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December 30th, 2010FutebolSe a turma aqui no Brasil esbraveja porque a boleirada posa em publicidades sobre cerveja, geralmente os que foram ou são da Seleção Brasileira, imagine um clube relacionar parte da sua imagem esportiva a jogar num “campo encharcado”… de vodka?
Na hora de um vicecampeonato ou das notícias sobre as tradicionais baladas, dificilmente haveria torcida que perdoasse! (RAG)
Tags: Manchester United (ING), Publi$$idade$, Smirnoff -
December 28th, 2010Futebol
Da poesia da bola à novela dos campos
por Lidiane Ramirez de Amorim
Como num enredo de telenovela, procuram-se mocinhos e bandidos. Quem foi o culpado, o vilão da história? O assassino do sonho de milhares de colorados? Os heróis da América perderam a batalha da conquista do mundo e o dia depois de amanhã é igual a tantos outros em que o favoritismo não se confirma, em que a expectativa dá lugar à frustração, em que o inesperado vence as análises e estatísticas e mostra que, sim, o imprevisto faz parte do futebol. Logo após a derrota, um amigo gremista, numa divagação para além da rivalidade, disse: é preciso colocar o futebol no seu devido lugar. Pensei: ele tem toda a razão.
Não é de hoje que o futebol deixou de ser apenas movido pela paixão para passar a ser um fenômeno de espetacularização, no sentido que propõe o pensador francês Guy Debord, com doses dos conceitos de imagem, representação, aparência, aparição, ilusão. A realidade representada, construída, parece fazer doer ainda mais a realidade do campo. Assim como enaltece sobremaneira as importantes conquistas. Ou podíamos, então, pensar a partir do conceito que a pesquisadora em telejornalismo Iluska Coutinho desenvolve, que mostra o quanto o jornalismo de televisão, por exemplo, tem feito uso de dispositivos da dramaturgia. A cobertura pré-Mundial muito teve de novelesco, a começar pelas narrativas da saga dos gaúchos que acompanharam o seu time até o local da partida, junto a outros “capítulos” que se sucederam até o dia do jogo. E foi assim com a eliminação brasileira (e argentina) na Copa do Mundo, com a memorável Batalha dos Aflitos, a derrota do Tricolor na Libertadores de 2007 ou a segunda conquista da América pelo Colorado, entre outros exemplos deste momento histórico da sociedade contemporânea, no que tange à evolução dos dispositivos tecnológicos e os meios e formas de comunicar.
Sem querer fazer uma análise mais aprofundada, à qual estas poucas linhas nem se prestam, tampouco emitir juízos de valor analisando o certo e errado nas coberturas esportivas, me pego imaginando se as narrativas já eram assim antes de atingirmos esse potencial comunicacional e novas formas de viver e contar o futebol. Meus vinte e vários anos não me permitem lembrar como a imprensa noticiou a derrota na Copa de 50, mas bem lembro das coisas que li do poeta da bola, Nelson Rodrigues, quando ele conta que o repórter futebolístico era um poeta que dava ao fato seu encanto - “o que nós procuramos nos clássicos e nas peladas é a poesia”, dizia ele - quando considerava já ter tudo, em termos de técnica, na época: jornal, rádio e TV. Hoje temos muito mais, mas temo que, mesmo com tanta tecnologia à disposição e alguns bons colunistas, a vontade de mitificar, explicar, analisar, de dizer o que é certo e errado de punir, de glorificar, se transforme em excessos que não nos permitem ter olhos para a poesia que é o velho, bom e apaixonante futebol.
{Observatório da Imprensa}
Tags: Mazembe x Internacional, Poética da bola -
December 28th, 2010Futebol
A AFA põe a mesa!
Um pouquinho antes saiu o logotipo, e no final do mês passado foi a vez do sorteio dos 3 grupos compostos por 4 seleções - A, B e C -, com Argentina, Brasil e Uruguai como cabeças de chave. 2011 terá Copa América na Argentina!
No A, os anfitriões, Bolívia, Colômbia e… Japão (!?!?); no B, Seleção Brasileira, Paraguai, Venezuela e Equador; o último grupo, o C, traz Uruguai, Chile, México e Peru.
Dos 12 times, 8 passarão para as quartas de final, dois deles com acesso garantido como os dois melhores terceiros colocados da primeira fase.
