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September 19th, 2012FutebolEstádio Mohammad Bin Zayed, Semifinais.
Tags: Internacional x Mazembe, Mundial Interclubes 2010, Sport Club Internacional, Tout Puissant Mazembe -
May 2nd, 2012Futebol
Em torno do futebol, o esporte mais popular do planeta, desde o seu surgimento, no final do século XIX, até agora, vários tópicos foram agregados.
Aristocrático, e por isso racista; de massa; violento, principalmente por causa dos torcedores; e negócios são elementos indissociáveis da história do universo boleiro. Mesmo assim, é na paixão lúdica que logo vem à mente, através das suas cores, distintivos, lugares de origem, forma de jogar, os pretextos para escolher o clube de coração estão entre as expressões mais inusitadas de carinho.
A cada dia mais comercial, “profissional” - diriam os marqueteiros -, as camisas e flâmulas foram deixando de ser itens daqueles que sabem desenhar, têm uma boa impressão e saíam a ganhar a vida com o talento no traço e paixões da torcida. Até vir o licenciamento e se transformar em mais uma fonte de renda do time, e gastos maiores para o bolso da turma da arquibancada.
Na crescente importância em tantas áreas, o futebol, ali pelos anos 70, teve o acréscimo das torcidas uniformizadas, depois ganharam a companhia das organizadas, e a violência que ficava entre vizinhos, no máximo, tomou as ruas e protagonizam batalhas campais homéricas. Hooligans, barras bravas, as nomenclaturas revelam o teor da prática de uma pequena, proporcionalmente aos milhões de torcedores que dispõem cada clube, mas numerosa turma que dissemina a agressão como bandeira literal de luta. Hoje, chegam a ter o tratamento “vip” de saírem das suas sedes até os estádio com escolta, fato que não acontece com o fanático comum, que sai com a família para vibrar nas partidas do time do coração.
De passagem pelo Rio Grande do Sul, não é difícil surgir uma interrogação: como é possível encontrar tantas lojas oficiais de Grêmio e Inter, que, numericamente, bipolarizam os estádios gaúchos, lado a lado? O curioso também não entenderá que podem ser ou do mesmo dono, ou não sendo, que coexistem na maior naturalidade. Será que em clássicos o cenário na terra do Laçador é diferente, os torcedores trocam flores e outros afagos? Não, o forte esquema de segurança é o mesmo que nas grandes rivalidades brasileiras, mas em tempos de marketing, as cifras fazem mais efeito que os cassetetes.
Em face de tamanho questionamento, o Lado D passou num desses pares inusitados e conversou com um responsável das franquias rubro-azulinas. Em São Leopoldo, numa galeria no centro da cidade, Grêmio Mania e Inter Sport, ambas na Rua Independência, 443 - Sala 9, estão parede a parede e sob a mesma gerência. Anderson Schenkel, responsável pelas duas, digamos, seria uma espécie de “juiz de paz” que mostra como a rivalidade tem limite, e não apenas no caso romântico de marido e mulher, pai e filho, entre outros.
Os detalhes como produtos campeões de venda, a forma de conseguir representar as franquias, hábitos dos consumidores/torcedores, ilustram várias curiosidades envolventes, as quais apesar do viés econômico, mostram o marketing destacado, inclusive em âmbito nacional, dos clubes mais populosos do Extremo Sul.
Segue a entrevista! (RAG)
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Lado D dos Esportes - As duas lojas juntas em vários locais do estado é uma medida que existe de forma ocasional?
Anderson Schenkel - É um marketing estratégico, pois a maioria dos casais tem um que é gremista e outro que é colorado, é difícil a família ser de um time só. Geralmente, sempre tem alguém que é do outro lado, e em época de dar presente fica mais fácil, um vem aqui, depois vai ali.
Lado D dos Esportes - É um caso único no país?
Anderson Schenkel - Não sei, em SP mesmo, Poderoso Timão tem só Corinthians, é separada de lojas de outros times, não funciona assim.
Lado D dos Esportes - Existem as separadas ou sempre são juntas?
