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November 27th, 2011Futebol
Algumas pérolas do “fraseado” boleiro dos hermanos argentinos…
A imagem, assim como o texto, é do periódico “La Gaceta”, de Tucumán. (RAG)
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En el fútbol, a las palabras no se las lleva el viento
Pasan los años, los jugadores y los técnicos. Algunos de ellos dejan su firma estampada no sólo al lado de una jugada, sino con respecto a una frase que se recordará a lo largo del tiempo. Ellas son capaces de provocar sensaciones de todos los estilos y allí radica el sentido de reproducirlas.
por Mariana Segura
Memorables, inteligentes, absurdas, cómicas, fuertes, motivadoras, trágicas, inspiradoras, notables, exquisitas, únicas… Diferentes y todas famosas. Algunas de ellas quedaron para la historia. Las frases que disparó el fútbol a lo largo del tiempo son incontables como las estrellas, aquellas de las cuales emergieron.
Cuando la pelota comienza a rodar genera innumerables emociones, pero sólo los hinchas pueden descargarse con cantos, gritos y arengas durante el encuentro. Por eso los comentarios de los protagonistas llegan en el post partido, o bien, en la previa. Allí se lanzan los dardos unos y otros, se lamentan, se reprochan, se sonríen y cuando salió todo bien, hasta se animan a hacer bromas.
Todas las frases quedan registradas y eso sirve para rememorarlas con el único sentido de intentar provocar en el momento, aquello que los personajes expresaron “en caliente”.
“Boca parece un cabaret”, había declarado Diego Latorre allá por 1998, cuando el “xeneize” no la pasaba nada bien en el campeonato y “Gambetita” se transformaba en el blanco de las peores críticas que recibía el equipo. Algunos lo acusaban de individualista, y él salió a responderles con los botines de punta dejando en claro su sensación acerca de lo que pasaba con el equipo en aquellos momentos. Mucho más cerca en el tiempo, en el actual Apertura y luego de empatar 0 a 0 con el equipo de Falcioni, en Racing saltó la ficha y las paredes explotaron de bronca entre los propios jugadores. Pedazos de ellos repercutieron con fuerza en todos los medios. “Racing parece un teatro de revistas”, tiró Gabriel Hauche, y su comentario quedó inmortalizado como aquél de Latorre. Es que, más allá de claras diferencias, lo del “Demonio” fue un ejemplo más de las miles de comparaciones que pude disparar el fútbol y cada una de las situaciones que lo rodea.
La mala racha de un equipo, un jugador de lengua suelta, un DT por demás analista o que vuelca todos sus años en dos palabras, también situaciones de la vida personal que los actores trasladan a su trabajo como profesionales de la redonda. Absolutamente todo puede originar comparaciones y explicaciones como sólo “el fútbol” es capaz de reproducir. Recordar algunas de ellas nunca viene mal.
ESO NO ES CHAMPAGNE. “Señorita esto no contiene bebida alcohólica, esto es ‘Gatorei’”, Bilardo dixit (foto).
{La Gaceta}
Tags: Carlos Bilardo, Diego Latorre, Frases do universo boleiro, Gabriel Hauche -
November 24th, 2011Automobilismo
2011 é o ano do 20º aniversário do tricampeonato de Ayrton Senna, na Fórmula 1, e contrariando aquela máxima - que é mínima e só leva a estima para baixo - “Brasileiro não tem memória”, pilotos deverão continuar a lembrá-lo!
No GP do Japão, agora, em 9 de outubro, Bruno Senna deu início aos recuerdos, colocando no capacete as datas das conquistas do tio (imagem acima). Virá também a bandeira, que fez parte de uma campanha do Instituto Ayrton Senna, com centenas de fotografias de participantes da promoção.
Longe de medir os bons fluidos que acompanham homenagens, quem vai reviver uma das mais marcantes é o Rubens Barrichello. Rubinho, em 1995, embargou milhões de gargantas quando ele e o Sid Mosca - mestre das concepções e pinturas dos capacetes - bolaram o famoso efeito. Explico: um ano depois de Ímola, o piloto brasileiro da Jordan percorria Interlagos com o capacete sobre o do Senna, uma obra de arte em grafismo, e maior ainda em coração.

Hoje, Barrichello postou foto com a próxima homenagem, adivinha? A reedição de 1995!

