Lado D dos Esportes no estilo "a vida é um jogo"
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    July 30th, 2012Lado D dos EsportesFutebol

    O Imortal Gaudério.

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    May 2nd, 2012Lado D dos EsportesFutebol

    Em torno do futebol, o esporte mais popular do planeta, desde o seu surgimento, no final do século XIX, até agora, vários tópicos foram agregados.

    Aristocrático, e por isso racista; de massa; violento, principalmente por causa dos torcedores; e negócios são elementos indissociáveis da história do universo boleiro. Mesmo assim, é na paixão lúdica que logo vem à mente, através das suas cores, distintivos, lugares de origem, forma de jogar, os pretextos para escolher o clube de coração estão entre as expressões mais inusitadas de carinho.

    A cada dia mais comercial, “profissional” - diriam os marqueteiros -, as camisas e flâmulas foram deixando de ser itens daqueles que sabem desenhar, têm uma boa impressão e saíam a ganhar a vida com o talento no traço e paixões da torcida. Até vir o licenciamento e se transformar em mais uma fonte de renda do time, e gastos maiores para o bolso da turma da arquibancada.

    Na crescente importância em tantas áreas, o futebol, ali pelos anos 70, teve o acréscimo das torcidas uniformizadas, depois ganharam a companhia das organizadas, e a violência que ficava entre vizinhos, no máximo, tomou as ruas e protagonizam batalhas campais homéricas. Hooligans, barras bravas, as nomenclaturas revelam o teor da prática de uma pequena, proporcionalmente aos milhões de torcedores que dispõem cada clube, mas numerosa turma que dissemina a agressão como bandeira literal de luta. Hoje, chegam a ter o tratamento “vip” de saírem das suas sedes até os estádio com escolta, fato que não acontece com o fanático comum, que sai com a família para vibrar nas partidas do time do coração.

    De passagem pelo Rio Grande do Sul, não é difícil surgir uma interrogação: como é possível encontrar tantas lojas oficiais de Grêmio e Inter, que, numericamente, bipolarizam os estádios gaúchos, lado a lado? O curioso também não entenderá que podem ser ou do mesmo dono, ou não sendo, que coexistem na maior naturalidade. Será que em clássicos o cenário na terra do Laçador é diferente, os torcedores trocam flores e outros afagos? Não, o forte esquema de segurança é o mesmo que nas grandes rivalidades brasileiras, mas em tempos de marketing, as cifras fazem mais efeito que os cassetetes.

    Em face de tamanho questionamento, o Lado D passou num desses pares inusitados e conversou com um responsável das franquias rubro-azulinas. Em São Leopoldo, numa galeria no centro da cidade, Grêmio Mania e Inter Sport, ambas na Rua Independência, 443 - Sala 9, estão parede a parede e sob a mesma gerência. Anderson Schenkel, responsável pelas duas, digamos, seria uma espécie de “juiz de paz” que mostra como a rivalidade tem limite, e não apenas no caso romântico de marido e mulher, pai e filho, entre outros.

    Os detalhes como produtos campeões de venda, a forma de conseguir representar as franquias, hábitos dos consumidores/torcedores, ilustram várias curiosidades envolventes, as quais apesar do viés econômico, mostram o marketing destacado, inclusive em âmbito nacional, dos clubes mais populosos do Extremo Sul.

    Segue a entrevista! (RAG)

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    Lado D dos Esportes - As duas lojas juntas em vários locais do estado é uma medida que existe de forma ocasional?

    Anderson Schenkel - É um marketing estratégico, pois a maioria dos casais tem um que é gremista e outro que é colorado, é difícil a família ser de um time só. Geralmente, sempre tem alguém que é do outro lado, e em época de dar presente  fica mais fácil, um vem aqui, depois vai ali.

    Lado D dos Esportes - É um caso único no país?

    Anderson Schenkel - Não sei, em SP mesmo, Poderoso Timão tem só Corinthians, é separada de lojas de outros times, não funciona assim.

    Lado D dos Esportes - Existem as separadas  ou sempre são juntas?

    Anderson Schenkel - Acontece de ter separadas, no caso, eu tinha a loja em Santa Maria que era a Inter Sport, não era a Grêmio Mania, pois já pertencia a outras pessoas, em outros pontos e não necessariamente uma do lado da outra. E aqui na região (metropolitana), todas são uma ao lado da outra, com exceção das do Beira-Rio e do Olímpico.

    Lado D dos Esportes - Elas existem só aqui no Estado ou têm em outros, ao menos em Florianópolis?

    Anderson Schenkel - É mais aqui, tem alguns clientes que vem, no caso, de Santa Catarina, de fora, que até falam que lá não tem, é mais difícil de chegar o produto lá, geralmente nas lojas de esportes têm, mas não uma franquia da dupla Gre-Nal.

    Lado D dos Esportes - Como é que é feito o processo para chegar a abrir uma loja?

    Anderson Schenkel - A franquia é totalmente com o marketing.

    Lado D dos Esportes - Não existe uma obrigação de ser gremista para a Grêmio Mania, e colorado para a Inter Sport?

    Anderson Schenkel - Não, não, basta querer abrir e ver se há disponibilidade da franquia naquela cidade. Existe uma cota de franquias por cidade, conforme a população.

    Lado D dos Esportes - Você sabe o número populacional exigido para isso?

    Anderson Schenkel - Não sei dizer, mas talvez em torno de 100 mil, mais ou  menos.

    Lado D dos Esportes - A pessoa pode ser responsável pelas duas ou é proibido?

    Anderson Schenkel - Não, pode ser qualquer um, desde que tenha o capital de abertura que vão exigir como garantia.

    Lado D dos Esportes - O interessado pode abrir em outros estados?

    Anderson Schenkel - Pode, claro, desde que converse com o clube não tem problema nenhum.

    Lado D dos Esportes - É estranho que não existam em mais estados, pois como no Centro-Oeste, no Norte, têm muitos gaúchos e, de repente, alguém poderia ter ousado levar para lá…

    Anderson Schenkel - Mas não teria a demanda dos dias de jogo, que é maior, quando ganha um campeonato é maior, então, varia muito, e lá não teria isso. Porque aqui tem o dia de jogo, o pessoal passa e compra no Olímpico, no Beira-Rio, é mais rivalidade mesmo, por isso que existe bastante franquia aqui.

    Lado D dos Esportes - Existe uma versão virtual assim, com elas juntas?

    Anderson Schenkel - Não, existe a versão virtual, mas separadas. A Grêmio Mania pertence ao Grêmio mesmo, e a do Inter pertence à Netshoes, uma loja de São Paulo, então, todos os produtos adquiridos pelo site do Inter vêm diretamente de SP, e os produtos do Grêmio vêm diretamente da loja do Olímpico. Não são lojas divididas ao meio para os dois, são totalmente diferentes. Se eu quiser fazer um site da minha loja de São Leopoldo, eu não posso!

    Lado D dos Esportes - E o tipo de material que mais vende, nas estatísticas?