Anderson Schenkel - Acontece de ter separadas, no caso, eu tinha a loja em Santa Maria que era a Inter Sport, não era a Grêmio Mania, pois já pertencia a outras pessoas, em outros pontos e não necessariamente uma do lado da outra. E aqui na região (metropolitana), todas são uma ao lado da outra, com exceção das do Beira-Rio e do Olímpico.
Lado D dos Esportes - Elas existem só aqui no Estado ou têm em outros, ao menos em Florianópolis?
Anderson Schenkel - É mais aqui, tem alguns clientes que vem, no caso, de Santa Catarina, de fora, que até falam que lá não tem, é mais difícil de chegar o produto lá, geralmente nas lojas de esportes têm, mas não uma franquia da dupla Gre-Nal.
Lado D dos Esportes - Como é que é feito o processo para chegar a abrir uma loja?
Anderson Schenkel - A franquia é totalmente com o marketing.
Lado D dos Esportes - Não existe uma obrigação de ser gremista para a Grêmio Mania, e colorado para a Inter Sport?
Anderson Schenkel - Não, não, basta querer abrir e ver se há disponibilidade da franquia naquela cidade. Existe uma cota de franquias por cidade, conforme a população.
Lado D dos Esportes - Você sabe o número populacional exigido para isso?
Anderson Schenkel - Não sei dizer, mas talvez em torno de 100 mil, mais ou menos.
Lado D dos Esportes - A pessoa pode ser responsável pelas duas ou é proibido?
Anderson Schenkel - Não, pode ser qualquer um, desde que tenha o capital de abertura que vão exigir como garantia.
Lado D dos Esportes - O interessado pode abrir em outros estados?
Anderson Schenkel - Pode, claro, desde que converse com o clube não tem problema nenhum.
Lado D dos Esportes - É estranho que não existam em mais estados, pois como no Centro-Oeste, no Norte, têm muitos gaúchos e, de repente, alguém poderia ter ousado levar para lá…
Anderson Schenkel - Mas não teria a demanda dos dias de jogo, que é maior, quando ganha um campeonato é maior, então, varia muito, e lá não teria isso. Porque aqui tem o dia de jogo, o pessoal passa e compra no Olímpico, no Beira-Rio, é mais rivalidade mesmo, por isso que existe bastante franquia aqui.
Lado D dos Esportes - Existe uma versão virtual assim, com elas juntas?
Anderson Schenkel - Não, existe a versão virtual, mas separadas. A Grêmio Mania pertence ao Grêmio mesmo, e a do Inter pertence à Netshoes, uma loja de São Paulo, então, todos os produtos adquiridos pelo site do Inter vêm diretamente de SP, e os produtos do Grêmio vêm diretamente da loja do Olímpico. Não são lojas divididas ao meio para os dois, são totalmente diferentes. Se eu quiser fazer um site da minha loja de São Leopoldo, eu não posso!
Lado D dos Esportes - E o tipo de material que mais vende, nas estatísticas?
Anderson Schenkel - Então, o que é que mais vende? Vende mais quem está no momento melhor! Por incrível que pareça, um tá mal, o outro tá melhor, vende mais quem tiver melhor, no mais é parelho. Sai um uniforme novo de um, vende mais naquele mês, depois sai o uniforme do outro, sai mais, então, não tem como dizer esse vende mais que o outro. Ultimamente, o Inter ganhou mais títulos e vende muito mais pelo menos nos últimos três anos.
Lado D dos Esportes - Mas esse muito mais é o quê?
Anderson Schenkel - Na época que ganha os títulos, chega a ser 70% a mais, agora os dois não ganhando nada, fica mais ou menos parelho, um vende 10% a mais num mês, o outro vende 10% a mais no seguinte. Varia também de acordo com o jogo, por diária, no dia que é o jogo de um, no dia que é o jogo do outro.
Varia muito mais com um título, ou, não sei te dizer a palavra, mas a desgraça do outro também! O Inter, por exemplo, perdeu o Mundial pro Mazembe e o Grêmio vendeu um horror, mesmo não ganhando nada! Então, a desgraça do outro também ajuda, eu acho impressionante! Um pouco antes do jogo contra o Mazembe, o Inter vendia muito mais que o Grêmio, estava vendendo uns 50% a mais, aí quando o Inter perdeu, o Grêmio é que vendeu 50% a mais!
