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April 28th, 2012Futebol
Da última terça-feira ao 3 de maio, acontece no CineBancários a mostra de cinema “Futecine - Convergência de Paixões”.
Na linguagem do esporte bretão, vai começar o segundo tempo do evento neste sábado, com o debate que traz o curador das sessões, Giba Assis Brasil, do Luiz Zini Pires (colunista da editoria “Esportes”, Zero Hora), mais o Sérgio Xavier (diretor de redação, Revista Placar).
Estarão em cartaz materiais feitos no Brasil e no exterior, num total de sete filmes e uma série de curtas-metragens. Criado a partir de parceria entre o SindBancários e o movimento Convergência Colorada, o Futecine tem entrada franca e conta com o apoio do Clube de Cinema, do blog Impedimento e da Perestroika Escola de Atividades Criativas.
É uma oportunidade para cinéfilos e fãs da temática esportiva ampliarem o conhecimento além das partidas televisionadas, nas quais, ultimamente, narradores e comentaristas vestem a camisa 10 imaginária e, não raro, se acham tão ou mais importantes que os próprios boleiros. Através destas produções, também é possível constatar a face menos glamour dos altos salários e observar que, independente do país, os jogadores vêm de origem social semelhante e são humanos, e não as máquinas que torcida, cartolas e mídia insistem em transformá-los.
Quem passar em Porto Alegre/RS até a próxima quinta-feira, é chegar no CineBancários, situado na Rua General Câmara, nº 424 - Centro, e fazer parte do escrete!
No caso de estar longe da capital gaúcha, a seguir, é possível ler a conversa, feita através de e-mail, com a Bia Barcellos, curadora da sala de cinema do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Sul, e com o Caio de Castro, da Convergência Colorada. Para completar a série de informações, as sinopses dos títulos exibidos e vários trailers, pois quem está longe terá a chance de anotar os nomes e procurá-los na Internet, locadoras, lojas mais próximas e levar para casa as indicações do evento.
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Lado D dos Esportes - Na programação do CineBancários sempre há espaço para audiovisuais ligadas ao contexto esportivo, desde lançamentos de longas-metragens com direito à presença dos diretores, às mostras como o Futecine. O que agrega incluir na programação da sala material com essa temática? Por que produzir o Futecine, que também trará o bate-papo aberto ao público com pessoas ligadas ao futebol?
Bia Barcellos - O CineBancários realiza sistematicamente mostras de filmes onde estão presentes temas significativos para a cultura popular, como é o caso do esporte e, mais especificamente, do futebol. 265 milhões de pessoas praticam o futebol em ligas amadoras e profissionais no mundo, tornando-o um tema de especial interesse para o público espectador da sala. O cinema, através de diversas visões, abordagens e linguagens, aproxima a arte ao futebol, retrata a importância desse esporte até para a constituição da identidade cultural do nosso país. Enfim, não há como uma sala de cinema de rua, com um compromisso relacionado a sua linha de programação, excluir o futebol de sua tela.
Caio de Santi - Futebol e Cinema são paixões nacionais. A variedade de emoções que ambos causam fascina seus espectadores. No mundo do futebol, assim como no cinema, temos momentos de aventura, suspense, drama, comédia, terror e até mesmo cenas impróprias para menores. É essa montanha russa de emoções que apaixona todos e por isso são uma combinação perfeita.
Com tantos temas abordados, discutir o futebol é discutir o ser humano, seus mais primitivos instintos e suas relações com seus pares. Aprofundar o debate sobre o futebol e sair das 4 linhas facilita a compreensão que este esporte não é só habilidade, técnica e garra, mas depende principalmente das relações humanas, seus desejos, aspirações e sonhos. A compreensão desta complexidade facilita a gestão dos clubes e proporciona melhores condições para alcançar seus títulos, o objetivo de todos os clubes e todas as torcidas!
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. Sinopses .
Maldito Futebol Clube (de Tom Hooper)
Reino Unido, 2009, 97min, FicçãoCinebiografia de Brian Clough (Michael Sheen), um dos principais artilheiros do futebol inglês. O longa foca seus 40 dias como técnico do Leeds United (20 de julho a 13 de setembro de 1974), no qual ele foi crítico ao estilo duro de jogo e hostil ao técnico anterior, Don Revie (Colm Meaney). Meses depois, iniciaria uma vitoriosa trajetória no Nottingham Forest, minúscula equipe britânica. [Trailer]
Rudo e Cursi (de Carlos Cuarón)
México e EUA, 2008, 110min, FicçãoGael García Bernal e Diego Luna repetem a parceria bem-sucedida frente às câmeras de “E Sua Mãe Também” nesta comédia dramática. Toto (Gael García Bernal) e Beto (Diego Luna) são dois irmãos que vivem uma relação de amor e ódio enquanto competem por um espaço no mundo do futebol profissional. [Trailer]
Boleiros - Era uma vez o futebol (de Ugo Giorgetti)
Brasil, 1998, 97min, FicçãoNum típico bar paulistano, com fotos de jogadores espalhadas pelas paredes, um grupo de homens tem algo em comum: todos são boleiros, profissionais e ex-profissionais do futebol. Eles costumam se reunir ali para falar sobre jogos, atletas, times e juízes. Dessas conversas surgem lembranças de fatos e personagens insólitos do futebol, num clima de nostalgia debochada. Os episódios são tão familiares e relatados com tanta habilidade que acabamos nos convencendo de que todas as pessoas realmente têm uma história que vale a pena conhecer, só precisam aprender a contá-la.