    Anderson Schenkel - Então, o que é que mais vende? Vende mais quem está no momento melhor! Por incrível que pareça, um tá mal, o outro tá melhor, vende mais quem tiver melhor, no mais é parelho. Sai um uniforme novo de um, vende mais naquele mês, depois sai o uniforme do outro, sai mais, então, não tem como dizer esse vende mais que o outro. Ultimamente, o Inter ganhou mais títulos e vende muito mais pelo menos nos últimos três anos.

    Lado D dos Esportes - Mas esse muito mais é o quê?

    Anderson Schenkel - Na época que ganha os títulos, chega a ser 70% a mais, agora os dois não ganhando nada, fica mais ou menos parelho, um vende 10% a mais num mês, o outro vende 10% a mais no seguinte. Varia também de acordo com o jogo, por diária, no dia que é o jogo de um, no dia que é o jogo do outro.

    Varia muito mais com um título, ou, não sei te dizer a palavra, mas a desgraça do outro também! O Inter, por exemplo, perdeu o Mundial pro Mazembe e o Grêmio vendeu um horror, mesmo não ganhando nada! Então, a desgraça do outro também ajuda, eu acho impressionante! Um pouco antes do jogo contra o Mazembe, o Inter vendia muito mais que o Grêmio, estava vendendo uns 50% a mais, aí quando o Inter perdeu, o Grêmio é que vendeu 50% a mais!

    Lado D dos Esportes - Mas em peças, quais as que vendem mais?

    Anderson Schenkel - Vende mais as camisa de manga curta de jogo, mesmo no inverno mais rigoroso, é a que mais sai. Nada vence a camisa, o pessoal é tradicional mesmo.

    Lado D dos Esportes - E as camisas da onda vintage, conseguem sair mais que a beleza delas?

    Anderson Schenkel - A camisa retrô tem uma saída considerável, não chega a ser como uma de jogo, mas sai bem. Sempre saem, até porque a intenção da franquia é chegar aqui e não sair sem um presente, essa é uma estratégia, tem que ter de tudo um pouco.

    Lado D dos Esportes - Os dvds, em época de pirataria, como eles ficam? Quais os campeões de vendas?

    Anderson Schenkel - Os dvds vendem bem, a pirataria até não atrapalha muito os clubes, o pessoal prefere comprar o oficial, que nem o Inter, lançou o dvd da torcida, da Guarda Popular, e a torcida prefere comprar o original do que o pirata, até então não vi o pirata rolando. O cd da Guarda é o cd que mais sai, o dvd da Guarda sai tanto quanto sai o de campeão mundial do Inter, ou o “Nada Vai Nos Separar”, esses de história geralmente saem mais que o da torcida, até porque, primeiramente, o da torcida não são cânticos no dvd, tem declaração de jogador e vai ver um jogo pela Sul-Americana, quando o Inter foi campeão em La Bombonera. 

    Com os  dvds do Grêmio são a mesma coisa. O Grêmio não tem cd da torcida, tem dvd dos 100 anos e a Batalha dos Aflitos, além do Mundial de 1983, que foi feito recentemente.

    Lado D dos Esportes - Essa proposta da Grêmio Mania e Inter Sports existe desde quando?

    Anderson Schenkel - Eu não sei te dizer, mas veiocrescer quando o Inter começou a ganhar a Libertadores, e começaram a crescer os dois. O pessoal achou estratégico fazer os dois, quando o Inter foi campeão mundial, começaram a surgir muitas Inter Sport e Grêmio Mania no estado. Não é que juntas seja uma proposta dos clubes, a proposta é do proprietário, do investidor, porque não quer dizer que tu não possa abrir só um Grêmio, só um Inter, mas pensando no lado estratégico, não é vantagem abrir só um e deixar para um próximo que tenha o olho do nicho de mercado.

    Lado D dos Esportes - Os produtos “diversos”, tipo chaveiros, canetas, saem mais?

    Anderson Schenkel - É que chaveiro, como lembrança, sempre sai mais,  os acessórios em geral saem bem: chaveiros, óbvio, canetas, canecas, copos… Com certeza, chaveiros vendem mais que uma camiseta, as canetas saem como os chaveiros, existem diversos produtos que saem bem.

    Lado D dos Esportes - Qual a periodicidade para se ter um item novo?

    Anderson Schenkel - A camisa chega a ter duas vezes por ano, mas sempre tem uma novidade. Um chaveiro novo, uma caneca de emblema diferente…

    Lado D dos Esportes - Aqueles casos do time perder e sofrer alguma violação nas lojas, tipo, serem incendiadas, acontecem por aqui?

    Anderson Schenkel - Aqui, a princípio, nunca aconteceu nada, graças a Deus. Pelo menos não fui informado.

    Lado D dos Esportes - As peças são mais vendidas em espaços como esse ou nos estádios?

    Anderson Schenkel - Ah, com certeza no estádio, dia de jogo o movimento é absurdo dentro das lojas, tu não consegue entrar direito em dia de jogo grande, dependendo do título que o time ganha, os produtos chegam de caminhão e vende muito, muito, muito mesmo.

    Lado D dos Esportes - Existem ações de algum jogador vir até aqui, não necessariamente nestas duas, mas em alguma outra?

    Anderson Schenkel - Existem, em Santa Maria, quando eu tinha a loja do Inter lá, o Fernando Carvalho veio na loja autografar quando lançou o livro dele, numa festa do Consulado do Inter, o evento foi lá na loja. Eles fazem essa campanha de marketing, sim. Aqui, necessariamente, não veio ninguém do Inter ou do Grêmio. Com as nossas lojas, acontece de ter festa do Consulado, no caso, do Grêmio, e a gente vai colocar a loja lá, vão vir jogadores do Grêmio. Sempre rola, desde que venha o convite da Confraria do Saci ou do Consulado, ou a gente indo atrás dos eventos para participar também.

    Lado D dos Esportes - Pra finalizar, voltando ao tema pirataria, vocês participam de medidas contra a pirataria dos produtos, não só dos dvds, mas de camisas etc.?

    Anderson Schenkel - Fica mais para os clubes investigarem isso que nós, até porque eles fizeram uma campanha e recolheram produtos de várias lojas de piratas, fizeram doações dessas camisetas e distribuíram entre crianças carentes, não é nada com a gente.

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    April 25th, 2012Lado D dos EsportesFutebol

    Desde 2007, quando Joseph Blatter anunciou na Suiça o Brasil como país-sede da Copa 2014, além da alegria que tomou conta de parte do “País do Futebol”, não demorou para que rusgas também figurassem no clima do Mundial.

    Escolha das 12 cidades-sede; projetos dos estádios; infra-estrutura custeada ou não com dinheiro público; andamento das obras; Lei Geral da Copa; corrupção na Fifa e na CBF; qualidade técnica da Seleção Canarinho; são alguns dos itens que tornaram o brasileiro comedido com o mega-evento futebolístico.

    O âmbito internacional do anúncio em Zurique chegou a esse corpo-a-corpo local, onde cada ajuste tem sido disputado palmo a palmo, Estado a Estado, e até mesmo clube a clube. Em nível clubístico, as grandes disputas foram a saída do Morumbi do São Paulo Futebol Clube e a entrada do Itaquerão corintiano, e o Gre-Nal com a Arena do Grêmio e o escolhido Beira-Rio, do Internacional.