Lado D dos Esportes - Mas em peças, quais as que vendem mais?
Anderson Schenkel - Vende mais as camisa de manga curta de jogo, mesmo no inverno mais rigoroso, é a que mais sai. Nada vence a camisa, o pessoal é tradicional mesmo.
Lado D dos Esportes - E as camisas da onda vintage, conseguem sair mais que a beleza delas?
Anderson Schenkel - A camisa retrô tem uma saída considerável, não chega a ser como uma de jogo, mas sai bem. Sempre saem, até porque a intenção da franquia é chegar aqui e não sair sem um presente, essa é uma estratégia, tem que ter de tudo um pouco.
Lado D dos Esportes - Os dvds, em época de pirataria, como eles ficam? Quais os campeões de vendas?
Anderson Schenkel - Os dvds vendem bem, a pirataria até não atrapalha muito os clubes, o pessoal prefere comprar o oficial, que nem o Inter, lançou o dvd da torcida, da Guarda Popular, e a torcida prefere comprar o original do que o pirata, até então não vi o pirata rolando. O cd da Guarda é o cd que mais sai, o dvd da Guarda sai tanto quanto sai o de campeão mundial do Inter, ou o “Nada Vai Nos Separar”, esses de história geralmente saem mais que o da torcida, até porque, primeiramente, o da torcida não são cânticos no dvd, tem declaração de jogador e vai ver um jogo pela Sul-Americana, quando o Inter foi campeão em La Bombonera.
Com os dvds do Grêmio são a mesma coisa. O Grêmio não tem cd da torcida, tem dvd dos 100 anos e a Batalha dos Aflitos, além do Mundial de 1983, que foi feito recentemente.
Lado D dos Esportes - Essa proposta da Grêmio Mania e Inter Sports existe desde quando?
Anderson Schenkel - Eu não sei te dizer, mas veiocrescer quando o Inter começou a ganhar a Libertadores, e começaram a crescer os dois. O pessoal achou estratégico fazer os dois, quando o Inter foi campeão mundial, começaram a surgir muitas Inter Sport e Grêmio Mania no estado. Não é que juntas seja uma proposta dos clubes, a proposta é do proprietário, do investidor, porque não quer dizer que tu não possa abrir só um Grêmio, só um Inter, mas pensando no lado estratégico, não é vantagem abrir só um e deixar para um próximo que tenha o olho do nicho de mercado.
Lado D dos Esportes - Os produtos “diversos”, tipo chaveiros, canetas, saem mais?
Anderson Schenkel - É que chaveiro, como lembrança, sempre sai mais, os acessórios em geral saem bem: chaveiros, óbvio, canetas, canecas, copos… Com certeza, chaveiros vendem mais que uma camiseta, as canetas saem como os chaveiros, existem diversos produtos que saem bem.
Lado D dos Esportes - Qual a periodicidade para se ter um item novo?
Anderson Schenkel - A camisa chega a ter duas vezes por ano, mas sempre tem uma novidade. Um chaveiro novo, uma caneca de emblema diferente…
Lado D dos Esportes - Aqueles casos do time perder e sofrer alguma violação nas lojas, tipo, serem incendiadas, acontecem por aqui?
Anderson Schenkel - Aqui, a princípio, nunca aconteceu nada, graças a Deus. Pelo menos não fui informado.
Lado D dos Esportes - As peças são mais vendidas em espaços como esse ou nos estádios?
Anderson Schenkel - Ah, com certeza no estádio, dia de jogo o movimento é absurdo dentro das lojas, tu não consegue entrar direito em dia de jogo grande, dependendo do título que o time ganha, os produtos chegam de caminhão e vende muito, muito, muito mesmo.
Lado D dos Esportes - Existem ações de algum jogador vir até aqui, não necessariamente nestas duas, mas em alguma outra?
Anderson Schenkel - Existem, em Santa Maria, quando eu tinha a loja do Inter lá, o Fernando Carvalho veio na loja autografar quando lançou o livro dele, numa festa do Consulado do Inter, o evento foi lá na loja. Eles fazem essa campanha de marketing, sim. Aqui, necessariamente, não veio ninguém do Inter ou do Grêmio. Com as nossas lojas, acontece de ter festa do Consulado, no caso, do Grêmio, e a gente vai colocar a loja lá, vão vir jogadores do Grêmio. Sempre rola, desde que venha o convite da Confraria do Saci ou do Consulado, ou a gente indo atrás dos eventos para participar também.
