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May 31st, 2010Futebol
Brasil Futebol Clube. Da política aos jogos de azar.
Mary Del Priore, sócia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e coordenadora, junto com Victor A. de Melo, do livro “História do Esporte no Brasil” (Unesp), examina estudos sobre o esporte, em artigo publicado no jornal O Globo, 29-05-2010.Eis o artigo.
O que é o que é: que o vencedor comemora e o perdedor justifica? Que enche o céu de fogos, dia ou noite? Que faz cantar o Hino Nacional, de peito cheio? Acertou quem respondeu: o futebol. Paixão nacional, considerada tão mais excitante quanto se aproxima a abertura da Copa do Mundo, essa modalidade esportiva é apresentada como a encarnação de uma visão atual do planeta, de um ideal democrático ou ainda de afirmação de símbolos coletivos. A bola parece impor seus valores e códigos ao mundo social, político e econômico.
Daí a pergunta: o futebol seria um fenômeno total, na definição do antropólogo Marcel Mauss? Com exceção de alguns que o consideram “o ópio do povo”, o resto da humanidade ama o futebol.
As cifras servem para convencer qualquer birrento: dois bilhões de telespectadores, em 213 países, assistirão aos espetáculos nos gramados da África do Sul! Já se foi o tempo em que se assistia ao futebol na televisão porque não havia filme bom. As coisas mudaram. Um jogo se prepara, as pessoas vestem a camisa do time, pintam a cara, vão torcer com amigos ou familiares.
Mais do que um esporte de regras fáceis, sem equipamento especial e praticado em qualquer canto, o futebol se tornou matéria para as Ciências Humanas. E vem ganhando cada vez mais espaço nas universidades. Há quem diga, como o sociólogo Christian Bromberger, que ele é metáfora da condição humana, uma síntese de fenômenos de sociedade que relacionam o universal e o singular, a gestão das emoções ou das afirmações identitárias.
Fenômeno antropológico, econômico e histórico
Por tudo isso e mais um pouco, o complexo fenômeno do futebol suscita interesses de quem quer estudá-lo sob o ponto de vista econômico, antropológico ou histórico.
Mas isso, hoje. Pois durante décadas foi assunto marginal. A primeira obra veio em 1947 com Mário Rodrigues Filho: “O negro no futebol brasileiro”. Inspirado em Gilberto Freyre, Mário Filho descreve como o futebol se apropriou de elementos de origem africana, como o samba e a capoeira, subvertendo as raízes britânicas e se materializando numa instituição nacional. Também preocupado com a questão da miscigenação, ele propõe uma interpretação da história do futebol como instrumento capaz de integrar o negro à sociedade, deixando o racismo para trás. Nunca é demais lembrar que, poucos anos antes, negros eram um cisco no olho de Hitler e afroamericanos eram linchados pela Ku Klux Klan.
Quarenta anos depois, o antropólogo Roberto DaMatta retomou o assunto. Ele foi pioneiro em apontar os aspectos rituais do esporte e entre eles, a questão da dramatização do rito, sem a qual relações, valores e ideologias que formam a vida social não poderiam ser isolados das rotinas diárias. O futebol, explica DaMatta, permite expressar as formas pelas quais os brasileiros se percebem ou se representam nos momentos de liberdade.
Numa abordagem comparativa entre Estados Unidos, por seu papel econômico e político, Inglaterra, por ser berço do esporte, e Brasil, ele apresenta conclusões: aqui, o futebol teria herdado muito dos “jogos de azar” com a força da crença na sorte ou na falta dela, que eram comuns no século XIX.
Olha aí o papel da Loteria Esportiva! A modalidade também funcionaria para acalmar tensões sociais.
Empregados que jogassem bola nos quintais das fábricas faziam menos greve. E se o nosso futebol brasileiro traz a marca da improvisação e individualidade, o gramado é o altar no qual o destino pessoal se une ao coletivo.
Na mesma década, estudiosos europeus e americanos se debruçaram sobre a questão, produzindo inúmeros textos: Pierre Bourdieu, Norbert Elias, Richard Giulianotti, Allen Guttmann, Roy Porter, para ficar nos mais conhecidos, tiveram seus trabalhos traduzidos e lidos, inspirando nossos talentos acadêmicos.
Um dos primeiros foi Leonardo Pereira, autor de “Footballmania - Uma história social do futebol no Rio de Janeiro, 1902-1938”.
Num texto admirável, ele visita a passagem do “fidalgo sport” da juventude refinada às camadas pobres da população, a emergência de órgãos dirigentes do “orgulho nacional”, as discussões entre Coelho Neto, defensor do “esporte das multidões”, e Lima Barreto, crítico do esporte. Mas, sobretudo, analisa a transformação do futebol em “orgulho da nação” com a diminuição dos “branquelas” e o brilho dos jogadores negros em campo. Pouco depois, Francisco Carlos Teixeira da Silva e Ricardo Pinto organizam “Memória Social dos Esportes”. A questão que norteia a pesquisa é: como se constrói a identidade nacional a partir do futebol? A história do Vasco da Gama, primeiro clube a romper com o modelo elitista da Liga Metropolitana de Desportos aceitando negros em seus quadros, abriu espaço para um esporte popular que reproduziu as disputas dos últimos anos da República Velha entre um modelo excludente e outro popular, sintetizado pela aceitação de assalariados e operários nos times.
Na mesma época, Gilberto Agostinho publicou “Vencer ou Morrer, Futebol, Geopolítica e Identidade Nacional”, que analisa os diversos momentos de interação entre esporte e política: o do futebol marcado por regimes autoritários e, depois, pela reconstrução democrática, e os diversos usos que os políticos fizeram dos escretes e jogadores em diferentes momentos. Outra obra importante é a de Hilário Franco Júnior, “A dança dos deuses”. Peladeiro de fim de semana, o renomado medievalista reflete sobre o futebol como “caixa de ressonância de acontecimentos mais amplos”. Dos primórdios na Inglaterra, quando tratava de “forjar elites aptas a governar”, à violência dos estádios contemporâneos, Franco Júnior aborda o jogo nos seus aspectos ritualísticos, de uma quase religião laica com deuses e ídolos. “Reescrever periodicamente o script da vida, só é possível no futebol”, diz o historiador.