    No Rio Grande do Sul, o impasse no formato de custeio da reforma do estádio colorado chegou a alimentar a esperança do Tricolor gaúcho, porém, mesmo com o atraso no reinício das obras - o começo, apesar de tímido, deu-se em dezembro de 2010 e parou em maio de 2011 -, a bola vai rolar à beira do Guaíba.

    Entre empecilhos de construtora, Banrisul e o Inter, a rivalidade entrou em campo e não faltaram argumentos para as provocações dos lados azul e vermelho, no caso deste, houve até disputa interna nas tendências da cartolagem. Nos últimos meses, sem dúvidas, as construtoras OAS (Grêmio) e Andrade Gutierrez (Colorado) foram tão faladas quanto o Gladiador e Leandro Damião.

    Inúmeras teorias da conspiração saíram dos salões de presidentes e conselheiros da Azenha e da Padre Cacique, repercutindo na imprensa e na boca da galera, de forma a se tornarem curiosas pela riqueza de criatividade.

    Uma parte do repertório vem a seguir, com as múltiplas opiniões de seis torcedores, três de um lado, três do outro, todas transcritas na íntegra a fim de passar seus verdadeiros contextos. As perguntas incidiram em questões como “Vale a pena ter estádio próprio e arrendá-lo às construtoras por 20 anos?” e ”Acha interessante apagar parte da história com as destruições do Olímpico (Grêmio) e do Eucaliptos (Inter)?”.

    Imaginação e argumento são o que não falta! (RAG)

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    “O que é melhor, comprar um carro novo ou querer reformar um Chevette? Vale a pena reformar uma coisa velha? Tu não vai agregar valor nenhum. São Paulo tem estádio público, e o Grêmio, vai jogar em que lugar, no Beira-Rio? Entendeu? Tem que construir, sim, é uma zona que vai valorizar muito Porto Alegre, é um estádio novo, moderno, com fácil acesso para a região metropolitana, fácil acesso de Porto Alegre, não vai ter que atravessar a cidade para ir ao estádio, não é vantagem? Alguém vai construir uma casa e dar pra ti? Aliás, o terreno não é do Inter, é uma concessão da prefeitura, de que adianta tu ter uma coisa se ninguém vai dar nada de graça? Louco quem acreditou que o Inter tinha dinheiro para reformar, essa é a balela do presidente, que na hora que teve que botar o dinheiro, não tinha. Nem tinha o dinheiro e ninguém quis dar garantia, por isso que demorou a sair, ninguém acreditou que reformar um prédio velho era melhor que um novo. Como o do Grêmio, teve algum problema de financiamento? Porque ninguém investe em prédio velho! Se tu for comprar uma casa, vai ficar pagando quantos anos para o governo? Ninguém te dá nada de graça, foi um negócio. Por que que ninguém pode ver o contrato do Inter? Por que o contrato do Inter é sigiloso e o do Grêmio é aberto? Por que o conselheiro do Inter tem que andar de segurança para ver o contrato? Não é permitido que olhe o contrato sozinho, porque ele pode fotografar e ainda tem que assinar um compromisso que não pode contar sobre o contato que ele leu. Cara, envolve muita coisa. Falaram que era uma novela chamada “Avenida Beira-Rio”, uma novela de 2 anos, ninguém queria financiar o estádio do Inter, porque não vale a pena. Não vi um gremista falar mal da troca do estádio! Quem vai nos estádios quer conforto, claro que tem que mudar, tu paga um dinheirão para sentar no cimento?”

    (Alexandre Júnior, gremista)

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    “Em hipótese alguma, o Inter sempre foi independente, não precisava fazer essa parceria, poderia até reformar o Beira-Rio a longo prazo e com recursos próprios, mas não ficar dependendo de uma construtora, fui e sou totalmente contra. Ali eu acho que foi mais é politicagem, para arrecadar verba para modificar o próprio Gigante, eu conservaria o Eucaliptos e faria um CT, pra base e pro principal, vai fazer CT lá em Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, não sei onde mais, o deslocamento, uma tristeza que dá, e no entanto, o Eucaliptos ficava ao lado do Beira-Rio, ali está praticamente toda a história do Inter, desde 1909 até 1969. O Inter inaugurou o Beira-Rio em 6 de abril de 1969, até ali era só no Eucaliptos, é um patrimônio que botaram fora para arrecadar dinheiro para a reforma, investir nas categorias de base… O futebol não deixa de ter política, sempre tem que ter uma política, tu já viu um treinador chegar no Grêmio ou no Inter sem recomendar a contratação de um jogador que ele adora, que ele acha que é craque e depois o cara na joga nada? Isso também é poliítca. Todos os grandes clubes do Brasil têm política, pode ver, onde tem um treinador famoso ele sempre busca o jogador que já teve como atleta, veja quantos jogadores Renato Portaluppi pediu para contratar e veja quantos ainda estão no Grêmio? Não deveria fazer essa parceria de 20 anos, tu tem uma coisa tua e tu vai se desfazer daquilo para construir uma outra e depender 20 anos a troco de nada, praticamente? 50% de cada lado, mas têm os ferrenhos do argumento de coisa nova, o Beira-Rio tem acesso fácil, agora o acesso da Arena do Grêmio vai ser difícil pra caramba, bem no meio da Freeway, o Inter tem a Padre Cacique e a Beira-Rio, faz o contorno do Menino Deus. É que o Grêmio quer um estádio novo!!! É o tal negócio, o que está teoricamente sucateado, fazer uma revolução, mas fica devendo a cara para todo mundo, e se deixar o Estado fazer, tu nunca vai ser dono de nada, tu joga mas nunca vai ser dono de nada”.

         (Airton Diehl, colorado)

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    “A idéia da concepção do novo estádio, a Arena, poderia ter sido aplaudida, salvo alguns detalhes. O Olímpico está longe da defasagem, porém, carece de diversos fatores que são essenciais para se apreciar o futebol nos dias de hoje. A falta de demarcação de lugares e sua localização, por exemplo, tornaram-no obsoleto. A Arena, por sua vez, contará com fácil acesso e será um estádio, ao menos no papel, ao nível dos europeus. Todavia, não seria possível realizarmos as obras com outros recursos que não os da empreiteira? O Olímpico situa-se em uma zona muito valorizada de Porto Alegre, contudo, foi repassado à construtora praticamente sem custos. Grande parte dos torcedores, tanto de Grêmio quanto de Internacional, aprovaram seus novos estádios. A questão da demolição dos antigos não os afetou. Basta lembrarmos de um dos templos, não só do futebol, mas como de outros esportes: Wembley, na Inglaterra. Ele foi demolido e construído do zero, sem que isso afetasse a admiração do público pelo mesmo. Na minha opinião, a construção dos novos estádios não está de todo errada. A exploração de novos horizontes sempre foi necessária. Eles se tornaram um marco na história dos clubes. Resta saber se será do ponto negativo ou do ponto positivo. Isso só o tempo nos dirá”.

