Lado D dos Esportes no estilo "a vida é um jogo"
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    June 27th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

    Era junho de 2010 e o site oficial do Movimento dos Sem Terra (MST) divulgava o vídeo sobre uma participação na ESPN Brasil, no quadro “Histórias do Futebol”.

    Ficou na geladeira dos “Favoritos” do Lado D, pela quantidade de informações que chegam para um sítio “manufaturado”, mas infelizmente pelo lado da concentração de terras no Brasil ele continua atual. Por outra ótica, a atualidade é ótima porque certamente a molecada rola a bola assim que o latifúndio fica aos seus pés. Felicidade de criança não é perecível…

    Curto e grosso, a história de quase 3min é outra prova de que os discursos hegemônicos, os quais se limitam a dois ou três tipos de argumentos pré-fabricados, ressonantes, caem logo por terra.

    Ou melhor, no campinho de chão batido! (RAG)

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    June 25th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

    O blog “Camino al Paraguay”, com link no canto direito do blog dissonante, divulgou o vídeo com mensagens do jogadores da Seleção Albirroja.

    O destaque, pela própria recuperação do seu estado de saúde, é a presença de Salvador Cabañas, guerreiro, e por isso um símbolo de força do nosso país vizinho.

    É a Copa América 2011 “chegando nos finalmente”. (RAG)

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    June 25th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

    Outras Copas, 1986 e 1990, além dos 15 anos do Tricampeonato Mundial em terras mexicanas… (RAG)

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    México 86, Itália 90 e os 15 anos do Tri em 85

    Avante, Brasil!

    Em junho de 85 o Brasil iria disputar as eliminatórias da Copa do Mundo de 86 no México e, para se unir à torcida brasileira, os Correios lançariam uma emissão comemorativa aproveitando uma data histórica: Os 15 anos da conquista definitiva da Taça Jules Rimet.

    O bloco, desenhado por Jorge Eduardo, foi lançado em 23 de junho, e apresenta em primeiro plano uma disputa de bola entre jogadores do Brasil e da Itália em alusão à partida final da Copa de 70. O selo propriamente dito, reproduz o momento em que a Taça Jules Rimet é erguida para comemorar a conquista do tricampeonato pela seleção brasileira.

    Vencida a fase eliminatória e com a vaga para a Copa garantida, seria lançado então um outro bloco, em 03.03.86, com o estranho título de “XIII Copa Mundial de Futebol”. Esta foi a primeira e única vez nas emissões filatélicas do Brasil, em que foi utilizada a expressão “Copa Mundial”, uma mistura de “Copa do Mundo” com “Campeonato Mundial”.

    Com desenho de Martha Poppe, o bloco reproduz mais uma cena de jogo. Dessa vez a disputa de bola é entre dois jogadores do Brasil e um de Portugal, aproveitando o mote da XI LUBRAPEX - Exposição Filatélica Luso-Brasileira que aconteceria em novembro no Rio de Janeiro.

    A estampa apresenta ainda os logotipos da FIFA e da própria LUBRAPEX que trazia o desenho do calçadão de Copacabana inserido na moldura em forma de selo.

    Mamma Mia!

    O terceiro bloco filatélico deste post é alusivo ao XIV Campeonato Mundial de Futebol. Lançado em 12.05.90, a imagem tem como pano de fundo as cores das bandeiras do Brasil e da Itália. A esfera representa, ao mesmo tempo, o globo terrestre e uma bola de futebol em movimento. Sobre a esfera, sobressaem o mapa da Itália, país-sede da competição, e a imagem de um jogador brasileiro.

    A estampa traz ainda a bola estilizada, símbolo oficial da Copa, e o mascote Ciao, um boneco tricolor com cabeça de bola. A arte é de Márcio Rocha.

    {Blog Correios Online - Filatelia}

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    June 25th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

    Série Publi$$idade$
    [ 25 ]

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    June 25th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

    Como o post anterior foi “ponto continuando”, fica o texto do Irlan agora e a desobrigada comparação das circunstâncias entre Cuba e Brasil.

    Melhor o futebol lá ser o beisebol daqui e vice-versa, ou “evoluir” ao sonhado “futebol-empresa”?

    Sugiro que o companheiro Oscar Sánchez faça o dois pesos, duas medidas.

