará forma. Não, não é merchandising, e se for é indireto; a proposta é reforçar o “no estilo a vida é um jogo”, que o negócio está inserido no contexto dos esportes, mas que produzem audiovisuais legais, sim, não há como negar. O nome da subseção? “Vídeo D Hoje – Publi$$idade$”.
Nestes trabalhos quase sempre pirotécnicos, têm espaços para humor, intercâmbios culturais, espetacularização, propagandas enganosas - mas também para as verídicas -, diversidade de linguagens visuais, os quais com olhar crítico e sem paranóia para abrir o bolso, são curtas-metragens que os olhos gostarão de conferir.
Um propagandístico, inclusive, foi publicado e abre perspectivas de história… Sem estar na seção, mas está valendo.
Então nos próximos posts as peças publicitárias também farão parte do “Vídeo D Hoje”. (RAG)
Tags: Publi$$idade$, Vídeo D Hoje -
February 19th, 2010FutebolGol a gol, em jogo nos Emirados
Tags: Partida de Futebol nos EAU
(Futebol – Emirados Árabes Unidos) -
February 18th, 2010Lado D dos Esportes
Tudo bem que quem acompanha o Lado D tem o Feed/RSS para saber das novidades, mas se também curte ver o que é publicado no Dissonância, ou mesmo conhecê-lo, há um perfil recente no Twitter.
O nome e endereço do espaço na mídia “social” do passarinho é @dissonancia2003. O carcará da imagem é a nossa versão alada para o “microblog”, está a cuidar do front.
Por lá, está uma pequena parte do que gira através das espirais, desde 2003. (RAG)
Tags: Twitter do Dissonância -
February 18th, 2010Futebol
Showbizz esportivo!
Mais do que nunca, o termo se aplica ao retorno de alguns atletas importantes do futebol brasileiro para… o futebol brasileiro! No entanto, a exclamação não é tão ereta quanto parece.
Desde o ano passado, com a vinda do Ronaldo para o Corinthians e a proximidade da Copa do Mundo da África do Sul – 2010, outros jogadores têm seguido o mesmo caminho, sob uma diversidade de justificativas. Antes da volta do atual camisa 9 corintiano, a parceria entre Adriano e o São Paulo deu o que falar em 2008, e durou praticamente (apenas?) o primeiro semestre – um Campeonato Paulista!
Procura de felicidade, banco de reservas, fim de carreira, aprontaram muito por lá, recuperação física, mercado e$ca$$o em grandes centros futeboleiros, estão entre as justificativas explícitas e implícitas, sendo que estas últimas ficam mais para a crítica que a autocrítica.
A autocrítica, além de pessoal, pode fazer o atleta marcar gol contra o patrimônio, embora moralmente o enriquecesse. Já a crítica é amistosa ou está adequada ao que disse Eugênio Bucci, bem lembrado por Lyana Miranda no texto abaixo: “Aquele espetáculo que aparece na tela não é uma notícia conseguida pela reportagem, mas uma encomenda paga”.
São repatriados, só que não necessariamente pela pátria, ou por paixão ao clube. Pelas características tanto de produto de um mercado quanto de consumidores compulsivos, jogadores e torcedores protagonizam relações que há menos de duas décadas eram fatos quase impossíveis, a não ser que o cara trocasse o Flamengo pelo Vasco, o Paysandu pelo Remo… E olhe lá, pois alguns fizeram isso e foram absolvidos pelo “Tribunal do Júri das Arquibancadas”, tempos depois.
Nessa leva de retornos, é possível confirmar o exemplo “produto x consumidor compulsivo” com o Vagner Love, recebido como salvação pelos lados alviverdes e em poucos meses foi vítima de agressão por uma torcida organizada do Palmeiras. Independente dos motivos, a lógica de mercado faz parte das gôndolas do futebol, cada vez mais. E as justificativas, de um lado e do outro, são as menos respeitáveis para atletas e fãs: baladas, violências físicas e verbais, amor à camisa e a quem a veste a um pênalti do respeito.
A volta dos que já foram guarda grande número de ressalvas para virar tamanho “espetáculo”, a inversão positiva da maior modalidade esportiva do país. Se zapear o canal ou olhar bem o lance, fica evidente, além dos motivos enumerados no quarto parágrafo acima, que são contratos de poucos meses ou condicionados ao êxito nos gramados da Terra Brasilis. Um marketing meteórico de camisas personalizadas sem personalidade, bonequinhos, adesivos, tudo (mal) copiado dos europeus e pronto para dinheiro rápido e enganar o público. Que não segura o “ídolo”, souvenir precoce, tipo compre logo antes que o cara assine com um time médio da Rússia, dos Emirados Árabes, do Qatar…
Muitos gols e decisivo nas partidas? Hummm, avião a cruzar o Atlântico e desembarque nos gramados europeus e até mesmo das Arábias, em no máximo 6 meses, se bobear, não joga sequer a final. Não atendeu às expectativas do retorno? Porrada, baladeiro e mudança para o rival ao lado. E os que estão por chegar? Depende, amore$ condicionado$ à Copa do Mundo ou à Taça Libertadores para os mais valorizados – ainda que com o corpinho para Sumô -, e Brasileirão para os que amargam os bancos de reservas estrangeiros há, no mínimo, uns 6 meses… Para os campeonatos estaduais? Aí o amor fica para depois.