Uma explosão de talentos ampliou o tema. Victor A. Melo, por exemplo, o articulou com a história do cinema em “Futebol por todo o mundo”, em parceria com Marcos Alvito e depois, em “Cinema e Esporte”. Já Maurício Drummond analisou o esporte sob o prisma da propaganda política em Vargas e Perón, no seu “Nações em jogo”. Sem contar excelentes nomes e títulos como o de José Moraes Netto e seu “Visões de jogo: primórdios do futebol no Brasil”; João Máximo, dublê de esportista e pesquisador, com “Maracanã, meio século de paixão”; Edileuza Soares e “A Bola no ar: o rádio esportivo em São Paulo”; José Renato Santiago Jr. e “Os arquivos dos campeonatos brasileiros”; André Ribeiro e a história da imprensa esportiva com “Donos do espetáculo”; o geógrafo Gilmar Mascarenhas, com vários artigos sobre futebol e globalização ou racismo e futebol; Simoni Guedes, estudiosa da relação entre esporte e identidade nacional, entre tantos outros.
Copa do Mundo é chance para reatar laços sociais perdidos
Sabemos, tudo tem história. Afinal, o football ou ludopédio chegou ao Brasil na segunda metade do século XIX, virou paixão nacional e conquistou o mundo.
Um evento como a Copa é ocasião para as pessoas refazerem os laços sociais - aqueles que lamentamos perder no cotidiano - com seus cantos, festas e heróis nacionais. É momento para ignorarmos diferenças às quais estamos habituados - pobres e ricos, velhos e jovens - focando no que conta: o balé das jogadas ou a rapidez de um ataque. Mas também é tempo de se conhecer a excelente produção historiográfica sobre a matéria, enquanto se torce pelo “Brasiiilll”!
{Instituto Humanitas Unisinos - IHU}
Tags: Copa do Mundo África do Sul 2010, Leituras, Pensadores e a bola, Violências -
May 30th, 2010Futebol
A semana que passou deu início à movimentação em torno da Copa 2010, com as primeiras delegações chegando ao país anfitrião.
Certo mesmo é que o ônibus, meio de transporte imprescindível para a locomoção das seleções - treinos, passeios ou jogos nas imediações -, tem figurado na cota crescente de produto$ que a Fifa proporciona para levar adiante não só os passageiros, mas a marca “Copa do Mundo”.
As frases surgem para mobilizar torcida, países, as quais vão para enquetes oficiais e são escolhidas pelo público. O resultado disso? Está abaixo, em material produzido pela Jovem Pan, e contém todas as selecionadas. Vão da História a mais uma expressão qualquer, passando também pelo nonsense.
Nome fantasia? Auto-ajuda? Palavras jogadas a esmo? Tem assentos para todos!!! (RAG)
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Todo o Brasil viajará com a Seleção na Copa
“Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!” foi a frase escolhida para ilustrar o ônibus do Brasil
por Danilo Meira
Nesta segunda, a FIFA anunciou em seu site as frases oficiais dos ônibus das 32 seleções durante a Copa do Mundo, na África do Sul, que foram escolhidas através de votação pela internet realizada no site da entidade.
Para o Brasil, a frase mais votada foi “Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!”, que venceu a concorrente: “Movido pela paixão de jogar futebol”.
Veja a lista com os 32 slogans:
. África do Sul: Uma nação unida e orgulhosa sob um arco-íris
. Alemanha: No caminho de ganhar a Copa!
. Argélia: Estrela e crescente com um objetivo: Vitória!
. Argentina: Última parada, a glória
. Austrália: Ouse sonhar, avance Austrália
. Brasil: Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!
. Camarões: Os leões indomáveis estão de volta
. Chile: Vermelho é o sangue do meu coração, Chile campeão
. Coreia do Norte: 1966 de novo! Vitória para a Coreia!
. Coreia do Sul: Os gritos dos vermelhos, República da Coreia Unida!
. Costa do Marfim: Elefantes, vamos lutar pela vitória!
. Dinamarca: Tudo de que você precisa é um time dinamarquês e um sonho
. Eslováquia: Balance o campo verde: Vá Eslováquia!
. Eslovênia: Com 11 corações valentes até o fim
. Espanha: Esperança é o meu caminho. Vitória, meu destino
. Estados Unidos: Vida, liberdade e a busca pela vitória!
. França: Todos juntos por um novo sonho em azul
. Gana: A esperança da África
. Grécia: A Grécia está em todos os lugares
. Holanda: Não tema os 5 grandes, tema os 11 laranjas
. Honduras: Um país, uma paixão e 5 estrelas no coração
. Inglaterra: Jogando com orgulho e glória
. Itália: O nosso azul no céu da África
. Japão: O espírito samurai nunca morre! Vitória para o Japão!
. México: É tempo de um novo campeão!
. Nigéria: Super Águias e super fãs unidos, nós acreditamos
. Nova Zelândia: Chutando no estilo Kiwi
. Paraguai: O leão guarani ruge na África do Sul
. Portugal: Um sonho, uma ambição… Portugal campeão!
. Sérvia: Jogando com o coração, andando com um sorriso!
. Suíça: Vamos, Suíça!
. Uruguai: O sol brilha sobre nós! Vamos, Uruguai
{Jovem Pan}
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May 30th, 2010FutebolSérie Publi$$idade$
Tags: Copa do Mundo África do Sul 2010, Personal, Publi$$idade$, Seleção de Futebol/Paraguai
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May 30th, 2010Futebol
El nacionalismo y el mundial de fútbol
Goooooooooooooooooooooooooolllllllllllllllllllll, lo que para una sociedad es la familia como célula viviente para la construcción de cualquier institución dentro de ella, el gol es la culminación de la combinación de muchos elementos para la obtención del mismo, y para ello juegan factores internos y externos.
por Jorge Mangieri
Las sociedades se fundan en la satisfacción de necesidades básicas y dentro de ellas, la más simple, buscar el bienestar, y el juego es el pasatiempo, que unifica a la mayoría de los sujetos, y para ello, se van combinando las necesidades de unos y otros y esos elementos, simples, dan lugar a organizar un juego que tenga reglas, etc. El fútbol, es la célula de un juego mayoritario, que es fácil de entender, de jugarlo, de opinar, que tiene reglas, para que los participantes del mismo disfruten, se enojen, se conozcan en el mismo equipo y compartan con otros, sus competidores, una actividad que los nuclea, quizás desde el lado del aprendizaje sea el emergente de confrontaciones a vencer, que abarque a la mayoría de las personas, dando lugar a un espectáculo, que apasiona, se siente y se inscribe, en una sociedad, que dependerá dónde se desarrolle, de un tipo de juego, que será copiado o no por los competidores, dando lugar a un estilo único.