Programa de Curtas: Futebol, Paixão Nacional
Programadora Brasil, 108minNeste programa de curtas-metragens, o binômio futebol e cinema é considerado estratégico para a construção de um sentimento de nacionalidade brasileira. Os seis filmes não só focam o futebol como demonstram a enorme contribuição oferecida pelo esporte nacional para a história social, política e econômica do país. Embora diferenciados em seus formatos e linguagens - uns são genuinamente documentários, outros ficcionais -, todos tratam de uma questão crucial para o pensamento filosófico popular brasileiro: o futebol é o ópio do povo?
Além disso, os filmes apontam para questões exóticas, idiossincráticas e epifenomenais produzidas pelo futebol, pela ótica de quem constrói o cinema brasileiro e tem amor pela pelota.
Filmes: “Barbosa”, de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado (RS, 1988, Ficção, Colorido, 13min); “Gaviões”, de André Klotzel (SP, 1981, Documentário, Colorido, 25min; “Loucos de futebol”, de Halder Gomes (CE, 2007, Documentário, Colorido, 22min); “Mauro Shampoo - Jogador, cabeleireiro e homem”, de Leonardo Cunha Lima e Paulo Henrique Fontenelle (2006, Documentário, Colorido, 22min); “O mundo segundo Silvio Luiz”, de André Francioli (SP, 2000, Experimental, Colorido, 6min); “Rádio gogó”, de José Araripe (BA, 1999, Ficção, Colorido, 20min).
Linha de Passe (de Walter Salles)
Brasil, 2008, 113min, FicçãoNo coração de uma das maiores metrópoles do mundo, quatro irmãos tentam reinventar suas vidas. Reginaldo, o mais novo, procura obstinadamente seu pai, que nunca conheceu. Dario sonha com uma carreira como jogador de futebol profissional. Dinho, frentista em um posto de gasolina, busca na religião o refúgio para um passado obscuro. Dênis, o mais velho, é pai e ganha a vida como motoboy. No centro desta família está Cleuza, 42 anos, grávida do quinto filho. Ela trabalha duro como empregada doméstica enquanto luta para manter os filhos na linha. Para sobreviver à brutalidade de uma cidade onde as oportunidades se afunilam, eles só podem contar um com o outro. [Trailer]
1958 - O ano em que o mundo descobriu o Brasil (de José Carlos Asbeg)
Brasil, 2008, 88min, DocumentárioA história do primeiro título mundial do futebol brasileiro contada pelos próprios protagonistas. Entrevistas com João Havelange, Paulo Planet Buarque, Luiz Mendes, Mário de Moraes, João Máximo, Luiz Carlos Barreto, Villas-Bôas Corrêa, Just Fontaine, Raymond Kopa, Roger Piantoni, Nils Liedholm, Agne Simonsson, Kurt Hamrin, Victor Tsarev, Mel Charles, Helmut Senekowitsch, Tommy Banks, Sigvard Parling, Paulo Amaral, Mário Trigo, Orlando Durate, Flavio Costa, Gösta Löfgren, Giuliano Sarti, Terry Medwin, Lennart JoHansson, Bengt Agren, Bo Hansson, Anatolji Iljin, Nikita Simonian, Vladimir Kessarev, Johann Buzek, Lars-Gunnar Björklund, Brian GlanVille, Owe Ohlsson e Torsten Lindberg. [Trailer]
À procura de Eric (de Ken Loach)
Bélgica, Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália, 2009, 116min, FicçãoEric Bishop (Steve Evets) é um carteiro que sente que sua vida está sendo desperdiçada. Ele não consegue enfrentar Lily (Stephanie Bishop), sua esposa, por quem se apaixonara há 30 anos. Apesar de seus esforços para reagir, nada dá certo. O único jeito de relaxar é fumando um baseado, o que faz com que tenha ilusões com o ex-jogador de futebol Eric Cantona. Assim, Eric passa a receber conselhos de seu novo amigo, que lhe ajuda a superar o momento difícil que atravessa. [Trailer]
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. Grade de horários .