Pocket showbizz esportivo! (RAG)
. . .
Por que voltou? Voltou por quê?
por Lyana Virgínia Thédiga de Miranda
Em meio a uma Vila Belmiro lotada, torcedores, debaixo de um calor infernal de verão, aguardam ansiosos. Eis que se aproxima um helicóptero que, sob confetes e hinos de amor ao clube, pousa bem no meio do solo sagrado da modalidade mais praticada, sonhada e debatida no país do penta: o campo de futebol.
Ao melhor estilo “showbizz esportivo”, e acompanhado por nada menos do que a alta realeza do esporte bretão, o rei Pelé, lá está Robinho, o bom filho que à casa torna. Após cinco anos atuando fora do futebol brasileiro, volta ao Santos Futebol Clube, time que o criou e o revelou ao mundo.
O retorno de Robinho ao futebol brasileiro tornou-se pauta obrigatória nos meios de comunicação, e não só os especializados em esporte. A volta do “rei da pedaladas” deu sequência à cobertura dessa que é uma verdadeira “façanha esportiva” que começou com o regresso de Ronaldo, e trouxe de volta ao país estrelas capazes de fazer brilhar a imagem do clube ao qual defendem. Sobretudo, no tocante à publicidade.
“Por que tanta ousadia?”
Na quarta-feira (3/2), a matéria que encerrou o Globo Esporte lembrou as recentes contratações de jogadores experientes que, após longa temporada em clubes europeus, voltaram a jogar no Brasil. Adriano e Wagner Love, no Flamengo; Ronaldo e Roberto Carlos no Corinthians; Fred no Fluminense e, agora, Robinho no Santos, foram uns dos “repatriados” citados.
Conforme veiculado, a presença de grandes estrelas nos maiores times brasileiros é uma ousadia que traz benefícios para a marca dos clubes, que se fortalecem com mais visibilidade e atraem mais publicidade; e para o jogador, que ganha como garoto propaganda e com a licença de produtos que usam sua imagem, assinatura e até mesmo características físicas como atrativos (uma peruca imitando as trancinhas de Wagner Love está cotada como a novidade do carnaval 2010).
Outra vantagem apresentada, essa mais questionável, é a oportunidade que o jogador terá de mostrar o seu futebol para, quem sabe, uma futura convocação para a seleção brasileira que vai à Copa do Mundo da África do Sul. Será?
(Mega)espetáculo midiático
Ganham os clubes, os jogadores e os patrocinadores. Porém faltou à matéria do Globo Esporte citar outro importante ganhador desse espetáculo: a mídia, responsável por alinhavar as relações e espetacularizar o futebol.
Se o objetivo da reportagem foi mostrar o que representa, para a indústria do futebol e para os envolvidos nesse negócio (os stakeholders) um retorno tão comemorado e igualmente veiculado, a matéria, no mínimo, pecou ao se “esquecer” desse importante ator. Segundo Eugênio Bucci (1998, p. 23 apud Pires, 2002, p. 44):
“Está na cobertura esportiva a verdadeira chave para desmontar uma das charadas do jornalismo em televisão. A charada é a seguinte: o telejornalismo promove - financia, organiza e monta, os eventos que finge cobrir com objetividade. É no esporte que esse fenômeno é mais transparente [...] As técnicas jornalísticas, dentro das coberturas do esporte pela TV, são cada vez mais um representação. Aquele espetáculo que aparece na tela não é uma notícia conseguida pela reportagem, mas uma encomenda paga.”
Assim como o esporte, também a reportagem se torna mais uma ferramenta de marketing, em que quase todos ganham. E muito. Mas, e o torcedor-telespectador, será que ganha também?
Referência bibliográfica:
. PIRES, Giovani De Lorenzi. Educação Física e o discurso midiático: abordagem críitico-emancipatória. Ijuí: Ed. Unijuí 2002.
{Observatório da Imprensa}
Tags: Craques de volta ao país -
February 5th, 2010FutebolRobbie Fowler, “cheirando” a linha do gramado
Tags: Manchester United (ING), Robbie Fowler
(Futebol – Manchester United/Inglaterra) -
February 5th, 2010Futebol
Quando há registros sobre a várzea, as séries B, C e D – esta figura desde o ano passado no futebol brasileiro – e qualquer outra estrutura provavelmente precária de prática esportiva, quase sempre são interessantes.
Por exemplo, em 22 de julho, momento em que o blog dava os primeiros toques na bola, foi trazida a reportagem que trata da quarta série do Campeonato Brasileiro, vídeos e textos ainda disponíveis no acervo da Globo, canal que proporcionou esta outra página da realidade boleira.
