Lado D dos Esportes no estilo "a vida é um jogo"
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    August 27th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Enquanto rolavam as bolas nos gramados sul-africanos, o mundo dava voltas, continuava o seu jogo.

    Em alguns textos já publicados por aqui isso ficou notório.

    No vídeo a seguir, o Rebelión divulga imagens do que acontecia em algumas ruas da Espanha, tudo sob a narração das festividades alusivas ao primeiro caneco da seleção local de futebol. A esse material a agência de informações deu o título de “Un cuento que tú presenciaste”.

    São registros dos trabalhadores e outras parcelas da população em reivindicação da greve geral ante o momento econômico da terra natal de Dom Quixote. Com vários moinhos para serem derrubados, os espanhóis que saíram para manifestar as suas indignações encontraram a turma das “botas, fuzis, capacetes”, numa versão militarizada da Holanda que disputou a final da Copa do Mundo.

    Pé na goela mesmo.

    Esta foi a La Furia Roja, com muito mais que 22 homens, trajando verde-oliva. Ou azul. Ou cinza. Como a seleção espanhola, os pelotões variam as cores dos uniformes…

    “Ganó la selección, perdió la clase obrera”.

    Enfim, outro lado da bola, outra face da moeda. (RAG)

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    {Rebelión}

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    August 18th, 2010Lado D dos EsportesLado D dos Esportes

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    Algumas palavras-chave colhidas nas estatísticas do www.dissonancia.com e que remeteram ao Lado D:

    Agosto/2010 (dia 18)

    1 . jogador do gremio em 1977 vitor hugo

    2 . tatica de jogo da timemania

    3 . heidegger bayern munchen

    4 . moda esportiva 2010

    5 . peitos de fora em jogo de futebol

    6 . banha massagista do inter

    7 . nomenclaturas do beisebol

    8 . historia sobre o palmeiras la do começo

    9 . federação paulista de rugby na mídia

    10 . atletas estrangeros do futebol

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    August 10th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Há duas semanas, Don Dieguito passou pela Venezuela, visitou o presidente Hugo Chávez, e provavelmente aproveitou para ”descansar” da agitação da Copa 2010.

    Perto de sair, passou o turbilhão causado pelo presidente Uribe, da Colômbia, desde o último final de semana ex-presidente, ao afirmar a existência de provas materiais de envolvimento do governo venezuelano com os guerrilheiros do seu país.

    Coincidentemente, a retaliação de Chávez ao vizinho sul-americano foi dada ao lado de Maradona, em ato no Palacio de Miraflores, sede do governo bolivariano. Os detalhes estão num texto abaixo, do sítio cubano “CubaDebate”.

    Mas foi na despedida do Camisa 10 albiceleste que surge este post, quando ele, ao saber que Chávez iria a Cuba visitar Fidel Castro, mandou dizer a este que o amava!

    Fez-me lembrar de um programa que não vi, mas que aqui no Brasil dava o que falar, o “La Noche del 10″, que o craque argentino comandou no Canal 13 do seu país, em 2005. Da lembrança, procurei no YouTube, que em outros posts destaquei a sua importância por hospedar uma vasta possibilidade de localizar áudios e audiovisuais, lançamentos ou grandes raridades… Dito e feito! Lá estavam 4 arquivos e toda a entrevista com o líder cubano, num bate-papo enriquecedor, descontraído e que faz valer a pena separar meia-hora para conferir a prosa.

    De quebra, na pesquisa sobre a história do programa, localizei um ótimo material publicado no Observatório da Imprensa, assinado pela Marinilda Carvalho, felizmente, ainda no ar desde o 2005 em que o “La Noche” era exibido.

    Outras personalidades esportivas estiveram no estúdio com o meio-campista apresentador, e quem sabe não estarão disponíveis nas janelas da sempre crescente memória virtual? Se possível, em breve poderemos trazer estes arquivos para o Lado D.