    (Matheus Kiesling, gremista)

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    “Eu sou contra a reforma, venderam o Eucaliptos, estão investindo e vai ficar na mão da construtora, 20 anos, eu sou contra, não sou a favor! Os outros torcedores têm quase essa mesma opinião, quem é a favor o argumento é que o estádio vai ser bonito, modernizado, mas só que não vai ser do Inter por 20 anos. O pessoal mais da época é que comenta, ‘venderam o Eucaliptos e poderia ser a base, museu’, o pessoal daquele tempo comenta que não precisava ser vendido, que nem o presidente antes, Vitorio Piffero, esse estava contra a reforma desse jeito, queria fazer com a força do clube, bateu ponto mas não adiantou. Não cheguei a ver nenhum jogo no Eucaliptos, nenhum treino, nunca tive a oportunidade de ver um jogo lá. Sobre o Grêmio, eu também não faria, deram o espaço do Olímpico pra fazer um novo, afastado de tudo, tendo um estádio bonito que nem o gremio tem também, com história, com a torcida já identificada, mas tudo é política, né? Tudo é grana!”

    (Fábio Sprenger, colorado)

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    “Por um lado é bom, porque tu vai ter um estádio moderno, mas por outro lado é ruim, porque é o seguinte: pelo fato de ficar 20 anos na mão da financeira, acho que é um risco que não era necessário correr, porque o clube tem outros meios de investimento, não precisava ter feito esse contrato. O Olímpico é próprio, vai ser desmanchado e parece que vai ficar para eles, e nesses termos eu acho que é ruim. O pessoal vai mais a favor, pelo fato de ser um estádio moderno e bonito, mas eles não pensam na questão dessa dívida que o Grêmio vai ficar pagando. Eu acho que é uma tristeza, porque é uma história que vai ficar para trás, fica no passado, os maiores títulos que o Grêmio conquistou foi no Olímpico, agora começa tudo de novo, claro, ninguém vai tirar os títulos, mas vai ter que reconquistar de novo. Eu acho que com o Inter é o mesmo caminho, agora é tudo festa, mas depois vão sentir”.

    (Tiago Veríssimo, gremista)

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    “Hoje, por exemplo, com a torcida que o Grêmio tem não precisava dar aquela área do Olímpico, com história, tudo, e cedeu para uma empresa. Vai fazer um estádio novo, o Grêmio não vai ter ônus nenhum, porém, é assim, quando terminar a obra, ela entrega a Arena para o Grêmio e o Grêmio entrega toda aquela área nobre para ela, o que é que acontece? Ela vai investir esse dinheiro e vão construir um baita prédio residencial, comercial, e o que vai acontecer nesse meio tempo? Nesses 20 anos, ela vai explorar o estádio, então, eu acho que o Grêmio fez um péssimo negócio, na minha opinião, se o Grêmio precisa sair dali, que a área é pequena, que arrumasse uma empresa. Como tem um monte de fortes empresários, porque aquela área do Humaitá foi doada, então, que o Grêmio fizesse o estádio dele todo, se mudasse para lá, aí venderia a área do Olímpico, pegava o dinheiro arrecadado e investia, mas… A maioria é a favor, a gurizada, menos o pessoal que tem mais de 40, por aí, tanto é que o ex-presidente do Grêmio, Fábio Koff, foi contra, um senhor presidente. A história é para o pessoal mais da antiga, a gurizada quer estádio novo, se eu pudesse dar uma opinião, se quer ser chato, vamos fazer um estádio novo? Vamos, aproveita a área nobre e pode explorar, amanhã ou depois, pega uma empresa, constrói e divide os lucros, na pior das hipóteses. Devia ter um debate com o torcedor, aquele sócio antigo, como é que vai ser? Por exemplo, o Grêmio tem 50 mil sócios, como é que vai ser? Ah, não, lá ele vai ter que pagar o ingresso, e quem vai pagar para ele? O Grêmio! A do Inter vai ser assim: vai dar uma entrada pros caras e depois disso, fora shopping, farmácia etc., mas loja de artigos esportivos e toda a área de futebol vai ser para o Colorado, e o Grêmio vai ter um percentual pequeno. O Grêmio, por exemplo, vai ser Arena alguma coisa, não pode ser Arena Grêmio, o do Inter vai continuar Beira-Rio. Se tu vai falar com um gremista, ‘Ah, o gremista vai falar mal do Inter’, e vejo que o Inter não deveria fazer nem nesses moldes, foi obrigado a fazer por ser campo Fifa, campo Copa do Mundo, o que aconteceu? A Fifa disse que tem que ter estilo Fifa e tem que arrumar empreiteira. O estádio, se for remodelar, não vai esse dinheiro todo, o Inter poderia fazer com dinheiro próprio, se fosse como era a idéia doe alguns dirigentes, mas como é para a Copa, tem que mudar todo o campo, agora não tem mais volta. Venderam, mas quando venderam e deram  o Eucaliptos como adiantamento, pelo que consta, não vendeu para a Andrade Gutierrez, mas ela vai ter que fazer CT e outras coisas. Bah, eu poderia ter a oportunidade de ver um jogo no Eucaliptos, acho quem em 97, 98, teve um jogo num domingo de manhã, um amistoso do time principal não sei se com um time de Farroupilha, mas não cheguei a ir… Até onde eu sei, pois têm coisas que a gente não tem acesso, o Inter vendeu aquela área para fazer a reforma do Beira-Rio, mas é a única coisa que eu fiquei meio assim… Aquele estádio simplesmente foi abandonado, desligado total, devia aproveitar a história, fazer uns jogos do Gauchão, mas não sei… O Inter tem o Gigantinho, mas por que ali não poderia ser para show também? De repente, é estrutura para manter, coisa e tal, e daí vendeu… Tanto é que os colorados dizem: ‘Ah, tu quer dar a Copa para o Grêmio? Pode dar!’, por que quem vai jogar aqui? Talvez o Uruguai… Então, não vejo tu se endividar por causa disso, por que não deixar para o Grêmio, fazer a reforma do seu estádio e pronto?”

    (Adelar Forneck, colorado)

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    February 16th, 2012Lado D dos EsportesFutebol

    Enquanto via algum dos comerciais publicados no blog na seção “Vídeo D Hoje - Publi$$idade$”, garantia um próximo post com o achado gremista, no qual o goleiro Mazaropi contracenava com o Tião Macalé (!) em torno de uma promoção do “Bolão do Grêmio”. De 1989!

    Além do ”Sorriso”, como Didi o zoava, o tom hilário dá um show na tendência marqueteira atual de tantos “Todo Poderoso”, “Imortal”, “Campeão de Tudo”, “Soberano”, a lista de super-poderes é longa e a veracidade é bem curta.

    O vídeo encontrado ainda traz o privilégio do comentário de um dos ”atores”, o arqueiro tricolor de então, mesclado com imagens da peça publicitária e defesas de pênaltis do camisa 1.