24 de abril (terça-feira)
15h - À procura de Eric
17h - Boleiros - Era uma vez o futebol
19h - Abertura e coquetel
20h - Rudo e Cursi25 de abril (quarta-feira)
15h - Programa de Curtas: Futebol, Paixão Nacional
17h - Maldito Futebol Clube
19h - Linha de Passe26 de abril (quinta-feira)
15h - 1958 - O ano em que o mundo descobriu o Brasil
17h - À procura de Eric
19h - Boleiros - Era uma vez o futebol27 de abril (sexta-feira)
15h - Rudo e Cursi
17h - Programa de Curtas: Futebol, Paixão Nacional
19h - Maldito Futebol Clube28 de abril (sábado)
14h - Linha de Passe
16h - DEBATE: Futebol e Cinema, convergência de paixões.
Com Sérgio Xavier, diretor de redação da revista Placar, Luiz Zini Pires, colunista de Esportes do jornal Zero Hora e Giba Assis Brasil, cineasta. Moderação: blog Impedimento.
19h - 1958 - O ano em que o mundo descobriu o Brasil29 de abril (domingo)
15h - Boleiros - Era uma vez o futebol
17h - Rudo e Cursi
19h - À procura de Eric1º de maio (terça-feira)
15h - Programa de Curtas: Futebol, Paixão Nacional
17h - 1958 - O ano em que o mundo descobriu o Brasil
19h - Linha de Passe2 de maio (quarta-feira)
15h - À procura de Eric
17h - Boleiros - Era uma vez o futebol
19h - Maldito Futebol Clube3 de maio (quinta-feira)
Tags: CineBancários, Filmes, Mostra Futecine - Convergência de Paixões
15h - Rudo e Cursi
17h - Linha de Passe
19h - 1958 - O ano em que o mundo descobriu o Brasil -
April 28th, 2012Esportes
Importante o bate-papo entre Juca Kfouri e o deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, do PSOL.
Nos cinco vídeos, a dupla troca idéias sobre um punhado de assuntos, que vai da Olimpíada de 2016, sem esquecer das “empreiteiras de imenso espírito olímpico”; CPI das Milícias; a continuação do filme “Tropa de Elite” e o documentário “Ônibus 174″; e claro, da Copa do Mundo 2014 e seus tantos vícios, como o despejo dos moradores dos arredores das obras, a destruição do Maracanã, e o óbvio: há culturas diferentes entre estádios na América do Sul e na Europa!
Freixo apresenta também para o espectador a “Cidadania de Aplausos”, onde o que cabe à população não seja seria apenas bater palmas, mas que possa ser mais participativa, possa ser viver e interferir no futuro do lugar em que vive. (RAG)
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Tags: Copa do Mundo Brasil 2014, Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016, Juca Kfouri, Juca Kfouri e Marcelo Freixo, Maracanã, Marcelo Freixo, Politicagem -
April 26th, 2012Esportes
Héroes deportivos, dopaje, nacionalismo de Estado
Los casos como los protagonizados por la atleta Marta Domínguez o el ciclista Alberto Contador han dado rienda suelta a la demagogia nacionalista más barata.
por Carlos Taibo
[Periódico cnt nº 387 - marzo 2012]Es conocido el papel que se asigna entre nosotros al deporte de masas, manifiestamente mercantilizado y profesionalizado en estos tiempos que corren. Uno de sus objetivos mayores consiste en alejar la atención de los problemas más importantes y en esconder, en paralelo, las diferencias de clase sobre la base de la fantasía de que todos somos copartícipes de la misma aventura deportiva. Por detrás, y al servicio de estos intereses, se halla a menudo un nacionalismo de Estado que entiende que los valores correspondientes bien merecen una competición internacional a través de la cual se dirimirían las virtudes de unos y de otros. El despliegue material de ese interesadísimo y alienador proyecto se sirve, si así se quiere, de dos grandes instrumentos. Si el primero lo configuran los equipos nacionales, el segundo lo aportan los héroes individuales. Aunque en una lectura inicial los equipos nacionales son al respecto más rentables - qué curioso fue que en un país en el que lo colectivo ha sido lapidado se recordase una y otra vez que el éxito de “La Roja” se derivaba, precisamente, de la excelencia de su juego colectivo -, en modo alguno pueden desdeñarse los activos que proporcionan los héroes individualizados. No se olvide que estos últimos, que suelen competir todo el año, encajan de manera más rápida y fluida con el individualismo del discurso dominante.