A ausência da exclamação no México é por laço latino-americano, da mesma forma que a turma caribenha sul-americana, a América Central, e até mesmo os Estados Unidos e o Canadá, deveriam fazer parte. É só se ligar no nome da competição.
Quanto ao Japão, as exclamações e interrogações são pela surpresa que surge da exclusão de vários países da região, isso foi dito acima, mas o fato de ser um convite, fora o fator econômico que pesa também nesta hora, é causa típica da América Latina.
Na civilização europeia que dá as cartas no futebol, Uefa, por exemplo, isso é praticamente impossível…
Para quem curte o esporte e tem curiosidade na competição que tem o Brasil como bicampeão nas duas edições mais recentes (2004 e 2007), segue o link para a página oficial!
Quem acessá-la verá informações como Equipes, Notícias, Vídeos, Jogos, Sedes, História, etc., e para quem gosta de zoar, nos cantos direitos contêm algumas enquetes instigantes como “Qual o desempenho da Argentina na CA 2011?”, ou “Quem será o campeão?”.
Ah, e aqui uma série muito legal sobre os mascotes da Copa América, desde 1987. (RAG)
Tags: Copa América (Argentina 2011) -
December 25th, 2010Futebol
A Copa de 1970 e o Tri do Brasil
Sombreros e tequilas
Não houve emissão nacional alusiva à Copa de 66 na Inglaterra, então vamos avançar mais quatro anos e falar sobre a IX Copa do Mundo, no México, que representou um marco para a Filatelia Brasileira, porque a partir de 1970 todas as edições da Copa passariam a ser contempladas com uma emissão filatélica.
Curiosamente, o selo da Copa de 1970 só foi lançado em 24 de junho, três dias depois do fim da competição que ele deveria divulgar.

O incomum selo quadrado - formato que só se repetiria nas emissões das Copas de 82 e 2006 - apresenta ao centro a Taça Jules Rimet unindo os mapas do México e do Brasil. Dois pontinhos brancos assinalam a localização das respectivas capitais, Cidade do México e Brasília.
Doze círculos concêntricos sobre o fundo azul criam o efeito visual de ondas que emanam da taça e se projetam sobre os dois países.
Arriba, Brasil!
Menos de dois meses após a conquista do tricampeonato mundial era lançada uma série especial de três selos lembrando nossa vitoriosa trajetória.

No primeiro, com desenho de W. Puntar, temos a imagem de Bellini, capitão da seleção brasileira, erguendo a taça de campeão. Ao fundo, a bandeira da Suécia, país-sede da Copa de 58.

A engraçada imagem do segundo selo, feito pelo desenhista Waldir Granado, reproduz uma cena de jogo. Na figura, um jogador da Tchecoslováquia aparece caído com as pernas para o ar enquanto é driblado pelo atleta brasileiro, numa clara alusão às irresistíveis jogadas de Garrincha que encantaram os torcedores na Copa de 62. Mantendo o formato-padrão, a bandeira do Chile completa a arte-final do selo.

Fechando a série, o terceiro selo exalta a conquista em definitivo da Taça Jules Rimet, por ter sido o Brasil o primeiro tricampeão mundial de futebol. Também desenhado por Waldir Granado, a imagem do selo traz a bandeira do México compondo o pano de fundo para a imagem do trio formado por Tostão, Pelé e Jairzinho comemorando um dos 19 gols marcados pela seleção na Copa de 70.
Cada selo foi impresso com um valor diferente, para representar, simbolicamente, as três conquistas brasileiras. Desse modo, o selo de 1 cruzeiro corresponde ao primeiro título, o de 2 cruzeiros ao bicampeonato e o selo de 3 cruzeiros é uma homenagem ao tri.
A seguir: as Copas de 74 a 82 e uma curiosa homenagem.
{Blog Correios Online - Filatelia}
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Tags: Copa do Mundo (México 1970), Distintivos, Filatelia, Seleção de Futebol/Brasil, Série "Selos das Copas" -
December 25th, 2010Boxe
Ao receber este material sobre Eligio Sardiñas, ou Kid Chocolate para o linguajar do Boxe, não teve como deixar de lembrar de “Um upper nas sanguessugas“, post de 11 setembro (opa!) de 2009, já aqui no Lado D, texto reproduzido da Agencia Rodolfo Walsh.