    Pelo menos o beisebol daqui é praticado, basicamente, pelos brasileiros descendentes do Japão, organizados como de costume, e estão longe das tramas boleiras…

    Mas se quiser optar pela reflexão do parlamentar Tiririca, “Ele é ladrão mas é meu amigo”, à vontade. (RAG)

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    Por trás do jogador-empresa

    Atletas-showmen têm conquistado nova relação com os clubes. Mas a nova lógica impõe condições desumanas para 96% dos profissionais

    por Irlan Simões
    [Outras Palavras]

    Um dos vieses no qual o futebol pode ser estudado é a realidade do trabalhador do esporte, enquadrado numa especificação oficial de esportista de alto rendimento. Obviamente não se trata de uma discussão simples. Afinal, o esportista, ou mais precisamente o futebolista, vive uma realidade completamente distinta dos outros trabalhadores.

    A começar pelo seu status de estrela. O futebol tornou-se nos últimos anos um verdadeiro show business, que vai muito além da concepção de esporte na qual surgiu. Antes uma prática de lazer amadora, com a sua profissionalização vira uma atividade assalariada. Com o passar dos anos, devido à inserção de outros atores na vida dos futebolistas, como os agentes, o poder de barganha de alguns desses trabalhadores possibilitou conquistas materiais inimagináveis para qualquer outra categoria da classe.

    No Brasil, esse novo modelo de relação com os clubes instaurou-se nos últimos dez anos - e mais nitidamente após a passagem de Ronaldo no Corinthians. Podemos chamar esse tipo de atleta de jogador-empresa, já que seus interesses e seu poder de negociação são superiores aos dos próprios dirigentes.

    Também, pudera. Endividados e não-democráticos, os clubes brasileiros buscam a qualquer custo alguma saída para seus rombos anuais consecutivos. O modelo de contrato que Ronaldo praticamente inaugurou no Brasil reproduziu-se em outros casos como a vinda de Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo e a de Juninho Pernambucano para o Vasco, em 2011. É também o modelo ao qual recorreu o Santos para segurar o jovem Neymar.

    Trata-se de uma relação quase igualitária entre o jogador e o clube na venda de direitos sobre publicidade, televisivos e da renda dos jogos, estendendo-se a outras benesses. Tal relação acaba reverberando nas relações políticas internas do clube, uma vez que os interesses privados dos empresários ligados aos craques passam a interferir no dia a dia das agremiações. Entre eles, a demissão de treinadores, a não escalação de jogadores por antigas desavenças e aumento do preço dos ingressos.

    Engana-se, no entanto, quem acredita que salários astronômicos, prêmios por produtividade e alto poder de consumo são realidades presentes na vida de todos os atletas, ou uma possibilidade em futuro próximo. Dados recentes apontam que 96% dos profissionais do futebol no Brasil - aqueles que fazem com que a bola não pare de rolar - recebem entre dois e três salários mínimos. Apenas 3% recebem mais do que 10 mil reais mensais.

    Fazer com que a bola não pare de rolar, eis um grande problema. No futebol, pouco se discute a raiz da sua funcionalidade. Suas engrenagens, complexas e focadas nos grandes clubes, escondem que o jogo não existiria sem as pequenas ligas e as agremiações desconhecidas dos longínquos rincões do país.

    Sem os pequenos clubes, o futebol definharia. Nessas entidades básicas de prática do desporto, forma-se o grande exército de futebolistas que compõem os plantéis dos médios e grandes clubes do Brasil e do mundo. Por mais que os mais famosos tenham lançado, nos últimos anos, um grande esforço para estruturar suas “divisões de base” - nome dado às escolas de formação de atletas profissionais -, os que são formados não suprem a rápida e violenta dinâmica do futebol.

    Não é a toa que os interesses privados e mercadológicos que hoje rondam o futebol passaram a visar à formação de jogadores. As conhecidas “granjas”, escolinhas de futebol que pinçam os futuros craques através dos seus sistemas de peneiras, tornaram-se um dos grandes problemas de quem estuda criticamente o jogo. Já são diversos os casos de “clubes” que nascem apenas para a formação de atletas para a comercialização dos “direitos federativos” dos atletas, muitas vezes numa lógica cruel.

    São clubes-empresa como o Olé Brasil, o Desportivo Brasil e o Pão de Açúcar E.C. Financiados por grandes empresários, estruturam tais escolas, mesmo que não tenham esquadrões de jogadores profissionais para disputar as principais competições. Na verdade, nem se prestam a isso, já que não se trata um negócio compensatório. Uma extrema contradição que não termina apenas aí, já que compromete inclusive a vida pessoal dos jovens atletas aliciados a assinar contratos com tais agentes.