Lado D dos Esportes - Pra finalizar, voltando ao tema pirataria, vocês participam de medidas contra a pirataria dos produtos, não só dos dvds, mas de camisas etc.?
Anderson Schenkel - Fica mais para os clubes investigarem isso que nós, até porque eles fizeram uma campanha e recolheram produtos de várias lojas de piratas, fizeram doações dessas camisetas e distribuíram entre crianças carentes, não é nada com a gente.
Tags: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Grêmio Mania, Inter Sport, Sport Club Internacional -
April 25th, 2012Futebol
Desde 2007, quando Joseph Blatter anunciou na Suiça o Brasil como país-sede da Copa 2014, além da alegria que tomou conta de parte do “País do Futebol”, não demorou para que rusgas também figurassem no clima do Mundial.
Escolha das 12 cidades-sede; projetos dos estádios; infra-estrutura custeada ou não com dinheiro público; andamento das obras; Lei Geral da Copa; corrupção na Fifa e na CBF; qualidade técnica da Seleção Canarinho; são alguns dos itens que tornaram o brasileiro comedido com o mega-evento futebolístico.
O âmbito internacional do anúncio em Zurique chegou a esse corpo-a-corpo local, onde cada ajuste tem sido disputado palmo a palmo, Estado a Estado, e até mesmo clube a clube. Em nível clubístico, as grandes disputas foram a saída do Morumbi do São Paulo Futebol Clube e a entrada do Itaquerão corintiano, e o Gre-Nal com a Arena do Grêmio e o escolhido Beira-Rio, do Internacional.
No Rio Grande do Sul, o impasse no formato de custeio da reforma do estádio colorado chegou a alimentar a esperança do Tricolor gaúcho, porém, mesmo com o atraso no reinício das obras - o começo, apesar de tímido, deu-se em dezembro de 2010 e parou em maio de 2011 -, a bola vai rolar à beira do Guaíba.
Entre empecilhos de construtora, Banrisul e o Inter, a rivalidade entrou em campo e não faltaram argumentos para as provocações dos lados azul e vermelho, no caso deste, houve até disputa interna nas tendências da cartolagem. Nos últimos meses, sem dúvidas, as construtoras OAS (Grêmio) e Andrade Gutierrez (Colorado) foram tão faladas quanto o Gladiador e Leandro Damião.
Inúmeras teorias da conspiração saíram dos salões de presidentes e conselheiros da Azenha e da Padre Cacique, repercutindo na imprensa e na boca da galera, de forma a se tornarem curiosas pela riqueza de criatividade.
Uma parte do repertório vem a seguir, com as múltiplas opiniões de seis torcedores, três de um lado, três do outro, todas transcritas na íntegra a fim de passar seus verdadeiros contextos. As perguntas incidiram em questões como “Vale a pena ter estádio próprio e arrendá-lo às construtoras por 20 anos?” e ”Acha interessante apagar parte da história com as destruições do Olímpico (Grêmio) e do Eucaliptos (Inter)?”.