Ese estilo será adoptado mediante la utilización de un trapito con colores, que da lugar a un sentimiento, tan profundo, tan fuerte, que la mente no comprende, que todo gire alrededor de una pelota, el sentimiento, que cuando se la pasan a un compañero, va todo mi “te quiero” (te tiro una pared y me devolvés un ladrillo), se van formando la unión de simpatizantes, seguidores de un equipo, que cuando trata de hallar a los mejores jugadores, dentro de un territorio, representan al equipo nacional, ese trapito se levanta para mostrarlo a otros y ver quién es el mejor.
La nación, el fútbol, los individuos, la pelota, el gol, los límites, los espectadores, tienden a analizarse en forma global, pero como la piel, tiene distintas capas y cada una debe analizarse, primero separadamente y luego en su conjunto. Todo sujeto es único y la interacción con el otro da lugar al aprendizaje, a la internalización del otro, desde el fútbol jugamos de memoria, la utilización de métodos, para la obtención de resultados, da lugar a cambios en el desarrollo, del juego ya deja de ser un entretenimiento de pequeños grupos, ya abarca a naciones, la identificación que puede tener una integrante de la familia con otro el ciudadano lo tiene con su equipo de fútbol, por lo tanto ese sentimiento se convierte en muchos, dentro de un territorio, es nacional con alegrías y tristezas, vulnerable, como todo sentimiento a manipulaciones.
Los miembros de la familia se enriquecen cuando la misma es abierta y dispuesta a modificaciones a pesar de obstáculos a superar, equipos, los clubes, también enriquecen a sus jugadores, conociendo a otros, sus costumbres, para entender distintos esquemas y estructuras dependerá de dónde se sitúa cada uno, de todas estas transacciones, aparecen aquellas colaterales, que en un principio no están tenidas en cuenta por los protagonistas de este esparcimiento, desde las económicas, sociales, políticas y nacionales que tienen su basamento en algo simple, el sentimiento, el amor a la camiseta, para el hincha es eso nada mas, concientemente, inconcientemente, jueguen distintos factores, que a primera instancia, no se trasluce.
“Disculpe por mi ignorancia, ¿qué es el fútbol?”, lo que para algunos es la vida misma, cada domingo, cada partido, para otros tiene otro enfoque. Pero el nacionalismo, tiene en cuenta el lugar de origen: es difícil que el oso polar pueda vivir en Argentina, como el ñandú en el polo, se podrán adaptar, no podrán trasladar su idiosincrasia a otro territorio, cada nación tiene su juego, sus costumbres, difíciles de desarraigar.
El fútbol como emergente da lugar a una espiral dialéctica, que llega a niveles institucionales de mayor jerarquía, debido a que un integrante lleva consigo toda su existencia. Toda regla tiene su excepción, ese sentimiento y desde afuera como cualquier hincha alentara para que su equipo, nación sea la mejor, tiene una identificación con su equipo, que cuando la pelota empieza a rodar en un mundial, de naciones enfrentadas entre sí, ese gobernante no puede dejar su corazón de lado, lo podrá controlar, se manifestara con prudencia, quizás por negocios, quizás, por orden, dependerá de…, pero ese hincha podrá renegar de su familia, religión, nacionalidad pero nunca del equipo de sus amores.
Con la globalización, Internet, se puede ver con mayor claridad el sentir nacional, el grito de gol es un idioma que pone la piel de gallina, un sentimiento universal, un idioma universal, donde los Grupos Organizados Libremente - G.O.L., cada uno elige su equipo, sus compañeros, jugarán afinidades, costumbres, modos de juego, respeto, confianza, volcarán sus alegrías, tristezas, que a niveles nacionales, es más constructivas que un enfrentamiento bélico, la confrontación menos peligrosa. Para los varones es un tema, quizás quien gane la tenga más grande, con la incorporación de las niñas, a través del padre, bueno, ahí será una de ellas que tendrá que definir ese sentimiento.
Como todo grupo los hinchas no escapan a las generales de la ley el fanático, y este es tan peligroso, en cualquier actividad, pero menos riesgosa, porque de hecho no porta un arma la gran mayoría. Es todo un tema, “Somos los muchachos del tablón”. Es un tema que da para cortar mucha tela, “decíme, saldrán 10 camisetas, 1 de arquero, el referí y 4 suplentes”, “che decíle a tal si no la quiere auspiciar”, para no olvidarnos de la pelota. Ésta se convierte en un sentimiento que cada jugador quiere tener pero para lograr el objetivo la tiene que prestar, y lo peor, patear, tocar, y embocarla dentro de una red para poder anotar un gol y gritarlo a los cuatro vientos, como amante que declara su amor, y se lo dice a todos, de esta situación surge a las claras que el aprendizaje de este juego, en realidad no necesita de grandes habilidades para practicarlo, es masivo, el deseo de jugarlo es la condición para patear una pelota.
“Che pajero, corré”. Otro tema, para ir separando la paja del trigo en cuestiones de nacionalismo y fútbol, es el de aprendizaje como “el coito perfecto”: hay que penetrar el objeto y dejarse penetrar por él para parir el conocimiento, nunca sin dolor, se transpira la camiseta, ésa que se siente, y ese aprendizaje tiene vertientes tanto individuales como colectivas, y las naciones pueden obtener de las multitudes distintas reacciones, para un bien general o tal vez, para lograr fines específicos como ser el más poderoso, y a través de logros deportivos, imponer teorías tanto económicas, políticas, sociales, difíciles de distinguir, pero que no debiera dejar de pensarse que no puede ser probable, porque los hinchas sufren, cuando su equipo nacional pierde se sienten mal, y ese factor podría ser canalizado, para manipularse.
La nación, debe cuidar de los sujetos, cuando un trapo se nacionaliza corre el riesgo de enfrentar a distintas comunidades, enfrentar hinchas, sin embargo, cuando se logra canalizar los roces que tiene el fútbol, puede verse que las naciones, se intercambian jugadores, favoreciendo a individuos pasar a una situación social de aprendizaje en otro países, nuevos idiomas, por lo tanto, si se encamina correctamente la comunicación entre nación, instituciones de fútbol e hinchas, el nacionalismo, da lugar a que un deporte sea un arte para admirar e invocar, que Dios se encarna en un persona, a través de este deporte que puede ser abordado de distintas maneras para la explicación de cual o tal jugada, cerremos el estadio como el deseo final, terminar una partido antes de los 90 minutos ante el asombro, admiración por una jugada que es difícil de realizar por muchos, dando lugar a los más y los menos.