Outras formas de respeito ao tricampeão certamente surgirão até ser formado o grid paulistano, e pelo visto, uma tão bonita quanto a outra.
Parabéns pelos 20 anos e aos que os rememoram nas pistas! (RAG)
Tags: 20 anos do Tri de Ayrton Senna, Ayrton Senna, Bruno Senna, GP de Interlagos (F1), GP do Japão (F1), Rubens Barrichello, Sid Mosca -
November 22nd, 2011Futebol
Por causa de um link de vídeo sobre a ocupação da USP pela Polícia Militar de SP, divulgado na semana passada, o Dissonância chegou à Rede TVT, do ABCD paulista.
A surpresa legal foi encontrar, no equivalente a vídeos relacionados da emissora, esta reportagem sobre a várzea.
Recheada de muito churrasco, cervejinha, bola na canela, grama arenosa, foguetes/rojões e dados colhidos junto à Federação Paulista de Futebol Amador e da Liga de Futebol Amador de São Bernardo do Campo, a matéria conduzida pelo repórter Bruno Mascarenhas no programa “ABCD em Revista” ilustra consideravelmente o esporte bretão no poeirão, versão “amador”.
Vale a pena o clique nas 3 (três) teclas de play abaixo. (RAG)
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{Rede TVT}
Tags: ABCD em Revista, Bola na várzea, Federação Paulista de Futebol Amador, Liga de Futebol Amador de São Bernardo do Campo (SP), Rede TVT -
November 22nd, 2011Esportes
Era final de outubro e as denúncias sobre corrupção no Ministério do Esporte estavam em evidência, e não demorou para que o Observatório da Imprensa ligasse os radares e analisasse a questão.
Por mais que Orlando Silva hoje não esteja à frente da pasta, uma vez que assumiu o seu lugar Aldo Rebelo, deputado federal, os debates do OI podem não ser totalmente atualizados, mas, infelizmente, a estrutura, tanto da imprensa que denuncia muitas vezes sem escrúpulos quanto da rede de corrupção levantada, tende a permanecer. Estejamos atentos para que não, e é sempre importante saber dos argumentos que estão flanando por aí. (RAG)
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Tags: Corrupção no Ministério do Esporte, Observatório da Imprensa, TV Brasil -
November 20th, 2011Futebol
Enquanto 2014 não chega e não houve uma nova alusão filatélica a alguma Copa do Mundo, encerra-se a nossa série “Copas Seladas”.
Para quem acompanhou os 8 (oito) posts, sem dúvida muita coisa é inédita e também será perante quem não se ligava nos detalhes dos selos, estas obras de arte que circulam o mundo e poucos olham para elas.
Assim como foi tratado o futebol em Copas pelos nossos Correios, todas as modalidades esportivas recebem homenagens ao longo do mundo, e de agora em diante serão trazidas para o blog outras destas peças de maravilhosos coloridos, formatos, idiomas, propósitos, culturas etc.
Publicar estes posts do setor de filatelia dos Correios tem o caráter tão presente no Lado D, de história, de compartilhar materiais de temática esportiva que chegam ao Dissonância, ou diretamente ao blog, proporcionando atenções diferentes.
Parabéns ao “Blog Correios Online - Filatelia”, estaremos sempre de olho no que rola por lá! Quem quiser acessá-lo e ficar por dentro do universo dos selos, as direções virtuais são as seguintes:
* http://blog.correios.com.br/correiosonline;
* http://www.twitter.com/revistacofi.
“Entre para a turma que coleciona aventuras”! (RAG)
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Alemanha 2006 e a Vez da África em 2010
Chucrute 2006
Para a Copa da Alemanha os Correios voltaram ao formato de selo quadrado, reproduzindo integralmente a logomarca oficial da competição, inclusive com o nome do país anfitrião em inglês. Foram acrescentados apenas o valor do selo e o país emissor inseridos em duas flâmulas verde e amarela emoldurando a logo. O título da emissão aparece em uma bandeirola no canto superior esquerdo.
Este foi um processo criativo tão simples que dessa vez nenhum artista foi convidado para desenhar o selo, a arte-final ficou por conta do próprio setor de criação e arte dos Correios que lançou o selo no dia 19 de abril.

A vez da África do Sul
Finalmente, chegamos à 19ª edição da Copa do Mundo, a primeira a ser realizada no continente africano.