O ”ascenso”, como assinalou Fernando Prieto, no entanto, não guarda apenas a visão de dificuldade ou de tristeza, mas também prosaica, comum à maioria da turma que não joga bola na quadra ou no campinho do condomínio ou do clube. Fora locais assim, privativos e provavelmente preservados, a via é ilustrada como numa crônica, e na maior parte, regrada por motivos de hambre de gloria (fome de glória), disse o autor do texto abaixo, e pela situação financeira do atleta e/ou entidade clubística.
Material esportivo; setores médico, físico e nutricional; contato próximo entre a torcida e atletas, comissão técnica e dirigentes – relação de pouca utilidade para a estima destes envolvidos -; entre outros, são mais difíceis até que os 11 do outro lado do campo ou um trio de arbitragem mal intencionado ou despreparado.
Como se não bastasse, a parte financeira está aquém dos pomposos salários das “estrelas” da modalidade, e sem dar ouvidos àquela discussão meio mesa de bar, lugarzão comum tipo “um cortador de cana não ganha isso” ou “estudei tanto para ganhar menos que quem joga bola”, os gladiadores das séries coadjuvantes seguem a cartilha da economia. Passada a fase “varzeana”, tem que ver o país, o estado, a cidade, tudo de acordo com a intensidade de patrocínios, com o lugar que rola a grana.
Na “A” também nem tudo são flores.
Este é um cenário panorâmico, porém, dominante. E dominador.
É o sistema, diriam os punks… (RAG)
. . .
El Ascenso: donde la pelota se mancha (*)
por Fernando Prieto
¿Hay algo más romántico que un hincha bajando presuroso por los endebles tablones de madera para colgarse del alambrado, sin importarle los pequeños cortes que estos pudieran ocasionarle, y gritar desaforadamente un gol en la soledad de la tribuna? ¿Existe espectáculo más conmovedor que ver al “2” barrer al “10” - que amenaza con entrar al área - y levantar una polvareda que tapará la estrepitosa - o no - caída del enganche?
¿Y ver al presidente de un club llegar a la cancha el día de partido, saludando a hinchas, dirigentes y jugadores por igual hasta posarse en los tablones con sus compañeros de tribuna?
Cuesta, en este fútbol de negocios y súper profesionalizado, ver a esas estrellas de estricto cuidado facial y asombrosa pulcritud retirarse del campo de juego con la remera llena de barro; o imaginarse a dirigentes de clubes grandes, de abultadas cuentas bancarias y paradero difícil de descifrar, compartir la tribuna con un hincha común.
El fútbol, la verdadera pasión de multitudes, deja por un lado el glamour, los millones de euros, el sueño de triunfar en el Viejo Continente, las “botineras” siempre ávidas de “salvarse” con un futbolista exitoso, el monstruo llamado marketing y las grandes marcas deportivas, para volver a sus románticos orígenes cuando la pelota rueda en cualquier cancha de la C y de la D.
Resulta curioso como la mayoría de los periodistas y opinólogos de turno que le piden a los jugadores de Primera - especialmente los que visten la camiseta de la Selección - que “jueguen por la camiseta”, luego son los primeros que ignoran y ningunean a los que realmente le hacen honor a su pedido.
En el Ascenso, se vive para el fútbol. Más allá de que hoy la plata llegó hasta los más pequeños clubes de la D (Ferrocarril Urquiza, militante de la Primera D, está fusionado con la Universidad Abierta Interamericana, por citar un ejemplo), ya sea para subsidiar los viáticos o para pagar sueldos (por más que en dicha categoría no se permitan contratos profesionales), es imposible vivir de la número 5. Y mucho más si se tiene en cuenta que las posibilidades de lograrlo algún día equivalen a las chances de cualquier ciudadano de ganar una millonada jugando al Loto.
Hay excepciones, como la del goleador Javier Velázquez, máximo artillero de la D en la temporada 2007/08 de Defensores Unidos de Zárate - club que ahora está en la C -, que hoy forma parte del plantel de Racing Club. Pero lo normal es repartir las horas entre el trabajo y los entrenamientos.
Es habitual encontrar jugadores que se levantan a las 6 de la mañana para comenzar su jornada laboral, y cuando regresan se cargan el bolso al hombro y marchan hacia la práctica de cara al partido del sábado.
Y adentro del campo a seguir sacrificándose. No solo por ganar, sino también para soportar estoicamente la ducha helada de un vestuario visitante que no posee agua caliente, las caídas en canchas - por suerte, en este aspecto se ha mejorado mucho - que lo que menos tienen es césped, el histeriquismo de los hinchas propios si los resultados no son los esperados, y los viajes en micros con las mínimas condiciones de comodidad para un deportista que viene de 90 minutos de esfuerzo. Pero el fútbol y el hambre de gloria todo lo pueden.
Si es difícil entender a los futbolistas del Ascenso, ¿cómo se entiende el amor de los hinchas, destinados a ocupar un pequeño lugar, casi siempre ignorado, y a no recibir nada a cambio? Como dicen algunas banderas comunes de varias hinchadas: “el corazón tiene razones que la razón nunca comprenderá”. Aunque, desde cierta lógica, el fanatismo de los hinchas.
(*) Nota publicada por la Agencia La Oreja Que Piensa
{Agencia Nacional de Comunicación}
Tags: Futebol Amador -