Imaginação e argumento são o que não falta! (RAG)
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“O que é melhor, comprar um carro novo ou querer reformar um Chevette? Vale a pena reformar uma coisa velha? Tu não vai agregar valor nenhum. São Paulo tem estádio público, e o Grêmio, vai jogar em que lugar, no Beira-Rio? Entendeu? Tem que construir, sim, é uma zona que vai valorizar muito Porto Alegre, é um estádio novo, moderno, com fácil acesso para a região metropolitana, fácil acesso de Porto Alegre, não vai ter que atravessar a cidade para ir ao estádio, não é vantagem? Alguém vai construir uma casa e dar pra ti? Aliás, o terreno não é do Inter, é uma concessão da prefeitura, de que adianta tu ter uma coisa se ninguém vai dar nada de graça? Louco quem acreditou que o Inter tinha dinheiro para reformar, essa é a balela do presidente, que na hora que teve que botar o dinheiro, não tinha. Nem tinha o dinheiro e ninguém quis dar garantia, por isso que demorou a sair, ninguém acreditou que reformar um prédio velho era melhor que um novo. Como o do Grêmio, teve algum problema de financiamento? Porque ninguém investe em prédio velho! Se tu for comprar uma casa, vai ficar pagando quantos anos para o governo? Ninguém te dá nada de graça, foi um negócio. Por que que ninguém pode ver o contrato do Inter? Por que o contrato do Inter é sigiloso e o do Grêmio é aberto? Por que o conselheiro do Inter tem que andar de segurança para ver o contrato? Não é permitido que olhe o contrato sozinho, porque ele pode fotografar e ainda tem que assinar um compromisso que não pode contar sobre o contato que ele leu. Cara, envolve muita coisa. Falaram que era uma novela chamada “Avenida Beira-Rio”, uma novela de 2 anos, ninguém queria financiar o estádio do Inter, porque não vale a pena. Não vi um gremista falar mal da troca do estádio! Quem vai nos estádios quer conforto, claro que tem que mudar, tu paga um dinheirão para sentar no cimento?”
(Alexandre Júnior, gremista)
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“Em hipótese alguma, o Inter sempre foi independente, não precisava fazer essa parceria, poderia até reformar o Beira-Rio a longo prazo e com recursos próprios, mas não ficar dependendo de uma construtora, fui e sou totalmente contra. Ali eu acho que foi mais é politicagem, para arrecadar verba para modificar o próprio Gigante, eu conservaria o Eucaliptos e faria um CT, pra base e pro principal, vai fazer CT lá em Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, não sei onde mais, o deslocamento, uma tristeza que dá, e no entanto, o Eucaliptos ficava ao lado do Beira-Rio, ali está praticamente toda a história do Inter, desde 1909 até 1969. O Inter inaugurou o Beira-Rio em 6 de abril de 1969, até ali era só no Eucaliptos, é um patrimônio que botaram fora para arrecadar dinheiro para a reforma, investir nas categorias de base… O futebol não deixa de ter política, sempre tem que ter uma política, tu já viu um treinador chegar no Grêmio ou no Inter sem recomendar a contratação de um jogador que ele adora, que ele acha que é craque e depois o cara na joga nada? Isso também é poliítca. Todos os grandes clubes do Brasil têm política, pode ver, onde tem um treinador famoso ele sempre busca o jogador que já teve como atleta, veja quantos jogadores Renato Portaluppi pediu para contratar e veja quantos ainda estão no Grêmio? Não deveria fazer essa parceria de 20 anos, tu tem uma coisa tua e tu vai se desfazer daquilo para construir uma outra e depender 20 anos a troco de nada, praticamente? 50% de cada lado, mas têm os ferrenhos do argumento de coisa nova, o Beira-Rio tem acesso fácil, agora o acesso da Arena do Grêmio vai ser difícil pra caramba, bem no meio da Freeway, o Inter tem a Padre Cacique e a Beira-Rio, faz o contorno do Menino Deus. É que o Grêmio quer um estádio novo!!! É o tal negócio, o que está teoricamente sucateado, fazer uma revolução, mas fica devendo a cara para todo mundo, e se deixar o Estado fazer, tu nunca vai ser dono de nada, tu joga mas nunca vai ser dono de nada”.
(Airton Diehl, colorado)
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“A idéia da concepção do novo estádio, a Arena, poderia ter sido aplaudida, salvo alguns detalhes. O Olímpico está longe da defasagem, porém, carece de diversos fatores que são essenciais para se apreciar o futebol nos dias de hoje. A falta de demarcação de lugares e sua localização, por exemplo, tornaram-no obsoleto. A Arena, por sua vez, contará com fácil acesso e será um estádio, ao menos no papel, ao nível dos europeus. Todavia, não seria possível realizarmos as obras com outros recursos que não os da empreiteira? O Olímpico situa-se em uma zona muito valorizada de Porto Alegre, contudo, foi repassado à construtora praticamente sem custos. Grande parte dos torcedores, tanto de Grêmio quanto de Internacional, aprovaram seus novos estádios. A questão da demolição dos antigos não os afetou. Basta lembrarmos de um dos templos, não só do futebol, mas como de outros esportes: Wembley, na Inglaterra. Ele foi demolido e construído do zero, sem que isso afetasse a admiração do público pelo mesmo. Na minha opinião, a construção dos novos estádios não está de todo errada. A exploração de novos horizontes sempre foi necessária. Eles se tornaram um marco na história dos clubes. Resta saber se será do ponto negativo ou do ponto positivo. Isso só o tempo nos dirá”.