O selo, lançado no dia 6 de junho, mostra, ao centro, uma imagem da América do Sul e da África com os mapas do Brasil e da África do Sul cobertos por suas respectivas bandeiras nacionais. Na faixa que circunda o selo estão dispostas as bandeiras dos demais países que participam da Copa de 2010, um recurso parecido com o que foi utilizado nas logos das Copas de 78 e 82.


Dois jogadores de futebol estilizados complementam a imagem central. As bandeiras do Brasil e da África do Sul compõem a imagem de fundo na arte-final concebida por Alan Magalhães.
Pela primeira vez, todos os 32 países que participam de uma edição da Copa do Mundo estão representados com suas bandeiras em uma emissão postal brasileira e, curiosamente, a bandeira da Alemanha é a única que foi colocada de cabeça para baixo.

Chegamos ao final desta série que falou um pouco sobre os selos brasileiros com temas relacionados à Copa do Mundo de Futebol.
{Blog Correios Online - Filatelia}
Tags: Copa do Mundo África do Sul 2010, Copa do Mundo/Alemanha 2006, Filatelia, Série "Selos das Copas" -
November 20th, 2011Futebol
Novos argumentos que pegam carona na Copa 2014…
Tem os que se repetem, mas no decorrer da expressão, ganha outro contexto, pesos diferentes, iguais na visão atenta ao que anda rolando no cenário futebolístico nacional, e no internacional também, este como forma de espelho para o de cá.
Pertinente o questionamento sobre o Maracanã em 2014, pois toda a sua história corre o risco de não ganhar novas páginas (in)justamente com o dono da casa, o time do Brasil. Quer dizer, dono moralmente, já que no papel, pelo que tem sido divulgado, o Maraca vai ser outra instância nacional que cairá ante a privatização. E com gringo no meio!
Quando o autor fala sobre a questão dos estádios, traz outra relevância no olhar, principalmente no que tange à mudança dos nomes dos mesmos. Como se não bastasse ser ridículo ficar alterando os nomes tradicionais no Brasil, como estádios, campos, para arena, pior ainda é tentar mudar Parque Antarctica/Palestra Itália para qualquer empresa, ou a Baixada do Furacão, o xaveco marqueteiro em torno do futuro estádio, ops, “ARENA”, do Corinthians…
Só não dá para engolir o motivo pelo qual um Mané Garrincha não pode ser em Brasília, Rei Pelé em Maceió, afinal, são heróis do futebol nacional, e por isso eles têm milhares de municípios para homenageá-los, o que não se mede por importância econômica ou de quantidade de partidas importantes, como foi alegado em prol do Maracanã. Homenagem é homenagem, não se discute. E se o Santos deixou Urbano Caldeira e o Botafogo tem a concessão do campo com o nome do ex-presidente da Fifa, o problema não é do Distrito Federal ou de Alagoas. Criticado por homenagear é deselegância, no mínimo.
“O Maior do Mundo” é importante pela história, assim como outros que estiveram na Copa de 1950 e estão esquecidos pelo engodo de “padrão Fifa” ou “legado da Copa”… Ou viraram estacionamento ou condomínio… Queimar dinheiro é uma coisa, arranjar padrão disso, turista bem recebido daquilo é outra, portanto, sem essa de Rio de Janeiro mais importante que Manaus, São Paulo que Fortaleza, e por aí vai… Isso é percepção que desagrega, intra-ariana! Mas se o Maracanã vai ser o único da Copa brasileira anterior, nada mais óbvio que o Brasil jogase nele na classificatória.
Para isso recorro ao futebolês, “se não ganha jogo”. (RAG)
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O futebol perde a sua alma
por Mair Pena Neto
Em um dos poucos sucessos populares que fez ao longo de sua atribulada carreira, o cantor e compositor Sergio Sampaio emplacou um samba, de autoria de seu pai, maestro Raul Sampaio, que cantava as atribulações de um homem que casara com uma mulher terrível, “uma jararaca”, que acaba o deixando, “nas garras de um avião”, anunciando que ia para o Rio de Janeiro ver o escrete brasileiro jogar. O apelo popular da letra estava, entre outros elementos, no fato de que o Rio de Janeiro era o palco maior do futebol e da seleção nacional.
Pois esse mesmo Rio de Janeiro, que viveu a dor da perda da Copa de 50 e as delícias da folha seca de Didi, de por gente pelo ladrão para ver a vitória sobre o Paraguai, gol de Pelé, que nos levou à Copa de 70, e da exibição salvadora de Romário contra o Uruguai, que selou o passaporte para o tetra, está ameaçado de sequer ver o escrete jogar na Copa de 2014, caso a seleção não chegue à final.