Los más admiran a los menos, y los juzgan como si desde la tribuna a la cancha se viera un avión en el cielo, el jugar es lento, el avión también, lo que determina tal apreciación es dónde esté cada uno ubicado, desde la tribuna todo es mas fácil, puedo gritar, alentar pero dentro de la cancha todo es distinto, el hincha es jugador pero no profesional, éste es el menos, y tiene un gran esfuerzo desde niño para lograr estar en ese minúsculo lugar de privilegio, realiza trabajo de menores, que nadie tiene en cuenta, por horarios desde pequeños y desde muy temprano, con apoyos de sus padres, representantes, y hasta solos, temprana edad y tempranas mañanas ese juego, es un trabajo, el más duro, y deja de ser un juego para ser un trabajo al que ninguna institución toma como “trabajo para el aprendiz”, hasta si llega a algo le cobran los derechos de formación, “¡Corré, pibe, corré, dale dale!, hoy no estás convocado”, “sino cambio los horarios de estudio…”, “bueno, muchachos hoy yo renuncio, porque conseguí algo mejor”, “Pero profe, yo cambie de escuela de horario”.
Messi es el mejor jugador del mundo, pero quedan muchos en el camino, nadie ve a los aviones, estacionados, todos ven para arriba. “Arriba, pibe, dale, dale”, de “mi hijo el dotor” a mi hijo el fubolista. “¡Corré, tocala!”. Las naciones, los estados, las instituciones, los clubes, salvo pocas excepciones, no están organizados para llevar adelante un juego, que tiene tanta gente que convoca, que se pueden lograr integraciones, aprendizajes, como manipulaciones. Sin embargo hay que ver desde el lado, de que el ser humano aunque con lentitud, vamos avanzando, de a poco, con altibajos, vamos saliendo de una guerra a una competencia entre naciones más civilizadas, y por suerte las grescas, dentro de la cancha son pocos, pero los hinchas siguen a sus trapitos, negocios, que llevan a luchas, peleas, menos peligrosas que una guerra, nadie en su sano juicio puede avalar la violencia, pero la misma, está dentro del ser humano, y con los roces en la cancha , sin una preparación, estudio, familia, puede provocar al perder un partido, querer matar al otro, ¡cortalo!, ¡matalo!, pasá la pelota , pero el hombre, no, el juego limpio, va ordenando, el juego, ésta disciplina, es un espectáculo, que incluye a otras naciones como en este próximo mundial, a África.
El fútbol conquista países, continentes, de una manera más civilizada, ésta conquista tiene la contrapartida que cada nación crea estadios, etc., si el poncho de los pobres es el sol, la alegría de la pelota, cuando empieza a rodar, es de todos, de todos, por pocos tiempo, nos hermana, un sentimiento, con correr del tiempo, tal vez, un arte, que pueden entender todos, un mismo idioma, el juego.
Todo idioma tiene un origen, el juego tiene sus orígenes, nos remontamos a Grecia, a la antigua Olimpia, donde se celebraban los juegos olímpicos dedicados al dios Zeus, cada cuatro años, para celebrar su pasión por las competencias deportivas, llegaban en barcos a las colonias griegas, y se mezclaban, filósofos, poetas, apostadores, escritores, proxenetas, vendedores y músicos, era una fiesta, una fiesta religiosa, pasaron más de mil años, ¡qué lo parió!, se parece, mucho, a ¡qué jugada, es un dios!, la pelota no se mancha, Pelé o Maradona, ¿quién es el metro patrón, Brasil o Argentina?, sigue la fiesta, sigue la pasión.
Toque y toque, juego de varones, dos varones uno a otro, en mi nación somos todos machos, en la mía mitad y mitad, y la pasamos bárbaro, en esa pasión, se incorpora la mujer de a poco, el fútbol de mujeres se va incorporando, en la antigua Olimpia, estaba vedada. Toda pasión produce una emoción, lágrimas en los ojos, cuando sale el equipo se traduce en nuestro país tirando lágrimas de papelitos, los famosos papelitos. Tened presente el hambre canta Serrat, me recuerda a mis padres, el que pasaron. Si el jugador no tiene hambre de gol, hambre de gloria, no puede ser jugador de fútbol, si las naciones no tienen hambres, guerras, bombas, no pueden ser triunfadoras, el hambre te hace crecer, el aprendizaje cuesta, pero los limites que tienen los campos de juego, parece que se desvanecen entre las naciones, al tener que negociar, unas y otras pueden interferir en otras porque sus intereses nacionales, educativos, etc., son creencias de que son mejores, no le preguntan al oso polar si es mejor el calor, los buenos ideales, dan lugar a inmiscuirse en otras regiones, la pelota gira, por historia argentina, empezó antes que Brasil, raro, pero bueno, copiaron, elogiaron a Argentina, y nosotros copiamos a Europa, la intromisión de culturas, ideas, en pos de un triunfalismo, hace cambiar las costumbres, de no tener zapatos, los famosos botines, de jugar descalzo, de potrero, la tierra, ahora tenemos, que los purretes, tienen los mejores botines, (prestame la pipa) buenas canchas pero la habilidad con los lujos no aparece, quizá no sea para tanto, pero el arte es arte, como decía el gaucho.