    Não seria um esforço teórico caracterizar tais instituições como promotoras do trabalho infantil. Jovens de 15 anos são levados a uma cidade desconhecida, por conta de um agrado financeiro dado aos pais, irrecusável dado os rendimentos familiares da grande maioria da população brasileira. Vivem em regimes fechados de concentração, treinando em dois turnos. Caso sofram uma lesão grave, são automaticamente descartados do grupo e abandonados. De fato, menos de 1% dos jovens que se envolvem com esse tipo de prática de formação tornam-se profissionais. E embora reúnam adolescentes e jovens em idade escolar, e os afastem de suas atividades normais, raras são as “granjas” que oferecem escolas - menos, ainda, uma formação humanística.

    Uma realidade tão costumeira que não causa pudor em ser expressada. Quando Ronaldo, o Fenômeno, revelou seu interesse em agenciar jovens atletas, justificou sua nova aventura dizendo que se trata de um “negócio atraente” no qual “você compra dez jogadores e, se um der certo, já paga os outros nove”.

    É dentro dessa lógica, inclusive, que muitos são “auxiliados” a adulterar seus documentos de identidade para fazer o famoso “gato”, reduzindo a sua idade real para, mais novos, conquistarem espaços em clubes. Vários foram os casos de jogadores que, descobertos após anos, sofreram sérias consequências. Entre os famosos já estiveram Sandro Hiroshi, ex-jogador do São Paulo, e Carlos Alberto, ex-Corinthians.

    Outros atletas, espelhados em casos raros como o dos jogadores-empresa, são forçados a jogar em países distantes, na sede de salários maiores. Muitas vezes, são esquecidos pela grande mídia, além de sofrerem com a falta de adaptação. Foi o caso de Elano, atualmente no Santos, quando jogava no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

    Inseridos numa lógica meritocrática, os profissionais também têm se tornado um grande problema para os clubes e o futebol como um todo. São frequentes no Brasil os casos de jogadores que abandonam os times, assim como fecham contratos irregulares com outras agremiações, fazem “corpo-mole” para conseguir uma dispensa, entre outras técnicas reprováveis. Na maior parte das vezes, auxiliados financeira e juridicamente pelos próprios empresários, cada vez mais fortalecidos pelas leis de direitos federativos.

    A nova realidade anula uma conquista anterior. Com o fim do “passe”, os jogadores haviam conseguido, após anos, livrar-se da tutela paternalista dos cartolas dos clubes, relação de fato muito cruel. Mas acabaram caindo no poder privado e mesquinho dos agentes: o que era direito deturpou-se em nova servidão, agravada pelo baixo grau de escolaridade da maioria dos atletas.

    Foi como descreveu certa vez o sociólogo Emir Sader: “Os jogadores se livraram da despótica lei do passe para se transformar mercadorias nas mãos dos empresários. Como se tivessem sido abolidos os grilhões da servidão medieval para que os jogadores se tornassem ‘livres’ - como são ‘livres’ os trabalhadores no capitalismo: têm que vender sua força de trabalho a quem consigam, por não ter meios próprios de sobrevivência. A liberdade passou a ser a do empresário e a do capital, para comprar e vender suas mercadorias, não a dos jogadores”.

    Casos como esses forçaram clubes com longo histórico de formação de jogadores, como Cruzeiro e Vitória, a fechar algumas categorias de suas divisões de base. Alegaram que de nada adiantava formar atletas que posteriormente seriam “roubados” por tais empresários.

    Ainda sobre a formação de jogadores, é preciso lembrar que o futebol não existe apenas para o resultado. Envolve uma enorme carga de relações subjetivas entre o clube, os torcedores e principalmente os atletas, grandes heróis que fazem o jogo acontecer. Quando sua formação se dá fora dos clubes de torcida, cria-se um novo tipo de atleta, que nunca passou por um processo de identificação com as cores de uma camisa ou uma nação de torcedores. Esvaziam-se, desse modo, as relações afetivas que fizeram do futebol um promotor de paixões. Surgem homens tratados como máquinas para chutar bolas e beijar um escudo pelo qual não tem o menor sentimento.

    Felizmente, existe vida crítica e pensante, formulando novas saídas para o que está errado. Em recente e interessantíssimo artigo em seu blog, o jornalista Lucio de Castro narrou uma passagem pelo Uruguai e o novo modelo de formação de atletas que tem sido estimulado no pequeno país.