Os idiotas da objetividade, como os chamava Nelson Rodrigues, enchem o peito para dizer que o Brasil estará na final, ignorando os caprichos do futebol, que a história não cansa de mostrar e que os próprios cariocas e brasileiros em geral viveram em 1950. O que importa, no caso, é a absoluta falta de sensibilidade e respeito à capital do futebol brasileiro e seu maior templo, o Maracanã, que também está sendo inteiramente descaracterizado.
O futebol virou um grande negócio, e com isso perde sua alma. Não há mais compromisso com os valores que o tornaram uma grande paixão. O escrete brasileiro, fator de identidade nacional, está totalmente sem personalidade, com jogadores que atuam fora do país, ganhando fortunas, e que não transmitem o menor orgulho de vestir a camisa amarela. A CBF comanda o processo de descrédito, promovendo amistosos da seleção pentacampeã mundial com adversários sem expressão, que não despertam interesse nem no mais apaixonado torcedor.
Em qualquer país que viva o futebol como nós, quando a seleção nacional joga não há muitos fatos que possam concorrer em importância. Os jornais fazem grandes coberturas e os resultados são analisados em termos de significado e de estatística. Os últimos jogos da seleção brasileira têm sido tão desprestigiados, que nem os maiores jornais do país têm enviado repórteres para acompanhá-los. Os resultados sequer são a principal notícia dos cadernos esportivos, como se não estivéssemos nos preparativos para a Copa de 2014, que vamos sediar depois de 64 anos.
Esta descaracterização do futebol se estende também aos estádios, outro (ex) fator de adoração. Se o Maracanã, e o que vai sair da reforma que está sendo feita lá a custos astronômicos, é o maior exemplo, outros casos mostram a pouca importância que se dá a nomes tradicionais, ligados à história do nosso futebol. Brasília, por exemplo, já batizou de Estádio Nacional de Brasília a nova arena que constrói para 2014, enterrando de vez o nome de Mané Garrinha, que batizava o campo da capital. O nome de Mané, por sinal, deveria estar em algum dos principais estádios brasileiros, talvez ligado ao Botafogo, onde sempre brilhou, mas por aqui se valorizam mais os cartolas, e o último estádio construído no Rio, que até hoje não encontrou sua alma, levou o nome do mais notório deles.
Mané Garrincha estava perdido em Brasília, local sem a menor tradição de futebol, assim como o rei Pelé é nome de estádio em Alagoas, enquanto a Vila Belmiro do Santos, time que imortalizou, leva o nome de um benemérito, que por mais que tenha feito não chega aos pés do mais famoso camisa 10 do mundo.
A tendência dos estádios brasileiros é seguir o que já acontece na Europa, onde as corporações engoliram o futebol. O estádio do Arsenal chama-se Emirates Stadium; o do Bolton, Reebok Stadium; e o do Bayern, Allianz Arena. Não demora muito e nomes familiares, como Pacaembu, Beira-Rio, Serra Dourada e Fonte Nova darão lugar a arenas qualquer coisa, tirando mais uma fatia da identidade da maior paixão nacional.
Só falta os times trocarem seus nomes pelos dos patrocinadores, que ocupam espaços cada vez maiores nos uniformes, prejudicando os desenhos e cores originais. Isso me faz lembrar a revolta de Oldemário Touguinhó, quando o vôlei deixou de ser jogado pelos clubes e foi assumido por empresas, inicialmente as de seguro. Bem a seu jeito ruidoso, Oldemário se virava para nós, na redação do Jornal do Brasil, e perguntava se alguém podia imaginar a torcida gritando “Sul América, Sul América” ou “Bradesco, Bradesco”, no lugar de Fluminense, Flamengo, Vasco ou Botafogo. Será que caminhamos para isso?