    Para quem assistiu ao material sem paixonites, se ligaria que Mazaropi fez menção a uma outra, do Colorado, encenada pelo Taffarel e o garoto Ariel Nehring, em 1988, num comercial relacionado à venda das cadeiras no Beira-Rio. Aí foi só buscar rapidinho no YouTube e lá estava, apresentado pelo jornalista Clovis Duarte, dirigido pelo Jorge Furtado, e com aquele ar do curta-documentário “Barbosa”, do mesmo diretor: o moleque dando toque para o arqueiro ir no lado certo e defender a meta!

    E tem gente que vive sob paranóia de direitos autorais e sai caçando “autorias” pela web, ignorando a oportunidade de trabalhos sobreviverem, atravessarem o tempo.

    Enfim, futebol com ingredientes de futebol brasileiro!

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    Série Publi$$idade$
    [ 41 ]

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    December 13th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

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    Série Publi$$idade$
    [ 39 ]

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    May 10th, 2011Lado D dos EsportesFutebol

    O papo a seguir foi publicado no dia dos jogos do Inter e do Grêmio, na semana passada, pela Libertadores.

    Eles dois, mais o Cruzeiro e o Fluminense também voaram…

    Teve até o primeiro Gre-Nal.

    Mas é boa a leitura das considerações de Paz e Corsetti.

    Quanto à centralidade política da última resposta, quando é sugerida, praticamente garantida, influência dos interesses do Sudeste, o fator econômico deve ser citado.

    Que só aumenta, e mesmo sendo siameses, atualmente o econômico tende a superar a ingerência do político, só lembrar das citações ao “marketing” do clube, e comparar com dois, três anos atrás.

    Isso também clareia que a desproporção entre as regiões do país, falando de poder político e econômico no Futebol, é a mesma em nível estadual. Como a capital geralmente supera o interior em movimentação financeira, os clubes ganham mais exposição na mídia, cofres mais robustos, “marketing”…

    Como o cenário da entrevista é o Rio Grande do Sul, um caso emblemático é o do acidente com o G. E. Brasil de Pelotas (RS). Até escola de samba tem equipamento queimado e os cartolas liberam do rebaixamentos, em 2009, o time rubro-negro foi conduzido ao abismo da Segundona, com auxílio aquém do necessário psicológico e material dispendido pela federação e federados.

    Já o assunto de ingerência do Sudeste e do Clube dos 13 no tema “direitos televisivos”, sequer lembraram das tais raízes que sofrem ingerências, foi olho no cheque e nem aí para receber menos que os clubes de outras regiões. A questão regional ne$$e caso não cola.

    Geralmente, são canetadas rotineiras quase imperceptíveis. Mas não inocentes.

    Manias do mercado. E de gente. (RAG)

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    O momento histórico do futebol gaúcho. Entrevista especial com Berenice Corsetti e Hélio Paz.

    Ainda que os clubes de futebol com maior poder político no país estejam no eixo Rio-São Paulo, Internacional e Grêmio têm conquistado espaço entre “os grandes” do país. Tanto que, dos cinco times brasileiros que disputam a etapa das oitavas de finais da Libertadores da América, os dois times gaúchos buscam a qualificação junto com Cruzeiro (Minas Gerais), Fluminense (Rio de Janeiro) e Santos (São Paulo). O momento é tão histórico para o futebol do Rio Grande do Sul que, além de disputarem a Libertadores, Inter e Grêmio iniciam no próximo domingo a decisão pelo Campeonato Gaúcho sob o comando dos seus principais ídolos: Paulo Roberto Falcão e Renato Gaúcho. A IHU On-Line aproveitou o momento em que os times gaúchos disputam, no mesmo dia, uma chance na próxima etapa do campeonato e entrevistou dois professores da Unisinos que trabalham em prol de seus times.

    Por telefone, a professora Berenice Corsetti analisou o momento do Internacional do qual é sócia e uma das sete mulheres que fazem parte do Conselho Deliberativo do Sport Club Internacional, onde há mais de 300 homens. Professora no PPG em História da Unisinos, Berenice foi voluntária dos programas sociais do clube e fundou o movimento Mulher Colorada. Em 2010, concorreu ao cargo de vice-presidente do clube no grupo Convergência Colorada.

    Também por telefone, entrevistamos o professor de Comunicação Digital da Unisinos Hélio Sassen Paz que é gremista e frequenta o estádio para assistir às partidas do clube há 32 anos. Faz parte do núcleo de Comunicação e Marketing do Grêmio do Prata, um movimento político que, no ano passado, concorreu ao conselho deliberativo do clube.

    Confira a entrevista.

    IHU On-Line Como você tem acompanhado os jogos do seu time?

    Berenice Corsetti Tenho assistido a todos os jogos do Internacional no Beira-Rio que me são possíveis, uma vez que nas quartas-feiras à noite neste semestre eu tenho aula na graduação da Unisinos. Então, tenho perdido alguns jogos em função desta situação. Mas quando não cai nas quartas-feiras à noite, estou no Beira-Rio. Estou bastante esperançosa. Nós saímos de uma situação muito delicada, com a necessidade de substituição de treinador, que não estava conseguindo fazer com que o time fornecesse uma resposta adequada nos campeonatos que estava participando. Com a chegada do Paulo Roberto Falcão, nós já tivemos uma mudança anímica no grupo; a torcida está entusiasmada e temos tido alguns resultados que nos deixam com esperanças para a continuidade destas competições.

    Hélio Sassen Paz Vou aos jogos desde os 6 anos de idade, e olha que já vou fazer 38. Assisti a mais de 600 jogos no estádio. O único ano em que não fui muito assíduo foi quando morei no Rio de Janeiro, entre 2000 e 2001. Fora isso, nos último 12 ou 13 anos, dificilmente perco mais do que um ou dois jogos em casa por ano.

    IHU On-Line Os técnicos Renato Gaúcho e Paulo Roberto Falcão são grandes ídolos para o Grêmio e para o Internacional. O que este encontro representa para o futebol gaúcho?

    Berenice Corsetti É um momento histórico muito importante. Este último Gre-Nal foi inclusive um momento muito emblemático quando vimos em uma casamata o Falcão e na outra o Renato. Eles possuem uma trajetória extremamente vitoriosa em cada uma das instituições da qual fizeram parte e, hoje, assumem liderança e direção de futebol dos seus clubes. Parece que é um momento histórico; é um momento em que  vemos um envolvimento com pessoas que possuem identidade com o clube. É muito bonito ver a reação de ambas as torcidas, o envolvimento com o seu ídolo. É um ingrediente a mais que não é encontrado no futebol brasileiro, não desta forma: dois ídolos, nos dois maiores clubes do estado, os dois times competindo as mesmas competições e sendo dirigidos pelos seus ídolos.

    É um momento muito bonito. Eu fiquei muito emocionada no primeiro jogo do Falcão no Beira-Rio. Estava com as crianças no meio do gramado, e ele inaugurando aquilo que chamamos de Era Falcão, que esperamos que seja muito longa e vitoriosa. Foi bonito ver isso, a emoção do Falcão. É nítida a felicidade que ele vem sentindo, ele tem dito isso. Da mesma forma acontece com o Renato. Temos que curtir este momento, sabendo que ele é transitório, como tudo é transitório no futebol.