A su amparo se produce, por lo demás, el enaltecimiento de figuras personales que, con frecuencia altivas, mal encaradas y siempre relacionadas con el dinero, no son precisamente edificantes, y ello pese a que la propaganda del sistema guste de presentarlas como genuinos modelos de esfuerzo y superación. Recuérdese que las más de las veces estos personajes se entregan al fraudulento negocio de la publicidad comercial y que, a tono con lo que ocurre con muchas de las empresas más truculentas, dedican algunos minutos de su precioso tiempo a actividades presuntamente solidarias que permiten ocultar sus vínculos con lo peor del capitalismo y sus reglas. ¿Hemos olvidado ya los cursos de conducción ecológica que imparte Fernando Alonso? Ninguna de esas miserias ha salido a la luz al amparo de las disputas que en los últimos años han tenido como origen el dopaje, supuesto o real, de algunos de nuestros héroes deportivos. Más bien parece, antes al contrario, que las cosas van a peor. Piénsese que casos como los protagonizados por la atleta Marta Domínguez o el ciclista Alberto Contador han dado rienda suelta a la demagogia nacionalista más barata. Ahí está, para certificarlo, el cierre de filas que al respecto han protagonizado políticos y periodistas.
Con sorprendente unanimidad hablan de lo que no saben y ni siquiera dejan un pequeño margen para la duda en lo que se refiere a la conducta de profesionales de deportes en los que llueve sobre mojado. Nada retrata mejor lo anterior que las declaraciones del ex presidente español, José Luis Rodríguez Zapatero, en un abierto e hilarante ejercicio de exculpación de Alberto Contador que sólo puede explicarse en virtud del electoralismo más lamentable. A lo dicho se agrega entre nosotros - no lo olvidemos - un sistema de control y de sanciones que parece inevitable describir como muy laxo (no entro ni salgo en la idoneidad de las normas establecidas, sometidas a polémicas que - adelanto - no dejan de tener su interés). Tan laxo es ese sistema que acaso no debería inquietarnos tanto la imagen derivada de lo que pueda hacer un deportista determinado como la percepción general de que para las instancias españolas correspondientes todo, o casi todo, vale. Por si poco fuera, por detrás se aprecia consistentemente un prurito nacionalista que invoca leyendas negras y conspiraciones internacionales. Agreguemos que el terreno en el que nos movemos muestra similitudes muy notables con el que aporta el desgraciado escenario político que arrastramos. Eso es lo que invita a concluir, al menos, el caso de Marta Domínguez, rápidamente convertida en senadora a la manera de lo que sucede con presidentes o alcaldes corruptos que se mueven, sin embargo, en olor de multitudes. No me resisto a dejar de lado una última observación, que da cuenta de una más de las muchas secuelas del star system que padecemos: es fácil intuir lo que piensan muchos deportistas de segundo orden que han sido sancionados por dopaje y no han apreciado en estamento alguno esa solidaridad monocorde que beneficia a los Contador y las Domínguez. Y es que también en esto, consecuente como es, la miseria dominante separa a los de arriba y a los de abajo.
{La Haine}
Tags: Alberto Contador, Doping, Fernando Alonso, Marta Domínguez, Politicagem, Seleção de Futebol/Espanha -
April 25th, 2012Futebol
Desde 2007, quando Joseph Blatter anunciou na Suiça o Brasil como país-sede da Copa 2014, além da alegria que tomou conta de parte do “País do Futebol”, não demorou para que rusgas também figurassem no clima do Mundial.
Escolha das 12 cidades-sede; projetos dos estádios; infra-estrutura custeada ou não com dinheiro público; andamento das obras; Lei Geral da Copa; corrupção na Fifa e na CBF; qualidade técnica da Seleção Canarinho; são alguns dos itens que tornaram o brasileiro comedido com o mega-evento futebolístico.
O âmbito internacional do anúncio em Zurique chegou a esse corpo-a-corpo local, onde cada ajuste tem sido disputado palmo a palmo, Estado a Estado, e até mesmo clube a clube. Em nível clubístico, as grandes disputas foram a saída do Morumbi do São Paulo Futebol Clube e a entrada do Itaquerão corintiano, e o Gre-Nal com a Arena do Grêmio e o escolhido Beira-Rio, do Internacional.
No Rio Grande do Sul, o impasse no formato de custeio da reforma do estádio colorado chegou a alimentar a esperança do Tricolor gaúcho, porém, mesmo com o atraso no reinício das obras - o começo, apesar de tímido, deu-se em dezembro de 2010 e parou em maio de 2011 -, a bola vai rolar à beira do Guaíba.
Entre empecilhos de construtora, Banrisul e o Inter, a rivalidade entrou em campo e não faltaram argumentos para as provocações dos lados azul e vermelho, no caso deste, houve até disputa interna nas tendências da cartolagem. Nos últimos meses, sem dúvidas, as construtoras OAS (Grêmio) e Andrade Gutierrez (Colorado) foram tão faladas quanto o Gladiador e Leandro Damião.