Mi arte es mi arte, ¿quién recuerda al gaucho, con su pelota, su caballo, el palo y el circulo? Claro, es costoso, el fútbol es barato y… “Hijo pegale, así, eludí, toque y toque, explicale a tu pibe”. Un pibe juega desde los 7 a los 12 años, en babi, mira si trabaja de chico, la puta, se va incorporando al campo de juego, todos estamos dentro de este juego, hasta el que no quiere, el fútbol, ¿Qué es eso señor periodista?. Las estadísticas dicen que un pibe juega en el mes 3 partidos por fin de semana por 4 semanas por 12 meses dan por 5 años 720 partidos, no será Palermo, pero sus 200 goles puede hacer, y yo como papa le digo cómo patear, cómo tratar a los técnicos, a los compañeros, “¡Dale, pibe, pegale, que la pelota no dobla!”, las naciones dicen a otras qué es lo mejor, “Papá, qué sabés de fútbol si nunca jugaste ni a la Playstation”. El padre tiene la ilusión, de ver a su hijo convertido en héroe, quizá el héroe típico de Grecia, como fue el en el pasado que siempre fue mejor, la historia se hace con documentación, pero los padres hablan de la prehistoria, sin documentación, sólo la palabra, la Ilíada y la Odisea, dale con pernía , siempre los griegos, la puta que los pario, “¡Che, boludo, ojo con las putas!, sí, tenés razón botinera, que bien que están, café , dale a la coca, coca , en mi época la Sarli”, “Papá, cortala, ¡quién te vio jugar!”… bueno, los partidos siempre dan revancha.
Pan y queso, el bueno y el malo, si no tengo el rival, que me enfrente, que pelee, no Pelé, sí Maradona, no tendría motivo la confrontación, sale el pancho y la coca, otra vez, claro es más corto y no rima con Pepsi, ¿te imaginás un cabeza con, en vez de Coca Cola, Pepsi?, no pinta. Las pintadas, te llevo en el corazón, los muchos del tablón, también los borrachos, Mataderos presente, ojo Ciudad Evita, también, están todos, yo escribo de los míos y vos de los tuyos, ¿de cuál sos?, ¡Goooolllllllllll!
Éste jugador está pintado, desde la tribuna, se puede apreciar el movimiento de cada integrante, no puede ocultarse, sino le gritan “no robes mas”, en Argentina nos gusta ver el partido bien pegado a la raya la platea, bien cerquita, en Brasil desde la tribuna bien alta, en otras actividades, es más difícil, se nota, mucho más tarde, cuando es tarde, en la tribuna se sufre ya, ahora, y la alegría también. “Los hombres, no lloran, hijo, te dije que los niños no lloran, hacete hombre”, en la cancha pusimos, los habia que poner, “Guinta, huevo, huevo”, “Dale, papá”, el hombre de la calle el macho, aquel que puede pelearse, discutir, se va sobrepasado por un trapito, que cuando la angustia por varios partidos perdidos, nos hacen contener las lagrimas, dejando de lado lo macho - menos, para que aflore el sentimiento reprimido del llanto, y ahí no hay nadie que nos diga maricón, puto, por qué llorás, es entendible por todos los del tablón, lloré como loco cuando Perú nos dejó afuera, y con Bielsa, cómo lloramos, recuero al tren Valencia en la cancha de River, te acordás, lloré, sufrí, fuimos todos machos, quien nos entiende, pero si los dejamo afuera a Colombia y ayudamos a Uruguay, te acordás, cuando ese presi de ellos, nos dijo que éramos todos chorros, bueno, cuando robamos para ellos hubo silencio. Las naciones. El nacionalismo. La conveniencia. Silencio que el saber popular, entiende (entendemos).
“Vos de fútbol, papá, no entendés nada”, “Y vos pelotudo”…, ¡paren!… Gooollllllllllllllllll, nos abrazamos como niños. De qué manera las naciones se van incorporando a este deporte negocio, África mía, del hincha de Camerún, los conflictos en África, se hace difícil ver, la globalización, como infiere en cada nación con el fútbol, los cambios, van detrás de un pelota, donde son los menos que se destacan, pero lo juegan los más, imitando a esos ídolos, los dioses del Olimpo, van apareciendo bajo otra apariencia. Es un sueño, ganamos, seremos el sueño de los dioses.
“Ese es un payaso, mirá cómo juega, quizás, el sueño de un payaso, ¿te acordás del payasito?, ese jugaba bien”. Las naciones se incorporan al juego, qué juego, el comercial, el de la dominación por ser abarcativo de mayorías, es difícil de ver desde la tribuna, cómo juegan las reglas del fútbol, para poder analizar cómo influyen los partidos, los campeonatos, en el poder político, para tomar decisiones, que influyan en lo popular, desentrañar, las incumbencias, de tal o cual resultado, es difícil de comprobar empíricamente, los resultados, del país como anfitrión, para que pase a una segunda fase, se asemeja a cuando mi hijo cumple años, y le hago un partidito con los amigos, trato de que gane él , es su cumpleaños, es el dueño de casa y tuvo sus gastos debe pasar a otra ronda, ¿dónde queda el deporte, la competencia?. Él fútbol da pa’ todo.
El sueño: “Papá, despertate, va a empezar el partido Argentina, ya empieza, dale, ya compramos todo para festejar”. El juego es un festejo para todo niño. Para el niño que siempre estará en uno. Por lo menos ganamos uno a cero.
{Red Voltaire}
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May 26th, 2010Futebol
Gaúcho da Copa divulga feira na África do Sul
O clássico personagem Gaúcho da Copa, nascido Clóvis Fernandes, desta vez não apenas estará passeando no Mundial. Ele foi contratado para divulgar a Febraesp (Feira Brasileira de Esportes), evento que acontecerá de 15 a 17 de agosto, na Fenac, em Novo Hamburgo (RS). Antes, ela era realizada em Santa Maria.
“Gaúcho” já embarcou para a África do Sul, onde ficará por um período de 2 meses. Antes, declarou: “Temos este momento importante pela frente, que é a Copa do Mundo, e vamos aproveitar a oportunidade para divulgar a Febraesp, bem como o potencial turístico e econômico do Rio Grande do Sul”.
A feira pretende reunir cerca de 90 expositores, atraindo lojistas e visitantes do Brasil e de outros países.Acima, Ricardo Michaelsen, diretor-presidente da Fenac, e Clóvis Fernandes, o Gaúcho da Copa. (AE)
Imagem: Divulgação
Tags: Copa do Mundo África do Sul 2010, Febraesp, Fenac (Novo Hamburgo/RS), Gaúcho da Copa -
May 25th, 2010FutebolSérie Publi$$idade$
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May 22nd, 2010Futebol
Há duas semanas vem sendo alardeado “o início da Copa” na mídia, que, aliás, é expressão recorrente e ressonante desde quando o juiz termina a final da Copa anterior, quando começam as Eliminatórias, quando surge a Copa dos Campeões - prévia que acontece um ano antes do Mundial -, enfim, busca por audiências…
Refiro-me à convocação da Seleção, último início da Copa até o primeiro sopro do apito em terras sul-africanas, em julho próximo. É uma etapa cuja repercussão é praticamente dispensável, pois paixões particulares, corporativas e outras coisas menos técnicas ocupam a cena do famoso Jornalismo Esportivo, e claro as ruas da Nação Varonil. Deveria ser o anúncio, fiscalizar o trabalho de preparação e torcer, para quem é de torcer. Agora, se a comissão técnica chama um atleta com alguma patologia curável depois deste período, que no caso do Brasil é de um mês, aí sim, as cornetas poderiam soar. Mas o “fulano não pode ficar de fora”, “aquele outro de fora é porque não sei quem é burro”, putz, é um pé no saco. Ou nos seios, para a torcedora canarinha.