    Lúcio descreve como o trabalho do psicólogo Gabriel Gutierrez abriu uma nova dimensão, com resultados concretos, na formação de jogadores que sejam acima de tudo “gente”. Questionando o tratamento que esses recebem no seu dia a dia dentro de um clube, desde um confinamento desumano até a exigência de que se comportem como máquinas dentro de campo, os uruguaios refutam tal modelo, mostrando que jogadores não são “bichos”.

    É um método de simples aplicação e não seria novidade na mente de qualquer ser pensante. Mente e corpo não funcional isolados. Um super atleta de músculos potentes e avantajados pouco alcança, se não tiver oportunidades para desenvolver suas capacidades intelectuais.

    Porém, como aplicar ideias inovadores em clubes de futebol cuja estrutura deliberativa é fechada e autoritária? Se não há, nem por parte de cartolas, nem de empresários, responsabilidade social? O único caminho é a democratização dos clubes para os torcedores. Aí, sim, se abrirão espaços para aplicação de boas e novas ideias.

    {Diário Liberdade}

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    June 25th, 2011Lado D dos EsportesEsportes, Futebol

    Oscar Serra, o autor do texto abaixo, não poderia começar com frase melhor a descrição do que sente sobre o futebol cubano. Mas o “melhor” que destaco não é a inércia nos campos de lá, mas ao pé da letra mesmo, da vida, como ele disse.

    Levo à risca. A inércia é foda, ou vive em torno da preguiça e seus seguidores, ou como compreendo - e abomino -, a sua forma mais Anos 2000, a inveja que ganha várias formas, e não aquelas tradicionais, tipo o vizinho que comprou o carro e o outro corta os pulsos… A roupa cobiçada, a mulher gostosona… Claro que se fazem presentes e continuam marcando presença na pequena área da “sociedade”, só que planos e possibilidades de ascensão, antes da execução, inibem os ociosos, que seguem convictos na missão de ser empregados ou dividir a vida medíocre que veio do berço, possivelmente ancestral. O famoso vira-bosta, ainda com hífen.

    Qualquer trabalho bem conduzido e autoral causa o isolamento, e não mais só as buzinadas num brilhante carro vermelho e “cheirando a leite” , na porta da casa. Se o quase amigo fizer algo bem feito, “fica na saudade”! O e-mail não chegou: “Eu não recebi nada”; mina perante outros, e claro, a Geração 2000 evita o quase carro vermelho do próximo, é provável que nem o deseje, mas repulse ao dono… Não vejo a hora de praticarem o harakiri, mas infelizmente este estágio ainda não chegou, eles continuarão ressentidos e empregados até a aposentadoria, secando os outros… E, por favor, não dê brechas para o seu empenho ante a vida, os bostas virarão mais bostas pela decepção do Bizarro Shoegazer, tal aquele Bizarro Super-Homem.

    Mesmo assim, isso é legal, o Bizarro era legal porque pentelhava mas perdia no final, e influências norte-americanas apregoadas ao Homem de Aço à parte, quem falou que aqueles “anti-heróis” não eram interessantes? Por mais que a molecada torça sempre para os “do Bem” - me faz lembrar das bandas insossas que estão por aí aos montes, sempre falam que são “do Bem” -, os “do Mal” eram engraçados, vacilões… e perdiam sempre, no final! Isso é que é loser, outra palavra da hora.

    O texto sobre o futebol cubano nada tem a ver com o próximo, que será publicado daqui a pouquinho, devidamente separado no “rascunho/draft” do Lado D. Ou se preferir, tudo a ver, mas os parágrafos acima poderiam se aplicar aos protagonistas do próximo, e sobre os quais comentarei com o texto originário do ótimo “Diário Liberdade”.

    Por isso que os hermanos da Ilha não podem buscar em muitas teorias como fazer crescer o futebol por lá, o almejado “profissionalismo”, ainda que amarele para a França ou para a Holanda, é traiçoeiro, pode ser que nem seja amarelar. Pode ser vendido!

    Ainda ontem a imprensa brasileira estava, e intensificará durante a semana, a dizer sobre um almofadinha da Fifa cobrando obras em nosso território, coisa que nem os parasitas seculares fazem, comandam na calada e pronto. Isso será um outro tópico, mais adiante, no entanto, quer cara de pau maior que essa? E na semana que vem, não tenham a menor dúvida, imprensa e “parlamentares da oposição” vão chacoalhar o governo nacional - fosse de qualquer partido ou tendência - por causa do almofadinha que, entre um caviar e outro, arrotou para os cofres da gente.