    A imagem acima é do sítio venezuelano ”Patria Grande”… (RAG)

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    Maradona: “Díganle a Fidel que lo amo”

    por Rosa Miriam Elizalde
    [CubaDebate]

    CARACAS - Diego Armando Maradona, director técnico de la selección nacional de fútbol de Argentina, le envió a través de CubaDebate un mensaje al líder de la Revolución cubana: “Díganle a Fidel que lo amo”.

    El astro argentino, quien se encuentra de visita en Venezuela invitado por el Presidente Hugo Chávez, confirmó que viajará a La Habana dentro de 30 días y, por supuesto, le encantaría ver a Fidel.

    El que para muchos es el mejor jugador de fútbol de la historia, ha cimentado una relación especial con el Comandante en Jefe desde la primera vez que visitó Cuba, en 1987, para recibir un galardón.

    Regresó en 1994 y desde entonces ha vuelto reiteradamente a la isla, e incluso ha entrevistado a Fidel - en noviembre de 2005 - y le ha regalado camisetas suyas como la que utilizó en su debut con el rosarino Newell’s Old Boys o la albiceleste con el número diez autografiado.

    Fidel ha retribuido ese cariño con la defensa de Maradona, a quien considera “muy amigo, noble y sin duda un gran atleta que ha mantenido una amistad desinteresada con Cuba”.

    Maradona había comentado que vio recientemente a Fidel por la televisión, “muy lúcido, muy bien en contra de lo que quieren los americanos, que lo quieren ver muerto. Está muy vivo y eso me pone muy bien”, dijo este jueves frente a las cámaras que transmitían en vivo un encuentro del astro argentino con el Presidente Hugo Chávez en el Palacio de Miraflores.

    De este diálogo habló con CubaDebate en el hotel que lo aloja en Caracas. A Maradona, que viste un pantalón deportivo y una camiseta negra, se le ve relajado y feliz. “Me he sentido muy bien en Venezuela”, reconoció, y comentó que lo sorprendió “el problema con Colombia”.

    Justo cuando recibía a Maradona en Miraflores, Chávez anunció que Venezuela rompía relaciones diplomáticas con Colombia, ante la gravedad de lo ocurrido en una sesión en la OEA pedida por el Gobierno colombiano para denunciar la supuesta presencia de jefes guerrilleros en la nación bolivariana.

    Sonríe cuando le comentamos que a pesar de que lo sorprendió el incidente, logró hacer una pregunta picante a Chávez, sobre la postura del presidente electo de ese país, Juan Manuel Santos. El actual mandatario, Álvaro Uribe, deja la Casa de Nariño en dos semanas.

    “Presidente (Chávez), ¿Santos no es del camino de Uribe? (…) Porque yo lo quiero saber también”, preguntó Maradona, que mereció los elogios de Chávez por su habilidad “periodística”.

    Chávez le respondió que, a pesar de un “historial conflictivo” con el que fuera ministro de Defensa de Uribe, él confía que Santos adopte una opción más constructiva hacia Venezuela.

    El futbolista expresó que era “un orgullo” para él poder estar al lado del líder del “socialismo del siglo XXI” porque “luchó por la gente, luchó por su país y por sus ideales”.

    “Estoy con él a muerte, permanentemente escuchándolo como defiende todas sus posturas. Me parece fantástico”, señaló Maradona.

    “Te admiramos todos nosotros, los hijos las hijas de este pueblo desde siempre”, le respondió Chávez.

    Maradona regresa a su país este sábado y el lunes se reúne con Julio Grondona, presidente de la Asociación del Fútbol Argentino, para decidir si continúa o no como director técnico de la selección albiceleste.