O de agora é da Agencia Periodística del Mercosur, também da Argentina, e como se não bastasse o tema de trazer um “ilustre desconhecido” para quem não vive o Boxe ou para quem permanece refém da censura voltada à Ilha de Cuba, são muitas passagens da vida de Sardiñas, e as suas falas suspeito que estejam no patamar das suas “falas pelos punhos”. O que fala sobre o pobre rico e o rico pobre nocauteia!
Aproveitei para recorrer, tal o que fiz no citado post de setembro do ano passado, ao “tem tudo” YouTube, e lá sim, existem raríssimos registros de combates do magrelo cubano, óbvio, campeão dos pesos… para magrelos! As imagens das lutas têm pinta de Expressionismo alemão. E não têm áudio.
Até a que foi citada por Bianchi Ross, contra Canzoneri, consta na restrita lista de itens encontrados.
É só buscar mais no “vídeos relacionados” ou “sugestões”. (RAG)
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Kid Chocolate, un siglo después
Un texto del escritor cubano que devela entresijos de un ícono de la cultura popular de su país: “el boxeo soy yo”, decía el ídolo de los cuadriláteros. Un texto insoslayable.
por Ciro Bianchi Ross
Fue el más grande de los boxeadores cubanos. El más popular. El de mejores récords. El que más dinero ganó. Eligio Sardiñas, el hombre que hizo célebre el sobrenombre de Kid Chocolate, está considerado entre los diez grandes pesos pluma de todos los tiempos y podía repetir con razón: El boxeo soy yo.
Fue un artista del ring y aprendió sus lecciones con los grandes boxeadores de la historia, cuyas películas estudiaba. Un boxeador de velocidad extraordinaria y habilidad fantástica. Tenía, sin embargo, un defecto físico: su brazo izquierdo era más corto que el derecho.
Nació en La Habana el 28 de octubre de 1910 y murió en la misma ciudad, el 8 de agosto de 1988. De niño, fue vendedor de periódicos. Se inició en el boxeo con 12 años, en 1922. Ganó entonces el campeonato auspiciado por el periódico La Noche.
Como amateurs intervino en cien peleas y las ganó todas; 86 por KO y las otras, por decisión de los jueces. Como semiprofesional, derrotó al campeón metropolitano de Nueva York y enseguida pasó al profesionalismo. Por su primera pelea como profesional devengó 32 pesos, y 40 por el primer combate que sostuvo en EE.UU. Siete meses después recibó 17500 dólares por su enfrentamiento con Bushy Graham y, en junio de 1929, justo al año de su debut en Norteamérica, su presencia batió el récord de taquilla en el Polo Ground. Más de 66 000 personas fueron a verlo pelear. Pagaron por las entradas 215 624 dólares, de los que correspondieron al boxeador cubano 50000, la mayor cantidad de dinero pagada a un peso pluma en toda la historia del boxeo hasta entonces.
En sus días de esplendor, Eligio Sardiñas, “Kid Chocolate”, tuvo 297 peleas y sólo perdió diez. Durante sus diez apariciones en el Madison Square Garden llevó más de un millón de dólares a las taquillas. Fue sin dudas el cubano más taquillero. En 13 peleas hizo una bolsa de 243800 dólares. Alcanzó los honores máximos del boxeo y estableció el récord de ganar 169 peleas en sucesión.
Hizo un desastroso viaje a Europa y fue noqueado por primera vez en noviembre de 1933 cuando se enfrentaba a Tony Canzoneri. Enfermo y debilitado por la sífilis, ya no sería nunca más el que fue. Aun así, en 1938, propició una recaudación de 10000 pesos en el estadio de La Tropical, cuando derrotó a Fillo Echevarría. El 17 de diciembre del mismo año, luego de su pobre exhibición frente a Nicky Jerone, su manager Pincho Gutiérrez lo obligó a retirarse.
Canzoneri fue una piedra en su zapato. El Kid siempre sostuvo que el primer combate él se lo ganó al italoamericano. Fue un combate cerrado que dejó una estela de inconformidad cuando declararon a Canzoneri ganador. A partir de entonces volver a medirse con Canzoneri fue casi una obsesión. Y Canzoneri, que era un púgil de solo cinco pies con cuatro pulgadas de estatura, en aquel segundo encuentro, lo mandó a la lona con su pegada descomunal a los pocos minutos de haberse iniciado el combate.