    Bem destacou Sánchez que Cuba é uma potência esportiva mundial, e se não é ainda com o futebol, é questão de organização. É. De entusiasmo da molecada. Também, e é no mundo todo, mas não é regra que ven$$am no final. Mas a safadeza tem que estar presente, então duvido que, se não mudar de ângulo, Nílton Santos, Zito, Zagallo, para dizer os daqui e facilitar os exemplos, serão peças de museu, como de fato já são. Como dizem, “aquele futebol tinha muito espaço”, mas não pensem que é mera teoria de esquema tático. É espaço de… Shoegazer 2000, tem tudo e não é nada.

    Aos cubanos, é uma questão de tempo. Enquanto isso, que não façam gol contra com os outros esportes, tão desenvolvidos por aí. Copa Ouro, em último ou  primeiro, ao menos perdem com os “nativos”, e não enchem de naturalizado$ que dos colonizadores só têm direito no futebol, e se ganhar, vide França, Alemanha, Itália, etc. Caso contrário, a xenofobia “vadêia”.(RAG)

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    Fútbol cubano: soportar las orugas para ver las mariposas

    por Oscar Sánchez Serra

    Lo peor en la vida es la inercia. Hace casi un año, el 19 de julio del 2010, unos días después de finalizada la Copa del Mundo de Fútbol de Sudáfrica, en estas mismas páginas escribimos:

    “Cuando tengamos a cientos de miles de niños jugando, anotando goles, compitiendo en defensa de la camiseta de su escuela, como mismo lo hicieron en estos días por la de varios países; cuando los padres y los amiguitos del barrio los vayan a ver como si fuera Messi; cuando el director y los profesores se sientan orgullosos del equipo de su escuela, entonces podremos hablar de desarrollo y de seguro comenzaremos a anotar goles, nuestros campeonatos de primera categoría serían mucho mejores, pues tendrían de donde nutrirse; las matrículas de las EIDE serían cualitativamente superiores y las selecciones nacionales demandarían de menos esfuerzos para su preparación y en consecuencia de menos recursos”.

    Hoy volvemos sobre el tema, pues no pocos son los mensajes de decepción que nos llegan a los medios de prensa tras la actuación de nuestro equipo nacional en la Copa de Oro, jugada en varias ciudades estadounidenses, en la cual encajó tres derrotas consecutivas con 16 goles en contra y uno solo anotado.

    No busquemos las causas de tan deplorable presentación en concepciones tácticas, errores de la dirección de la escuadra, falta de roce internacional o en la calidad de los contrarios, que por supuesto, nadie las cuestiona; muchos menos responsabilizar a los jugadores. El calificado como bochornoso papel que tuvimos en esa cita, se debe a otros motivos: no hemos sabido encauzar la popularidad de este deporte y mucho menos, convertir las ansias de niños y jóvenes de jugarlo, en una opción física, formadora y recreativa para ese sector poblacional.

    Nuestra televisión tiene tres programas de fútbol a la semana, Gol Latino, Fútbol Internacional y Gol, súmele el espacio destacado en el dominical Todo Deportes, y en el caso de la capital, en el Canal Habana, otro similar a los tres primeros. Eso es bueno, pero cuesta y la cuantía es mayor porque el INDER, la institución destinada a que eso se traduzca en muchos niños y jóvenes jugando, no ha logrado materializar un sistema o proyecto que los incluya a todos.

    ¿Cuántas veces no nos cruzamos, lo mismo caminando que en un transporte, con improvisados terrenos en cualquier barrio de la Isla? Es cierto que las autoridades deportivas, mediante su Comisión Nacional de Fútbol, han hecho algunos intentos, por ejemplo con los campeonatos del barrio, algo muy positivo, mas solo queda allí, sin que logre trascender a la sociedad.

    En nuestra modesta opinión, no necesitamos avezados técnicos del fútbol internacional para levantar los resultados del país, la demanda pasa por organizar un sistema que incluya a toda esa espontaneidad, y que le permita de manera organizada desatar todos los deseos de anotar e impedir los goles, en otras palabras, jugar.

    Podría hablarse de un proyecto en el cual participe no solo el INDER, sino también el sistema nacional de enseñanza, el sector empresarial, las organizaciones de masas, con el objetivo de estructurar un calendario competitivo que represente a las instituciones, sean escolares, laborales o comunitarias. Sería una fórmula socialista de organización, que con el concurso de nuestros especialistas en administración deportiva, específicamente en organización y programación del deporte, integre un movimiento capaz de convertirse en un fenómeno social.