Inúmeras teorias da conspiração saíram dos salões de presidentes e conselheiros da Azenha e da Padre Cacique, repercutindo na imprensa e na boca da galera, de forma a se tornarem curiosas pela riqueza de criatividade.
Uma parte do repertório vem a seguir, com as múltiplas opiniões de seis torcedores, três de um lado, três do outro, todas transcritas na íntegra a fim de passar seus verdadeiros contextos. As perguntas incidiram em questões como “Vale a pena ter estádio próprio e arrendá-lo às construtoras por 20 anos?” e ”Acha interessante apagar parte da história com as destruições do Olímpico (Grêmio) e do Eucaliptos (Inter)?”.
Imaginação e argumento são o que não falta! (RAG)
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“O que é melhor, comprar um carro novo ou querer reformar um Chevette? Vale a pena reformar uma coisa velha? Tu não vai agregar valor nenhum. São Paulo tem estádio público, e o Grêmio, vai jogar em que lugar, no Beira-Rio? Entendeu? Tem que construir, sim, é uma zona que vai valorizar muito Porto Alegre, é um estádio novo, moderno, com fácil acesso para a região metropolitana, fácil acesso de Porto Alegre, não vai ter que atravessar a cidade para ir ao estádio, não é vantagem? Alguém vai construir uma casa e dar pra ti? Aliás, o terreno não é do Inter, é uma concessão da prefeitura, de que adianta tu ter uma coisa se ninguém vai dar nada de graça? Louco quem acreditou que o Inter tinha dinheiro para reformar, essa é a balela do presidente, que na hora que teve que botar o dinheiro, não tinha. Nem tinha o dinheiro e ninguém quis dar garantia, por isso que demorou a sair, ninguém acreditou que reformar um prédio velho era melhor que um novo. Como o do Grêmio, teve algum problema de financiamento? Porque ninguém investe em prédio velho! Se tu for comprar uma casa, vai ficar pagando quantos anos para o governo? Ninguém te dá nada de graça, foi um negócio. Por que que ninguém pode ver o contrato do Inter? Por que o contrato do Inter é sigiloso e o do Grêmio é aberto? Por que o conselheiro do Inter tem que andar de segurança para ver o contrato? Não é permitido que olhe o contrato sozinho, porque ele pode fotografar e ainda tem que assinar um compromisso que não pode contar sobre o contato que ele leu. Cara, envolve muita coisa. Falaram que era uma novela chamada “Avenida Beira-Rio”, uma novela de 2 anos, ninguém queria financiar o estádio do Inter, porque não vale a pena. Não vi um gremista falar mal da troca do estádio! Quem vai nos estádios quer conforto, claro que tem que mudar, tu paga um dinheirão para sentar no cimento?”
(Alexandre Júnior, gremista)
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“Em hipótese alguma, o Inter sempre foi independente, não precisava fazer essa parceria, poderia até reformar o Beira-Rio a longo prazo e com recursos próprios, mas não ficar dependendo de uma construtora, fui e sou totalmente contra. Ali eu acho que foi mais é politicagem, para arrecadar verba para modificar o próprio Gigante, eu conservaria o Eucaliptos e faria um CT, pra base e pro principal, vai fazer CT lá em Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, não sei onde mais, o deslocamento, uma tristeza que dá, e no entanto, o Eucaliptos ficava ao lado do Beira-Rio, ali está praticamente toda a história do Inter, desde 1909 até 1969. O Inter inaugurou o Beira-Rio em 6 de abril de 1969, até ali era só no Eucaliptos, é um patrimônio que botaram fora para arrecadar dinheiro para a reforma, investir nas categorias de base… O futebol não deixa de ter política, sempre tem que ter uma política, tu já viu um treinador chegar no Grêmio ou no Inter sem recomendar a contratação de um jogador que ele adora, que ele acha que é craque e depois o cara na joga nada? Isso também é poliítca. Todos os grandes clubes do Brasil têm política, pode ver, onde tem um treinador famoso ele sempre busca o jogador que já teve como atleta, veja quantos jogadores Renato Portaluppi pediu para contratar e veja quantos ainda estão no Grêmio? Não deveria fazer essa parceria de 20 anos, tu tem uma coisa tua e tu vai se desfazer daquilo para construir uma outra e depender 20 anos a troco de nada, praticamente? 50% de cada lado, mas têm os ferrenhos do argumento de coisa nova, o Beira-Rio tem acesso fácil, agora o acesso da Arena do Grêmio vai ser difícil pra caramba, bem no meio da Freeway, o Inter tem a Padre Cacique e a Beira-Rio, faz o contorno do Menino Deus. É que o Grêmio quer um estádio novo!!! É o tal negócio, o que está teoricamente sucateado, fazer uma revolução, mas fica devendo a cara para todo mundo, e se deixar o Estado fazer, tu nunca vai ser dono de nada, tu joga mas nunca vai ser dono de nada”.