(Matheus Kiesling, gremista)
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“Eu sou contra a reforma, venderam o Eucaliptos, estão investindo e vai ficar na mão da construtora, 20 anos, eu sou contra, não sou a favor! Os outros torcedores têm quase essa mesma opinião, quem é a favor o argumento é que o estádio vai ser bonito, modernizado, mas só que não vai ser do Inter por 20 anos. O pessoal mais da época é que comenta, ‘venderam o Eucaliptos e poderia ser a base, museu’, o pessoal daquele tempo comenta que não precisava ser vendido, que nem o presidente antes, Vitorio Piffero, esse estava contra a reforma desse jeito, queria fazer com a força do clube, bateu ponto mas não adiantou. Não cheguei a ver nenhum jogo no Eucaliptos, nenhum treino, nunca tive a oportunidade de ver um jogo lá. Sobre o Grêmio, eu também não faria, deram o espaço do Olímpico pra fazer um novo, afastado de tudo, tendo um estádio bonito que nem o gremio tem também, com história, com a torcida já identificada, mas tudo é política, né? Tudo é grana!”
(Fábio Sprenger, colorado)
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“Por um lado é bom, porque tu vai ter um estádio moderno, mas por outro lado é ruim, porque é o seguinte: pelo fato de ficar 20 anos na mão da financeira, acho que é um risco que não era necessário correr, porque o clube tem outros meios de investimento, não precisava ter feito esse contrato. O Olímpico é próprio, vai ser desmanchado e parece que vai ficar para eles, e nesses termos eu acho que é ruim. O pessoal vai mais a favor, pelo fato de ser um estádio moderno e bonito, mas eles não pensam na questão dessa dívida que o Grêmio vai ficar pagando. Eu acho que é uma tristeza, porque é uma história que vai ficar para trás, fica no passado, os maiores títulos que o Grêmio conquistou foi no Olímpico, agora começa tudo de novo, claro, ninguém vai tirar os títulos, mas vai ter que reconquistar de novo. Eu acho que com o Inter é o mesmo caminho, agora é tudo festa, mas depois vão sentir”.
(Tiago Veríssimo, gremista)
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“Hoje, por exemplo, com a torcida que o Grêmio tem não precisava dar aquela área do Olímpico, com história, tudo, e cedeu para uma empresa. Vai fazer um estádio novo, o Grêmio não vai ter ônus nenhum, porém, é assim, quando terminar a obra, ela entrega a Arena para o Grêmio e o Grêmio entrega toda aquela área nobre para ela, o que é que acontece? Ela vai investir esse dinheiro e vão construir um baita prédio residencial, comercial, e o que vai acontecer nesse meio tempo? Nesses 20 anos, ela vai explorar o estádio, então, eu acho que o Grêmio fez um péssimo negócio, na minha opinião, se o Grêmio precisa sair dali, que a área é pequena, que arrumasse uma empresa. Como tem um monte de fortes empresários, porque aquela área do Humaitá foi doada, então, que o Grêmio fizesse o estádio dele todo, se mudasse para lá, aí venderia a área do Olímpico, pegava o dinheiro arrecadado e investia, mas… A maioria é a favor, a gurizada, menos o pessoal que tem mais de 40, por aí, tanto é que o ex-presidente do Grêmio, Fábio Koff, foi contra, um senhor presidente. A história é para o pessoal mais da antiga, a gurizada quer estádio novo, se eu pudesse dar uma opinião, se quer ser chato, vamos fazer um estádio novo? Vamos, aproveita a área nobre e pode explorar, amanhã ou depois, pega uma empresa, constrói e divide os lucros, na pior das hipóteses. Devia ter um debate com o torcedor, aquele sócio antigo, como é que vai ser? Por exemplo, o Grêmio tem 50 mil sócios, como é que vai ser? Ah, não, lá ele vai ter que pagar o ingresso, e quem vai pagar para ele? O Grêmio! A do Inter vai ser assim: vai dar uma entrada pros caras e depois disso, fora shopping, farmácia etc., mas loja de artigos esportivos e toda a área de futebol vai ser para o Colorado, e o Grêmio vai ter um percentual pequeno. O Grêmio, por exemplo, vai ser Arena alguma coisa, não pode ser Arena Grêmio, o do Inter vai continuar Beira-Rio. Se tu vai falar com um gremista, ‘Ah, o gremista vai falar mal do Inter’, e vejo que o Inter não deveria fazer nem nesses moldes, foi obrigado a fazer por ser campo Fifa, campo Copa do Mundo, o que aconteceu? A Fifa disse que tem que ter estilo Fifa e tem que arrumar empreiteira. O estádio, se for remodelar, não vai esse dinheiro todo, o Inter poderia fazer com dinheiro próprio, se fosse como era a idéia doe alguns dirigentes, mas como é para a Copa, tem que mudar todo o campo, agora não tem mais volta. Venderam, mas quando venderam e deram o Eucaliptos como adiantamento, pelo que consta, não vendeu para a Andrade Gutierrez, mas ela vai ter que fazer CT e outras coisas. Bah, eu poderia ter a oportunidade de ver um jogo no Eucaliptos, acho quem em 97, 98, teve um jogo num domingo de manhã, um amistoso do time principal não sei se com um time de Farroupilha, mas não cheguei a ir… Até onde eu sei, pois têm coisas que a gente não tem acesso, o Inter vendeu aquela área para fazer a reforma do Beira-Rio, mas é a única coisa que eu fiquei meio assim… Aquele estádio simplesmente foi abandonado, desligado total, devia aproveitar a história, fazer uns jogos do Gauchão, mas não sei… O Inter tem o Gigantinho, mas por que ali não poderia ser para show também? De repente, é estrutura para manter, coisa e tal, e daí vendeu… Tanto é que os colorados dizem: ‘Ah, tu quer dar a Copa para o Grêmio? Pode dar!’, por que quem vai jogar aqui? Talvez o Uruguai… Então, não vejo tu se endividar por causa disso, por que não deixar para o Grêmio, fazer a reforma do seu estádio e pronto?”
(Adelar Forneck, colorado)
Tags: Arena do Grêmio, Beira-Rio, Copa do Mundo Brasil 2014, Estádio dos Eucaliptos, Estádio Olímpico Monumental, Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Grêmio x Internacional, Sport Club Internacional -
April 25th, 2012FutebolTags: Guiñazú, Guiñazú (Ataque Colorado), Música, Sport Club Internacional, Vídeo D Hoje -
April 12th, 2012Futebol{Canal internacional.com.br}
Tags: Filmes, Sport Club Internacional -
March 30th, 2012FutebolEntusiastas do futebol e os colorados podem derramar lágrimas pela breve história tão bem sintetizada nos quase 4min do audiovisual, mas daí para celebrar o Beira-Rio atualizado…
Para quem gosta de prazeres que possam ser passageiros, tá liberado, alardeie que a casa alvirrubra ficará “joiada”! Mas as diversas imagens utilizadas do Estádio dos Eucaliptos, dos confrontos do Internacional por lá, deixa as barba do Gigante de molho… “O próximo pode ser você”!
É, para a barba ficar mergulhada mais uns centímetros, a operação pró-Copa aconteceu com o estádio que agora virou entulho. Segundo o Wikipedia, dos 10.000 lugares que tinha em 1931, ano da inauguração, o que hoje seria chamado de “legado da Copa” somou 20.000 assentos e a Copa de 1950 rolou em Porto Alegre: México x Iugoslávia e México x Suiça. 30.000 espectadores, e baseado na publicidade atual, diriam que, agora sim, temos um campo moderno.
A modernidade talvez ficasse mesmo obsoleta 64 anos depois, mas alguém tem dúvida sobre quem seria um dos pontos turísticos mais visitados em 2014, na capital gaúcha? Já que falamos por aqui do esporte como a vida é um jogo, não daria para capitalizar em ingressos para cada visitante? E uma seleção não poderia utilizá-lo como centro de treinamentos, com a magia de ter sido palco de um mundial tão antigo?
