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February 25th, 2012FutebolOutro material que repousava nos nossos “Favoritos”, o minidocumentário “Pelas mãos de São Marcos” apresenta muito bem os dois últimos embates entre o Palmeiras e o Sport, em 2009, pela Libertadores.
O detalhe é que desde 2008 as rusgas entre o Porco e o Leão aumentavam. Ou melhor, na Segunda Divisão do Brasileiro, em 2003, os duelos foram no mesmo nível de 5, 6 anos depois. Sem jogo morno… E nas partidas entre 2008 e 2009, o Sport levava vantagem.
Pelo que consta, o vídeo foi publicado no canal (YouTube) do próprio diretor, que transformou 180min e decisão nos pênaltis em 10min para neurônio não reclamar, inclusive pelo texto e trilha sonora. Só errou na previsão de uma legenda ao final, que afirmava que o Palestra seria campeão…
Por isso, ao ver o “professor” Luxa no banco do Palmeiras, veio à mente um comentário na apresentação do profexô no Grêmio, em Porto Alegre, um repórter garamte que ele veio para “a maior rivalidade do mundo”! As circunstâncias também pesam nessa história de rivalidade, não é sempre que a local encontra-se totalmente apimentada. Três, quatro resultados adversos e em partidas não tão distantes, decisivas, está garantida a birra, o tabu noticiado… a rivalidade. Entre qualquer clube. (RAG)
Tags: Libertadores 2009, Marcos, Pelas mãos de São Marcos (Gabriel Santoro), Sociedade Esportiva Palmeiras, Sport (BRA) x Palmeiras (BRA), Sport Club do Recife -
July 18th, 2009Futebol
A janelinha do RSS subiu e trouxe um belo post do “La Pelota”, tratando da conquista do Club Estudiantes de La Plata, na quarta-feira, ante a equipe brasileira do Cruzeiro, em pleno Mineirão, na disputa da Libertadores/2009.
O texto pega o detalhe da camiseta que o La Brujita Verón usou ao final do jogo, em alusão ao jogador Ruso Prátola, ambos importantes para os pinchas desde meados dos anos 90, sendo que o primeiro está na ativa, foi capitão e campeão, e o último, veio a falecer no início da presente década.
Longe de análise do jogo, provocar a Raposa mineira ou me dizer atleticano, foi a deixa para adiantar uma primeira passagem do Lado D no que lhe será - agora, como dizem os cariocas, “já éa” - mais característico, pegar o fator histórico no esporte e instigar a leitura sob este aspecto. Aliás, instigação não deve ter faltado a estes argentinos, é só dar uma lida no endereço do parágrafo acima e ver porque seria difícil derrotar os caras, o Prátola faz parte daquelas superações que o universo esportivo, como parte da vida, traz e serve de exemplo. É motivação bem maior para qualquer título que eventuais contratos milionários para o exterior, apesar de que é no dinheiro que quase sempre se atribui o famoso “amor à camisa”.
Só que em Libertadores e com tamanho recorte, não adiantava a Raposa cantar… de Galo! E os vizinhos sabem lidar com isso bem mais que a gente quando envolvem sangue de bairro clubístico nos torneios continentais; em seleções o olhar é outro.
Feita a leitura por lá, aproveitei para conhecer mais dos pincharratas em dois links muito legais, um é do Wikipedia, o outro, do sítio oficial do clube. E como é bom amarrar as chuteiras, correr atrás da bola e ir conhecendo tudo o que está ao redor do que aparentemente seria um emaranhado de estatísticas, fotos de boleiros, sem esquecer do chavão “ópio do povo”…
Se já dizem que a História se repete, tem o vilão para o algoz do Cruzeiro - o Gimnasia y Esgrima La Plata (o Lobo) -, e quem falou que não haveria o elitista (Estudiantes, o Leão) e o povão (Gimnasia)? Digo elitista porque só aceitava estudantes, e povão, por comportar atletas sem tal restrição…
Tem a profissionalização nos anos 1930, a sobrevivência até o final dos anos 1960, quando todo um cenário do futebol argentino é alterado justamente com a ascensão dos bicolores em nível nacional (67), continental (68-69-70) e mundial (68, levando a melhor sobre o Manchester United, lá na ilha). O tricampeonato continental 68-69-70…
E nesta fornada, pelo que entendi, formara-se a base não só para o clube, mas também para o futebol argentino, principalmente na visão dos brasileiros, que em qualquer partida contra os hermanos já vêm com palavras mágicas como catimba, “eles são perigosos na bola parada”, tanto foi que os estudantes venceram assim a Academia do Palmeiras, em 68, dita pelos analistas de plantão como um timaço. Na escalação dos pinchas, genericamente, Carlos Bilardo (futuro técnico do selecionado de lá), La Bruja Verón pai, e o técnico Zulbedía, pai da catimba.
Fora a transição dos 60-70, e o título recém-conquistado, o rebaixamento também é matéria recorrente para os alunos platenses. Entre tantas peculiaridades, revelou várias dos atacantes do futebol argentino, o mais recente, Martín El Loco Palermo, ídolo também do Boca Juniors. E teve “cronista esportivo” brasileño dizendo que o time mineiro iria pegar “um Coritiba, uma Portuguesa” de lá… Que salário mole!
Desde a camisa, escolha das cores, estas coisas, através da perspectiva histórica é possível ver a colonização do nosso continente, no caso dos alvirrubros que se juntaram na sapataria Nueva York, na La Plata de 1905, influência inglesa.
Por tudo isso, bom aproveitar os links e saber realmente o que expus de modo abrangente. Sei que se me dissessem isso em 1968 eu poderia achar que era provocação de corintiano ou são-paulino, mas saber além-patriotada estilo ”Tal Clube Brasileiro é o Brasil na Libertadores” permite torcer com mais ou menos esperanças, bem como respeito e inteligência, se bem que estes últimos não são muito requisitados no futebol. Quer dizer, depende do estudante.
De saideira, estreamos também, com a ajuda do YouTube e dos hinchas platenses, a seção de hinos… E esse é pancada, gravação “das antiga”!
Ao pessoal do Cruzeiro, Palmeiras, Universidad Católica e outros que provaram das agulhadas - daí o pincha -, um alento com a letra. (RAG)
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* Himno de Estudiantes de La Plata *
No te declares jamás vencido,
Tags: Club Estudiantes de La Plata, Club Gimnasia y Esgrima La Plata, Cruzeiro x Estudiantes de La Plata, Distintivos, Esporte Clube Cruzeiro, Hinos, Libertadores 2009, Páginas virtuais
aunque mil veces en la lucha caigas,
que caer no es ceder si has conseguido,
levantarse de nuevo en otras tantas.
Adelante, Estudiantes adelante!
Con el aire cabal del vencedor,
la derrota y el triunfo son instantes,
y el laurel no es eterno en su verdor,
horizonte sonoro de clarines,
y muchedumbre de pañuelos blancos,
a tanta gloria permanente marco,
y alboroto triunfal de banderines.
No te declares jamás vencido,
aunque mil veces en la lucha caigas,
que caer no es ceder si has conseguido,
levantarse de nuevo en otras tantas.
Adelante, Estudiantes adelante!
Con el aire cabal del vencedor,
la derrota y el triunfo son instantes,
y el laurel no es eterno en su verdor.
Adelante, Estudiantes adelante!
Con el paso marcial animo tenso,
alta la frente, ilasado el pecho,
y la casaca bicolor triunfante! -