(Airton Diehl, colorado)
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“A idéia da concepção do novo estádio, a Arena, poderia ter sido aplaudida, salvo alguns detalhes. O Olímpico está longe da defasagem, porém, carece de diversos fatores que são essenciais para se apreciar o futebol nos dias de hoje. A falta de demarcação de lugares e sua localização, por exemplo, tornaram-no obsoleto. A Arena, por sua vez, contará com fácil acesso e será um estádio, ao menos no papel, ao nível dos europeus. Todavia, não seria possível realizarmos as obras com outros recursos que não os da empreiteira? O Olímpico situa-se em uma zona muito valorizada de Porto Alegre, contudo, foi repassado à construtora praticamente sem custos. Grande parte dos torcedores, tanto de Grêmio quanto de Internacional, aprovaram seus novos estádios. A questão da demolição dos antigos não os afetou. Basta lembrarmos de um dos templos, não só do futebol, mas como de outros esportes: Wembley, na Inglaterra. Ele foi demolido e construído do zero, sem que isso afetasse a admiração do público pelo mesmo. Na minha opinião, a construção dos novos estádios não está de todo errada. A exploração de novos horizontes sempre foi necessária. Eles se tornaram um marco na história dos clubes. Resta saber se será do ponto negativo ou do ponto positivo. Isso só o tempo nos dirá”.
(Matheus Kiesling, gremista)
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“Eu sou contra a reforma, venderam o Eucaliptos, estão investindo e vai ficar na mão da construtora, 20 anos, eu sou contra, não sou a favor! Os outros torcedores têm quase essa mesma opinião, quem é a favor o argumento é que o estádio vai ser bonito, modernizado, mas só que não vai ser do Inter por 20 anos. O pessoal mais da época é que comenta, ‘venderam o Eucaliptos e poderia ser a base, museu’, o pessoal daquele tempo comenta que não precisava ser vendido, que nem o presidente antes, Vitorio Piffero, esse estava contra a reforma desse jeito, queria fazer com a força do clube, bateu ponto mas não adiantou. Não cheguei a ver nenhum jogo no Eucaliptos, nenhum treino, nunca tive a oportunidade de ver um jogo lá. Sobre o Grêmio, eu também não faria, deram o espaço do Olímpico pra fazer um novo, afastado de tudo, tendo um estádio bonito que nem o gremio tem também, com história, com a torcida já identificada, mas tudo é política, né? Tudo é grana!”
(Fábio Sprenger, colorado)
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“Por um lado é bom, porque tu vai ter um estádio moderno, mas por outro lado é ruim, porque é o seguinte: pelo fato de ficar 20 anos na mão da financeira, acho que é um risco que não era necessário correr, porque o clube tem outros meios de investimento, não precisava ter feito esse contrato. O Olímpico é próprio, vai ser desmanchado e parece que vai ficar para eles, e nesses termos eu acho que é ruim. O pessoal vai mais a favor, pelo fato de ser um estádio moderno e bonito, mas eles não pensam na questão dessa dívida que o Grêmio vai ficar pagando. Eu acho que é uma tristeza, porque é uma história que vai ficar para trás, fica no passado, os maiores títulos que o Grêmio conquistou foi no Olímpico, agora começa tudo de novo, claro, ninguém vai tirar os títulos, mas vai ter que reconquistar de novo. Eu acho que com o Inter é o mesmo caminho, agora é tudo festa, mas depois vão sentir”.