    {Rebelión}

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    Cafona, mas muito fofo

    por Marinilda Carvalho

    A crítica brasileira tem falado pouco e mal do show de Diego Armando Maradona, 45 anos, La Noche del Diez, às segundas-feiras no Canal Trece argentino (o Sportv retransmite). Daqui brilharam no programa Pelé, o entrevistado da estréia, e Xuxa. Para o ano que vem, ele quer Roberto Carlos (o cantor, não o camisa 6 da seleção) e Hugo Chávez. Em 13 shows ao longo de seis meses, Maradona conseguiu média de 25% de audiência - com Pelé, inéditos 34%, num país sem monopólio televisivo. A série foi encerrada com Mike Tyson, e só volta em 2006.

    Não deu para entender a enxurrada de críticas que se seguiu à entrevista de Fidel Castro ao craque. Este país definitivamente perdeu o humor. Foi muito engraçado ver um “maluquinho” entrevistando um “ditador sanguinário” - não é assim que ele é tratado por aqui? A parte final, por exemplo, foi hilariante: “Cinco horas já?”, perguntou o comandante. “Mas como? Não vi… e você me perguntou cada coisa!” Com uma cara espantada, tirou o relógio do pulso: “Devo estar mal, deixa ver…”, e marcou as batidas do coração: “O quê? 64 por minuto? Devo estar à beira de uma parada cardíaca!”. Maradona gargalhava, e nós, os telespectadores, também. Na troca de presentes, o comandante tirou seu jaquetão militar e deu-o a um deslumbrado Maradona. “Não acredito, coube em mim!” (os dois, em tratamento, estão magrinhos). Fidel ganhou em troca um conjunto de chimarrão.

    Tudo bem, La Noche é uma mistura de Flávio Cavalcanti e Luciana Gimenez - sem baixaria, viu? É brega, é cafona, cheio de fumaça e holofote colorido, mas tem momentos imperdíveis. Há uns quadros com jogos de bola estranhíssimos, diferentões, que reúnem jogadores conhecidos e os filhos dos atletas, tudo muito divertido. Quem segura um mínimo de profissionalismo - e um máximo de mercantilismo, diga-se - é o ex-goleirão bonitão Sergio Javier Goycochea, 42 anos. Dieguito bate na cintura dele…

    Exagero à parte, Goycochea perguntou no outro dia a Diego, em meio a um comercial:

    - E aí, recebeu a TV de plasma, instalou?

    - Recebi, instalei, obrigado, Fulano, mas agora precisa me mandar um quarto novo, porque a TV fica assim, ó, na minha cara! (Faz o gesto de uma tela em cima do nariz.)

    Quando está sóbrio…

    O culto à personalidade é total. Tudo gira em torno dele, o Deus (como alguns argentinos o tratam). Isso cansa um pouco, é certo. Todos querem beijá-lo, agradecer, agarrar. Quem vê os jogos do Boca Juniors conhece essa praxe. Na partida Boca 4 x 1 Internacional, pela Sul-Americana, por exemplo, a qualquer lance a câmera mostrava Maradona num camarote, e ele representava o tempo todo, pulando, gritando, abraçando pessoas próximas - os olhos sempre nas lentes. Vive disso, fazer o quê? O auge desse culto foi a longa entrevista que Maradona deu a… Maradona, no programa de duas semanas atrás. Um Maradona barbeado e arrumado, esse que não se droga há um ano e meio, fazia perguntas a um Maradona de barba crescida e amargurado pela perda de muitas coisas, inclusive do casamento. Piegas que só ele. Vai ver ninguém se atreveria a fazer as perguntas que ele próprio se fez…

    Mas sejamos sinceros, que jogador brasileiro tem carisma e informação para comandar um programa de TV, hein? Quem imagina um jogador brasileiro liderando manifestações populares? Claro, vão dizer que se trata de um drogado amoral, que destruiu a carreira, deu mau exemplo aos jovens, um amante de ditadores, e isso, e aquilo.

    Apesar de tudo, quando está sóbrio… não tem pra ninguém.