La enfermedad, que se le diagnosticó en momentos en que no había medicamento adecuado para combatirla - solo el arsénico -, lo derrotó finalmente. El campeón, que solía repetir “El boxeo soy yo” y que ganó una fortuna con sus peleas, terminó como entrenador y en la pobreza.
Una tarde departía con un grupo de admiradores y amigos en la bodega de San Rafael y Hospital, cuenta el cronista Elio Menéndez, premio nacional de Periodismo. Rememoraba las grandes bolsas que le reportaron sus peleas con Berg, Singer y Canzoneri, y cómo jamás se olvidó de la niñez desvalida. Cuando los muchachos lo veían aparecer en su Cadillac, corrían tras él y Chocolate repartía entre ellos hasta la última moneda que llevaba en el bolsillo. Uno de los presentes se aventuró a decirle:
- Caramba, campeón, si hubiera ahorrado algo, hoy no estaría en la miseria.
Fue como si le clavaran un gancho al hígado. Chocolate se despegó de la barra, miró de arriba abajo a su interlocutor, le puso una mano en el hombro y le preguntó:
- ¿De dónde sacas tú que yo estoy en la miseria?
Confundido, el intruso trató de disculparse, pero el Kid no le dio tiempo.
- Apréndete bien esto y que no se te olvide jamás. Muchos de los que se llaman ricos hicieron su fortuna a costa del dolor y del llanto ajeno. Yo, que no amasé fortunas con el sufrimiento de nadie, sino con mi esfuerzo y mi sudor, me sentí dichoso proporcionando felicidad a los demás.
Apuró el trago y volvió a la carga.
- Ahí tienes la diferencia entre un rico pobre y un pobre rico. Los que juegan en la primera novena, toman pastillas para dormir. Yo, que con mi dinero repartí alegrías, me siento millonario y duermo a pierna suelta porque todavía disfruto del más grande de todos los tesoros: el calor de mi gente.
El hombre todavía insistió en disculparse, pero Chocolate no le dio tregua.
- A quien te diga que Chocolate vive en la miseria, dile que es mentira. Que aun sin un centavo, Chocolate sigue siendo rico.
{Agencia Periodística del Mercosur}
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Tags: Eligio "Kid Chocolate" Sardiñas -
December 16th, 2010FutebolChegou aqui este vídeo sobre a final Mazembe x Internacional, pelo Mundial Interclubes.
Como são dois times e o jogo era eliminatório, publicá-lo é também a possibilidade de passar adiante uma brincadeira…
O pessoal do “Bola nas costas“, do globoesporte.com, zoou o Colorado, só que a cena do goleiro do time africano facilita a graça, não é difícil imaginar que a torcida do Inter deva matar milhões de neurônios ao rever os saltitos do arqueiro tirador de onda.
Kidiaba e Kabangu ficaram famosos, para o lado azul gremista certamente estão imortalizados. (RAG)
Tags: Kabangu, Kidiaba, Mazembe (Repúbica Democrática do Congo), Mazembe x Internacional, Sport Club Internacional -
December 15th, 2010Cabo de GuerraTags: Publi$$idade$, Skol -
December 15th, 2010Futebol
Aos ricos, o futebol
A progressiva e bem planejada expulsão de torcedores pobres dos estádios, num processo de Robin Hood ao contrário é analisada por Marcos Alvito, antropólogo, professor da Universidade Federal Fluminense - UFF, e membro da Associação Nacional dos Torcedores, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 12-12-2010.
Segundo ele, “a rede de TV que monopoliza as transmissões há décadas transformou o futebol em sobremesa da novela, com jogos no meio da semana terminando por volta de meia-noite. Essa mesma rede é dona do pay-per-view, que a cada dia dá mais lucro. Ou seja: ela praticamente obriga os torcedores a se transformarem em telespectadores dos canais pagos”.
Eis o artigo.
Os sinais estão por toda parte. Em 2005 o Maracanã fechou a geral, talvez o setor popular mais famoso do mundo, onde durante meio século floresceu uma cultura torcedora lúdica e carnavalesca. Em seu lugar foram colocadas cadeiras de plástico com preço seis vezes maior. O Maracanã, antes “o maior de todos”, vai virar um estádio para 76 mil pessoas. Esse encolhimento - que ocorrerá também nas dimensões do gramado - custará aos cidadãos “apenas” R$ 1,2 bilhão. Com a reabertura do estádio, calcula-se que os ingressos custarão pelo menos o dobro do que custam atualmente.