(Tiago Veríssimo, gremista)
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“Hoje, por exemplo, com a torcida que o Grêmio tem não precisava dar aquela área do Olímpico, com história, tudo, e cedeu para uma empresa. Vai fazer um estádio novo, o Grêmio não vai ter ônus nenhum, porém, é assim, quando terminar a obra, ela entrega a Arena para o Grêmio e o Grêmio entrega toda aquela área nobre para ela, o que é que acontece? Ela vai investir esse dinheiro e vão construir um baita prédio residencial, comercial, e o que vai acontecer nesse meio tempo? Nesses 20 anos, ela vai explorar o estádio, então, eu acho que o Grêmio fez um péssimo negócio, na minha opinião, se o Grêmio precisa sair dali, que a área é pequena, que arrumasse uma empresa. Como tem um monte de fortes empresários, porque aquela área do Humaitá foi doada, então, que o Grêmio fizesse o estádio dele todo, se mudasse para lá, aí venderia a área do Olímpico, pegava o dinheiro arrecadado e investia, mas… A maioria é a favor, a gurizada, menos o pessoal que tem mais de 40, por aí, tanto é que o ex-presidente do Grêmio, Fábio Koff, foi contra, um senhor presidente. A história é para o pessoal mais da antiga, a gurizada quer estádio novo, se eu pudesse dar uma opinião, se quer ser chato, vamos fazer um estádio novo? Vamos, aproveita a área nobre e pode explorar, amanhã ou depois, pega uma empresa, constrói e divide os lucros, na pior das hipóteses. Devia ter um debate com o torcedor, aquele sócio antigo, como é que vai ser? Por exemplo, o Grêmio tem 50 mil sócios, como é que vai ser? Ah, não, lá ele vai ter que pagar o ingresso, e quem vai pagar para ele? O Grêmio! A do Inter vai ser assim: vai dar uma entrada pros caras e depois disso, fora shopping, farmácia etc., mas loja de artigos esportivos e toda a área de futebol vai ser para o Colorado, e o Grêmio vai ter um percentual pequeno. O Grêmio, por exemplo, vai ser Arena alguma coisa, não pode ser Arena Grêmio, o do Inter vai continuar Beira-Rio. Se tu vai falar com um gremista, ‘Ah, o gremista vai falar mal do Inter’, e vejo que o Inter não deveria fazer nem nesses moldes, foi obrigado a fazer por ser campo Fifa, campo Copa do Mundo, o que aconteceu? A Fifa disse que tem que ter estilo Fifa e tem que arrumar empreiteira. O estádio, se for remodelar, não vai esse dinheiro todo, o Inter poderia fazer com dinheiro próprio, se fosse como era a idéia doe alguns dirigentes, mas como é para a Copa, tem que mudar todo o campo, agora não tem mais volta. Venderam, mas quando venderam e deram o Eucaliptos como adiantamento, pelo que consta, não vendeu para a Andrade Gutierrez, mas ela vai ter que fazer CT e outras coisas. Bah, eu poderia ter a oportunidade de ver um jogo no Eucaliptos, acho quem em 97, 98, teve um jogo num domingo de manhã, um amistoso do time principal não sei se com um time de Farroupilha, mas não cheguei a ir… Até onde eu sei, pois têm coisas que a gente não tem acesso, o Inter vendeu aquela área para fazer a reforma do Beira-Rio, mas é a única coisa que eu fiquei meio assim… Aquele estádio simplesmente foi abandonado, desligado total, devia aproveitar a história, fazer uns jogos do Gauchão, mas não sei… O Inter tem o Gigantinho, mas por que ali não poderia ser para show também? De repente, é estrutura para manter, coisa e tal, e daí vendeu… Tanto é que os colorados dizem: ‘Ah, tu quer dar a Copa para o Grêmio? Pode dar!’, por que quem vai jogar aqui? Talvez o Uruguai… Então, não vejo tu se endividar por causa disso, por que não deixar para o Grêmio, fazer a reforma do seu estádio e pronto?”
(Adelar Forneck, colorado)
Tags: Arena do Grêmio, Beira-Rio, Copa do Mundo Brasil 2014, Estádio dos Eucaliptos, Estádio Olímpico Monumental, Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Grêmio x Internacional, Sport Club Internacional -
April 25th, 2012FutebolBando de Lôco.
Tags: Série "Brasileirão Petrobras - A Energia de Todas as Torcidas", Sport Club Corinthians Paulista -
April 25th, 2012FutebolTags: Guiñazú, Guiñazú (Ataque Colorado), Música, Sport Club Internacional, Vídeo D Hoje -
April 19th, 2012FutebolNo dia 3 de abril, o 10 fez 70!!!
O vídeo é do canal “copagov”. (RAG)
Tags: Ademir da Guia, Bangu Atlético Clube, Domingos da Guia, Seleção de Futebol/Brasil, Sociedade Esportiva Palmeiras -
April 17th, 2012Futebol. . .
Série Publi$$idade$
Tags: #vamosjogarbola (Banco Itaú), Banco Itaú, Publi$$idade$
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April 17th, 2012Surf{TV Brasil}
Tags: Marlon Haus -
April 17th, 2012Futebol
Com o passar dos dias, a história do próximo Mundial de Futebol no Brasil ganha corpo e continua a apresentar os contornos dos preparativos, da estrutura física à legal.
A tag “Copa do Mundo (Brasil 2014)” cresce no Lado D. Suposições anunciadas em textos alternativos, infelizmente, vão virando realidade e confirmando o formato serviente das sedes mais recentes, como África do Sul e a verde-amarela.
No primeiro que consta o deputado Chico Alencar, do PSOL-RJ, a seguir, é possível visualizar como a instituição “oficial” do esporte mais famoso tem transformado em puro negócio, a cada dia evento que se passa. E o curto, porém, brilhante apanhado de percepções de Alencar está bem escalado desde o título, pois o que acontece em torno da tal Lei Geral da Copa é uma desterritorialização de um país em prol de entidade privada, esta que dificilmente repartirá os lucros.