“Chover no molhado” é pouca medida pluviométrica para a nuvem cinza-escura de achismos. É lenha que não pára de queimar, dinheiro mole, exposição parasita, é papo que até parece ter fim, puro engano. Para poder trazer isso ao Lado D, só aproveitando a carona das anotações do Washington Araújo para o Observatório da Imprensa.
Mas não a garoupa do comentário sobre erros de Português, que mesmo diante do previsível contra-argumento de que se trata de alguém com dinheiro e exposição influente nas telinhas caseiras – e que deveria procurar um professor de Língua Portuguesa -, é uma realidade nacional e em qualquer seara profissional não tamanho cuidado. Isenção? Claro que não, só que amanhã pode ser o dia do caçador e ter uma concordância anotada pela caça em determinado texto. Ou mantém-se a crítica e aproveita para passar a bola também para os responsáveis pela pasta da Educação nos nossos 500 anos de colonização. Além do mais, o mundo das quatro linhas no Brasil é academia mesmo da… redondinha! E se for internacionalizar, predomina a semelhança com coliseus de pão e circo contemporâneos, cujos erros linguísticos são poeirinhas ante os gritos de preconceitos de todas as nuances.
Araújo está realmente por aqui pela indicação de vídeos, os quais alguns já estavam publicados neste blog; por visualizar o opinativo ácido e desmedido da “imprensa especializada” – que ataca pessoalmente e repete as tais Eras do possível fracasso -; e pela constatação da adoção das alusões futebolísticas por parte dos “representantes do povo” no Congresso… dos políticos.
Já o”joga não joga fora do país” é uma das tantas chatas redundâncias da escolha dos escretes, ou quem não ouviu ainda, quando um atleta está “comendo a bola”, a frase: “Tal jogador tá jogando tanto que merece uma oportunidade na Europa”… Esporte como a vida é um jogo, status somente fora do País do Futebol… Se escolher a turma que joga no Brasil, a derrota não demorará em proporcionar “Se fossem bons estavam na Europa”… Ou seja, é a parte alienada – e alienante – do falar sobre Esporte. Aquele mesmo, da vida que é um jogo!
Estatísticas, e não superstições. Visão crítica, e não desmerecimento. Se é jogo, é empresa, e mesmo lidando com paixões nacionais, é um cara que escolhe e assumirá o piano da derrota, ou “os louros da vitória”. Um gerente de empresa. Um representante do povo cujo erro, ao menos no futebol, vai ser cobrado e punido. Amaldiçoado até. Para piorar, e se o gerente for vitorioso, inclusive como capitão, por que não o silêncio e o aguardo pelo andar da carruagem?
Cultura da fofoca… Invasão de privacidade… Subserviência a exemplos externos, sintomas de colônia que teimam em não nos deixar. Enquanto isso, a educação – cobrada do técnico, mal entra em pauta antes e depois do certame, muito menos durante -; a corrupção, insegurança, injustiça social, má distribuição de renda, saúde, transporte e tantos outros, não ganham a mesma visibilidade do jogo.
Mesmo (de novo) paixão nacional, que mexe com os brios de um país do Novo Mundo, bom lembrar que é um jogo e das poucas searas puníveis, com poucos ou sem direito a recursos, e em grande parte, como a lapidação num Código de Talião. Nesta Era Reality Show então, a mínima falha fará estrago bem maior, como comida que escorre pelos cotovelos. Por motivos ainda mais fúteis.
Não se aplica às percepções do Washington, mas audiência a todo custo, macacos que não olham para os próprios rabos, pra variar, é entregar o jogo. É a vida… (RAG)
Imagem: Reprodução/www
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A seleção de Dunga
por Washington Araújo
Assisti à entrevista coletiva em que Dunga (terça,11/5), cada vez mais parecido com seu homônimo, o anão teimoso de Branca de Neve, anunciou quem foi escolhido para defender nossa “pátria de chuteiras” na Copa do Mundo na África do Sul. Senti falta, nesta coletiva em particular, de ver o Dunga vestindo a camisa da seleção brasileira. E pintou uma saudade do Felipão que, em situação similar, alguns anos atrás, batia no peito dizendo ser guerreiro e tendo atrás de si nada menos que a bandeira nacional.Agora a bandeira nacional foi trocada por poluição visual da pior espécie - a sopa de logomarcas dos patrocinadores da CBF. Os eleitos foram: goleiros: Julio Cesar, Gomes e Doni; laterais: Maicon, Daniel Alves, Gilberto e Michel Bastos; zagueiros: Juan, Lucio, Luisão e Thiago Silva; apoiadores: Gilberto Silva, Felipe Melo, Josué, Kléberson, Elano, Ramires, Kaka, Júlio Baptista; e os atacantes: Luis Fabiano, Nilmar, Robinho e Grafite.
Como toda coletiva com Dunga, tivemos direito às repetições infinitas, a dízimas periódicas do futebol (comprometimento, coerência, doação), a erros de português a cada dez minutos (ele veio com nós; vocês estão com nós) e a frustrações de não vermos os “Pelés” de 2010 na seleção canarinho de 2010 - Neymar e Ganso.
Como sempre, coletiva com técnico de futebol, seja da seleção ou não, é aquela confusão aparentemente sob controle. Se a cada jornalista é dado o direito de fazer uma pergunta, teremos sempre o que anuncia logo de cara que fará duas perguntas. Assim como temos aterrissagem de avião que mais parece queda sob controle, temos também coletiva de imprensa em que se existem regras é porque são para ser descumpridas.