    Hélio Sassen Paz Isso é muito importante. Independentemente da experiência ou da competência comprovada dos dois. Ambos carecem de um título relevante no currículo. Quanto à competência dos dois, eles têm estilos diferentes. O Renato é um cara mais motivador e procura passar experiência dele dentro de campo de uma maneira mais coloquial, mais na base do “paizão” para os jogadores, mas ele cobra também com força. O Falcão tem um estilo mais refinado e um estudo tático mais apurado de determinar as posições dos jogadores dentro de campo, como se tivesse um tabuleiro de xadrez. Isso é importante e ele tem esse domínio. Acho que o que falta para um o outro complementa. Mas é óbvio que nos dois clubes eles têm equipes multidisciplinares que compensam isso.

    IHU On-Line Quem está melhor: Renato ou Falcão?

    Berenice Corsetti São realidades totalmente diferentes. O Renato assumiu o Grêmio no segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado quando o time estava muito mal. Ele conseguiu mobilizar o grupo e obteve resultados surpreendentes. Quem conhecia a trajetória do Renato como jogador, nem sempre tão comprometido, viu que como técnico ele se revelou muito competente, e levou o Grêmio para uma classificação na Copa Libertadores, fazendo o time sair de uma situação de quase rebaixamento.

    O Falcão chegou no Internacional há cerca de vinte dias. Mesmo como comentarista que conhece o grupo, não tinha a prática cotidiana. Então, analisar sua proposta de grupo e as suas estratégias de jogo ainda é muito precoce. O que fica nítido no grupo do Grêmio é uma limitação em termos de grupo, com as constantes lesões que os jogadores vem passando. Hoje, o tricolor tem oito jogadores que estão fora do time por lesão ou suspensão. Há uma fragilidade atual na equipe por essa ausência de possibilidade qualificada de reposição.

    O time do Internacional enfrenta uma reformulação à luz de uma nova concepção estratégica e tática de futebol que o Falcão começa a implementar. Hoje temos um time que se reorganiza, e como tal ainda passará por algumas instabilidades até a sua consolidação dentro de um esquema de futebol. Mas me parece que o grupo do Internacional é não só numericamente maior, mais qualitativamente também.

    A reposição do Inter é mais qualificada do que a reposição do Grêmio. Por isso, o momento é mais favorável para o Colorado que veio de quatro resultados em que não perdeu. O Grêmio perdeu o seu jogo contra a Universidad Católica do Chile, na primeira partida das oitavas de final da Copa Libertadores, em casa e no sistema de gol qualificado dá uma vantagem para o adversário que o Grêmio terá que desmanchar neste novo jogo no Chile. A situação do Grêmio é, portanto, mais complexa.

    De qualquer forma, a característica mais interessante do futebol é seu caráter imprevisível. Há outros elementos que interferem no resultado do jogo. Este é talvez o único esporte que um time em pior situação consegue ganhar do melhor. Os gremistas estão apostando na imortalidade, que é folclórico, que mostra a coisa bonita da esperança. O Inter teve um bom resultado fora de casa, mas vai precisar confirmar na partida em seu estádio, pode empatar em zero a zero e qualquer vitória lhe garante a classificação.

    Hélio Sassen Paz O Falcão está há muito pouco tempo no cargo. Ele foi muito pouco experimentado até agora. Ainda não sofreu o tipo de pressão que o Renato já sofreu. Ele chegou no Inter defendendo um título de Libertadores, do qual o time é o atual campeão; tem à disposição um elenco muito maior que o do Grêmio. Isso possibilitou a ele ter menos riscos de trabalhar com jogadores lesionados, situação pela qual Grêmio está enfrentando agora. O tempo do Falcão é muito curto ainda para ser analisado.

    O Renato chegou aqui para apagar um incêndio, ele não teve tempo de observar como o Grêmio vinha jogando porque ele estava trabalhando em outro clube, em uma outra divisão, preocupado com outros adversários. Quando o Renato veio para o Grêmio, pegou um time na zona de rebaixamento na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, ou seja, ele veio para salvar o Grêmio. Nunca se imaginou que o clube pudesse dar uma arrancada e ser o melhor time do segundo turno do campeonato de 2010 e, com isso, conseguir uma vaga para a Libertadores desse ano. O Grêmio sofre um problema que é muito maior do que apenas a questão do técnico em si: não adianta dizer que o Renato é bom ou não, ou que poderia ter vindo alguém melhor, ou que a característica dele é melhor ou não para o Grêmio, porque existem coisas que são maiores do que isso e que influenciam e prejudicam muito o trabalho dele.

    IHU On-Line Como os dois técnicos podem ser diferenciados?

    Hélio Sassen Paz Acho que o Falcão observa mais o futebol europeu, assim como as grandes transformações táticas dos maiores jogadores do mundo hoje. Ele tem outra vantagem: é poliglota, pode conversar com pessoas que falam italiano, espanhol, inglês e francês. O Falcão fez muitas amizades quando jogou na Itália e isso faz muita diferença, ele tem um network muito forte e um senso de observação muitos mais apurado.

    Agora não sei se o Falcão teria o mesmo feeling que o Renato tem para administrar um grupo de jogadores que possui diferenças de educação, não educação formal de escolaridade, mas o fato das pessoas serem mais bem educadas ou mais mal educadas. Não sei se o Falcão teria mais facilidade de lidar com jogadores de personalidade forte. O Renato tem.

    IHU On-Line O que você espera destes dois próximos Gre-Nais que vão definir o campeão do Gauchão?

    Berenice Corsetti Gre-Nal é sempre aquele momento totalmente mobilizador de todas as torcidas, é angustiante. É sempre um momento muito ansioso porque são os dois maiores rivais. O primeiro jogo é no Beira-Rio, a decisão no Olímpico. O Internacional precisa fazer uma diferença positiva em casa para depois tentar garantir a sua classificação como campeão gaúcho. Mas Grenal é imprevisível, nós vamos com muita expectativa, muita torcida, eu estarei no Beira-Rio no domingo, só não estarei no Olímpico porque na casa do adversário eu não coloco o pé.

    IHU On-Line E o que esperar dos jogos de hoje à noite?

    Hélio Sassen Paz O Grêmio é obrigado a fazer dois gols de diferença. Isso significa que o time precisa ser o protagonista, precisa ter posse de bola. Porém, com a quantidade de desfalques, os reservas e até mesmo o time titular carece de qualidade técnica. No Gre-Nal, o Renato tentou uma estratégia de colocar um zagueiro a mais no time e de utilizar o meio de campo mais povoado para tentar conter a qualidade técnica do Inter. Não deu muito certo enquanto os dois times estavam com onze jogadores e enquanto o Grêmio não precisou substituir o Gabriel por lesão. Não deu certo também porque o Inter foi bem melhor na partida. Isso significa que o Grêmio não possui jogadores capazes de fazer com que o time se proteja, se resguarde e mantenha a posse de bola por muito tempo. Acredito que a saída vai ser jogar no contra-ataque, mas sem jogar recuado. É muito difícil equacionar isso, sendo pressionado pelo time da casa, e mantendo a defesa e o meio de campo adiantado. Vai ser muito difícil.