Ganhos e até julgamentos sumários, com ritos processuais próprios, não serão sequer para o público do futebol, exceto alguma oficina que será transmitida com aquela cara saturada de “inclusão”, de superação, um pretenso carinho com o próximo.
Cada novidade analítica desta conjuntura continuará com espaço garantido em nosso terreiro virtual, assim que cheguem ao nosso conhecimento. (RAG)
. Imagem: Reprodução/www
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Estado Futebolístico de Exceção
“O país vira instrumento para nutrir o caixa da Fifa, entidade privada suíça; desafiar a zona de exclusão comercial perto de estádios pode dar até prisão”, escreve Chico Alencar, historiador, é deputado federal pelo PSOL-RJ, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 15-04-2012.
Segundo ele, “o projeto da Lei Geral da Copa - bem mais do que uma “lei do copo de cerveja” nas partidas - transforma o Brasil em protetorado de interesses mercantis”.
“No lugar de caixinha de surpresas, - constata o deputado federal - o futebol se transforma em um instrumento para nutrir a caixa-registradora da Fifa e dos seus sócios”.
Eis o artigo.
O manifesto dos tenentes rebelados em São Paulo, em 1924, denunciava: “O Brasil está reduzido a verdadeiras satrapias, desconhecendo-se completamente o merecimento dos homens e estabelecendo-se como condição primordial, para o acesso às posições de evidência, o servilismo contumaz”.
Passados 88 anos, um anacrônico servilismo emoldura as iniciativas nas 12 cidades-sede da Copa de 2014 e nas alterações legais que o Congresso Nacional está votando para receber o megaevento.
Sobra subserviência, falta transparência: os compromissos do governo com a Fifa, assinados em 2007, seguem cercados de mistério. As informações sobre gastos e etapas das obras, nos portais oficiais, são contraditórias e incompletas.
O processo de remoção de moradias, que pode afetar 170 mil pessoas, desrespeita o princípio do “chave por chave”, que diz que ninguém pode ser despejado de sua casa sem receber outra, próxima e melhor.
O projeto da Lei Geral da Copa - bem mais do que uma “lei do copo de cerveja” nas partidas - transforma o Brasil em protetorado de interesses mercantis.
Ele “expulsa de campo” a legislação nacional que regula concorrência, patentes, direitos do consumidor, transmissões esportivas, gastos orçamentários, publicidade, punição a delitos e até calendário escolar. A lei das licitações já fora “escanteada” pelo Regime Diferenciado de Contratações. Uma entidade privada internacional impõe legislação excepcional, garantindo isenções fiscais a mais de mil produtos!
O projeto aprovado na Câmara assegura megaprivilégios à Fifa. O Inpi vira um “cartório particular”, com regime especial para pedidos de registro de “marcas de alto renome” apresentadas pela entidade.
Libera-se uma associação suíça de direito privado do pagamento de custos e emolumentos exigidos a todos que requerem registro de marca no Brasil. Trata-se de uma renúncia fiscal longa e onerosa!
O projeto afronta até um preceito defendido pelos liberais de todos os matizes: o da livre iniciativa.
Isto é evidenciado ao se “assegurar à Fifa e às pessoas por ela indicadas a autorização para, com exclusividade, divulgar suas marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços, bem como outras atividades promocionais ou de comércio de rua, nos locais oficiais de competição, nas suas imediações e principais vias de acesso”.
Prevê-se também que será objeto de sanções - como prisão de três meses a um ano - a “oferta de provas de comida ou bebida, distribuição de panfletos ou outros materiais promocionais (…), inclusive em automóveis, nos locais oficiais de competição, em suas principais vias de acesso ou em lugares que sejam claramente visíveis a partir daqueles”.
O “Estado Futebolístico de Exceção” cria suas “zonas de exclusão”.
A União fica também obrigada a disponibilizar, sem quaisquer custos para a Fifa, “a segurança, serviços de saúde, vigilância sanitária e alfândega e imigração”.
Além de disponibilizar gratuitamente todos esses serviços para um evento privado, o Brasil também se responsabiliza por quaisquer acidentes que venham a ocorrer.
A Fifa, que ganhou na África do Sul mais de R$ 7,2 bilhões só com radiodifusão e marketing, “marca sob pressão” as nossas autoridades. Em 2011, já faturou R$ 1,67 bilhão com vendas vinculadas à Copa de 2014. Medidas provisórias poderão ser editadas “na prorrogação” para garantir os resultados esperados.
No lugar de caixinha de surpresas, o futebol se transforma em um instrumento para nutrir a caixa-registradora da Fifa e dos seus sócios.
{Instituto Humanitas Unisinos - IHU}
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