    Para eso es necesario un sistema o calendario competitivo, con la escuela como base fundamental, para que la aspiración crezca desde la raíz y propicie un desarrollo que lleve a una justa, evento o como gusta ahora, una Liga de mayores, en la que además de las provincias, también se hagan representar empresas, fábricas, universidades u otras instituciones, es algo similar a lo que hoy se conoce como competencia de clubes.

    Claro, esto no se hace de un día para otro; claro que lleva pensar bien cada paso, pero claro también que no debemos seguir esperando a que alguien nos lo organice. Hemos sido capaces de levantar una verdadera potencia deportiva mundial, justamente sobre la base de socializar el deporte, de hacerlo participativo, entonces ¿cómo no vamos a poder llevar el fútbol a una expresión social?

    Hay un problema de estrategia: en el fútbol no podemos partir del alto rendimiento, sino de la masividad y del arte del dominio del balón que comienza desde los primeros años de vida.

    Sí, eso lleva financiamiento, pero si lo que gastamos hoy en viajes, en mantener equipos nacionales sin la calidad necesaria para enfrentar lides internacionales, fuera invertido en generar un verdadero movimiento en el país, no tardarían en salir selecciones con capacidad de escribir nuevas historias. Apliquemos aquella frase de Antoine de Saint-Exupery, “hay que soportar las orugas para conocer las mariposas”. Traducido a lo que nos hace falta, debemos trabajar para que como fruto, lleguen los goles.

    Aprovechemos lo que brinda este deporte. En el orden físico prepara saludablemente a la juventud; en el formativo, favorece el espíritu colectivo (todos en pos de un objetivo ofensivo y defensivo, anotar y que no te anoten), y en el recreativo, las calles no se llenan de muchachos tras un balón por gusto. Son muchas las ventajas para seguir contemplando la inercia.

    {Granma}

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    June 19th, 2011Lado D dos EsportesEsportes

    O Massacre do Tlatelolco, na Cidade do México (MEX), em 1968, já frequenta o arquivo do Lado D, mas o texto a seguir, inédito por aqui, estava guardado desde outubro do ano passado. História não envelhece…

    O que mudou foi o nome da agência de informações, que à época tinha o nome “Agencia Periodística del Mercosur - APM”, e há poucas semanas teve alterada a identificação para “Agencia Periodística de América del Sul - APAS”. O link para ela está, como a maior parte dos parceiros de comunicação e que não trafegam apenas na editoria de Esportes, no blog dissonante, canto direito da página.

    1968… Europeizados acham que foi só na França… O bicho pegou geral, praticamente no mundo todo, embora o “glamour” da insurgência tenha ficado, pra variar, na terra de De Gaulle. (RAG)

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    Cuando Tlatelolco fue escenario del horror

    En 1968 las fuerzas del orden mexicanas abrieron fuego contra decenas de estudiantes que se manifestaban en la Plaza de las Tres Culturas, en México DF. Una escena que se vio días atrás en Ecuador y hace décadas en Argentina.

    por María Victoria Sánchez

    El pasado 30 de setiembre (2010), la Policía Nacional de Ecuador reprimió a los ciudadanos por cuya seguridad debía velar. El motivo fue que esa fuerza intentaba destituir - y matar de ser posible - al presidente de Rafael Correa. El pueblo salió a las calles masivamente para respaldar y rescatar al mandatario.

    Mucho más lejos en el tiempo, el 16 de junio de 1955, las Fuerzas Armadas de Argentina bombardearon la histórica Plaza de Mayo y demás zonas aledañas a la Casa Rosada, sede del gobierno. El motivo fue la violenta oposición hacia el entonces presidente Juan Domingo Perón, fundador del movimiento nacional y popular de mayor envergadura en ese país.

    El año 1968 estuvo marcado por las revueltas políticas, con sectores juveniles a la cabeza. Tanto es así que ese año es rápida y mundialmente asociado con el “Mayo Francés”, una serie de protestas que se llevaron a cabo en ese país, especialmente en París, durante los meses de mayo y junio. Los sucesos fueron iniciados por grupos estudiantiles de izquierda en repudio a la sociedad de consumo. Posteriormente se plegaron obreros industriales, sindicatos y el Partido Comunista Francés. De esas protestas iniciales se llegó a la mayor revuelta estudiantil y a la mayor huelga general de la historia de Francia, secundada por más de 9 millones de trabajadores.