Recentemente realizou-se no Rio a Soccerex, feira internacional centrada no futebol-negócio. Nela, “especialistas” afirmaram que doravante o futebol brasileiro terá a classe A como clientela alvo, deixando de lado as classes B e C. Porque as D e E há muito não sentam em uma arquibancada. É claro que o evento foi financiado com dinheiro público. Em Santa Catarina, o Avaí aumentou em 50% o preço dos ingressos neste ano, passando de R$ 40 para R$ 60. No Paraná, o recém-promovido Coritiba já anunciou que aqueles que não aderirem a seu plano de sócio-torcedor terão que desembolsar R$ 100 pelo ingresso avulso. Não é de se admirar que a média de público do campeonato brasileiro em 2010 tenha sido ridiculamente baixa: 14.839 pagantes. Isso é menos que a média do campeonato alemão da segunda divisão!
Não é o preço do ingresso o único fator para o afastamento do público. Hoje os estádios viraram estúdios para um show televisivo chamado futebol. No estádio-estúdio do Engenhão, que custou aos cofres públicos três vezes mais do que previa o orçamento, placas de publicidade impedem a visão de boa parte da linha de fundo, inclusive da linha do gol. Ingressos para esse setor “pagando pra não ver” custam, em jogo normal, R$ 30. A tabela do campeonato é alterada de uma semana para outra, modificando dias e horários sem respeito pelo torcedor. A rede de TV que monopoliza as transmissões há décadas transformou o futebol em sobremesa da novela, com jogos no meio da semana terminando por volta de meia-noite. Essa mesma rede é dona do pay-per-view, que a cada dia dá mais lucro. Ou seja: ela praticamente obriga os torcedores a se transformarem em telespectadores dos canais pagos.
Esse processo de expulsão dos torcedores mais pobres (ou menos ricos) é algo planejado e consciente. Ainda em 2004, o então presidente do Atlético Paranaense já afirmava que “o clube não precisa mais de torcedores, e sim de apreciadores do espetáculo”. Dentro dessa filosofia, proibiu a entrada de torcedores com bandeiras, tambores, faixas e camisas de torcidas organizadas. Por baixo de uma “nuvem midiática” vendendo a ideia de que estaria ocorrendo uma modernização do futebol brasileiro, o dinheiro do cidadão pobre financia, via impostos, sua própria expulsão. É um processo de Robin Hood ao contrário…
Chamar o futebol brasileiro contemporâneo de moderno, aliás, é piada de mau gosto. Por um lado temos uma estrutura política feudal mantida há décadas nos clubes, nas federações estaduais e na CBF. Por outro, o capitalismo selvagem na hora de extorquir os torcedores. A junção do atraso com a falsa modernidade é desastrosa.
Existe algo mais arcaico e tradicional que a venda de ingressos? Como vão sempre parar na mão dos cambistas? Será que as rendas reais são mesmo aquelas? Será que as gratuidades são mesmo aquelas? É um sistema obscuro que beneficia sempre os mesmos: empresas que fabricam os ingressos (e fazem adiantamentos aos clubes, presos a elas do mesmo modo que à televisão) e, mais uma vez, cartolas corruptos.
Por falar em polícia, qual é o principal instrumento de policiamento dos estádios? Investigação? Inteligência? Aparelhos sofisticados de filmagem? Acertou quem respondeu o cassetete, usado desde o Paleolítico. Em vez de prender e processar a minoria ínfima de torcedores que vai ao jogo para brigar, a polícia prefere bater. Desde quando o bom e velho porrete é sinônimo de modernidade?
A parte menos moderna, todavia, é o sistema de formação de jogadores. Milhões de jovens brasileiros sonham ser jogador de futebol. Poucos vão se tornar profissionais e, entre estes, pouquíssimos vão ganhar os altos salários que povoam o imaginário das classes populares. A formação de um jogador profissional demora em torno de 5 mil horas de treinamento em dez anos. Os clubes exploram essa mão de obra infantil sem nenhuma responsabilidade. Se o garoto de 11 ou 12 anos se machucar ou se não “servir” mais, o que ocorre? É simplesmente abandonado. Para onde vai? O Estado zela por ele? Regulação por parte do Estado, proteção aos jovens, preparação para a vida futura com ensino profissionalizante, nada disso ocorre.