    {Observatório da Imprensa}

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    August 2nd, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Melodramas

    En vista de las emociones provocadas por el fútbol en la platea masculina, María Graciela Rodríguez trae a colación la idea del melodrama, supuestamente adjudicado como consumo mayoritariamente femenino y termina invitando a celebrar porque, tal vez, el fútbol sea un (extraño) sendero de encuentro entre ellas y ellos.

    por María Graciela Rodríguez

    Después del partido entre Argentina y Alemania conversé con varios amigos que se sentían, más que simplemente tristes, realmente abatidos. Uno de ellos me contó que pasó el domingo encerrado, sin querer ver a nadie y que le costó mucho ir a trabajar a la semana siguiente. “Deprimido”, fue su diagnóstico y yo me lo imaginé comiendo helado solo frente a un zapping indolente. Otro fue aún más allá cuando respondió a mi pregunta de cómo se sentía: “Hay momentos - me dijo - en que consigo no pensar en ella y todo empieza a volver a la normalidad. Pero ella, la Selección, me tiene mal y creo que durará tiempo”. Sé que muchos lloraron, así como también lo hicieron jugadores y técnicos. Decepción, sensación de abandono, dolor, depresión, lágrimas. Estos varones no sólo observaron la derrota, no sólo la analizaron, no sólo la desmenuzaron: también la sintieron, la procesaron emocionalmente, vivieron un melodrama. Mi marido, uruguayo, y otros connacionales suyos con los que hablé después del partido entre Uruguay y Holanda, vivieron en cambio “una de caballeros”, el relato prototípico donde un héroe, o héroes en este caso, tienen que atravesar una serie de peripecias y giros del destino con el fin de salvar obstáculos a pura habilidad, picardía, un poco de suerte y mucha garra. “Si pudiera elegir perder - dijo el maestro Tabárez - elegiría perder de este modo”. De este modo: haciendo un gol de honor en los últimos agónicos minutos, y/o yendo al sacrificio con una mano interpuesta entre un jugador de Ghana y el arco, para besar después el travesaño que rechazó el pelotazo.

    En los ’60 y ’70 se decía que el melodrama, en tanto consumo supuesta y mayoritariamente femenino, atentaba contra la autonomía de las mujeres, manipulaba sus identidades, alienaba sus conciencias. Y no fue sino hasta entrada la década de los ’80 cuando, de la mano de Ien Ang, se empezó a atribuir peso al valor del placer y las emociones en estos consumos. El fútbol, un universo marcadamente masculino, creado, regulado, narrado, jugado, analizado, conversado, por hombres, es también una escena emocional. Y ésta se declina en clave de relatos populares: melodramática o caballeresca, según el devenir de cada partido y de las propias interpretaciones subjetivas.

    Argentinos y uruguayos procesaron los partidos emocionalmente y los relatos que subyacen a esas emociones pueden ser enmarcados en narrativas populares de tiempos muy largos y probada efectividad: la de la mujer (“la” Selección) que seduce y luego abandona a su amante; y la del grupo de caballeros que van sorteando los obstáculos que le pone el destino en el camino a la gloria. Relatos tradicionales que históricamente fueron atribuidos al consumo femenino e infantil, respectivamente, y que habilitan a estos varones a expresar públicamente sus emociones (en el bar, en los medios, en el trabajo) sin ser condenados por afeminados o por pueriles. Escenas públicas, amplificadas por los medios de comunicación, que los “completan” en la ternura, sin que nadie los descalifique por ello.

    Podría decirse: “Bienvenidos a nuestro mundo”, si no fuera que eso implicaría admitir que las emociones son prerrogativas de las mujeres y los niños; y que la racionalidad sólo les compete a los varones. Es preferible entonces proponer que celebremos, porque tal vez el fútbol sea un (extraño) sendero de encuentro.

    {Página/12}

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    August 1st, 2010Lado D dos EsportesAutomobilismo

    Chegou hoje, através do sítio “Direto da Redação”, este texto assinado por Claudio Lessa.