    Pero no todo sucedía en aquel continente. Nuestra región también vivía tiempos revueltos. Mientras en Argentina estaba en franco asenso la organización obrera, en alianza con el movimiento estudiantil, en contra de las repetitivas dictaduras represivas, en México otro levantamiento comenzaba a gestarse, aunque con un punto inicial que dista de consignas anticapitalistas y antiimperialistas.

    El movimiento estudiantil de 1968 estuvo conformado por estudiantes de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) y del Instituto Politécnico Nacional (IPN). Lograron articular, además, con profesores, intelectuales, amas de casa, obreros y profesionales en la Ciudad de México.

    El 2 de octubre de 1968 fueron reprimidos por el gobierno mexicano en la matanza realizada en la Plaza de las Tres Culturas de Tlatelolco. El crimen fue cometido por el grupo paramilitar denominado Batallón Olimpia y por el Ejército Mexicano. El blanco fue una manifestación pacífica convocada por el Consejo Nacional de Huelga, órgano directriz del movimiento. De esos hechos se responsabilizó al presidente mexicano, Gustavo Díaz Ordaz.

    El fuego de esta historia comenzó a encenderse el 22 de julio de 1968, cuando un incidente de fútbol americano entre el IPN y la preparatoria Isaac Ochoterena, incorporada a la UNAM, terminó en una gresca. El cuerpo policíaco de granaderos son quienes disuelvieron el disturbio y detuvieron a varios estudiantes, aún dentro de las instalaciones del IPN.

    En repudio a la violencia policial, entre el 26 y el 29 de julio varias escuelas comenzaron un paro de labores. Granaderos y el Ejército entraron, entonces, a varias de las escuelas, incluso destruyeron algunos establecimientos como el de San Ildefonso que fue atacado con una bazuca.

    El 30 de julio de 1968, el rector de la UNAM, Javier Barros Sierra en Ciudad Universitaria, condenaría públicamente los hechos, izando la bandera mexicana a media asta y con un emotivo discurso se pronunciaría a favor de la autonomía universitaria y exigiría la libertad de los presos políticos, refiriéndose a los estudiantes detenidos.

    Ese mismo día encabezó la marcha por la avenida de los Insurgentes, donde surgió un lema muy común utilizado por el movimiento estudiantil: ¡Únete pueblo!. El 26 de agosto una multitud se dirigió al zócalo capitalino. Fue la primera ocasión en que se insultó públicamente al presidente Díaz Ordaz.

    Al finalizar esa manifestación se decidió esperar el informe presidencial en ese lugar, pero la madrugada del 28 de agosto se abrió las puertas del Palacio Nacional y desde allí el Ejército reprimió. Días después se realizó “La marcha del silencio” lo cual sirvió de excusa para que el Ejército invediera la Ciudad Universitaria de la UNAM y el Casco de Santo Tomás, uno de los campus del IPN.

    El 1 de octubre, el ejército se retiró de esos predios, y el día siguiente miles de personas se reunieron en la Plaza de las Tres Culturas en Tlatelolco. El Ejército vigilaba la Torre de la Secretaría de Relaciones Exteriores, posible blanco de los manifestantes, según el gobierno.

    Por su parte, miembros del Batallón Olimpia - cuyos integrantes iban vestidos de civiles con un pañuelo o guante blanco en la mano izquierda - se infiltraron en la manifestación hasta llegar al edificio “Chihuahua” donde se encontraban los oradores del movimiento y varios periodistas.

    Cerca de las seis de la tarde, casi finalizado el evento, un helicóptero sobrevoló la plaza y dispararon bengalas, presunta señal para que los francotiradores del Batallón Olimpia abrieran fuego en contra de los manifestantes. Pero también atacaron a los militares que resguardaban el lugar de modo de hacerles creer a estos últimos que los estudiantes eran los agresores.

    Los militares repelieron la supuesta agresión de los estudiantes, pero los disparos no fueron dirigidos contra sus agresores sino hacia la multitud de manifestantes que se encontraban en la plaza de Tlatelolco.

    Muchos manifestantes se escondieron en edificios aledaños, pero esto no detuvo al ejército que, sin orden judicial, irrumpieron a cada uno de los departamentos de todos los edificios de lo que conforma la Unidad Tlatelolco, para capturar a los manifestantes.

    Aún se desconoce la cifra exacta de muertos y heridos. El gobierno mexicano manifestó en 1968 que fueron sólo 20 las víctimas fatales, pero tres años más tarde la escritora Elena Poniatowska, en su libro “La noche de Tlatelolco”, publicó la entrevista de una madre que buscó entre los cadáveres a su hijo y reveló que por lo menos había contado 65 cadáveres en un solo lugar.