O “Kaká com nós… quer dizer, conosco… senão, amanhã vão dizer que eu não sei português” ainda ressoa em meu ouvido, isso porque, mesmo acusando o golpe - às vezes a concordância tem sabor da velha Emulsão de Scott -, Dunga ainda cometeu o mesmo erro outras duas vezes. E não faltou seu peculiar toque irônico: “Vocês que estudaram muito mais do que eu vão entender o que estou dizendo”. Obviamente me lembra o presidente Lula quando diz que já sabe dizer recrudescer se há alguns anos pronunciava “menos laranja”.
Um aparte, por favor
Os nomes anunciados são quase todos de jogadores brasileiros que atuam no exterior. Isso me fez pensar que o Dunga nem precisava morar no Brasil: bastaria escolher um país europeu e de lá assistir aos vários campeonatos. Afinal, não é no velho continente que estão nossos representantes, os que irão cantar - e se enrolar até dizer chega - o Hino Nacional brasileiro na África do Sul?
Pensei também que o pré-requisito para ser convocado para a seleção brasileira é ter sido descoberto por algum timeco no exterior, não fazer feio por algum tempo e… pronto, virar jogador da mais importante seleção de futebol do mundo, a única que é pentacampeã. Enquanto isso, centenas de jogadores brasileiros e que jogam no Brasil estarão ralando anos a fio, enfrentando diversas competições, quase simultâneas e com apenas duas certezas na vida: a primeira, de que para morrer basta estar vivo, e a segunda que é quase certo - algo como 92% - que para atuar em nossa seleção há que jogar em gramados fora do Brasil.
A lista, assim como aconteceu em 2006, apresenta apenas três jogadores que atuam no Brasil, o menor número já registrado: Kléberson (Flamengo), Gilberto (Cruzeiro) e Robinho (Santos) são os “brasileiros” da lista. Em 2006, foram Ricardinho (Corinthians), Mineiro (São Paulo) e Rogério Ceni (São Paulo).
Concordo com os que entendem que ter o nome na lista de convocados é consagração máxima para qualquer jogador que nasceu no país do futebol, alguns dos quais começaram a sua jornada jogando peladas nas ruas, conquistaram seu lugar numa equipe profissional brasileira, tiraram a sorte maior de conseguir contrato com time no exterior e, finalmente, chegaram à seleção brasileira.
Copa do Mundo de Futebol e seleção brasileira de futebol são dois assuntos que mexem com os brasileiros, talvez mais que o samba, mais que o carnaval, mais que a corrupção na vida pública. Na terça-feira (11) sintonizei na TV Senado e escutei apartes dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Aloizio Mercadante (PT-SP) ao discurso do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), reclamando do técnico Dunga por… não ter escalado Neymar e o Ganso para a África do Sul. Detalhe: o senador paranaense estava apresentando requerimento (nº 422) para que “o Tribunal de Contas da União realize auditoria na Caixa Econômica Federal nos contratos…”.
Correr riscos
De qualquer forma o técnico estava bem-humorado e, nesse estado de espírito, repetiu suas palavras-chave, aquelas que de tão usadas mais parecem bordões do Dunga: a palavra “coerência” foi repetida seis vezes, a palavra “comprometimento” cinco e a expressão “jogador tem que se doar” foi dita quatro vezes. De minha parte, acho que Dunga foi incoerente em não levar os meninos do Santos e também acho que o técnico não se doou. Preferiu um futebol burocrático e preteriu o futebol-arte, aquele do improviso calculado para trazer cara de felicidade aos 192 milhões de brasileiros. E por que não aos restantes 6 bilhões e 800 milhões de cidadãos dos outros países?
Se existe um jornalismo opinativo em seu auge, em seu esplendor meridiano, este é o que se faz na editoria de Esportes. É a editoria em que todo mundo parece ser ou tudo ou nada, em que não há papas na língua nem temor de ferir suscetibilidades. Por exemplo, o jornalista Juca Kfoury não estenderia tapete verde para o convocado Júlio Baptista… então, fazer o quê? Mostrar rabujice em seu site, oras! E está lá:
“Júlio Baptista pode até nem participar de nenhum jogo da Copa do Mundo. Mas será sempre o símbolo de um time cujo técnico optou por ele em detrimento do talento de Ronaldinho Gaúcho”.
E tem mais:
“Júlio Baptista será o estigmatizado da Copa de 2010. Porque cada vez que aparecer, seja num jogo esporádico, seja nos treinos, seja no saguão do hotel, lá estará a fera que usurpou o lugar da bela menina dos olhos de todos que, entre a abnegação eficaz e a beleza eficaz, preferem a arte”.
Já o comentarista Antonio Maria foi direto ao ponto, sem ranço nem azedume:
“Nesta relação de convocados para o meio-campo, Ronaldinho Gaúcho não poderia estar de fora ainda mais porque Kaká, um jogador com características ofensivas, não anda muito bem. Acho que tem volantes demais e dois deles poderiam dar lugar não só a Ronaldinho Gaúcho, como ao Ganso. O ataque seria mais forte com Neymar, que é um jogador de lances imprevisíveis e atravessa um momento muito bom”.
À parte essa coletiva para anunciar a escalação de nossa seleção, estamos em meio a um festival de comerciais de TV envolvendo as seleções que vão à África do Sul e, com a eficiência própria do YouTube, podemos ir comparando os anúncios feitos por outros países. Comerciais muito bem feitos, desses que ficam mesmo em nossa tela mental, são os produzidos para celebrar as seleções da Argentina, da Austrália - em que os jogadores da seleção jogam contra um time de animais selvagens - e o do Uruguai, exaltando a força da torcida celeste. Não faltaram nem mesmo os habituais micos neste quesito: a seleção da Holanda, além de morno, paga o gorila de incluir o jogador Ruud van Nistelrooy, que nem ao menos foi convocado.
A Nike colocou no YouTube os depoimentos de alguns dos brasileiros convocados. Apenas passável, aliás, passa qualquer coisa nesse vídeo, menos garra e, menos ainda, emoção. Mas bom mesmo é o vídeo da Argentina, com música composta por Clint Mansell e trilha do filme Réquiem para um sonho.
Com essa seleção passei a ter algumas certezas: Dunga não é o melhor dos técnicos; mas, como sou brasileiro - e Deus também - não esmoreço e vamos pra cima e pra ganhar a Copa 2010. Existe uma só maneira de se ganhar qualquer competição, e muitas maneiras de se perder, e uma delas é não ter coragem de correr riscos. E já tem gente pensando em ir às Casas Bahia devolver a televisão.