    O assunto é Fórmula 1 e mais um caroneiro brasuca, logo os verde-amarelos conterrâneos de tantos pilotos lutadores ao longo da história deste esporte.

    Aliás, sempre que há uma armação em quatro rodas há o questionamento tolo sobre se as categorias automobilísticas são ”esporte”… Tramoia só há na turma dos cockpits? Quem folheia o nosso trabalho neste blog sabe, ou ao menos suspeita, que nem é regra sacanear, nem há esporte isento de competição viciada. E fora do esporte, o que há, bilhões de viventes no Paraíso?

    Lessa praticamente esgota o assunto da semana passada sobre o Felipe Massa, o mais novo brasileiro envolvido em acertos obscuros nesta modalidade, o famoso “jogo de equipe”, e para piorar - o contrário também mereceria o mesmo repúdio -, na condição de passivo. De Bobo da Corte em território onde figuram nomes como o de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, para citar os que levaram o caneco. Porém, atitudes de trapaça mancham também aqueles que tinham/tem/terão talento, mas que dependeram/dependem/dependerão do “estilo a vida é um jogo” do patrocínio e foram/são/serão medidos pela quantidade de cifrões arrecadados, e assim terem acesso aos volantes.

    No decorrer da semana, a prosa esportiva não esqueceu da marmelada do GP da Alemanha, que além de deixar os que curtem acompanhar a F1 com cara de otários, traduz bastante as intenções de grande parte da essência da década 2000. Nas lamúrias de torcedores e comentaristas esportivos, inclusive na do Claudio, garantir o salário é justificativa recorrente, mas que graninha escrota essa, hein? Abrir mão de ganhar? E os famosos patrocinadores, doideira toparem semelhante condição… E a história, as caras dos brasileiros que venceram - pilotos da galeria dos melhores de todos os tempos, sem falar na mística do Senna -, a turma do final da década passada, e toda esta primeira do Século XXI, para falar do automobilismo, é em grande parte Minha Conta Bancária Team Racing!

    E o Massa então, que sobreviveu a um acidente gravíssimo no ano passado, deixou os que ficaram com a vela na mão sem um centavo de consideração sequer…

    Para quem batalhou até mesmo para ter uma equipe no grid, como a Escuderia Fittipaldi-Copersucar (1975/1982), os GP’s sediados no Brasil, a cobertura jornalística que há décadas segue o circo (nunca esteve tão apropriado para a trupe da velocidade, com respeito ao circo propriamente dito), a mobilização gigantesca de carinho em torno da aura do Senna, enfim, ver a moçada que não quer ganhar nada manchar o que foi conseguido com talento - e patrocínios, sempre eles - e encher os bolsos é, no mínimo, coisa de vacilão. Pegam o vácuo desta história vencedora, são amestrados e comem poeira consentida…

    Aí faz lembrar a máxima de serem “brasileiros, não desistirem nunca”, tá, e daí?

    Larga o osso, quer dizer, o volante!!! (RAG)

    . Imagem: Reprodução/www

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    Um novo piloto: Felipinho Massichello

    por Claudio Lessa

    Como jogar sua reputação no lixo em menos de dois segundos? Fácil. É só perguntar ao pilotinho brasileiro Felipe Massichello, protagonista de uma das mais lamentáveis papagaiadas da Fórmula 1 recente. Aliás, uma repetição mambembe de uma farsa que outro pé-de-breque, o diminutivo Rubinho, protagonizou há oito anos quando, em Zeltweg, tirou o pé para seu companheiro Dick Vigarista ultrapassá-lo na última volta do GP da Áustria.