Debaixo da bruma marqueteira que exalta a pseudomodernização assistimos a um processo de elitização perversa do futebol brasileiro. Perversa porque financiada com dinheiro do povo. Uma arte e cultura popular criada e mantida por gerações de brasileiros é saqueada em benefício de poucos. É o primeiro mandamento do futebol-mercadoria: dai aos ricos o futebol.
{Instituto Humanitas Unisinos - IHU}
Tags: A moda das arenas -
Meu erro
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December 11th, 2010Futebol
No post do dia 7 de dezembro foi falado sobre a decisão da Fifa auferir à Rússia e ao Catar as Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente.
A seguir, a fala da entidade maioral no futebol… (RAG)
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La FIFA admitió que conceder dos mundiales al mismo tiempo fue un error
BUENOS AIRES. El presidente de la FIFA, Joseph Blatter, admitió que conceder dos Mundiales al mismo tiempo no fue una decisión adecuada. “No, eso no lo vuelvo a hacer”, dijo el suizo. “La doble concesión no la considero conveniente”.
La FIFA entregó el pasado 2 de diciembre a Rusia y a Qatar los Mundiales de 2018 y 2022, respectivamente, en una decisión que fue muy criticada. Sobre todo la concesión del torneo al pequeño estado del Golfo Pérsico.
Blatter defendió la decisión y rechazó que el Mundial de 2022 se cambie de fecha y pase al invierno boreal para evitar las altas temperaturas de Qatar en verano. “Las condiciones (de la licitación) fueron que los Mundiales 2018 y 2022 tenían que celebrarse en función del calendario internacional, en los meses de junio y julio”.
El presidente de la FIFA también afirmó este jueves, que la celebración de la Copa del Mundo 2022 en Qatar significa abrir la disciplina a un nuevo mundo y desechó que se trate de un asunto de dinero.
“Con Qatar abrimos el fútbol a un nuevo mundo, a una nueva cultura. El mundo árabe, que lo había intentado varias veces, con Marruecos o Egipto, por ejemplo, podía legítimamente optar a esta organización”, declaró en una entrevista concedida al diario francés L’Équipe.
Joseph Blatter insistió en que entregar la gestión de los preparativos a Qatar significa darle la posibilidad a los países cercanos del Medio Oriente de que realicen algunos partidos del Mundial en vista de que “el Islam representa mil millones de personas”.
El dirigente de la FIFA destacó además que ese país está enfilado hacia un desarrollo constante, y la evidencia de su importancia para que sea la sede en ocho años queda plasmada en la oportunidad que tuvo de organizar el Mundial Sub-20 de 1995, cuando Nigeria manifestó a última hora que no podía hacerlo.
Sobre la elección de Rusia para que sea el país organizador de la Copa del Mundo en 2018, Blatter precisó que se trata de “un continente en sí mismo con todos sus satélites” y eso constituye “una inmensa población al tiempo europea y asiática”.
Por esos motivos, el presidente de la organización de fútbol dijo que es “una locura” considerar que la elección de esas dos sedes se haya basado en intereses económicos.
En cambio opinó que si se tratara del aspecto financiero, habría preferido realizar el Mundial en Estados Unidos.
En relación a la inquietud sobre las opciones para el 2026, Blatter adelantó que a pesar de que aún queda tiempo, se manejan China e India como fuertes posibilidades por sus potencialidades. “Hay dos mercados, en el plano del fútbol y en el de la economía que se desarrollan: China e India, que representan dos tercios de la población mundial”.
Las acusaciones de corrupción contra el organismo no arredran al suizo, aunque admite que la FIFA debe mejorar su imagen.
Para eso se creará un grupo de trabajo, “que tratará de ver cómo podemos mantener la imagen de la FIFA y abrillantarla de nuevo un poco”. (Télam-Telesur)
{Agencia Pública de Noticias del Ecuador y Suramérica - Andes}
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Tags: Catar 2022, Fifa, Meu erro (Paralamas do Sucesso), Música, Rússia 2018 -
December 11th, 2010Futebol
O Brasileirão 2010 acabou, férias no Cartola FC.
A nossa liga “Lado D” terminou com a classificação da imagem acima.
Até o próximo ano, valeu a “participação”! (D!!!)
Tags: Brasileirão 2010, Cartola FC, Intervalo de partida