{Observatório da Imprensa}
Tags: Convocação da Seleção, Copa do Mundo África do Sul 2010, Seleção de Futebol/Brasil -
May 22nd, 2010FutebolSérie Publi$$idade$
Tags: Coca-Cola, Copa do Mundo África do Sul 2010, Publi$$idade$, Seleção de Futebol/Chile
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May 19th, 2010Rugby
Rugby vai ser grande no Brasil
Mesmo sendo o 2º esporte mais praticado no mundo, o Rugby não vem tendo muito espaço no “país do futebol”, o Brasil. Duas iniciativas recentes, porém, prometem mudar este cenário aos poucos.
Criação da Confederação foi 1º passo
Em dezembro de 2009, foi criada a CBRu (Conferederação Brasileira de Rugby). O esporte já vinha sendo muito praticado, mas faltava uma maior organização e oficialidade. O ex-presidente, Aluisio de Oliveira Dutra Jr., inclusive, escreveu um artigo sobre as dificuldades de colocar em prática.
“O primeiro problema a ser resolvido foi a formação das federações estaduais, só tínhamos a federação paulista funcionando e precisávamos convencer outros estados a seguir este exemplo”.
Resultado: fundaram, ainda em 2009, federações no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Bahia.
No momento, estão acontecendo campeonatos estaduais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Também os regionais, chamados “Pequi Nations”, reunindo em um deles Triângulo Mineiro, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, e no outro, o “Nordestão”, com equipes do Ceará, Pernambuco, Bahia, Rio Grande no Norte, Alagoas e Piauí.
Sobre as seleções, a de Rugby XV recém viajou ao Chile para o Sul-Americano, que começa neste 13 de maio.
Já a seleção feminina iniciou os treinamentos nos dias 15 e 16 de maio, de olho no Mundial Universitário, em julho, em Portugal.
Patrocínio da Topper foi o 2º passo
Com o patrocínio da marca Topper (Grupo Alpargatas) e veiculação nacional de uma 1ª campanha muito criativa que alerta para a existência do esporte, mais abrangência está sendo conseguida.
“Rugby: isso ainda vai ser grande no Brasil” é o tema dos 2 vídeos que chegaram a 40 mil acessos na 1ª semana de veiculação.
A criação é da Agência Talent, sob direção de João Livi. Assista-os, a seguir:
Na web
http://www.brasilrugby.com.br é o site da Confederação, superatualizado com imagens e notícias! (AE)
Tags: Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), Topper -
May 19th, 2010Futebol
Tendências de consumo. Atributos que as marcas podem aproveitar. Fifa = 500 bilhões de dólares = Economia argentina por 2 anos. 91% dos consumidores assistirão aos jogos. Programa evento. Marcas desassociam-se do futebol temendo o vínculo com a violência do esporte.
Ministros da Economia em breve povoarão as mesas redondas futebolísticas. Sai Pelé, entra Guido Mantega; sai Maradona, entra Carlos Fernández. Pauteiros eles já são, faltam sentar à mesa… (RAG)
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O DNA do Futebol
É raro ouvir uma engenheira especializada em estatísticas de consumo, que nunca foi a um estádio de futebol e que se inclui entre os 9% dos argentinos que não se interessam minimamente pela Copa do Mundo 2010, dizer que “Messi é mais pé frio que Tevez”. Mas Lila Guerrero, diretora da consultora de tendências de consumo Kitelab, o afirma com precisão acadêmica, com a evidência de uma dúzia de focus groups e uma amostragem de 600 entrevistados. “Tevez se fez primeiro ídolo localmente e tem atributos que as marcas podem aproveitar mais que Lionel Messi”, diz Guerrero.
A reportagem é de Sebastián Campanario e está publicada no jornal argentino Clarín, 05-04-2010. A tradução é do Cepat.
A Kitelab terminou recentemente um mega-estudo sobre “O DNA do Futebol”, com pesquisas feitas na Argentina, Brasil, México América Central e o mercado latino dos Estados Unidos. O trabalho foi antecipado ao Clarín.
Calcula-se que o “Futebol-Fifa” (o esporte em nível de seleções) tem um valor aproximado de 500 bilhões de dólares, o equivalente ao que produz toda a economia argentina em quase dois anos. Neste contexto, as marcas tratam de tirar proveito de um evento que atrai uma concentração de audiência e um “engagement” (grau de atenção) únicos.
Estima-se que a audiência global acumulada da Copa do Mundo na África do Sul será de 30 bilhões de telespectadores. Na Argentina, cerca de 91% dos consumidores manifestam que assistirão ao menos aos jogos do selecionado nacional. Por suas características, o televisionamento do Mundial é o que os publicitários agora chamam de “programa evento”: uma pérola cada vez mais rara na era da fragmentação de audiências.
Coca-Cola, Quilmes, YPF, Adidas e Nike aparecem como as marcas mais vinculadas ao mundial, seguidas pelos cartões de crédito Visa e Mastercard; a Toyota e o Banco Santander, que ganharam aproximação com o patrocínio da Copa Libertadores.
Enquanto muitas marcas evitam associar-se ao futebol local para não serem vinculadas aos altos níveis de violência, esta restrição não existe na Copa do Mundo, razão pela qual “hoje é difícil encontrar uma gôndola no supermercado sem produtos com promoções que oferecem viagens à África do Sul”, explica Guerrero. O risco é impostar o tom: que falem da Copa marcas que nunca o fizeram antes, e por isso soam falsas.
A expectativa com a seleção argentina é alta. Cerca de 42% dos entrevistados consideram que irá à final.
Entre os jogadores, apesar de Messi ser o mais mencionado, Tevez conseguiu uma valorização de 4,56 (em uma escala de 1 a 5), ao passo que o jogador do Barcelona obteve 4,42. “Isso condiz com o fato de que Tevez gera maior carinho, maior carisma por sua origem humilde, graças a se ter tornado ídolo primeiro localmente e à sua atitude em geral dentro e fora do campo”, sustenta o estudo da Kitelab. Dos jogadores que atuam no futebol argentino, Sebastián Verón e Martín Palermo aparecem como os mais valorizados.
{Instituto Humanitas Unisinos – IHU}
Tags: Copa do Mundo África do Sul 2010, Kitelab, Lila Guerrero, O DNA do Futebol, Seleção de Futebol/Argentina