    IHU On-Line Você acredita que o seu clube será campeão?

    Berenice Corsetti Eu torço para isso. Tenho esperança nisso, e acredito nisso. Eu só vou colocar pensamento positivo nesta alternativa.

    Hélio Sassen Paz O meu lado de torcedor, de já ter visto muitas coisas quase inacreditáveis no futebol, me diz que ainda devo acreditar. Mas o meu lado extremamente frio e racional pensa também como um clube é administrado, no que eles andavam fazendo para levar o Grêmio a um patamar superior ao atual, que analisa também o excesso de lesões, acha que não vai dar para o Grêmio conquistar a classificação para a próxima fase da Libertadores.

    IHU On-Line Quem é o melhor jogador nesse momento?

    Berenice Corsetti No Internacional temos um excelente meio de campo, e o melhor jogador do Internacional é o D’Alessandro.

    Hélio Sassen Paz Os jogadores do Grêmio são irregulares. O termômetro do Grêmio costuma ser o Lúcio. Quando ele joga mal, o time vai mal. Ele toca bem a bola, tem velocidade, enxerga bem os jogadores em posição para marcar gols. Quando ele não joga, o Grêmio perde qualidade e não tem como compensar. O Douglas, se formos analisar pela questão técnica, é o melhor, porque dá passes de longa distância, acerta com maior frequência do que outros jogadores do grupo, tem a capacidade de chutar bem a longa distância; ele é cobrador de falta. Porém, não está marcando gols desta forma ultimamente. O Fábio Rochemback é outro jogador importante para o Grêmio, porque é o capitão do time, exerce liderança, impõe-se e tem qualidade. Mas a posição dele é mais recuada. Portanto, ele não se destaca como aquele que faz gols e dribla bonito. Esses três jogadores eu destaco com mais veemência, agora um que é o ídolo absoluto é o goleiro Victor que está lesionado, assim como Douglas e Lúcio. Victor é frio, calmo e é extremamente capaz de fazer defesas que muitas pessoas acreditam não serem possíveis. Mas o goleiro não é perfeito e não se pode depender de milagres desse jogador. Se o goleiro está sendo muito acionado quer dizer que o time não está jogando bem.

    IHU On-Line O que falta no Inter, neste momento?

    Berenice Corsetti O Internacional tem carência em algumas posições. O time precisa de uma reposição qualificada na lateral direita, precisa de uma boa reserva na lateral esquerda e precisa de uma reposição em nível de centroavante. Nós não temos certeza da manutenção do Rafael Sóbis, com a finalização do seu contrato. Então, é preciso reforçar o ataque também. O Internacional constrói muitas situações de gol, mas não as converte, embora começamos a acertar algumas questões como o novo esquema do Falcão. E estávamos precisando urgentemente de um bom goleiro, mas o Renan vem mostrando que tem se recuperado nessa nova etapa como titular. Os erros que o Renan cometeu e que foram decisivos no ano passado ele não tem cometido mais. O Internacional trocou o seu preparador de goleiros. Então, é possível notar que houve uma mudança qualitativa.

    IHU On-Line E o que falta no time do Grêmio, atualmente?

    Hélio Sassen Paz Em termos de administração do Grêmio, respeito bastante os grupos que estão no poder, aos quais eu me oponho, mas infelizmente em certos departamentos eles estão trabalhando de uma maneira inferior da que eu imaginava e isso é muito ruim para o clube. A dívida do Grêmio vem aumentando gradativamente desde 1997. O Fábio Koff entregou para o Cacalo a presidência em 1996 com 16 milhões de reais em dívida, um valor que pode ser considerado pequeno. Com o Cacalo, essa dívida dobrou e hoje ela gira em torno de 160 milhões de reais. Um déficit desse nível impede que o clube invista; a torcida pede jogador, mas não tem como contratar. Um outro problema é que o Grêmio não tem muito dinheiro porque associado a esta dívida há também a construção da Arena. A construção é como se você comprasse uma casa, chega um momento em que é preciso se mudar, problema é estar no cheque-especial, cartão de crédito a 120% ao ano e ainda sim você ter que comprar a casa. Isso não é desonesto ou errado, mas talvez este modelo de negócio seja prejudicial porque faz com que se projetem orçamentos e lucros muito acima do que observamos no crescimento da economia brasileira.

    IHU On-Line Como você vê a representatividade do futebol gaúcho dentro do contexto brasileiro?

    Berenice Corsetti Historicamente, nós não temos apenas uma situação periférica nos campos econômico e político. O futebol gaúcho só começou a ser considerado quando, a partir da década de 1970, o Internacional teve suas grandes vitórias no Campeonato Brasileiro. Até aquele momento o eixo do futebol era Rio-São Paulo, e de alguma maneira isso se mantém, mesmo com as vitórias do Internacional e do Grêmio em 1980 e 1990, e agora nos anos 2000. O Colorado vem sendo o único time brasileiro que nesta década ganhou títulos internacionais que ninguém mais ganhou. Mesmo assim, ainda existe uma centralidade em nível da política esportiva no Rio de Janeiro e São Paulo.

    Lá está a sede da CBF e é lá que estão os clubes com maior poder político. É só verificar agora esse movimento do contrato com a Globo: quem puxou isso foi o Corinthians que teve, lamentavelmente, o apoio do Grêmio. Mas, de qualquer maneira, como dizia o Zagalo: “Eles têm que nos engolir”.

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    . Para entender a situação:

    No último domingo (dia 1o), o Internacional conquistou a Taça Farroupilha do Campeonato Gaúcho, empatando em 1×1 contra o Grêmio, e ganhando de 4×2 nas cobranças de pênaltis. Grêmio, Campeão da Taça Piratini, e Internacional disputam a grande final do Gauchão em dois clássicos. O primeiro jogo será realizado no dia 08 de maio, no Beira-Rio, e o segundo no Olímpico, no dia 15.

    Grêmio e Internacional também estão vivendo realidades semelhantes na Copa Libertadores da América. Ambos os times jogam nesta quarta-feira, dia 4-05-2011, o segundo jogo das oitavas de final da competição. O Internacional joga às 19h30, em Porto Alegre, contra o Peñarol (Uruguai), e se classifica para a próxima fase empatando em 0×0 ou vencendo, isso porque o time empatou em 1×1 no primeiro jogo. O Grêmio joga no Chile, às 21h50, contra o Universidad Católica, precisando vencer o jogo por pelo menos dois gols de diferença para seguir para a próxima fase. O Grêmio perdeu por 2×1 o primeiro jogo da fase realizado no Estádio Olímpico.

    {Instituto Humanitas Unisinos - IHU}

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    September 27th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

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    Finalmente, os documentários que celebrarão o centenário do “Gre-Nal”, ou o duelo entre os clubes Grêmio e Internacional, ambos do Rio Grande do Sul, dão sinais de que estão na boca do túnel para chegarem às telonas.