{Direto da Redação}
Tags: CBF, Copa do Mundo Brasil 2014, Fifa, Maracanã, Seleção de Futebol/Brasil -
November 19th, 2011BasquetebolTags: Jam (Michael Jackson), Música, Vídeo D Hoje -
November 14th, 2011FutebolDireto para Hellcife!!! (RAG)
Tags: Copa do Mundo Brasil 2014, Recife, Série "Brasil 2014 - A Viagem da Copa Começa Aqui" -
November 14th, 2011FutebolO segundo episódio da série traz o São Paulo, o Tricolor do Morumbi! (RAG)
Tags: Morumbi, São Paulo Futebol Clube, Série "Brasileirão Petrobras - A Energia de Todas as Torcidas" -


Novas idéias sobre eles… adivinha? (RAG)
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Megaeventos: de onde vem a corrupção?
por Eliomar Coelho
O clima é tenso! Governo abrindo mão da saúde pública, planos de “modernização” da educação básica, e agora se deflagra a influência, sem limites, de instituições a quem o Brasil e o Rio gentilmente resolveram hospedar. Cria-se, assim, um ambiente amistoso, de hoje para além de 2016, para recebê-las. Sobra, na outra via, hostilidade no tratamento com a nação e sua população.
Alguns documentos, relatos e aberrações não podem passar desapercebidos. A pesquisadora Kátia Rubio, professora da USP, expressou em artigo publicado no blog “Psicologia do Esporte”, sua indignação e espanto porque teve seu trabalho ameaçado/inquirido pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Segundo relato da acadêmica, o COB informou que o livro teria que ser recolhido porque a professora usou termos exclusivos do Comitê Olimpíco Brasileiro” como esporte, educação e valores olímpicos. “O uso dos termos ‘olímpico’, ‘olímpica’, ‘olimpíada’, ‘Jogos Olímpicos’ e suas variações são de uso privativo do Comitê Olímpico Brasileiro no território brasileiro”, argumentava o documento do COB.
Fato é que a lei federal 12.035/2009 - o chamado Ato Olimpíco - estabelece que as autoridades deverão atuar no controle, fiscalização e repressão de atos ilícitos que infrinjam os direitos sobre os símbolos relacionados aos Jogos Rio 2016. A lei veda a utilização de qualquer símbolo relacionado aos jogos olimpícos, incluindo, além das denominações citadas, o emblema, a bandeira, o hino, o lema e as marcas, entre outros itens. Também insere, na lista, variações relacionadas que venham a ser criadas, em qualquer idioma, inclusive aquelas de domínio eletrônico em sítios da internet. A vedação estende-se à utilização de termos e expressões que, apesar de não se enquadrarem no rol de símbolos, possuam semelhança suficiente para provocar associação indevida.
Em tramitação no Senado, a Lei Geral da Copa - que protege a propriedade e os símbolos e marcas da Fifa -, na prática, “expropria a cidade do controle de seu próprio território”, na opinião do professor Carlos Vainer, da UFRJ. A crítica está na matéria “O excepcional Mundo da Fifa”, da Brasil de Fato. Um bom exemplo dos reflexos desta legislação ocorreu na África do Sul. Durante a vigência da Lei da Fifa neste país, uma companhia aérea se autodenominou “A transportadora Nacional Não-Oficial da Você-Sabe-o-Que”, ao promover campanha publicitária.
É claro que não sustento aqui que a corrupção vem de fora. No entanto, é curioso (ou acintoso) assistir a esse tipo de desvio, que ostenta consigo uma patente, a patente da FIFA. A questão é que não fomos pegos de surpresa. Conhecíamos (pelo menos os responsáveis pelas candidaturas) a experiência malograda da África do Sul, no que diz respeito aos campos da política e dos direitos. No Canadá, a resposta dada pela Justiça sobre ação contra o COI é que as “regras olímpicas” eram conhecidas quando da canditura da cidade aos Jogos de Inverno de 2010.
Foi dessa maneira que o Maracanã foi desfigurado, mesmo sendo Patrimônio Histórico Cultural, até então protegido por lei nacional. Corrupção não significa apenas roubalheira premeditada e descarada de verba pública. Mas a imoralidade no tratamento da coisa pública, em sua abrangência.
No Rio de Janeiro, assim como outras cidades que devem construir e construir e construir foram registradas centenas de denúncias sobre remoções forçadas. Passar por cima dos Direitos Humanos é crime. Na Câmara dos Vereadores não houve interesse em investigar em CPI todas essas arbitrariedades. As vozes não podem continuar a ser abafadas a despeito de proclamarmos depois que não sabíamos…
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Tags: Ato Olímpico (Lei Federal 12.035/2009), Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Comitê Olímpico Internacional (COI), Fifa, Lei Geral da Copa, Maracanã, Regras olímpicas