    Repito: repetição mambembe de uma farsa porque na Áustria, Dick Vigarista era líder do campeonato e “Rubinho” estava na última volta da prova. Hoje, o bestalhão brasileiro que dirige uma Ferrari na F1 estava na iminência de comemorar (e dar a volta por cima), no topo do pódio, um ano de um acidente quase fatal ocorrido na Hungria. Além disso, o seu companheiro de equipe - o frustrado dedo-duro espanhol Fernando Alonso - está longe na tabela. Com a vitória deste domingo manchado de negro na Alemanha, Alonso não passa de quinto no campeonato, a muitos pontos de distância de Lewis Hamilton, da McLaren.

    Felipe Massichello, em menos de dois segundos, não apenas jogou sua reputação no lixo, mas fez de imbecis toda uma legião de fãs do automobilismo - não necessariamente apenas os fãs do antigo Felipe Massa, ou mesmo da Ferrari - que acreditou em suas palavras, repetidas à exaustão até bem recentemente: ele nunca aceitaria assinar um contrato que o obrigasse a dar passagem a seu companheiro de equipe, que a disputa era sempre de igual para igual. No entanto, foi exatamente o oposto disso que ele fez. Mentiu descaradamente, da maneira mais indigna, ao tirar o pé do acelerador logo após ouvir do chefe da equipe que “Alonso está mais rápido do que você. Deu para entender isso?”.

    Felipinho Massichello, o funcionariozinho burocrata e bem comportado da Ferrari, que agora revela que sua prioridade é fazer “jogo de equipe”, e não lutar pelo seu próprio campeonato (ele, que chegou a liderar o Mundial em 2010) não precisava mentir para o público. Não há desdouro algum em atuar como segundo piloto, desde que a opinião pública esteja devidamente informada disso. Pode até ser algo positivo: o segundo piloto pode, por seus próprios méritos, superar o primeiro piloto - uma corrida de automóveis é absolutamente cheia de imponderáveis, o que torna possível essa realidade sem que o segundo piloto esteja, consciente e deliberadamente, desrespeitando os termos de seu contrato. O desdouro, a indignidade, a calhordice, a falta de caráter está em mentir, em bater no peito, em afirmar que é uma coisa quando não é.

    Outro ângulo de visão estreita nessa questão é o posicionamento da FIA - a toda-poderosa Federação Internacional de Automobilismo, que agora é presidida por um homem chamado Jean Todt. Até outro dia, ele era o todo-poderoso na Ferrari. Foi Jean Todt quem deu a ordem ao diminutivo Rubinho em Zeltweg, na Áustria, para dar passagem a Dick Vigarista na última volta da prova que era liderada pelo caça-níqueis brasileiro. Será que a FIA de Jean Todt - a mesma FIA que puniu a Ferrari há oito anos com uma multa de 1 milhão de dólares e promessa de uma punição severamente endurecida, caso uma palhaçada dessas se repetisse - irá punir exemplarmente a Ferrari que enfiou a Fórmula 1 na lata do lixo em Hockenheim 2010? Pouco provável. Muito pouco, muito pouco, pouco mesmo.

    Diante de (mais essa) ridícula atuação da equipe Ferrari, só resta a pergunta: não valeria mais a pena se a mola que atingiu a cabeça de Felipe Massa nos treinos do GP da Hungria de 2009 tivesse encerrado de vez sua carreira, enquanto ele ainda tinha um nome a zelar? Não necessariamente. A lei do livre arbítrio garante as escolhas, mas é igualmente impiedosa: em troca de salário no fim do mês, Felipe Massa, conscientemente, preferiu adquirir o indelével estigma de “bundão” diante de todos (pais, filhos, amigos, fãs, opinião pública) e viver o resto de seus dias com a alcunha de Felipinho Massichello, em vez de reverenciar a herança de John Surtees, que durou apenas uma temporada na Ferrari exatamente por desobedecer as ordens do Comendador Enzo.

    A conclusão é inescapável: depois da morte de Ayrton Senna e das presepadas de Rubinho, Piquezinho e Felipinho na categoria, as portas da Fórmula 1 estão definitivamente fechadas para os brasileiros.

    {Direto da Redação}

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