    Escolhidos pelo público em votação iniciada no final de 2009, início de 2010, os cartazes oficiais a pouco foram apresentados.

    Aliás, esta foi a segunda etapa da participação dos internautas na escolha de boa parte do conteúdo dos audiovisuais.

    A primeira teve a colheita de depoimentos escritos sobre histórias ligadas ao clássico, e a terceira e última, a recepção de vídeos que contêm comemorações dentro e fora dos estádios.

    Tal “democracia” não é inédita, inclusive em relação aos dois times gaudérios, os quais já aplicaram fórmulas semelhantes em outras películas. O curioso desta vez é que engana-se quem acha que a homenagem será contada em um vídeo só. Serão dois, um para cada, e claro, com os dois cartazes.

    O projeto “Os 100 Anos de Gre-Nal” é composto por “Grêmio 10 x 0″ e “Supremacia Vermelha”!

    Quem quiser saber mais sobre a peleia cinematográfica: http://www.filmegrenal.com.br.

    Aliás, a dualidade alcança até o lado ortográfico, haja vista a variação da grafia do embate… (RAG)

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    April 29th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Chiqui Arce, do Grêmio (RS) para o Palmeiras (SP)
    (direto da série “Baú do Esporte”, globoesporte.com)

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    April 11th, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Escurinho, ex-jogador do Sport Club Internacional, surpreendeu e emocionou a todos ao entrar na passarela do desfile do time, no sábado, dia 10 de abril, durante o Donna Fashion Iguatemi, em Porto Alegre (RS). Usando uma camiseta retrô número 14, igual à que ele usava nos anos 70, tinha dificuldades para andar, mas foi auxiliado por duas modelos.

    Escurinho dá nome à linha de produtos infantis do Colorado, que também tem cunho social. O projeto Interagir, que cuida de mais de 600 crianças, é o beneficiado, e inclusive colocou alguns dos seus pequenos desfilando as peças e jogando bolas de futebol para a plateia.

    “Trazer essas crianças em um evento que é bastante divulgado é uma experiência muito diferente para eles e mostra que o Internacional está se preocupando com a responsabilidade social”, declarou a coordenadora geral do Inter Social, Constance Piffero.

    A ideia do clube levou às lagrimas Valdomiro, ex-companheiro de Escurinho, que acompanhou o desfile ao lado do diretor executivo de marketing do clube, Jorge Avancini.

    A moda do Inter surpreende. Além do infantil, mostraram as linhas Inter Red, voltada ao público teen, e Inter Sport, para os torcedores em geral. Chamou atenção o styling bem elaborado, mostrando desde peças de futebol com conotação fashion a long para surf, jaquetas-vestido, meiões estilizados, scarpins vermelho e branco, clogs, entre outros.

    Marcelo Dourado: o ópio do povo

    O vencedor do Big Brother Brasil 10 também participou da apresentação. Nas 4 entradas, a gritaria e os flashes foram geral. Marcelo Dourado foi a prova de que não só o futebol, como alguns críticos colocam, mas também o programa da Rede Globo, se tornara ópio para grande parcela da população.

    Cornetas distribuídas foram caladas

    Quem chegava ao local do desfile, recebia na sua cadeira, como presente, uma corneta oficial do Inter. A maioria não pensou duas vezes, imaginando que o recado seria tocá-la ali mesmo.

    Com o alto barulho, a organização pediu no microfone que as cornetas fossem guardadas para serem usadas no estádio. Enquanto isso, seguranças e produção se apressavam para tirar os brinquedos das cadeiras que ainda estavam vazias.

    Resumo do desfile pela TV Inter

    Rival Grêmio desfilou na noite anterior

    Lado D dos Esportes não acompanhou o desfile do Grêmio, na sexta-feira, mas traz o link da galeria de fotos fornecida pelo clube no site oficial. O tema foi “Exército Gremista”, que dá nome para uma campanha do time e também está de acordo com a tendência de moda militar, que está voltando. Danrlei, Fernanda Lima, Mithyuê e Bergson estavam no casting de modelos. (AE)

    Fotos: Peter Krause/Divulgação

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    March 3rd, 2010Lado D dos EsportesFutebol

    Na quinta-feira, dia 25 de fevereiro, após a partida Palmeiras X Flamengo do Piauí, pela Copa do Brasil 2010, a Jovem Pan AM entrevistou Jardel, hoje jogador do time de Teresina. Ele é considerado sensacional não só por gremistas, mas por muitos torcedores ao redor do mundo, pelo feitos em clubes europeus, sobretudo pelo Porto de Portugal.
     
    Apesar de buscar passar felicidade e tranquilidade, Jardel tem algo de triste. Foi perguntado o que teria faltado para jogar na seleção brasileira, e disse: “Por gol é que não foi”. Seu retrospecto fala por si: 30 gols em 31 partidas na temporada 1996/97, 26 em 30 partidas em 1997/98, 36 em 32 partidas na temporada 1998/99 e 38 também em 32 partidas na temporada 1999/00. Em torneios internacionais, marcou 15 gols em 24 partidas.
     
    Lembrou de ter orado e chorado em frente à televisão, torcendo pela seleção de Felipão, da qual não fez parte bem provavelmente pelos problemas pessoais com drogas. Deste momento conturbado da vida, que assegura ter terminado, porém, ele não gosta de falar: “Quem gosta de passado é museu”. Mas por uma insistência de Flávio Prado, comentarista da emissora paulistana, acabou aconselhando jovens a procurarem boas amizades e aproveitarem o bem que o esporte proporciona.
     
    Se mostrou um homem saudoso a todo instante, emocionado quando a edição preparou, como surpresa, a narração de um gol seu no campeonato português. “Obrigado, muito obrigado”, agradecia humildemente. Também contou ter 3 filhos, 2 que vivem em Portugal com Karen, sua ex-mulher, jornalista da ESPN, e um nenê em Fortaleza, onde hoje, junto a Teresina, refaz sua vida. Ao fim, Jardel prometeu que jogaria, no mínimo, mais 2 anos.
     
    O Grêmio, porém, para o qual ele já fez tanto, nunca colocou como possibilidade uma contratação. Vale lembrar que equipes que experimentaram jogadores mais velhos, fizeram e fazem história, como Claudio Milar para o Brasil de Pelotas, que depois morreu tragicamente; Iarley para o Inter, Goiás e agora Corinthians, Marcos no Palmeiras, Petkovic no Flamengo, entre tantos outros.
     
    Equipes do Rio/São Paulo, a exemplo do Santos, empregam jogadores assim em várias atividades do clube, ou seja, valorizam os craques não só em memoriais ou bandeiras, mas da melhor forma que isso pode acontecer. Estranhamente, Jardel ainda não ganhou uma chance em um clube grande da maneira que mereceria. Quem sabe após este espaço que a imprensa nacional deu na semana passada? Melhor ainda seria se ele tivesse entrado em campo, não é mesmo?
     
    Na imagem, Jardel no blog Já Joguei No Grêmio, cujo idealizador foi entrevistado aqui para o Lado D, pelo Ricardo Alexandre G., no post de 26 de fevereiro. (AE)

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