    Después de esa matanza, hubo un acto de repudio de fuerte repercusión en el mundo. El sábado 12 de octubre de 1968 Díaz Ordaz inauguró los XIX Juegos Olímpicos, bautizados como “La Olimpiada de la Paz”, en ese momento un grupo de manifestantes lanzó sobre el palco presidencial, un barrilete color negro en forma de paloma.

    Politólogos e historiadores coinciden en señalar que este movimiento y su terrible desenlace aportaron a profundizar una permanente y más activa actitud crítica y opositora de la sociedad civil. Eso fue así, según los analistas, principalmente en las universidades públicas. También valoran que la violencia de las Fuerzas Armadas y policiales no hizo más que incitar el desarrollo de guerrillas urbanas y rurales, y dio cabida al periodo conocido como la Guerra Sucia.

    Autores como Fernand Braudel, Immanuel Wallerstein y Carlos Antonio Aguirre Rojas coincidieron en señalar al movimiento de México inserto en un contexto planetario de luchas sociales surgidas y recreadas de las universidades, luego de vivirse un periodo de bonanza económica por la Posguerra. En ese sentido, fue Braudel el primero en denominar al movimiento “Revolución cultural de 1968”, caracterizado por revolucionar para siempre los tres principales espacios de recreación de la cultura: la familia, los medios de comunicación y la escuela.

    {Agencia Periodística de América del Sur - APAS}

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    June 18th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

    Diferente acompanhar um making off do percurso da final da Libertadores 2011 entre Peñarol e Santos, na última quarta-feira.

    Desde São Paulo à cidade de Montevidéu, incluindo a chegada ao centenário… Estádio Centenário!

    Legal a ideia da Santos TV, canal oficial do time no YouTube, que divulga o Peixe com materiais que a torcida dificilmente teria acesso.

    Ponto também para o Rodolfo Rodríguez, ex-goleiro da Seleção do Uruguai, e dentre outros clubes, do próprio Time da Baixada; e a imagem do vestiário, a qual através do vasculhante dava para ver os hermanos carboneros dominando as arquibancadas! (RAG)

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    June 18th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

    O blog existe há quase 2 anos e em outras oportunidades foi falado sobre lançamento de uniformes, com destaque para o Palmeiras, que nos últimos anos tem utilizado a história do clube para vestir os jogadores em partidas oficiais, e não só como item de colecionador.

    Clicando na tag do seu Oberdan Cattani, o qual com este post ganha a segunda homenagem nas publicidades recentes do alviverde com a Adidas, será possível acessar o que foi escrito sobre o goleiro num texto do ano passado.

    A turma campeã do mundo de 1951, idem, segunda vez que o Palestra não a esquece!

    Da nova safra, o Kléber foi lembrado no vídeo, Gladiador com ares de Incrível Hulk…

    Disse em outras anotações: que vire “regra” em qualquer time e os personagens relevantes retornem e/ou preencham a memória, sem saudosismo barato, e sim pelo fato pouco usual que é lembrar e respeitar quem contribuiu, valorizou a trajetória.

    Futebol ou não. (RAG)

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    June 17th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

    La vida tombola

    (Manu Chao)

    Si yo fuera Maradona
    viviría como él
    Si yo fuera Maradona
    frente a cualquier portería.

    Si yo fuera Maradona
    nunca m’equivocaría
    Si yo fuera Maradona
    perdido en cualquier lugar.

    La vida es una tombola…
    de noche y de día…
    la vida es una tombola
    y arriba y arriba…

    Si yo fuera Maradona
    viviría con él
    … mil cohetes… mil amigos
    y lo que venga a mil por cien…

    Si yo fuera Maradona
    saldría en mondovision
    para gritarle a la FIFA
    ¡Que ellos son el gran ladrón!

    La vida es una tombola…
    de noche y de día…
    la vida es una tombola
    y arriba y arriba…

    Si yo fuera Maradona
    viviría como él
    porque el mundo es una bola
    que se vive a flor de piel

    Si yo fuera Maradona
    frente a cualquier porquería
    nunca me equivocaría…

    Si yo fuera Maradona
    y un partido que ganar
    Si yo fuera Maradona
    perdido en cualquier lugar…

    La vida es una tombola
    de noche y de día…
    La vida es una tombola
    y arriba y arriba…

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