Hoje, o rolo compressor não é o Rolo Compressor dos anos 1940, mas alguma bulldozer que esmagou parte da história do futebol, inclusive mundial, haja vista a condição de ter sido sede na Copa brasileira.
História Colorada x Especulação imobiliária: goleada para os visitantes, ou como diz no Sul, “patrolou” o Sport Club Internacional… o arquirrival Olímpico Monumental… o Maracanã… parece que a Ilha do Retiro vai seguir a sina… o Canindé respira por aparelhos…
Eucaliptos como estádio gaudério só o do Esporte Clube Avenida, de Santa Cruz do Sul… ou a desertificação provocada no Estado pelo vegetal homônimo…
Em breve, colorados, gremistas, qualquer torcedor poderá dormir em cima da memória do Inter! (RAG)
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* Conheça o de cujus, em grande (porém, dispensável pelo contexto) reportagem produzida pelo ClicRBS.
Tags: Andrade Gutierrez, Copa do Mundo Brasil 2014, Copa do Mundo de Futebol (Brasil 1950), Especulação imobiliária, Estádio dos Eucaliptos, Estádio Ildo Meneghetti, Internacional + (?) Andrade Gutierrez, Sport Club Internacional -
March 19th, 2012FutebolO décimo-primeiro é sobre o Colorado da Beira-Rio. (RAG)
Tags: Beira-Rio, Série "Brasileirão Petrobras - A Energia de Todas as Torcidas", Sport Club Internacional -
March 8th, 2012FutebolO blog não é muito do online do online, resultados ali, saindo do forno. Mas chegou a pouco o vídeo com os gols de Santos x Internacional, e os dribles do Neymar envolveram o Lado D também.
Realmente, por mais um ano de lances assim, o que aconteceu no jogo do Mundial de Clubes só pode ter sido amarelada, ou a tradicional - mas nesse caso, improvável - dúvida futebolesca: será que não se venderam?
Tão legais quanto os gols são as imagens, bem diferentes e mostram que transmissão legal está bem longe de colocar microfone na frente dos técnicos e enquadrar todos os envolvidos na bisbilhoteira leitura labial.
E mais duas placas para as paredes da Vila Belmiro… (RAG)
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February 16th, 2012Futebol
Enquanto via algum dos comerciais publicados no blog na seção “Vídeo D Hoje - Publi$$idade$”, garantia um próximo post com o achado gremista, no qual o goleiro Mazaropi contracenava com o Tião Macalé (!) em torno de uma promoção do “Bolão do Grêmio”. De 1989!
Além do ”Sorriso”, como Didi o zoava, o tom hilário dá um show na tendência marqueteira atual de tantos “Todo Poderoso”, “Imortal”, “Campeão de Tudo”, “Soberano”, a lista de super-poderes é longa e a veracidade é bem curta.
O vídeo encontrado ainda traz o privilégio do comentário de um dos ”atores”, o arqueiro tricolor de então, mesclado com imagens da peça publicitária e defesas de pênaltis do camisa 1.
Para quem assistiu ao material sem paixonites, se ligaria que Mazaropi fez menção a uma outra, do Colorado, encenada pelo Taffarel e o garoto Ariel Nehring, em 1988, num comercial relacionado à venda das cadeiras no Beira-Rio. Aí foi só buscar rapidinho no YouTube e lá estava, apresentado pelo jornalista Clovis Duarte, dirigido pelo Jorge Furtado, e com aquele ar do curta-documentário “Barbosa”, do mesmo diretor: o moleque dando toque para o arqueiro ir no lado certo e defender a meta!
E tem gente que vive sob paranóia de direitos autorais e sai caçando “autorias” pela web, ignorando a oportunidade de trabalhos sobreviverem, atravessarem o tempo.
Enfim, futebol com ingredientes de futebol brasileiro!
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Série Publi$$idade$
Tags: Ariel Nehring, Clovis Duarte, Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Mazaropi, Publi$$idade$, Sport Club Internacional, Taffarel, Tião Macalé
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December 13th, 2011Futebol. . .
Série Publi$$idade$
Tags: Goleiras (TIM), Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Grêmio x Internacional, Publi$$idade$, Sport Club Internacional, TIM
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